O seu cãozinho está com problemas comportamentais?
Pergunte para o Alexandre Rossi e Cão Cidadão
Coprofagia
9 jun 2015
Comportamento: Coprofagia
Tutor(a): Viviane Rigotti, Ana Cláudia Moraes e Rosilene Silva, | O cachorro: Kika, Molly, Nina, Meg e Lucas
Coprofagia: como lidar com esse problema

“Tenho duas cachorrinhas: uma chihuahua de 6 meses e uma pinscher de 1 ano. Elas fazem as necessidades no lugar certo, porém, elas comem o próprio cocô e não sei mais o que fazer porque estou dando remédio, mas não está resolvendo. Quando chego em casa, todo o cocô está espalhado pela sala. Já tentei de tudo. Por favor, me dê alguma dica pra acabar com isso. Obrigada.” –  Viviane Rigotti, dona da Kika e da Molly, de 6 meses e 1ano, respectivamente.

“Tenho uma terrível dúvida, quanto a um comportamento da minha cadelinha Nina, da raça Pinscher. Ela teve a Meg no dia 23/3/2015, e desde então, ela tem comido as fezes da Meg. E a Meg tem feito o mesmo com suas próprias fezes! Isso é normal Alexandre? Obrigada por esta maravilhosa coluna! Curto demais a estopinha e seu site!!!” – Ana Cláudia Vianna da Costa Moraes, dona da Nina (mãe) e da Meg (fihotinha), de 1 ano e 5 meses e 1 mês e 3 dias, respectivamente.

“O Lucas é da Shitzu e tem 5 meses….Mas não sei o que fazer, ele come o cocô. Já tentei de tudo com remédios e passeios. O que faço?” – Rosilene Silva, dona do Lucas, de 5 meses.

A adestradora da equipe Cão Cidadão, Ariadne Cardeliquio Dos Reis, vai ajudar a esclarecer as dúvidas da Viviane, da Ana Cláudia, da Rosilene e de tantos outros donos de animais de estimação, que convivem com esse problema e, muitas vezes, não sabem ao certo como lidar com ele.

A coprofagia é o hábito que alguns cães têm de comer fezes, tanto as próprias, como a de outros animais. Apesar de os humanos acharem repulsivo, esse comportamento é natural em algumas espécies. Mesmo assim, você deve levar o seu amigo ao veterinário, porque ele pode estar com deficiência ou excesso de algum nutriente.

Além disso, existem diversos motivos para esse comportamento, como a fêmea parida que ingere as fezes dos filhotes, filhotes que imitam a mãe, vontade de brincar com o excremento, achar as fezes saborosas, atrair a atenção do dono etc. Porém, esse fato é mais comum em cães jovens e geralmente se extingue naturalmente – mas existem algumas estratégias para evitar a coprofagia.

Quase sempre o peludo encontra nas fezes algum alimento não digerido totalmente. Sugere-se passar pelo veterinário e, não havendo nada de errado com o mascote, existem produtos que podem ser colocados junto à ração, para deixar as fezes menos “apetitosas”.

Há peludos que brincam com as próprias fezes e, às vezes, acabam ingerindo alguns pedaços. Esse caso é mais comum que aconteça em cães que vivem em espaços pequenos. Mantenha, então, o ambiente limpo, deixe a caminha e a comida no lado oposto de onde é o banheiro do cão. Atividade física e brinquedos também podem ajudar muito.

O bicho pode observar que seu dono recolhe as fezes rapidamente quando são expelidas e isso acaba se tornando uma competição de “quem some com ela primeiro”, mas, infelizmente, o cão não sabe jogá-las no lixo e acaba por engoli-las. Para evitar esse problema, distraia o peludo com algum petisco de sua preferência e coloque um produto amargo e não tóxico nas fezes, pois isso provavelmente fará com que o cão cheire, mas se desinteresse. Importante lembrar de não dar bronca nele, pois isso pode piorar o comportamento.