Palavra “aperreado” tem origem na colonização espanola e nos ataques aos nativos utilizando cães

Espanhóis fizeram o uso de cães para massacrar índios durante o período de colonização

por Samantha Kelly — publicado 21 jan 2015 - 14:31

Como uma boa nordestina, já escutei muitas vezes e declarei outras tantas estar aperreada ou com aperreio, com o intuito de expressar um sentimento de impaciência, agonia, ansiedade ou para referir a uma situação difícil.

Apesar de seu significado atual, a palavra na verdade tem origem na colonizaçao espanhola da América do Sul em um contexto perverso, reflexo cru e real das barbaridades que os nativos sofreram e que nós, atualmente, aprendendo uma versão romantizada da história, não temos acesso.

Aperreado tem origem na palavra perro, que em espanhol significa cachorro. Aperreamiento (aperreamento em português), então, significaria literalmente ser alvo do ataque de cães. O surgimento da palavra veio da prática odiosa de atiçar cães ferozes contra os nativos, com o intuito de assustá-los ou, mais especificamente, para serem devorados vivos.

Acredita-se que os primeiros cães que chegaram da Europa vieram com Cristovão Colombo, em sua segunda viagem, no ano de 1493. Localmente, a região já contava com os cães das mais variadas cores e tamanhos, e um em particular que de tão manso, ganhou o apelido de “cão mudo”. Eram conhecidos na língua náuatle (também conhecida como asteca) pelos nomes de techichi ou itzcuintli, e já haviam sido domesticados pelos índios para serem companhia das crianças. Apesar de serem encontrados em abundância, o fato de sua carne ser consumida causou sua eventual extinção.

Cães espanhóis que entraram para a história como heróis, sendo até mesmo foco central de lendas, como Becerrillo, Leoncillo, Amadis e Bruto, fizeram parte dessa matança, que foi acentuada na Venezuela, Peru e Colômbia.

É possível nos transportarmos para o que de fato pode ter sido o massacre com os relatos de Bartolomeu de las Casas (1474-1566), um frei dominicano espanhol famoso por denunciar as brutalidades cometidas por seus compatriotas. Dentre os mais chocantes relatos, o frei afirma que os espanhóis mantinham uma espécie de açougue, no qual penduravam pedaços de índios para oferecer aos cães como alimento.

 

O açougue humano. Obra de Theodor de Bry.

O açougue humano. Obra de Theodor de Bry.

 

Evidenciando a importância dos cães nessa jornada sangrenta, os trabalhos visuais de Theodor de Bry mostram em diversos episódios, claramente, os ataques caninos. De Bry nunca visitou a América do Sul e suas obras eram baseadas nos relatos dos exploradores.

 

Lâmina XI. Obra de Theodor de Bry.

Lâmina XI. Obra de Theodor de Bry.

 

Uma vez que o processo de colonização já estava mais estabelecido, os cães começaram a perder o protagonismo que adquiriram no começo do século, com alguns sendo oferecidos a população.  Por não saber o que fazer com os cães, muitos foram soltos e se tornaram selvagens. A partir de então, por muito tempo, travou-se uma guerra contra os animais, que atacavam aldeias e comiam o gado.

A mudança veio para alguns cães, que foram reabilitados e reintroduzidos na sociedade, agora usados para a proteção, como na cidade de Lima, e para o auxílio na caça.

 

*Dica de Socialista Morena, baseado na pesquisa de Alfredo Bueno Jiménez, com o trabalho “Os cachorros na conquista da América – História e Iconografia” (leia aqui).

 

Cachorro foge de casa e é encontrado cinco meses depois comendo pipoca no cinema

por Andrezza Oestreicher — publicado 21 fev 2018 - 9:30

Além de muito fofos, carinhosos e amorosos, os cachorros também podem ser animais bastante arteiros e até deixar seus tutores bem preocupados. E o cachorro Muleke, que vive no município de Umuarama, no Paraná, parece ser desses que aprontam e continuam fazendo carinha de fofo.

O cachorro causou uma enorme preocupação nos seus tutores, que depois foi seguida por uma grande dor, quando fugiu de casa, em agosto de 2017, no momento em que sua tutora se descuidou ao abrir o portão para que o marido entrasse com o carro na garagem da residência.

 » Read more about: Cachorro foge de casa e é encontrado cinco meses depois comendo pipoca no cinema  »

Homem morde animal que estava atacando seu cachorro de estimação e salva pet

por Andrezza Oestreicher — publicado 20 fev 2018 - 18:29

Quando passamos pela situação de ver nossos animais de estimação sofrendo, sempre tentamos fazer o possível para minimizar essa dor. Muitas vezes, alguns tutores chegam a tomar atitudes por impulso, tudo para salvar a vida de seus animais.

E foi exatamente isso o que aconteceu com John Wood, um homem de 65 anos que não pensou duas vezes antes de se colocar em risco para salvar a vida do seu cachorro de estimação, um Jack Russell de 11 anos de idade chamado Bobby.

 » Read more about: Homem morde animal que estava atacando seu cachorro de estimação e salva pet  »

Tatá Werneck filma noivo ajudando cãozinho a nadar e não perde a piada

por Andrezza Oestreicher — publicado 20 fev 2018 - 15:31

Tutora de 13 gatos resgatados das ruas e sete cachorros que foram adotados de abrigos, animais que cuida com a ajuda do noivo, o ator Rafael Vitti, na casa onde eles moram, Tatá Werneck sempre costuma publicar vídeos e imagens de seus pets nas redes sociais.

Um dos vídeos mostra Rafael Vitti com o cachorro Nino na piscina. O ator fica muito surpreso e feliz ao perceber que o cãozinho, que é deficiente físico e não tem uma das patinhas dianteiras,

 » Read more about: Tatá Werneck filma noivo ajudando cãozinho a nadar e não perde a piada  »

deixe seu comentário:
Siga o Portal do Dog
Últimas notícias

Cachorro foge de casa e é encontrado cinco meses depois comendo pipoca no cinema

por Andrezza Oestreicher — publicado 21 fev 2018 - 9:30

Além de muito fofos, carinhosos e amorosos, os cachorros também podem ser animais bastante arteiros e até deixar seus tutores bem preocupados. E o cachorro Muleke, que vive no município de Umuarama, no Paraná, parece ser desses que aprontam e continuam fazendo carinha de fofo.

O cachorro causou uma enorme preocupação nos seus tutores, que depois foi seguida por uma grande dor, quando fugiu de casa, em agosto de 2017, no momento em que sua tutora se descuidou ao abrir o portão para que o marido entrasse com o carro na garagem da residência.

Cãozinho fugiu de casa e passou cinco meses desaparecido. (Foto: Reprodução / Facebook Camila Candil)

Ao ver que o animal não estava na casa e perceber o que tinha acontecido, o casal ficou bastante preocupado e imediatamente começou a procurar seu amado cachorro de estimação pelas ruas da cidade.

De acordo com Camila Candil, tutora do cachorro Muleke, ela e o marido também fizeram uma campanha nas redes sociais em busca de informações sobre o animal. Mas, eles não tiveram sucesso e passaram os últimos cinco meses tristes, sem ter nenhuma notícia do cachorro.

Até que uma engraçada publicação no Facebook trouxe de volta a esperança do casal em reencontrar o cachorro Muleke. Acontece que a postagem falava sobre um cãozinho que passava todos os dias pelo cinema da cidade para comer pipoca.

Muleke foi encontrado comendo pipoca no cinema da cidade. (Foto: Reprodução / Facebook Camila Candil)

Pela imagem que acompanhava a publicação, o casal imediatamente começou a desconfiar de que se tratava de seu animal de estimação. A tutora entrou rapidamente em contato com os responsáveis pela postagem e teve a confirmação de que o comedor de pipoca era realmente Muleke.

Camila levou seu cachorro de volta para casa e agradeceu a todos que cuidaram dele durante esses cinco meses. Com medo de uma nova fuga, o casal providenciou uma plaquinha de identificação e colocou na coleira do cachorro.

Fonte: ANDA

Homem morde animal que estava atacando seu cachorro de estimação e salva pet

por Andrezza Oestreicher — publicado 20 fev 2018 - 18:29

Quando passamos pela situação de ver nossos animais de estimação sofrendo, sempre tentamos fazer o possível para minimizar essa dor. Muitas vezes, alguns tutores chegam a tomar atitudes por impulso, tudo para salvar a vida de seus animais.

E foi exatamente isso o que aconteceu com John Wood, um homem de 65 anos que não pensou duas vezes antes de se colocar em risco para salvar a vida do seu cachorro de estimação, um Jack Russell de 11 anos de idade chamado Bobby.

O cãozinho Bobby foi atacado por dois cachorros durante um passeio com seu tutor. (Foto: Reprodução / Deadline News)

De acordo com o tutor, ele estava caminhando com o cãozinho por Ferrybridge, em West Yorkshire, na Inglaterra, quando apareceram dois cachorros, um Rottweiler e outro branco, também grande e que ele acredita ser sem raça definida.

“O Rottweiler veio correndo e começou a atacar Bobby pelas costas. Bobby então tentou se defender, mas o cachorro branco pulou e agarrou Bobby pela garganta. Ele iria matá-lo, então eu comecei a bater na cabeça dele com uma vara. Ele ainda não o soltava”, contou John.

Foi então que o tutor, com o instinto de salvar seu pet, se jogou nos cachorros e começou a morder o animal que estava atacando Bobby. “Eu mordi e mordi, só continuei mordendo por cerca de dez segundos, até que o cachorro finalmente soltou Bobby”, explicou John, que disse ainda que nesse momento os cachorros que estavam atacando finalmente recuaram.

O cãozinho foi salvo por seu tutor, mas ficou bastante machucado. (Foto: Reprodução / Deadline News)

Porém, infelizmente, Bobby ficou bastante machucado e sofreu lesões muito graves na área do pescoço. O animal foi imediatamente levado para uma clínica veterinária, onde fez procedimentos, colocou um dreno no pescoço e levou pontos. Até agora, o tratamento do animal já chegou ao valor de mil Libras, cerca de R$ 4.500 mil.

Bobby já está em casa e segue se recuperando. Enquanto isso, John busca pelos tutores dos cachorros responsáveis pelo ataque para que eles paguem por todo o tratamento de Bobby.

Fonte: Daily Mail UK