Por que adestrar um cachorro?

A educação e aprendizagem de regras básicas são a base para uma convivência feliz

por Olivier Soulier — publicado 6 ago 2014 - 10:25

MITOS: O Akita não deve ser adestrado, o Fila brasileiro não pode ser adestrado para guarda e defesa, Bull Terriers e Buldogues não aprendem, essa raça ou outra é muito teimosa, esse cachorro não entende nada!
Por que adestrar? Não adianta! Não precisa!

Pois é, isso é uma pergunta séria. Foto: Reprodução

Pois é, ainda tem gente que acredita que não precisa adestrar cachorro. Vai entender! Foto: Reprodução

Tais sentencias, sem dúvida, não fazem sentido ou não têm nenhum fundamento científico, nem o mínimo de coerência.

Tais declarações equivalem a dizer que não precisa educar os nossos filhos humanos ou que por pertencer a tal ou tal outra raça, etnia ou grupo, um indivíduo não pode aprender. Alguém dotado de razão e de um mínimo de conhecimento iria, em sã consciência, fazer tal afirmação?

Pior afirmar que educação, aprendizagens e regras não são necessárias, de nada serve, não adianta!

Um pouco como com as nossas crias humanas, com períodos e durações relativos, pois como todos sabem, o desenvolvimento dos nossos mascotes é bem mais acelerado do que o nosso, podemos afirmar com todo o fundamento das pesquisas científicas mais adiantadas que:

Os filhotes, após o fim do período de transição, quando os olhos começam a abrir, os ouvidos ainda fechados e as capacidades motoras e de sustentação começando a se desenvolver, desde o início do período de socialização entre 21 a 28 dias de idade, até os seus sentidos começando a funcionar normalmente, os ouvidos já funcionais e com toda a capacidade de se mover começam a exploração do seu novo lar.

Assim até a puberdade (entre 6 e 18 meses de idade), os cães vão aprender tudo que irá definir a base dos seus futuros comportamentos: Socialização com o meio, os ambientes e os outros seres vivos, formas de se comunicar e entender os outros, medos e temores

Em função da energia e da confiança própria, eles vão fazer isso mais ou menos freneticamente.

Por não terem dedos preênseis, eles experimentam tudo com a boca, o que oferece grandes perigos.

De fato, como os nossos filhos “humanos”, eles não sabem que produtos sanitários ou de limpeza, fios e correntes elétricos, vidros, copos de madeira, plásticos, varandas ou piscinas, etecetera são perigosos e extremamente prejudiciais à saúde.

Que móveis, chinelas, celulares, notebooks e fiações, livros, faturas, lixos, papeis e outros artefatos higiênicos não prestam para se divertir, pelo contrário.

Que pássaros, gatos, outros roedores de estimação e até outros cães não podem dividir, com eles, nossa atenção ou simplesmente servir a treinar e experimentar os seus instintos predadores.

Que os proprietários são quem fixam as regras, os limites e as restrições dentro de casa, na rua ou na sociedade humana em geral. E que por isso não podem discutir com eles, disputar com eles e, sobretudo nunca ameaçá-los nem mordê-los nem para brincar.

Isso tudo, nem a criança humana inventa, faz parte de um processo educacional e de aprendizagem essencial e necessário, sem o qual simplesmente não tem como conviver na nossa sociedade.

 

Responsabilidade dos proprietários

A responsabilidade é nossa, os proprietários, orientados da forma que podemos com literatura, pesquisas na internet, programas de televisão ou com ajuda profissional especializada: adestradores, educadores, comportamentalistas estudiosos do comportamento animal e da forma de moldá-lo ou corrigí-lo em função das nossas exigências, da nossa realidade e da realidade de cada um dos nossos animais.

Todos os cães de todas as raças, inclusive os mais pacatos, em minha opinião, devem ser educados no sentido de aprender regras e limites indispensáveis à boa convivência em geral, assim como devem ser socializados exaustivamente, tanto no objetivo de tornar a convivência mais fácil e harmoniosa, quanto de torná-los mais felizes.

De fato, decifrando-os para os seus proprietários, os mesmos passam a entendê-los e se conscientizam da responsabilidade que têm de preparar melhor a família toda para ter paciência e determinação no processo de ensinamento dos bons modos, assim como dos esforços indispensáveis em procurar preencher as suas necessidades básicas.

Passando a procurar por soluções mais eficientes e acessíveis para educá-los melhor e oferecer atividades físicas e ocupacionais para “os seus filhos de quatro patas”.

O nosso dever, como proprietários informados, é de ensinar limites claros e necessários para conviver bem com a família e a sociedade em geral.

O quanto antes melhor!

 

Por que devemos adestrar nossos cães?Foto: Reprodução.

Por que devemos adestrar nossos cães?Foto: Reprodução.

 

Patrick Stewart não poderá ficar com cadelinha que pretendia adotar após dar lar temporário

por Andrezza Oestreicher — publicado 21 set 2017 - 9:38

Há cerca de seis meses, o ator Patrick Stewart, que participou de vários filmes, mas é mais conhecido por seu papel como Professor Charles Xavier em X-Men, encantou ainda mais seus fãs ao abrir as portas de sua casa nos Estados Unidos para dar lar temporário para uma cadelinha resgatada.

Ginger, que é da raça Pit Bull, logo ganhou o coração de Patrick e o de sua esposa com toda a sua doçura, apesar do passado difícil que teve antes de ser resgatada.

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Homem salva cão de redemoinho no interior de São Paulo

por Andrezza Oestreicher — publicado 20 set 2017 - 9:10

Uma forte ventania que tomou formas de redemoinho assustou a todos que estavam na rua e próximos do local onde a corrente de ventos se deu no município de Cerqueira César, em São Paulo. O fato aconteceu na última segunda-feira, dia 18 de agosto.

Apesar de não causar grandes estragos, o redemoinho deixou muita gente preocupada, incluindo Antônio Ferreira, que arriscou sua vida para resgatar um cachorro que estava muito perto da forte ventania.

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Cadela abandonada passa pela rua certa na hora certa e recebe proteção contra furacão Irma

por Andrezza Oestreicher — publicado 19 set 2017 - 18:28

Uma fofa cachorrinha abandonada estava vagando pelas ruas da Flórida Central bem perto da passagem do furacão Irma. Por sorte, ela apareceu na porta da casa certa na hora certa e conseguiu abrigo para se proteger.

O número de cães abandonados em épocas de desastres naturais, como os furacões que atingiram os Estados Unidos e outras regiões do Norte há pouco tempo, nos causam muita indignação. Porém, felizmente, ainda existem pessoas que se preocupam com os animais e fazem o que podem para ajudar.

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Patrick Stewart não poderá ficar com cadelinha que pretendia adotar após dar lar temporário

por Andrezza Oestreicher — publicado 21 set 2017 - 9:38

Há cerca de seis meses, o ator Patrick Stewart, que participou de vários filmes, mas é mais conhecido por seu papel como Professor Charles Xavier em X-Men, encantou ainda mais seus fãs ao abrir as portas de sua casa nos Estados Unidos para dar lar temporário para uma cadelinha resgatada.

Ginger, que é da raça Pit Bull, logo ganhou o coração de Patrick e o de sua esposa com toda a sua doçura, apesar do passado difícil que teve antes de ser resgatada. Logo o casal percebeu que seria difícil ser apenas um lar temporário para Ginger e a vontade de ficar com ela para sempre foi grande.

‪Fostering #GingerGurl is one of the best things I've ever done. @ASPCA @WagsandWalks #AdoptDontShop #fosteringsaveslives #pibbles ‬#pitbullsofinstagram

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O ator publicou diversos momentos de diversão e carinho que teve com a cadela enquanto estava nos Estados Unidos e começou a ver o que seria necessário para levar Ginger com ele para o Reino Unido, local onde Patrick nasceu e vive.

Ao chegar nessa fase, o casal percebeu que uma legislação britânica de raças não iria permitir que eles continuassem com aquela fofa cadelinha. A tal legislação, que foi chamada de antiquada e trágica por Sunny Ozell, esposa de Patrick, proíbe certas raças específicas, e uma delas é a Pit Bull.

Patrick e sua esposa ficaram completamente arrasados ao saberem que não poderiam continuar com Ginger, porém, mesmo de longe, seguem cuidando da cadelinha da forma que podem.

Dias depois de saberem que não poderiam levar a cadela para o Reino Unido, o casal foi informado pelo treinador de Ginger que tinha algo errado com suas patinhas e ela foi imediatamente levada para um veterinário, que descobriu que ela estava com uma grave lesão nos ligamentos das patas dianteiras.

“Patrick e eu não hesitamos; com apenas dois anos, Ginger foi uma excelente candidata para a cirurgia, e decidimos arrumar nossa garota. Nós não queríamos passar esse fardo para a próxima família … queríamos dar-lhe a melhor chance de um futuro mais brilhante possível”, escreveu Sunny Ozell em uma publicação no Facebook.

The swimming lesson that wasn't. Our foster pibble Ginger is perfect afternoon company. @ASPCA @WagsandWalks #AdoptDontShop #pitbullsofinstagram #pitbull

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A cadelinha segue em recuperação, fazendo fisioterapia após a cirurgia, e está com o treinador, com quem ela sempre se deu muito bem e teve uma ótima relação. Assim que estiver completamente recuperada, Patrick e Sunny, que estão sempre por dentro de tudo o que acontece com a cadela e já fizeram uma visita para ela, irão ajudar a encontrar um lar para sempre para Ginger.

An update on Ginger Gurl from Sunny and me…

Posted by Patrick Stewart on Monday, September 11, 2017

Apesar de saberem que a cadela está sendo muito bem cuidada e que certamente terá um futuro brilhante com toda a sua doçura, o casal está bastante triste que uma lei que proíbe certas raças tenha impedido de que eles formassem uma linda família.

Em um evento, Patrick falou sobre o caso e disse que os cuidados que se devem ter são com os tutores de animais e disse que: “Na maioria dos casos, e certamente no caso de Pit Bulls, não é o cão que é o problema, é sempre o dono”.

Fonte: I Heart Dogs

Homem salva cão de redemoinho no interior de São Paulo

por Andrezza Oestreicher — publicado 20 set 2017 - 9:10

Uma forte ventania que tomou formas de redemoinho assustou a todos que estavam na rua e próximos do local onde a corrente de ventos se deu no município de Cerqueira César, em São Paulo. O fato aconteceu na última segunda-feira, dia 18 de agosto.

Apesar de não causar grandes estragos, o redemoinho deixou muita gente preocupada, incluindo Antônio Ferreira, que arriscou sua vida para resgatar um cachorro que estava muito perto da forte ventania.

Homem correu para pegar o cachorro, que estava muito próximo do redemoinho. (Foto: Reprodução / G1 / Murilo Mantovani)

O homem contou para o G1 que assim que viu aquele fenômeno tão forte, seu primeiro pensamento foi o cachorrinho Xodó, um animal de rua que vive pelo posto de gasolina em que Antônio trabalha.

“Quando eu vi aquele vendaval como se fosse um tornado, a primeira coisa foi saber onde o meu ‘xodó’ estava. Vi que ele ficou perdido e com risco de vida. Então corri e peguei ele no colo para sairmos do local o quanto antes”, disse Antônio, que ficou bastante preocupado com o cão.

Ainda segundo o homem, que trabalha há cinco anos no posto, a ventania que aconteceu naquele dia foi mais forte do que as que costumam acontecer por lá e realmente assustou muita gente.

“Eu já tinha visto algo parecido outras vezes, mas sempre com intensidade fraca. Como foi hoje não tinha visto não. Então, corri pra pegar o cachorro porque ele ficou perdido olhando e quase que entrou na ventania”, explicou ele.

De acordo com funcionários do posto, essa foi uma das ventanias mais fortes vistas pela região. (Foto: Reprodução / G1 / Murilo Mantovani)

Segundo informações de outros funcionários do posto, durante a forte ventania, que foi descrita como um “vendaval com formato de tornado”, foi possível ver entulhos e objetos voando.

O fenômeno chegou a danificar o telhado do lava-rápido do posto, mas não causou maiores estragos e nem deixou ninguém ferido, nem o cachorrinho Xodó.

Fonte: G1