Ensinando o cachorro a viver com regras humanas

Convivendo de maneira saudável com seu cão

por Olivier Soulier — publicado 6 ago 2014 - 10:51

Quando os cães eram selvagens, ações como mastigar ou marcar o território e latir eram normais. Agora que os cães fazem parte das famílias, essas ações instintivas podem virar problemas de comportamento. Isto significa que temos de moldar o comportamento natural do cão para que se encaixe nos padrões de educação da sociedade, ou seja, ensinar-lhe a ter boas maneiras.

Foto: Reprodução

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O ideal é procurar educar seu cãozinho nos primeiros meses de vida. Evita-se assim, possíveis distúrbios, como os desencadeados por questões de liderança, de fixações e outros comportamentos compulsivos e de hiperdependência manifestada através de crises agudas de angústia por separação (quando afastados dos seus tutores) que são os mais comuns e frequentes.

Em muitos casos, os problemas não serão resolvidos somente com o adestramento convencional, aquele cuja ação não é direcionada principalmente a orientar e aperfeiçoar a família adotiva na arte de controlar e educar o(s) seu(s) pet(s), mas sim concentrando os seus esforços em condicionar o animal a comportamentos de obediência ou submissão.

Condicionamentos muitas vezes obsoletos, pois o animal saberá facilmente contornar e ignorar a vontade de um tutor humano inexperiente ou despreparado.

A menos que as formas de adestramento tenham o objetivo de obrigar o animal à força, um pouco como no caso dos antigos domadores de circo, chegando a amedrontá-los e assim “quebrando” a sua própria vontade ou o seu próprio caráter, o tornando obediente por submissão ou medo, quase sempre cabisbaixos.

O que também não é desejável por tornar tais animais inseguros e até imprevisíveis com estranhos e, certas vezes, com os seus próprios familiares.

O respeito por medo pode forçar a fugir, evitar a se submeter, mas em alguns casos pode levar qualquer um a juntar coragem para enfrentar o(s) seu(s) opressor(es) no objetivo de se livrar da opressão que exercem.

Uma vez a família conhecendo as bases da psicologia canina e de como moldar ou corrigir os comportamentos dos seus xodós, oferecendo também atividades ocupacionais adequadas para eles, os condicionamentos de obediência à base de reforços positivos e sinaleira (clicker) são muito proveitosos. Ajudando assim a conseguir respostas desejadas a estímulos previsíveis e até a outros menos esperados, mas próximos dos condicionados nos treinamentos. Cujo objetivo principal é de transformar “respostas eventuais” em verdadeiros reflexos condicionados quaisquer que sejam as circunstâncias, os lugares e contextos.

Com isso é claro que cães convivendo numa família, não devidamente ou suficientemente preparada, poderão apresentar inúmeros comportamentos desagradáveis ou até comportamentos anormais para a espécie devido a tratamentos inadequados e muito estressantes para eles.

Existem problemas comportamentais que desencadeiam uma série de aborrecimentos. São cães agressivos, inseguros e que desenvolvem vários vícios, como fazer xixi e cocô no lugar errado, morder a mão do dono, latir demasiadamente, cavar o jardim, pular nas pessoas etc. Muitas vezes, o proprietário já tentou de tudo para melhorar o comportamento da sua mascote, mas nada funcionou. A partir disto, a frustração com o animal é cada vez maior e pode levar à negligência, ao abandono e, até mesmo à eutanásia, em casos mais extremos. O comportamentalista ajudará a estabelecer uma melhor convivência entre o cão e os membros da família, através de orientações e correções dos maus-hábitos.

O comportamentalista existe para ajudá-los: incluindo todas as individualidades que vivem juntas, ele coloca os seus conhecimentos em etologia canina (estudo do comportamento canino) e em psicologia humana para ajudar os proprietários desamparados.

Não se trata de condicionamento, mas da compreensão do sistema de interações que encontra naquela família, naquele momento, naquele lugar.

 

A correção comportamental consiste em reequilibrar o animal, reaproximando-o da essência canina e oferecendo-o:

– Atividades físicas e/ou ocupacionais;

– Ensinamentos claros e adaptados dos limites e das restrições;

– Condicionamentos favorecendo a convivência no lar como na sociedade humana (necessidades fisiológicas em local determinado, ficar deitado no seu lugar quando solicitado, esperar um sinal para vir, funções práticas para os seus tutores como guia para deficientes, guarda, busca com faro…);

– Socializações a vida toda para adaptar o animal aos mais diversos locais, situações, pessoas e animais para evitar ou eliminar medos e agressividades decorrentes;

– Dessensibilizações e contra condicionamentos com reforços positivos;

 

Não existem diferenças fundamentais nas formas de educar ou condicionar animais para uma convivência mais harmoniosa e fácil, em função do tamanho, da raça ou do sexo dos nossos cães, mas sim uma personalização dos ensinamentos em função dos proprietários e do próprio animal.

De fato cada cão é diferente, como cada proprietário.

Cada um apresentando facilidades ou dificuldades próprias que devem ser consideradas para conseguir o melhor resultado com aquele animal naquela família. Uma criança de dez anos e uma mãe, pai, avó ou avô terão com certeza respostas diferentes.

NUNCA se tem situações típicas, nem receitas globais, mas sempre uma personalização dos conselhos dados, frente a um contexto único, o “adestramento” existe para nos ajudar, incluindo todas as individualidades que vivem juntas, trazendo conhecimentos e esclarecimentos em etologia canina (estudo do comportamento canino) e na psicologia da sociedade humana contemporânea.

 

 

Cachorro se apaixona por sete filhotinhos de gato e cuida de todos eles

por Andrezza Oestreicher — publicado 18 ago 2017 - 9:17

Apesar de ainda muita gente acreditar que cães e gatos não se gostam, está cada vez mais comum ver grandes e fortes amizades entre esses animais. E o caso de amor entre um cãozinho e filhotes de gato pode provar isso.

A tutora de duas gatinhas estava servindo na Marinha e precisou viajar. Ela deixou seus animais com uma amiga, a usuária da rede social Imgur que possui alguns cachorros, mas ninguém ficou preocupado quanto a isso e todos os animais se deram bem.

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Motorista de caminhão de entrega adota amigo canino após tutora do animal falecer

por Andrezza Oestreicher — publicado 17 ago 2017 - 18:36

A motorista de caminhão de entrega Katie Newhouser é uma verdadeira amiga e amante dos animais. Ela faz entregas Rancho Cucamonga, na Califórnia, pela empresa UPS e tinha um amigo muito especial em sua rota.

Sempre que passava por um complexo de apartamentos, Katie cumprimentava seu amigo Leo, um cachorro da raça Pit Bull bastante carinhoso e que logo pulava no caminhão quando a motorista chegava.

Quando descobriu que a tutora de Leo havia falecido,

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Olivia Wilde apresenta seu novo cachorrinho nas redes sociais

por Andrezza Oestreicher — publicado 17 ago 2017 - 9:37

Olivia Wilde, atriz que ficou bastante conhecida depois de interpretar a personagem “Treze” na série “House M.D.” e “Quorra” no filme “Tron: O Legado”, acaba de aumentar a sua família.

Mãe de dois filhos, Otis, de três anos, e Daisy, de nove meses, e tutora do cachorro chamado Paco que foi adotado, Olivia resolveu levar outro cãozinho para casa.

Ladies and gentlemen, meet the heartbreaker formerly known as Maxamillion, now christened by his new human brother as Elvis Sudeikis-Wilde.

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Cachorro se apaixona por sete filhotinhos de gato e cuida de todos eles

por Andrezza Oestreicher — publicado 18 ago 2017 - 9:17

Apesar de ainda muita gente acreditar que cães e gatos não se gostam, está cada vez mais comum ver grandes e fortes amizades entre esses animais. E o caso de amor entre um cãozinho e filhotes de gato pode provar isso.

A tutora de duas gatinhas estava servindo na Marinha e precisou viajar. Ela deixou seus animais com uma amiga, a usuária da rede social Imgur que possui alguns cachorros, mas ninguém ficou preocupado quanto a isso e todos os animais se deram bem.

A gata Terra estava mais redondinha, mas todos achavam que ela estava apenas gordinha. (Foto: Reprodução / Honest To Paws / Oowth / Imgur)

Acontece que, com o passar dos dias, uma das gatinhas, Terra, começou a parecer mais gordinha. Supondo que ela estava apenas gordinha, a amiga decidiu apenas ficar de olho na gata e não a levou ao veterinário.

Até que ela pariu sete filhotes. (Foto: Reprodução / Honest To Paws / Oowth / Imgur)

Alguns dias depois, a anfitriã escutou alguns barulhos diferentes e foi checar. A surpresa foi enorme, a gata Terra tinha acabado de dar à luz sete filhotinhos fofos e saudáveis.

Terra ficou muito bem no papel de mamãe e estava muito feliz com seus filhotes, mas ela não tinha ideia da grande ajuda que estava para receber.

Um dos cachorros que vivia na casa se apaixonou imediatamente pelos filhotes. (Foto: Reprodução / Honest To Paws / Oowth / Imgur)

Um dos cães da anfitriã, uma mistura de Dachshund sem raça definida, se encantou rapidamente pelos filhotes. O animal tentou por várias vezes se aproximar dos bebês e a tutora fez o primeiro encontro entre eles de forma bastante segura para os pequenos.

O cachorro imediatamente mostrou o seu lado carinhoso e cuidadoso com os filhotes e não conseguia parar de lamber os bebês gatinhos. Os pequenos também pareceram gostar muito do novo amigo e a partir de então, o cão se tornou uma espécie de babá dos filhotes.

O cão queria ficar o tempo inteiro perto dos gatinhos e se tornou uma espécie de babá dos pequenos. (Foto: Reprodução / Honest To Paws / Oowth / Imgur)

À medida que os gatinhos foram crescendo, eles passaram a brincar ainda mais com o amigo cachorro, todos sempre saudáveis, se dando muito bem e se amando muito.

Fonte: Honest To Paws

Motorista de caminhão de entrega adota amigo canino após tutora do animal falecer

por Andrezza Oestreicher — publicado 17 ago 2017 - 18:36

A motorista de caminhão de entrega Katie Newhouser é uma verdadeira amiga e amante dos animais. Ela faz entregas Rancho Cucamonga, na Califórnia, pela empresa UPS e tinha um amigo muito especial em sua rota.

Sempre que passava por um complexo de apartamentos, Katie cumprimentava seu amigo Leo, um cachorro da raça Pit Bull bastante carinhoso e que logo pulava no caminhão quando a motorista chegava.

Katie conheceu o cão e sua tutora enquanto fazia entregas. (Foto: Reprodução / Life With Dogs / Katie Newhouser)

Quando descobriu que a tutora de Leo havia falecido, Katie logo soube o que deveria fazer. Ela ofereceu sua casa como lar temporário para que o cão ficasse até encontrar uma nova família.

“Eu conheci Leo e sua mãe Tina na minha rota – eles viviam em condomínio onde faço entregas. Ele sempre latia para ela para deixá-lo descer até o caminhão para me ver. Ele entrava no meu caminhão e se sentia em casa!”, contou Katie ao site Life With Dogs.

De acordo com Katie, ela descobriu que a tutora do cão falecido depois que viu o filho dela colocando suas coisas em um caminhão de mudança e de checar o Facebook de Tina.

Ao saber da situação do animal, ela decidiu levá-lo para sua casa, onde ele logo fez uma grande amizade com seu cachorro. (Foto: Reprodução / Life With Dogs / Katie Newhouser)

Katie também descobriu que os moradores do local onde os dois vivam estavam reclamando do cão e que o filho da tutora não poderia ficar com o cachorro, pois ele estava terminando o seu treinamento para os fuzileiros navais. Então, ela resolveu levar o animal para sua casa, para vê-lo feliz novamente.

Porém, o que era para ser temporário acabou se tornando definitivo.

Apesar de no começo Leo sentir falta de sua tutora, ele se adaptou muito bem a sua casa temporária e também logo se tornou amigo do cão de Katie.

A motorista do caminhão de entregas então decidiu adotar de vez o Pit Bull Leo. (Foto: Reprodução / Life With Dogs / Katie Newhouser)

Ao perceber a grande amizade que Moose tinha feito com o hóspede Leo e que eles tinham se apegado bastante, Katie viu que não poderia acabar com aquele amor e que Moose não conseguiria mais voltar a ser filho único.

Agora, Leo foi adotado por Katie, se tornou um membro da família e conseguiu um lar perfeito para ele.

Fonte: Life With Dogs