BAC prepara cães farejadores de explosivos para as olimpíadas de 2016

Atualmente o BAC possui seis cães especializados neste tipo de serviço, e três deles já tiveram o treinamento concluído.

por SD Sheila — publicado 27 set 2015 - 16:16

Muito se engana quem pensa que cães farejadores são capazes de encontrar apenas drogas ilícitas e armas, escondidas em malas, locais ou em posse de pessoas. Um outro importantíssimo serviço desses cães policiais é o de faro de explosivos.

A atuação dos cães farejadores de explosivos é um trabalho preventivo, em locais onde haverão grandes concentrações de pessoas, como forma de antecipação a possível presença de bombas, ou mesmo proativo, como nos casos de denúncias, pois mesmo com as mais avançadas tecnologias atuais, os cães são os melhores e mais confiáveis detectores de artefatos explosivos, por reduzirem a área de busca, serem de total confiabilidade, e proporcionarem menor tempo de resposta dos órgãos de segurança.

 

Na imagem os cães farejadores de explosivos  CHEFE e CLEO, filhos do cão  BOSS. Foto: SD Lopes (BAC).

Na imagem os cães farejadores de explosivos CHEFE e CLEO, filhos do cão
BOSS. Foto: SD Lopes (BAC).

 

O processo se inicia com a seleção dos filhotes assim que nascem, se destacando aqueles com determinadas características, como extinto de caça alto, independência, coragem e determinação na superação de situações adversas, para que nada os afaste do objetivo de localizar o alvo da caça. Existem raças com melhor pré-disposição, como as habitualmente utilizadas pela PMERJ, como os Pastores Alemão, Belga de Malinois e Holandês, além dos Labradores, porém o mais importante são as características próprias do indivíduo.  Eles  passam por um processo de potencialização do faro, até que atinjam 18 meses, idade considerada ideal para as etapas seguintes, porém o desenvolvimento de suas habilidades  é algo contínuo, tendo em vista que, qualquer atividade será sempre um novo caso, ou seja, sempre algo novo a ser aprendido.

Policial experiente, o 2º SGT Wagner Alves Machado, com 18 anos de corporação e lotado no BAC desde 2002, após os cursos de condutores (CCCEP) e posteriormente adestradores (CACEP), especializou-se no curso de cães detectores de explosivos em 2006, pelo SENASP em conjunto com a embaixada americana e também no curso de explosivos e operações antibombas. Segundo ele, atualmente o BAC possui seis cães especializados neste tipo de serviço, três deles já tiveram o treinamento concluído, a Pastor Belga de Malinois  “ABA” e os labradores “CHEFE” e “CLEO”, estes, filhotes do “BOSS” um de nossos maiores destaques no faro de armas e drogas, já aposentado.

 

A cadela CLEO sinalizando a existência de substância explosiva na caixa de treinamento. Foto: SD Lopes (BAC).

A cadela CLEO sinalizando a existência de substância explosiva na caixa de treinamento. Foto: SD Lopes (BAC).

 

A especialidade de faro de explosivos  foi um projeto iniciado com os cães que foram treinados para atuar nos jogos Panamericanos de 2007, e vem se desenvolvendo com cada vez mais eficiência pelos nossos profissionais.

Temos muito trabalho pela frente. O Rio de Janeiro será palco de um grande evento, as olimpíadas de 2016, e nós do BAC prezando estar sempre um passo à frente , nos antecipamos na preparação de nossos cães,garantindo aos organizadores e participantes, assim como ao público que prestigiará o evento, total segurança, detectando qualquer material explosivo que possa vir a representar riscos, e causar qualquer tipo de prejuízo a este evento tão importante para a nossa cidade.

 

O 2° SGT Alves chefe da equipe de treinamento de faro de explosivos com a cadela ABA. Foto: SD Lopes (BAC).

O 2° SGT Alves chefe da equipe de treinamento de faro de explosivos com a cadela ABA. Foto: SD Lopes (BAC).

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