Doença renal crônica e diagnóstico precoce

por islenelimaverde — publicado 29 out 2012 - 16:33

Olá a todos!! Sou médica veterinária, formada pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), com interesse especial em nefrologia e urologia veterinária. Mas, nesse espaço, não vou estar abordando somente os temas relacionados aos problemas em rins e bexiga, mas falar dos problemas gerais relacionados aos cães, chamando a atenção para alguns cuidados que os proprietários devem ter com os seus cães para que tenham uma vida mais saudável e com qualidade.

No entanto, nesse nosso primeiro contato, não poderia deixar de escolher um tema que considero de enorme importância: o diagnóstico precoce e o acompanhamento continuado de cães com doença renal.
A doença renal crônica manifesta-se, na maioria das vezes, em cães idosos, acima de 7 anos de idade. Entretanto, ela pode afetar animais de qualquer idade. Animais pertencentes às raças predispostas e aqueles que apresentam doenças que podem causar doença renal crônica (como, erliquiose, leishmaniose, piometra) podem desenvolver doença renal crônica em idades mais precoces.

A maioria dos cães que apresenta doença renal desenvolve a doença de forma crônica, ou seja, ao longo de muito tempo, podendo o processo de lesão renal ter se iniciado meses ou até mesmo anos antes do surgimento dos sinais clínicos que despertam os proprietários para que algo está errado com o seu cão. Esse é o primeiro grande desafio da doença renal. A doença renal crônica é silenciosa e progressiva!!!
Isto significa que, algo (como determinadas infecções, neoplasia) agride os rins e, dependendo do grau das lesões, as células renais podem sofrer danos irreversíveis, sem possibilidade de regeneração, diminuindo a funcionalidade desses órgãos. Em alguns casos, como, por exemplo, em infecções, mesmo havendo a resolução do processo que desencadeou a agressão renal (no exemplo dado, resolução do processo infeccioso) e, consequente, melhora clínica do animal, o processo inflamatório desencadeado pela agressão renal promove danos progressivos aos rins.
Apesar dos rins estarem em sofrimento, eles conseguem manter sua função e manter o organismo compensado, sem sinais clínicos evidentes que despertem os proprietários para o que está acontecendo no interior do corpo de seu cão. Com a progressão das lesões renais, os rins se tornam cada vez mais comprometidos e incapazes de dar conta de sua “tarefa”, surgindo então os sinais clínicos clássicos de doença renal: vômito, falta de apetite, fezes moles e escurecidas, apatia, emagrecimento, pelagem opaca. Esse é o segundo grande desafio da doença renal. Nesse momento, o grau de lesão renal já pode estar muito elevado, podendo o cão estar em risco de vida.
No entanto, alguns sinais clínicos, como aumento da ingestão de água e aumento da produção de urina, se mostram precocemente, mas muitas vezes os proprietários não percebem essa alteração. Portanto, importante enfatizar: os cães que desenvolvem doença renal crônica geralmente passam a beber mais água e a urinar com mais frequência, apresentando uma urina bem clara, quase incolor.

Dessa modo, o diagnóstico precoce é a melhor alternativa. Seguindo essa orientação, avaliações clínicas, laboratoriais e de imagem uma vez por ano, a partir de 5 anos de idade do cão é a melhor forma de se tentar detectar alterações renais, antes mesmo de ocorrer a descompensação do organismo e o surgimento dos sinais clínicos agudos da doença renal. Lembrar que, uma vez que se observou alteração renal, as lesões não regridem. Portanto, esse cão deve ser acompanhado por veterinário, com realização de exames periódicos pelo resto da vida, objetivando assim a intervenção veterinária o mais precoce possível, mesmo que as alterações renais ainda não estejam tão evidentes nos exames bioquímicos.

Apesar de ser uma doença progressiva, o diagnóstico precoce permite ao veterinário iniciar o tratamento quando as alterações não são ainda tão avançadas, retardando a evolução da doença renal. O diagnóstico tardio, por sua vez, torna o tratamento veterinário muito limitado e muitas vezes frustrante.

A doença renal não tem cura, mas tem como retardar a sua progressão. Para isso é fundamental a comunicação próxima entre proprietário e veterinário. A doença renal evolui mais rapidamente principalmente por três fatores: 1) pelas características das alterações renais (fator esse que infelizmente não temos até o momento como intervir); 2) pela falta de cuidado adequado do proprietário com as exigências do tratamento; e 3) pela falta de acompanhamento regular com o médico veterinário. Nesses dois últimos fatores, podemos atuar de forma direta e fazermos toda a diferença no tempo e na qualidade de vida do cão.
Em suma, desse nosso primeiro contato, queria que ficasse gravado os seguintes pontos:

♦ A doença renal crônica é silenciosa e progressiva.
♦ A doença renal crônica não tem cura, mas tem como retardar a sua progressão.
♦ Avaliações clínicas, laboratoriais e de imagem uma vez por ano, a partir de 5 anos de idade, são importantes para o diagnóstico precoce da doença renal crônica.
♦ O engajamento do proprietário no tratamento do seu cão com doença renal crônica é um dos fatores determinantes para o retardo da evolução da doença.
♦ O acompanhamento continuado com médico veterinário desde os primeiros sinais clínicos ou desde as primeiras alterações laboratoriais ou de imagem é peça chave para a sobrevida do cão.

Abraço a todos e até o nosso próximo contato.

Cachorros com doença em fase terminal se tornam amigos e aproveitam seus últimos meses juntos

por Andrezza Oestreicher — publicado 19 maio 2018 - 9:36

Receber a notícia de que nosso cãozinho está com uma grave doença em fase terminal e que lhe resta apenas poucos meses de vida é muito difícil. Porém, apesar da tristeza, o ideal é aproveitar ao máximo esses dias e tentar deixar o animal o mais confortável possível, além de mimá-lo bastante.

É exatamente isso o que os tutores dos cães Harley Bruiser, um Buldogue de 10 anos de idade, e Buckeye, um Golden Retriever de 15 anos de idade,

 » Read more about: Cachorros com doença em fase terminal se tornam amigos e aproveitam seus últimos meses juntos  »

Cachorro fica com medo de trovões e acaba indo parar em telhado de mercado

por Andrezza Oestreicher — publicado 19 maio 2018 - 9:27

Não é tão difícil encontrar pessoas que têm medo de trovões. Os fortes barulhos o forte barulho, que é causado por descargas elétricas na atmosfera, conseguem assustar muita gente.

Com sua audição extremamente desenvolvida, os cachorros também sofrem bastante com os trovões. Se para nós os barulhos já são fortes, imaginem para eles.

O cãozinho Thor é acostumado a ficar com seus irmãos caninos na cobertura da casa onde vive, em Caxias do Sul,

 » Read more about: Cachorro fica com medo de trovões e acaba indo parar em telhado de mercado  »

Longe de sua tutora há nove meses, cadela tem reação tocante ao vê-la na televisão

por Andrezza Oestreicher — publicado 18 maio 2018 - 9:23

Apesar de ser sempre muito difícil ficarmos longe de nossa família, amigos e de nossos animais de estimação, Algumas vezes isso é necessário. Coisas como cursos, treinamentos e trabalho, podem acabar nos afastando de casa por algum tempo.

Nesses casos, a tecnologia e a internet se tornam ótimos aliados, pois, com apenas um clique, conseguimos conversar e ver aqueles que amamos, incluindo nossos amados peludinhos.

A venezuelana Oriany De Oliviera precisou se mudar de país por causa de seu trabalho.

 » Read more about: Longe de sua tutora há nove meses, cadela tem reação tocante ao vê-la na televisão  »

deixe seu comentário:
Siga o Portal do Dog
Últimas notícias

Cachorros com doença em fase terminal se tornam amigos e aproveitam seus últimos meses juntos

por Andrezza Oestreicher — publicado 19 maio 2018 - 9:36

Receber a notícia de que nosso cãozinho está com uma grave doença em fase terminal e que lhe resta apenas poucos meses de vida é muito difícil. Porém, apesar da tristeza, o ideal é aproveitar ao máximo esses dias e tentar deixar o animal o mais confortável possível, além de mimá-lo bastante.

É exatamente isso o que os tutores dos cães Harley Bruiser, um Buldogue de 10 anos de idade, e Buckeye, um Golden Retriever de 15 anos de idade, estão fazendo por seus animais. Os médicos deram apenas cerca de 4 a seis meses de vida para ambos os cachorros.

Posted by Ashley McElfresh on Monday, May 14, 2018

Mas, além de muito amor de seus tutores, os cães também estão ganhando muito carinho um do outro. Os pets se conheceram depois de receber o triste diagnóstico e logo ficaram amigos.

Para aproveitar o fim de suas vidas como merecem, como muito amor, mimo e alegria, cada um ganhou de seus tutores uma lista de desejos que estão realizando, em maior parte, juntos.

Os cães já aproveitaram um dia de compras em uma loja de animais e ganharam muitas guloseimas e muitos carinhos até agora. E ainda tem mais por vir. “Eu acho que é realmente importante continuar dando ao seu animal a melhor qualidade de vida até o final”, afirma a veterinária Grace Kemp, tutora de Buckeye.

O Golden Retriever foi adotado por Grace ainda bem jovem e após ser resgatado. Além de membro da família, ele também é um companheiro de trabalho da tutora e sempre a acompanha no hospital veterinário.

Posted by Grace Kemp on Friday, May 18, 2018

Depois de anos dando muito amor para a sua família, o cãozinho Harley, que está mais próximo da estimativa que seu veterinário lhe deu, está ganhando ainda mais amor e sendo mais mimado do que já era normalmente.

O fofo Buldogue também aproveitou um gostoso picolé ao pôr do sol e um passeio com seus tutores em uma Harley Davidson.

Ashley McElfresh, tutora de do cãozinho, está publicando todas as aventuras do animal, que está fazendo uma viagem de carro com sua família, em um grupo no Facebook chamado “Bucket List Adventures of Harley Bruiser”, onde Buckeye frequentemente aparece realizando desejos da lista junto com seu amigo canino.

Posted by Ashley McElfresh on Monday, April 30, 2018

A intenção dos tutores com essa lista de desejos é que os cães, mesmo com todas as suas condições, aproveitem seu restinho de vida e sintam que são muito amados e que têm uma grande importância para toda a família.

Fonte: People

Cachorro fica com medo de trovões e acaba indo parar em telhado de mercado

por Andrezza Oestreicher — publicado 19 maio 2018 - 9:27

Não é tão difícil encontrar pessoas que têm medo de trovões. Os fortes barulhos o forte barulho, que é causado por descargas elétricas na atmosfera, conseguem assustar muita gente.

Com sua audição extremamente desenvolvida, os cachorros também sofrem bastante com os trovões. Se para nós os barulhos já são fortes, imaginem para eles.

O cachorro ficou desesperado sem conseguir sair sozinho do telhado. (Foto: Reprodução / Janete Kriger)

O cãozinho Thor é acostumado a ficar com seus irmãos caninos na cobertura da casa onde vive, em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul. Os animais sempre ficam no espaço tranquilamente. Porém, na última sexta-feira, dia 18 de maio, não foi bem assim.

Bastante assustado com a forte chuva que caía e os altos trovões que aconteceram pela manhã, o cachorro acabou indo parar no telhado de um mercado que fica próximo de sua casa e não conseguiu sair de lá sozinho. O formato do telhado, que não era plano, junto com a água da chuva, deixava tudo ainda mais complicado e bastante perigoso para o animal.

Vendo a situação de grande risco em que o cãozinho se encontrava e o desespero do animal sem conseguir sair dali, os vizinhos ficaram bastante preocupados e logo pediram ajuda para os bombeiros.

O cãozinho foi resgatado depois que um caminhão com cesto aéreo foi enviado até o local e Marcos Paulo, um dos operadores do caminhão, se prontificou a, mesmo com a chuva forte, ir no cesto para pegar o animal.

A fotógrafa Janete Kriger, que viu a situação do cão e assistiu todo o resgate, contou em seu perfil no Facebook que o resgate não foi fácil, mas que Marcos Paulo insistiu e fez toda a diferença.

O cãozinho foi resgatado em segurança com a ajuda dos bombeiros. (Foto: Reprodução / Janete Kriger)

“A sorte dele foi quando um caminhão, desses que tem um cesto aéreo, parou. O herói do dia foi o Marcos Paulo, que, mesmo embaixo de chuva, se prontificou para tentar retirar o cão, que estava muito assustado. Foi uma tarefa difícil, mas Marcos Paulo conseguiu. Gesto querido e emocionante deste homem que não mediu esforços para ajudar”, contou ela na rede social, publicando junto fotos do animal e da ação de Marcos Paulo.

No final, o cãozinho foi resgatado com segurança e Janete fez questão de agradecer ao herói do dia, mesmo sem o animal ser dela.

Fonte: GaúchaZH