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APRESENTAÇÃO DE ANIMAIS
9 out 2015
Comportamento: APRESENTAÇÃO DE ANIMAIS
Tutor(a): Daiane da Rosa Pinto e Rosana Gruber, | O cachorro: Mel e Caçolinhu
Como apresentar seu pet para um novo animal

“Boa tarde, atualmente montei um negócio de rações e precisei me mudar de meu apartamento e, consequentemente, tive que levar minha gatinha para a casa nova, onde já mora uma gatinha. Bom, essa semana levei-a ela em um transportador e a deixei em meu quarto com seu pertences. Enfim, hoje faz três dias que ela está morando na casa nova, ainda bem assustada, sendo que ainda não apresentei a outra gatinha. No momento, elas estão separadas, mas notei que ela sente muito medo. Porém, ela já andou pela casa, e eu queria muito um auxílio de como apresentar essas duas moças. Att, Daiane.” – Daiane da Rosa Pinto, dona da Mel, de sete anos.

Peguei meu Caçolinhu da rua, doente, em fevereiro do ano passado, e já tinha duas gatas adultas, que hoje têm quatro anos. Tentei, por diversas vezes, colocá-los no mesmo ambiente, porém ele avança nelas. Já tentei acostumá-los com o cheiro uns dos outros e, as gatas até ficam bem no mesmo ambiente, mas ele não tem jeito. Toda vez que elas passam por ele, ele tenta avançar. Hoje, eles ficam em ambientes diferentes: elas, dentro de casa e ele, no quintal. Quando o coloco na sala, tenho que prendê-las no quarto. Gostaria de saber como acostumá-los todos no mesmo ambiente. Obrigada. – Rosana Gruber, dona do Caçolinhu, de dois anos.

Por Oliver So, adestrador da equipe Cão Cidadão.

Olá, Daiane e Rosana! Sempre que vamos apresentar um novo animal ao(s) que já convive(m) conosco devemos ter cautela. Temos que pensar que cada pet tem uma característica: uns têm medo de outros animais, outros não gostam de brincadeiras muito entusiasmadas, e por aí vai. Por isso, sempre é indicado fazer uma apresentação sem pressa e usando equipamentos como guias e caixas de transporte, por exemplo, apenas para prevenção. Além disso, é essencial não forçá-los a fazerem o que não querem ou não estão preparados, respeitando o limite e o tempo de cada um.

O que precisamos fazer é associar cada animal a coisas agradáveis, como petiscos gostosos e brincadeiras divertidas. Também devemos evitar que as experiências ruins entre eles aconteçam. Faça encontros de forma controlada, para que eles não consigam avançar um no outro. Mantenha um bom espaço de separação para eles se sentirem mais seguros.

Se houver algum sinal de que o pet ficou assustado ou quer atacar o outro, aumente a distância entre eles. Pegue o petisco que for mais gostoso para cada um e vá oferecendo sempre que eles estiverem na presença do outro. Quando não tiverem mais o contato visual um do outro, pare de dar petisco. Repita esses encontros com uma boa frequência. Enquanto eles estiverem tranquilos, os aproxime pouco a pouco.

Algumas dicas:

– Coloque um pano com o cheiro de um animal embaixo do pote de comida do outro, para associá-lo com a sensação boa de comer.

– Para casos em que o gato precisa se acostumar com a presença de outro animal, pergunte ao veterinário de sua confiança sobre o uso de feromônios felinos.

– Sempre que usar algum equipamento de segurança, como guias, caixas de transporte ou até focinheiras, tenha antes certeza de que o bichinho está habituado a isso.

Às vezes, dependendo das características de um animal, conseguir que eles apenas se respeitem e se tolerem já será um grande sucesso. Portanto, conheça muito bem seus bichinhos e tenha muita paciência e dedicação.

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