Entrevista com Gustavo Silva, vice-presidente da UPAC

por Fabio Sakita — publicado 9 dez 2012 - 20:40

Gustavo Silva. Foto. Fabio Sakita

 

Nesse sábado (8) aconteceu mais uma Feira de Adoção de Cães e Gatos da União Protetora dos Animais Carentes (UPAC) em Fortaleza e o Portal do Dog esteve lá para acompanhar o evento.

É válido e necessário divulgar este belo trabalho sendo feito no auxílio de animais e na educação do público. Por ano, cerca de 600 animais são atendidos pela UPAC.

O que observamos é que o bem estar dos animais sempre é  a prioridade, desde o resgate das ruas, à busca de tratamento e recolocação em lares saudáveis até o acompanhamento pós-adoção.

Os interessados na adoção passam por uma entrevista, na qual os voluntários avaliam criteriosamente com o intuito de definir se o candidato interessado tem o perfil adequado ou poderá suprir todas as necessidades do animal.

Para nos falar um pouco mais sobre a UPAC, conversamos com Gustavo Silva, vice-presidente da ONG.

Confira a entrevista:

 

Como surgiu a UPAC?

A UPAC nasceu de um grupo de pessoas que tinham um interesse em comum, o cuidado com os animais e a preocupação com os animais que estavam na rua. Essas pessoas se uniram, são amigos de escola e amigos de faculdade, e fundaram a UPAC.

Com o tempo, até por conta de precisar tornar a coisa mais específica, eles foram avançando, juntando mais pessoas, dividindo atividades e formando um grupo mais organizado.

Até para lidar com as doações, a gente sentiu necessidade de tornar formal, então deixou de ser um grupo para virar uma ONG, a gente tem CNPJ, tem conta em banco, etc.

 

Foto. Fabio Sakita

 

Como é o trabalho hoje?

Hoje a UPAC trabalha com três vias:

A primeira que a gente faz e não tem como fugir, é o resgate de animais, a UPAC começou assim e vai continuar fazendo esse resgate de animais na rua. Tratamos os animais, se for necessário levamos para o abrigo direto ou para uma clínica veterinária para passar por uma quarentena, recebendo todo o tratamento.

A segunda parte está vinculada com a doação, são os eventos de feira e doação pelo site. Hoje a gente recebe muito mais por meio do facebook e do site do que pela feira. Na feira a gente expõe o nosso trabalho para as pessoas que não conhecem, mas a UPAC mesmo acontece na internet.

E a terceira vertente é a educação, não pode ficar só tirando cachorro da rua sem que o público não saiba que isso é errado. Então a gente trabalha com a educação, hoje temos uma parte que está ativa em empresas e escolas , a gente faz palestras, eventos e acaba reunindo pessoas novas que querem ajudar e não tem todo esse conhecimento. Nós damos todo o treinamento.

 

Foto. Fabio Sakita

 

Vocês têm um programa chamado fiel doador, como ele funciona?

Nós temos um gasto muito grande, são 25 cães e 350 gatos. Nós temos dois abrigos, um próximo de Messejana e o outro na Sabiaguaba. O gasto não é só de ração, que seria o básico, mas principalmente a parte clínica. Como os animais são pegos na rua, eles não estão bem e o tratamento pode ser pesado e as vezes eles ficam internados.

Com o tempo a gente foi vendo que as pessoas até se interessam pelo trabalho, ajudam, mas é uma coisa que não prende. Ajuda hoje, amanhã, mas acaba deixando.

Nós criamos esse programa para tentar trazer uma pessoa fixa, pode ser com R$ 10,00 por mês, com 1 kg de ração, mas que se possa contar com essa doação.

Em troca a gente acaba dando benefícios, indica clínicas com desconto, tem kits com camisetas e chaveiros, a pessoa tem um retorno e não importa o valor da doação, portanto que a gente possa conta com essa pessoa. (Visite o Link do Fiel Doador no site da UPAC)

 

Foto. Fabio Sakita

 

Para as pessoas que admiram o trabalho da UPAC e querem colocar a mão na massa, como ser um voluntário?

A gente precisa de voluntários. Hoje no grupo, de efetivos, aquelas pessoas que estão ajudando, que podemos contar e que têm poder de voto na ONG são em torno de 12. Mas 12 pessoas para cuidar de 25 cães, sendo que todo mundo trabalha e estuda, é complicado. Em uma feira como essa, é preciso muitos voluntários e a gente está aberto a recebe-los.

Nós já lançamos um edital que explica todos os cargos e funções da UPAC, desde tratar direto com o animal, que é o mais requisitado, até pessoas que têm uma habilidade maior com a computação, com a escrita, que têm habilidade artística e podem fazer um folder da UPAC, por exemplo. Aproveitamos todas as habilidades que possam aparecer.

Estamos tentando ser o mais correto possível, treinando o pessoal para também fazer com que se sintam parte do grupo com palestras. Nós estamos estudando a possibilidade de fazer um certificado de um curso de 40 horas.

 

Foto. Fabio Sakita

 

Para os que estão lendo essa entrevista, como funciona a doação?

Doação nós aproveitamos basicamente tudo. Dinheiro, ração, medicamento, tem gente que conhece um petshop e tem um banho de graça, nós levamos e damos o banho lá. A gente recebe doações de roupas e objetos usados.

A fonte de renda hoje da UPAC é o bazar e a lojinha. A lojinha são produtos nossos, com a logo da UPAC e o bazar são as doações que a gente divide entre bazar e brechó.

O brechó é mais popular e o bazar tem peças com mais qualidade, são objetos novos que a gente recebe.

Para doar, entre em contato com a UPAC por email ou pelo site, avise que tem a doação que a gente pode buscar na casa da pessoa (Fortaleza e arredores).

 

Como pessoas de outros estados podem doar?

Como a gente tem status de ONG, a gente tem uma conta da UPAC. De outros estados a gente recebe ajuda em forma de dinheiro, que é mais fácil.

 

 

Doações:

Banco do Brasil
Nome: União Protetora dos Animais Carentes
Agência: 1295-5
Conta: 42.417-x
CNPJ: 106477890001-20

 

Doações via Boleto Bancário ou Cartão de Crédito, podem ser feitas via site do Vakinha:
http://www.vakinha.com.br/Vaquinha.aspx?e=122454

 

Site Oficial: http://upacfortaleza.wordpress.com

Facebook: www.facebook.com/ongupac

Twitter: http://twitter.com/upacfortaleza

 

 

Nós do Portal do Dog agradecemos a UPAC por terem sido tão solícitos, nos recebendo com toda disposição, mesmo com a correria da Feira.

Coreia do Sul não vai parar de servir carne de cachorro durante Olimpíadas de Inverno

por Andrezza Oestreicher — publicado 17 fev 2018 - 18:40

Sabendo que o consumo de carne de cachorro é muito grande na Coreia do Sul, onde se acredita que este tipo de carne é uma rica fonte de energia e são abatidos cerca de 2 milhões de cães todos os anos, ativistas animais intensificaram ainda mais as campanhas para tentar dar fim a esta prática.

Além de diversos protestos realizados em Seul, capital da Coreia do Sul, também foram feitas petições on-line pedindo o boicote aos Jogos Olímpicos de Inverno de Pyeongchang 2018,

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Homem encontra cachorro perdido em frente a portão de fazenda

por Andrezza Oestreicher — publicado 17 fev 2018 - 9:34

Edi Paulo Dalbosco, policial aposentado, logo percebeu quando um cãozinho apareceu, no dia 13 de fevereiro, do lado de fora de uma fazenda localizada na região da zona rural de São Francisco de Paula, na Serra do Rio Grande do Sul, região onde vive.

De acordo com o Sr. Edi, ele até chegou a tentar levar o cachorro perdido para a sua casa, onde tem outros dois cães, mas o animal não quis sair de jeito nenhum de onde estava.

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Mãe e filha escolhem o mesmo presente uma para outra e família ganha dois cachorros

por Andrezza Oestreicher — publicado 16 fev 2018 - 9:33

No dia 14 de fevereiro é comemorado o Valentine’s Day (ou dia de São Vallentin) em muitos países do mundo. A data é como o Dia dos Namorados para nós brasileiros, porém ainda mais amplo, pois, além de casais e romance, também são celebradas as relações de amor de amizade e entre familiares, como mães e pais e seus filhos.

Nos Estados Unidos, um vídeo que mostra o momento em que mãe e filha trocam presentes acabou viralizando nas redes sociais.

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Coreia do Sul não vai parar de servir carne de cachorro durante Olimpíadas de Inverno

por Andrezza Oestreicher — publicado 17 fev 2018 - 18:40

Sabendo que o consumo de carne de cachorro é muito grande na Coreia do Sul, onde se acredita que este tipo de carne é uma rica fonte de energia e são abatidos cerca de 2 milhões de cães todos os anos, ativistas animais intensificaram ainda mais as campanhas para tentar dar fim a esta prática.

Além de diversos protestos realizados em Seul, capital da Coreia do Sul, também foram feitas petições on-line pedindo o boicote aos Jogos Olímpicos de Inverno de Pyeongchang 2018, evento que teve sua abertura no dia 9 de fevereiro e segue até o dia 25 deste mesmo mês.

Ativistas fizeram protestos e intensificaram campanhas para acabar com o consumo de carne de cachorro. (Foto: Reprodução / AFP / Arquivos)

As próprias autoridades locais até tentaram intervir e evitar que carne de cachorro fosse servida por restaurantes na cidade sede das Olimpíadas de Inverno durante os dias em que o evento estivesse sendo realizado.

Porém, mesmo sendo oferecidos subsídios em troca dessa breve paralisação nas vendas de carne de cachorro, o oficial do governo de Pyeongchang, Lee Yong-Bae, informou que apenas dois, de um total de 12 restaurantes, acataram a solicitação.

Para evitar “uma impressão ruim dos estrangeiros”, os restaurantes substituíram os anúncios que mostram pratos feitos com carne de cachorro por pratos considerados “mais neutros”, como o yeomsotang (sopa de cabra).

Felizmente, de acordo com informações locais, à medida que os cães passam a ser vistos como animais de estimação, o consumo de carne de cachorro está diminuindo, principalmente entre a população mais jovem.

Fonte: Diário Catarinense / Agence France-Presse

Homem encontra cachorro perdido em frente a portão de fazenda

por Andrezza Oestreicher — publicado 17 fev 2018 - 9:34

Edi Paulo Dalbosco, policial aposentado, logo percebeu quando um cãozinho apareceu, no dia 13 de fevereiro, do lado de fora de uma fazenda localizada na região da zona rural de São Francisco de Paula, na Serra do Rio Grande do Sul, região onde vive.

De acordo com o Sr. Edi, ele até chegou a tentar levar o cachorro perdido para a sua casa, onde tem outros dois cães, mas o animal não quis sair de jeito nenhum de onde estava. Ele afirmou ainda que conversou com vizinhos para saber se alguém conhecia o animal, mas nenhum deles sabia de quem era o cachorro.

O cachorro não quer sair da frente deste portão que dá acesso a uma fazenda. (Foto: Reprodução / G1 / Edi Paulo Dalbosco)

O homem não pensa que o animal tenha sido abandonado. Ele acredita que o cachorro vive na fazenda ou deve ser dos proprietários do local. Ainda de acordo com o Sr. Edi, os donos do sítio vão até lá apenas nos finais de semana.

“Tem um pessoal que tem um sítio, fazenda, que vem no fim de semana e volta para a cidade. Provavelmente o cachorro se perdeu, seguiu o rastro até o portão e ficou ali esperando. Tentei chamar ele aqui para a minha morada, onde tenho mais dois, mas ele preferiu ficar”, contou o homem, que ficou preocupado com o cão e levou comida e água para ele.

Ainda na noite da última quinta-feira, dia 15 de fevereiro, o cão continuava no mesmo local. O Sr. Edi espera que os proprietários da fazenda visitem o local neste fim de semana e que o animal seja mesmo deles.

Caso alguém tenha informações que ajudem a encontrar os tutores do cachorro, é só entrar em contato através do número (54) 99954-9644.

Fonte: G1