Entrevista com Luciane Martins da Escola de Cães Guia Helen Keller

Escola filantrópica é responsável pelo treinamento de cães-guia que auxiliarão deficientes visuais

por Samantha Kelly — publicado 4 out 2013 - 17:12

Com nome sendo uma homenagem a famosa conferencista e ativista norte-americana, cega e surda desde a mais tenra idade, que dedicou sua vida em favor a pessoas com deficiências, a Escola de Cães Guia Helen Keller é um símbolo de um projeto filantrópico que tem dado a chance à deficientes visuais terem mais autonomia.

Em conversa com Luciane Franke Martins, membro da parte administrativa da Escola de Cães Guia Helen Keller, pudemos ter acesso ao trabalho de formação de cães-guia e inclusão de deficientes visuais desenvolvido pela Escola.

O projeto, que teve seu início há 20 anos, hoje é a única escola que oferece treinamento de cães-guias reconhecido internacionalmente, com programa ministrado por Fabiano Pereira.

Normalmente, a obtenção de um cão-guia gira em torno dos R$ 25 mil, preço inacessível para grande parte da população. Atuando com o apoio de doações e voluntários, a Escola de Cães Guia Helen Keller oferecer o cão-guia de forma gratuita.

Com poucas escolas trabalhando exclusivamente na formação de cães-guia no Brasil, as cerca de 528,6 mil pessoas que possuem deficiência visual, segundo o Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) realizado em 2010, perdem a grande oportunidade de ter uma vida mais independente.

Não deixe de conferir a entrevista abaixo:

 

Como começou o projeto da escola?

Os primeiros passos foram dados em 1993, em Florianópolis, e com ajuda da Federação Internacional de Cães-Guias, (Londres), a Escola Helen Keller conseguiu que uma escola associada a essa Federação, a New Zealand Foundation for the Blind, aceitasse treinar o primeiro brasileiro para que o sonho de ter escola de cães-guias no Brasil se tornasse realidade. A Escola de Cães-Guias Helen Keller, em 08 de julho de 2000, teve devidamente registrados seus estatutos e demais documentos constitutivos que os regem até hoje. Em 2008, a Escola foi transferida para Balneário Camboriú, onde continua o desafio do trabalho iniciado pelo Dr. Augusto Gonzaga, idealizador e fundador da Escola. Mantendo o imperativo da ECG Helen Keller que seus profissionais fossem habilitados pelo órgão máximo mundial, a Federação Internacional das Escolas de Cães-Guias, após dois anos de intensos estudos e treinamentos na Seeing Eye Dogs – Austrália e com auxílio dado pela comunidade de Balneário Camboriú, através da Escola Helen Keller, Fabiano Pereira, nosso treinador até hoje, retorna e dá início ao programa de treinamento no Brasil (trata-se do primeiro programa nacional de treinamento de cães-guias reconhecido internacionalmente).

 

Qual é a estrutura da escola hoje?

Temos um terreno doado pela PMBC (Prefeitura Municipal de Balneário Camboriú) e em breve iniciaremos a construção da nossa escola.

 

Como vocês avaliam o acesso a cães-guia para os deficientes visuais no Brasil?

Existe uma longa fila de espera para que o cego tenha acesso a um cão, existem poucos cães sendo formados para o grande número da demanda.

 

Escola de Cães Guia Helen Keller. Foto: Divulgação

Escola de Cães Guia Helen Keller. Foto: Divulgação

 

Como funciona o processo para obter um cão-guia?

No nosso site existe um formulário e depois de preenchido o cego entra para uma fila de espera.

 

Quanto custaria a obtenção de um cão-guia e tempo até que o deficiente possa recebê-lo.
O cão-guia é recebido gratuitamente, o cego deve entrar na fila de espera e infelizmente essa espera pode ser longa, pois nossa escola é filantrópica e por isso dependemos de patrocinadores.

 

Quantas pessoas se encontram na fila de espera da Escola para receber um cão-guia?
Somente nossa escola tem uma lista de espera de mais de trezentas pessoas.

 

Escola de Cães Guia Helen Keller. Foto: Divulgação

Escola de Cães Guia Helen Keller. Foto: Divulgação

 

Descreva o processo de treinamento e escolha dos cães.

O cão é escolhido desde filhote conforme seu temperamento e reações a determinados testes. Depois ele fica com uma família socializadora por cerca de 15 meses, retornando então para a escola aonde inicia seu treinamento.

Nesse treinamento, o cão aprende a localizar a faixa de segurança, esquerda, direita, desviar de obstáculos aéreos, encontrar alguns endereços, entre muitas outras coisas.

 

Como é feita a ligação entre o deficiente visual e o cão-guia que mais se adequa as suas necessidades.

Durante o treinamento do cão guia ele é avaliado diariamente, comportamento, agilidade, altura, condicionamento físico e tudo isso irá indicar qual o melhor cego a ser adaptado com esse cão. O que não significa que o primeiro da fila receberá o primeiro cão treinado.

 

 Para o sucesso do treinamento de um cão-guia, é necessário que um voluntário, ou uma família voluntária, adote um filhote. Qual é o papel do socializador?
É o principal papel no treinamento de um cão guia, pois é através dessa família que ele irá conhecer o mundo, lugares, pessoas, irá aprender a ser um cão comportado, seguro e feliz.

 

Qual o tipo de serviço que o cão-guia presta e o tempo médio de trabalho até a aposentadoria.

O cão guia ajuda o cego no acesso e mobilidade, porém ajuda muito mais com a inclusão desse cego a sociedade. O cão trabalha entre 8 e 9 anos.

 

Todos os deficientes visuais podem ter um cão-guia ou há limitações.

Não, existem limitações e nem todo cego pode ter um cão guia. O mais importante é a mobilidade e independência desse cego. O cego tem que ter independência, andar de bengala, saber se virar na rua, etc.

 

Como as pessoas podem ajudar a escola.

Todos podem ajudar divulgando nosso projeto, sendo famílias socializadoras, patrocinando a escola ou ajudando financeiramente através da nossa conta no BB ag.1489-3 c/c 30459-x

 

A importância do cão-guia para o deficiente visual vai muito além do auxílio no cotidiano. Dá um senso de autonomia, liberdade e integração a sociedade. Como vocês avaliaram a influência do cão na vida do deficiente visual?

Fundamental! O cego sem um cão guia passa despercebido aos olhos da sociedade, já um cego acompanhado de um cão guia traz para perto dele uma vida normal.

 

Para mais informações da Escola de Cães Guia Helen Keller

Site: www.caoguia.org.br

Email: [email protected]

 

Walt Disney World irá permitir a presença de cães em seus hotéis pela primeira vez

por Andrezza Oestreicher — publicado 16 out 2017 - 18:24

Pela primeira vez os hotéis e resorts do complexo Disney passaram a aceitar famílias hospedem também seus cachorros de estimação.

O Disney’s Yacht Club Resort, Disney Port Orleans Resort – Riverside, Disney’s Art of Animation Resort e o Disney’s Fort Wilderness Resort, todos localizados em Orlando, na Flórida, abriram suas portas ontem, dia 15 de outubro, para receber também hóspedes caninos.

Os animais não podem circular por todas as áreas dos hotéis e os quartos onde eles podem se hospedar com suas famílias ficam em andares específicos,

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Instituto Luisa Mell recebe a visita da estrela teen Larissa Manoela

por Andrezza Oestreicher — publicado 16 out 2017 - 9:33

Depois do resgate dos 135 cães feito por Luisa Mell, com o apoio da polícia e de uma superequipe, em um canil de Osasco, o Instituto Luisa Mell recebeu o apoio e visita de diversas celebridades que ficaram tocados com a situação dos animais.

Na última sexta-feira, dia 13 de outubro, mais uma celebridade foi até o Instituto. Dessa vez foi a atriz e cantora Larissa Manoela que esteve no local conhecendo as instalações e todos os animais que são ajudados por lá.

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Cachorro foge de casa e participa de casamento em Teresina

por Fabio Sakita — publicado 15 out 2017 - 20:14

O Pit bull Hulk foi a estrela do casamento entre Luiza e Lucas. O cachorro entrou na igreja, que fica no bairro de São Cristóvão, Zona Leste de Teresina, na noite de quinta-feira(12), participou da cerimônia e até posou para fotos como se fosse convidado.

Na semana passada, contamos o caso de Snoop que invadiu um casamento e foi adotado pelos noivos. Neste caso Hulk já tem uma família porém seus donos haviam viajado e eles conseguiu escapar.

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Walt Disney World irá permitir a presença de cães em seus hotéis pela primeira vez

por Andrezza Oestreicher — publicado 16 out 2017 - 18:24

Pela primeira vez os hotéis e resorts do complexo Disney passaram a aceitar famílias hospedem também seus cachorros de estimação.

O Disney’s Yacht Club Resort, Disney Port Orleans Resort – Riverside, Disney’s Art of Animation Resort e o Disney’s Fort Wilderness Resort, todos localizados em Orlando, na Flórida, abriram suas portas ontem, dia 15 de outubro, para receber também hóspedes caninos.

Cães já podem se hospedar em quatro hotéis do complexo Disney em Orlando. (Foto: Reprodução / Petcha / Disney Parks Blog)

Os animais não podem circular por todas as áreas dos hotéis e os quartos onde eles podem se hospedar com suas famílias ficam em andares específicos, tudo para que tanto os cães quanto pessoas que possuem alergia ou outros problemas tenham mais comodidade e tranquilidade durante sua estadia.

Cada quarto poderá hospedar no máximo dois cachorros por vez e os animais serão muito bem recebidos nos resorts. No momento do check-in, os cães receberão um kit de boas-vindas do Pluto que inclui: esteira e tigelas para comida e água, uma etiqueta de identificação, sacolas descartáveis ​​de plástico, almofadas de cachorro, e mapas de locais para caminhar com os cachorros e uma etiqueta para porta indicando que tem um animal de estimação no quarto.

A taxa cobrada pela presença de cada animal será de 75 dólares por noite no Disney Yacht Club e 50 dólares por noite nos outros três resorts Disney abertos para cães. Essas taxas destinam-se a cobrir os custos de limpeza.

Os cães irão receber um kit de boas-vindas do Pluto no momento do check-in. (Foto: Reprodução / Petcha / Disney Parks Blog)

No complexo Disney você encontra ainda a Best Friends Pet Care, uma instalação de serviço completo para animais de estimação. O Local funciona como creche, onde os cães podem ficar durante o dia enquanto seus tutores estão nos parques, e também funciona como hotel pet, onde os animais podem ficar hospedados por uma semana direto.

Para se hospedar nos hotéis Disney o cachorro deve estar com as vacinas em dia e espera-se que o animal seja bem comportado e que os tutores respeitem as áreas proibidas para pets.

Fonte: Disney Parks / Petcha

Instituto Luisa Mell recebe a visita da estrela teen Larissa Manoela

por Andrezza Oestreicher — publicado 16 out 2017 - 9:33

Depois do resgate dos 135 cães feito por Luisa Mell, com o apoio da polícia e de uma superequipe, em um canil de Osasco, o Instituto Luisa Mell recebeu o apoio e visita de diversas celebridades que ficaram tocados com a situação dos animais.

Na última sexta-feira, dia 13 de outubro, mais uma celebridade foi até o Instituto. Dessa vez foi a atriz e cantora Larissa Manoela que esteve no local conhecendo as instalações e todos os animais que são ajudados por lá.

A atriz e cantora Larissa Manoela se emocionou bastante durante visita ao Instituto Luisa Mell. (Foto: Reprodução / Stories Instagram @larissamanoela)

A ativista animal Luisa Mell foi quem recebeu pessoalmente a estrela teen e a acompanhou em um passeio por todo o Instituto, explicando o que acontecia em cada área e apresentando alguns dos 135 cães resgatados do canil em Osasco.

Durante o passeio, que foi mostrado ao vivo para o público através do Instagram de Luisa Mell, Larissa Manoela e também do Instituto Luisa Mell, a atriz se emocionou bastante ao conhecer a área de internação do local, onde se encontram os animais que estão com a saúde mais debilitada.

Larissa também se emocionou, desta vez de felicidade, ao ser apresentada a uma cadelinha que recebeu o seu nome. A Larissa Manoela peludinha é uma das matrizes que foi regatada em péssimo estado no canil de Osasco e recebeu o nome em homenagem à estrela teen.

Ao final da visita, Larissa Manoela fez uma doação para ajudar os animais resgatados. (Foto: Reprodução / Stories Instagram @larissamanoela)

Ao final da visita, a atriz e cantora, em uma parceria com o BRECHÓ KING, fez uma doação para ajudar a todos os animais que são cuidados pelo Instituto Luisa Mell.