Instituto Luisa Mell resgata mais de 100 cães de canil clandestino

Além dos cachorros, foram encontrados também filhotes mortos e várias aves silvestres, todos os animais vivendo em condições terríveis e chocantes

por Andrezza Oestreicher — publicado 29 mar 2018 - 8:00

Na tarde de ontem, quarta-feira, dia 28 de março, a ativista animal Luisa Mell, com a ajuda da equipe do seu Instituto, fez um enorme resgate de animais em uma casa onde funcionava um canil clandestino. Luisa soube do local, que fica na Vila Jacuí, zona leste de São Paulo, após ser chamada pela Polícia Militar para ajudar os cachorros.

Todos ficaram chocados com a situação em que os animais vivam no local. Tudo parecia cenário de filme de terror. A sujeira começava assim que se atravessava o portão e logo na entrada já era possível ver fezes para todos os lados.

Na área interna da casa a situação era ainda pior. A cada cômodo em que se entrava, o choque e a sensação de revolta ficavam maiores. Muitos cachorros eram mantidos dentro de gaiolas, caixas e caixotes de plástico que, por sua vez, eram guardados em estantes e também debaixo da cama.

Até dentro do armário e de gavetas foram encontrados animais. Uma pequena matriz e seus filhotes tinham sido colocados em um pequeno compartimento que ficava fechado enquanto outra matriz foi encontrada dentro de um aquário (seco) que ficava guardado em uma estante. O descaso era tão grande que havia também filhotes mortos no local.

Luisa Mell fez diversas publicações no Stories do seu Instagram mostrando a terrível situação em que os cachorros estavam sendo mantidos no local, que funcionava claramente como canil clandestino, observando que foram encontrados ali muitos animais de raça, como Yorkshire, Buldogue, Pug, Spitz Alemão (conhecido como Lulu da Pomerânia) e Maltês, e pouquíssimos vira-latas.

Se os filhotes, que seriam vendidos para gerar lucro financeiro para os donos do local, não recebiam os cuidados necessários, o descaso com as cadelas matrizes era ainda maior. Todas estavam apresentando algum tipo de problema, algumas estavam bem machucadas, outras sangrando, a maioria com graves problemas de pele e quase sem pelos e todas elas muito magras. Uma matriz foi encontrada com a cirurgia de cesárea inflamada no meio de toda a sujeira do local.

Além dos cachorros, também foram encontrados na casa gatos e diversas aves silvestres, incluindo araras e papagaios, e também muitas caixas de transporte ilegal, usadas para o contrabando.

Todos os animais foram resgatados e levados para o Instituto Luisa Mell, onde seguem recebendo todos os cuidados médicos e de higiene que tanto estavam precisando. Ao total foram 113 cachorros resgatados, o número certo de aves e o de animais encontrados mortos o local não foi divulgado.

Os cães ficarão no Instituto Luisa Mell, onde vão passar por exames e receber vacinas, vermífugos e serão castrados, e só poderão ser colocados para adoção depois que o Instituto receber judicialmente a posse legal dos animais. Já as aves, após receberem os primeiros cuidados, serão encaminhadas para um santuário.

A ativista Luisa Mell classificou o local e a situação em que os animais viviam como piores do que a dos cães que foram resgatados no canil de Osasco, em setembro de 2017.

A pessoa que estava na casa no momento do resgate, uma senhora que ainda tentou esconder filhotes de cachorro dentro do sutiã e uma cadelinha grávida debaixo do travesseiro, não foi presa. Porém, ela recebeu uma multa no valor de 5 mil reais por cada animal apreendido e deve responder por maus-tratos a animais.

Com o grande número de animais que entrou no Instituto Luisa Mell de forma inesperada, a ativista animal aproveitou as redes sociais para pedir doações e ajuda financeira para conseguir ajudar todos os peludos.

Bradesco AG 1974-7 CC 288-7
Itau AG 0772 CC 09021-3
Banco do Brasil AG 1817-1 CC 120.000-3

Instituto Luisa Mell de Assistência aos Animais
CNPJ: 21.877.796/0001-35

(Vídeo: Reprodução / YouTube Canto Dos Famosos)

Mais uma vez nós deixamos aqui o nosso apelo para que vocês não comprem animais. A compra de filhotes é o que mantém lugares como este e é também responsável pelas péssimas condições em que tantas cadelas matrizes são mantidas, sendo maltratadas para que criadores tenham lucro financeiro.

Não compre animais, adote!

Médicos Veterinários poderão ser obrigados a informar indícios de maus-tratos a animais para a polícia

por Andrezza Oestreicher — publicado 23 abr 2018 - 9:00

Durante consultas ou até mesmo em avaliações simples, médicos veterinários podem ser capazes de identificar se um animal está sendo vítima de maus-tratos ou de alguma negligência.

Pensando nisso e em ajudar a diminuir o número de animais maltratados pelos próprios tutores em nosso país, a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável aprovou proposta que prevê a obrigação de médicos veterinários comunicarem imediatamente à Polícia Judiciária quando constatarem indícios de maus-tratos naqueles animais nos quais prestarem atendimentos médicos.

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Através de anúncio na internet mulher descobre que cachorro desaparecido estava com vizinhos

por Andrezza Oestreicher — publicado 21 abr 2018 - 15:24

Só quem tem um cachorrinho desaparecido sabe o desespero que é o momento das buscas, de não saber como o animal está, e a tristeza que toma conta quando a esperança de encontrar o amado animal vai se acabando.

Foi com essa angústia e tristeza que a tutora Silmara Ribeiro do Amaral e sua filha, uma menina de oito anos, viveram durante um ano após o desaparecimento do amado cachorro da família, um Pug de três anos chamado Gordo.

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Cãozinho tem duas patas amputadas por causa da falta de cuidados com seus pelos

por Andrezza Oestreicher — publicado 21 abr 2018 - 9:20

Apesar de dar muito amor, algumas pessoas não têm condições financeiras para manter e cuidar de um cachorro da forma que eles precisam para ter uma boa saúde e até demoram para pedir ajuda quando os pets precisam. Porém, é importante lembrar que até a falta de cuidados básicos, como banho e tosa, podem causar problemas de saúde graves.

O cãozinho Bobb, um Poodle Toy, vivia com tutores sem teto. Por não terem condições financeiras para cuidar do cão,

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Médicos Veterinários poderão ser obrigados a informar indícios de maus-tratos a animais para a polícia

por Andrezza Oestreicher — publicado 23 abr 2018 - 9:00

Durante consultas ou até mesmo em avaliações simples, médicos veterinários podem ser capazes de identificar se um animal está sendo vítima de maus-tratos ou de alguma negligência.

Pensando nisso e em ajudar a diminuir o número de animais maltratados pelos próprios tutores em nosso país, a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável aprovou proposta que prevê a obrigação de médicos veterinários comunicarem imediatamente à Polícia Judiciária quando constatarem indícios de maus-tratos naqueles animais nos quais prestarem atendimentos médicos.

(Foto: Reprodução / Wide Open Pets)

O texto aprovado se insere na Lei 5517/68, que trata da profissão de médico veterinário.

De acordo com o relator, deputado Ricardo Izar (PP-SP), “é justo e necessário que essa comunicação seja realizada pelo estabelecimento, porém, o texto deixa dúvidas de como será feita e quem será responsável pela fiscalização dos estabelecimentos. Com a vinculação do dispositivo à Lei 5517/68, caberá aos Conselhos Federal e Regional de Medicina Veterinária, autarquia já constituída, a exercer a fiscalização do profissional e do estabelecimento para verificar o efetivo cumprimento da legislação”.

Ainda de acordo com o deputado, o governo não terá nenhum novo custo, pois a estrutura existente nos conselhos absorveria essa fiscalização como rotina.

De acordo com o texto aprovado, os comunicados de maus-tratos feitos pelos médicos veterinários para a polícia devem conter relatório assinado com algumas informações mínimas específicas como:
– nome, endereço e contato do acompanhante do animal no momento do atendimento;
– informações do atendimento prestado, contendo a espécie, raça e características físicas do animal, descrição de sua situação de saúde na hora do atendimento e os respectivos procedimentos adotados.

(Foto: Reprodução / Animal Lawyers)

Porém, foi retirada do texto a pena que previa interdição do estabelecimento para quem descumprir a medida.

A proposta será analisada, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Esperamos que esse passo ajude a diminuir os casos de violência contra animais de estimação no Brasil.

Fonte: Agência Câmara Notícias

Através de anúncio na internet mulher descobre que cachorro desaparecido estava com vizinhos

por Andrezza Oestreicher — publicado 21 abr 2018 - 15:24

Só quem tem um cachorrinho desaparecido sabe o desespero que é o momento das buscas, de não saber como o animal está, e a tristeza que toma conta quando a esperança de encontrar o amado animal vai se acabando.

Foi com essa angústia e tristeza que a tutora Silmara Ribeiro do Amaral e sua filha, uma menina de oito anos, viveram durante um ano após o desaparecimento do amado cachorro da família, um Pug de três anos chamado Gordo.

Esses sentimentos deram lugar novamente para a esperança depois que Silmara viu um anúncio na internet que buscava uma “namorada” para um pequeno Pug em Itapetininga, município de São Paulo onde a mulher mora. Imediatamente a tutora reconheceu seu animal desaparecido e entrou em contato com as pessoas que fizeram a publicação no intuito de ter seu cachorrinho de volta.

Porém, ter o animal de volta em sua casa não foi tão fácil assim e a tutora precisou da ajuda da Justiça para que isso acontecesse.

Cachorro foi encontrado através de anúncio na internet. (Foto: Reprodução / G1 / Silmara Ribeiro do Amaral)

Apesar de os responsáveis pelo anúncio terem passado informações erradas para Silmara, a tutora não desistiu de encontrar seu cãozinho e continuou pesquisando na internet. Até que ela descobriu que as pessoas que estavam com o cachorro eram praticamente seus vizinhos e moravam apenas a uma quadra de distância.

“Não quiseram me informar o endereço, mas como sabia o bairro consegui descobrir que a casa onde meu cachorro estava ficava uma quadra da minha. Fui até lá e os moradores me contaram várias histórias. Uma hora disseram que tinham ganhado o cachorro ainda filhote, outra hora que o irmão de um deles quem achou. Eu falei que era meu e que tinha criança pequena que sofria pelo animal. Mas não quiseram devolver”, contou Silmara ao G1.

Como as pessoas que estavam com o animal se negaram várias vezes devolvê-lo, a tutora foi até o 2º Distrito Policial, onde registrou um boletim de ocorrência por apropriação de coisa achada.

Segundo Marcus Tadeu, delegado responsável pelo caso, as pessoas que estavam com o cachorro alegaram que não queriam devolvê-lo por já estarem muito apegados ao animal.

Família ficou muito feliz com o retorno do animal para casa. (Foto: Reprodução / G1 / Silmara Ribeiro do Amaral)

A tutora só conseguiu ter seu cãozinho de volta depois que um mandado de busca e apreensão foi expedido pela Justiça e os policiais conseguiram resgatar o cachorro da casa onde estava.

De acordo com o delegado, o caso vai ser investigado cuidadosamente e o casal que estava em posse do animal irá responder pelo crime de apropriação de coisa achada.

Após tanta tristeza, a família está muito feliz com a volta do amado cachorrinho para casa. “Foi algo de Deus eu ter visto aquele anúncio. Dias antes tínhamos perdido nossa cachorrinha. E o Gordo estava sumido. Minha filha estava tão triste com a morte da cachorrinha e com o desaparecimento do Pug. Até que vi o anúncio e encontrei nosso animal. Estamos muito felizes. Não tem nem o que dizer”, contou Silmara.

Fonte: G1