Por que meu cachorro parece saber que horas são?

Seria a quantidade de luz, algum cheiro imperceptível aos nossos olfatos ou a própria rotina que entregariam os eventos corriqueiros do dia?

por Samantha Kelly — publicado 25 jul 2015 - 19:32

Essa ainda é uma pergunta que causa muito debate entre os pesquisadores e especialistas em comportamento canino. Teoricamente, ainda não há uma resposta fechada.

Para os tutores caninos, muitos irão atestar que de fato seus cães parecem antecipar situações rotineiras, como o retorno do trabalho de membros da família, a hora de comer ou do passeio. É como se eles entendessem o conceito de tempo, mesmo este sendo uma invenção humana tão abstrata.

Seria a quantidade de luz, algum cheiro imperceptível aos nossos olfatos ou a própria rotina que entregariam os eventos corriqueiros do dia?

Cientistas cognitivos têm grande interesse em entender como os animais formam a memória, principalmente porque os ajuda a penetrar nos mistérios de como os diferentes cérebros funcionam.

Foto: Reprodução.

Foto: Reprodução.

A memória de longo termo é dividida em duas categorias: memória implícita, nos auxiliando a praticar tarefas que já fizemos e repetimos por diversas vezes; e a memória declarativa, onde nós guardamos as experiências e informações que formam as histórias de nossas vidas.

Segundo Pavlov, cães e outros animais possuem memórias implícitas, utilizadas para o tipo de aprendizado tentativa e erro ou para respostas condicionadas. Entretanto, ainda há dúvidas se os animais não-humanos possuem memória declarativa, em outras palavras, se os animais teriam a habilidade de lembrar eventos passados.

Enquanto há muita evidência sugerindo que cães lembrem de pessoas e eventos, ainda é uma questão em aberto se eles conseguem viajar no tempo em suas mentes. A falta de respostas se dá porque os cachorros foram por muito tempo negligenciados em pesquisas. Os cientistas acreditavam que, já que os cães eram domesticados, não poderiam provar como a espécie natural se comporta. Apenas nos últimos 15 anos que houve uma maior análise na espécie.

Apesar de deixar claro que ainda não há evidências científicas, Locky Stewart, diretor do Dognition, sugere algumas teorias e ideias interessantes que explicariam o comportamento do pet em antecipar o horário da refeição.

Cães, como a maioria dos mamíferos, possuem ritmo circadiano, um senso interno que os diz quando devem dormir ou serem mais ativos. Seria então uma reação corporal, e não mental, que estaria detectando o horário. Então, se o cachorro está acostumado a comer em uma determinada hora, seu corpo se acostuma e fica com fome naquele período.

Mais uma explicação seria a habilidade dos animais de lerem sinais no ambiente, como a intensidade da luz ou um ruído específico.

Outros pesquisadores sugerem que os cães utilizam seus avançados sensos de olfato para identificar quanto tempo passou desde que um evento ocorreu. Depois que o tutor sai de casa, seu cheiro vai gradativamente esvaecendo à medida que as horas vão passando. Se o seu horário é relativamente regular, há uma possibilidade de o seu cão ter ligado a intensidade do seu cheiro à hora que você normalmente chega em casa.

No experimento trasmitido pelo canal inglês BBC e feito com a cadela Jazz, que parecia sempre prever a hora quando seu tutor estaria chegando, os pesquisadores a enganaram espalhando o odor de seu tutor pela casa um pouco antes dele retornar do trabalho. Diferente dos outros dias, Jazz se mostrou suspresa quando o tutor voltou para casa do trabalho. O horário foi o mesmo, porém, dessa vez o odor era mais forte.

Apesar de não ser uma prova concreta, não deixa de ser mais uma peça para o quebra cabeça. Com a atenção que os cães estão agora recebendo, é questão de tempo para que essa pergunta seja respondida de uma vez por todas.

 

 

Fonte: Wired, Dognition.

Para viajar na cabine dos aviões da Delta, cachorros deverão comprovar que são bem comportados

por Andrezza Oestreicher — publicado 20 jan 2018 - 18:36

A companhia aérea Delta Airlines informou que a partir de 1º de março, algumas normas irão mudar para que alguns animais possam voar na cabine de suas aeronaves junto dos tutores.

Em anuncio feito na última sexta-feira, dia 19 de janeiro, a empresa vai exigir dos tutores, além de toda a documentação que já é exigida atualmente, algumas garantias extras de que o animal é capaz de se comportar dentro da cabine do avião durante todo o tempo de voo.

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Pequeno gatinho ajuda cachorro a superar dor após perder seu melhor amigo

por Andrezza Oestreicher — publicado 20 jan 2018 - 9:30

Nós sempre falamos das diversas formas como os cães podem ajudar a nós e a outros animais. Porém, às vezes são eles que precisam de ajuda, como aconteceu com Forsberg quando ele perdeu o seu melhor amigo.

Forsberg, um cachorro da raça Golden Retriever, era muito apegado ao gato Ginger. Eles eram melhores amigos, faziam tudo juntos e eram muito felizes com a amizade que tinham.

Porém, depois de oito anos e meio de uma linda amizade,

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Cachorros encontrados em estado de negligência em um condomínio de luxo são resgatados

por Andrezza Oestreicher — publicado 19 jan 2018 - 9:38

Após denúncias de vizinhos, 14 cachorros foram resgatados de uma casa localizada em um condomínio de alto padrão em Mogi das Cruzes, São Paulo.

De acordo com informações dadas pelos vizinhos e registradas em boletim de ocorrência, todos os moradores da casa estavam viajando e os animais estavam, ou deveriam estar, sendo cuidados por uma funcionária. Porém, o que se via no local era uma cena de completo abandono. Os animais estavam vivendo em meio a muita sujeira e fezes.

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Para viajar na cabine dos aviões da Delta, cachorros deverão comprovar que são bem comportados

por Andrezza Oestreicher — publicado 20 jan 2018 - 18:36

A companhia aérea Delta Airlines informou que a partir de 1º de março, algumas normas irão mudar para que alguns animais possam voar na cabine de suas aeronaves junto dos tutores.

Em anuncio feito na última sexta-feira, dia 19 de janeiro, a empresa vai exigir dos tutores, além de toda a documentação que já é exigida atualmente, algumas garantias extras de que o animal é capaz de se comportar dentro da cabine do avião durante todo o tempo de voo.

Os tutores deverão assinar uma declaração afirmando que o animal sabe se comportar. (Foto: Reprodução / The Vacation Times)

Entre essas exigências estão provas de saúde ou vacinação pelo menos 48 horas antes do voo.

De acordo com a companhia aérea, essas medidas foram tomadas para que a segurança de todos durante os voos seja ainda maior.

O motivo que levou a Delta a tomar essas medidas foi o aumento no número de reclamações de animais que, além de urinar e defecar no avião, mordem outros passageiros, como o caso que aconteceu em junho do ano passado, onde um passageiro foi mordido diversas vezes no rosto pelo cachorro de outra pessoa e precisou ir para o hospital.

Essas exigências valem, principalmente, para animais de serviço, que viajam fora das gaiolas, como cães-guia, que ajudam pessoas algum tipo de limitação, e animais de apoio emocional, que muitas vezes não são treinados. Nestes casos os tutores deverão assinar uma declaração afirmando que o animal sabe se comportar.

As novas exigências valem, principalmente, para animais de serviço. (Foto: Reprodução / The Vacation Times)

Para os animais que viajam em gaiolas nada muda.

De acordo com John Laughter, vice-presidente sênior de segurança da Delta, a empresa está buscando um equilíbrio entre “a necessidade legítima dos passageiros de terem esses animais” e a segurança durante os voos.

Fonte: O Globo

Pequeno gatinho ajuda cachorro a superar dor após perder seu melhor amigo

por Andrezza Oestreicher — publicado 20 jan 2018 - 9:30

Nós sempre falamos das diversas formas como os cães podem ajudar a nós e a outros animais. Porém, às vezes são eles que precisam de ajuda, como aconteceu com Forsberg quando ele perdeu o seu melhor amigo.

Forsberg, um cachorro da raça Golden Retriever, era muito apegado ao gato Ginger. Eles eram melhores amigos, faziam tudo juntos e eram muito felizes com a amizade que tinham.

Quando faleceu, o gato Ginger deixou seu amigo canino bastante deprimido. (Foto: Reprodução / Instagram @jenphilion)

Porém, depois de oito anos e meio de uma linda amizade, Ginger faleceu aos 15 anos por conta de um câncer de tireoide e deixou seu amigo canino sem os seus aconchegos.

O cãozinho Forsberg ficou completamente devastado com a falta do amigo. No começo, sem entender o que tinha acontecido, o cachorro chegou a passar dias procurando por Ginger, chegando a ficar bastante deprimido.

Para ajudar o cão, a tutora Jen Philion decidiu levar um novo animal para casa, e optou por um fofo gatinho preto chamado Maxwell.

Forsberg voltou a ser feliz depois que um novo gatinho entrou para a família. (Foto: Reprodução / Instagram @jenphilion)

Ela até ficou com medo da reação do cão e de que ele viesse a ficar estressado com o novo animal, mas, felizmente, Forsberg e Maxwell se deram muito bem rapidamente.

De acordo com Jen, a preseça do novo gatinho fez com que Forsberg deixasse a tristeza de lado e voltasse a mostrar sua real essência novamente. Maxwell era a companhia que o cão precisava para ter com quem se aconchegar. Já o gatinho adorou ter o amigão como caminha.

Things must be happening outside.

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O tempo passou e a amizade e o amor entre eles cresceu bastante e hoje, dois anos depois, mesmo Maxwell tendo se transformado em um gato muito folgado, Forsberg ainda adora ficar na presença do amigo que lhe ajudou no momento mais triste de sua vida.

Fonte: The Holidog Times