Entrevista com Manoela Cesar sobre cães em casamentos

Jornalista especialista em casamentos nos explica o motivo dos cães cada vez mais participarem das cerimônias

por Samantha Kelly — publicado 2 nov 2014 - 22:08

Manoela Cesar. Foto: Divulgação

Manoela Cesar. Foto: Divulgação

Atualmente, há uma grande tendência de personalizar e se ver representado, e esse desejo se estende à produtos, eventos e momentos importantes. Com o casamento, isso não seria diferente.

Por ser um momento tão marcante, os noivos querem que tudo seja perfeito e inesquecível. São os eventos cada vez mais elaborados, com surpresas ou um toque singelo nos detalhes que expresse o amor daqueles que compartilham por uma noite seus votos e seus sonhos.

Na lista de convidados, a família não pode faltar. E quem tem cachorro sabe que ele é parte importante da família e sua presença se torna essencial.

Muitos exemplos fofíssimos e especiais estão disponíveis online, e na medida que se tornam cada vez mais comuns, como em um ciclo, inspiram outros tantos a trazer seus filhos caninos para a a comemoração.

Para explicar a mudança e modernização dos casamentos, conversamos com a jornalista Manoela Cesar, especialista em casamentos, que já trabalhou em grandes veículos diários no Rio de Janeiro e hoje é autora do Blog Colher de Chá – Noivas, projeto esse que ela mesma desenvolveu.

Confira essa entreviva muito bacana abaixo:

 

PdD) Tem sido cada vez mais comum vermos cães em casamentos. Quando houve essa mudança?

Acredito que o casamento vem se modificando como um todo nos últimos cinco anos. E especialmente nos ultimos dois anos, com o boom das redes sociais e instagram. O costume de personalizar as cerimonias e fazer com elas tenham “menos regras” e mais “personalidade” é uma tendência mundial e especialmente levar os cães para as cerimonias faz parte deste grande processo de valorizacao das cerimonias cada vez mais pessoais e muitas delas, ao ar livre.

 

PdD) Por que os casais hoje sentem a necessidade de ter a presença do cachorro no casamento?

Acredito que o casamento é um rito de passagem e cada vez mais ele vem sendo vivenciado desta forma, é menos uma “formalidade social” e cada vez mais uma festa do casal. Os cachorros de estimação são como filhos, como membros da família, e por isso ganham cada vez mais importância nas cerimonias em que os noivos querem homenagear as pessoas queridas e intimas. E de forma especial, os casamentos ao ar livre também são grande tendência e possibilitam que os cachorros interajam de forma mais livre do que numa igreja ou local fechado.

 

PdD) Qual o papel que o cachorro pode adquirir na cerimônia e como incluí-lo nesse momento tão especial?

Ele pode ter vários papeis, mas os mais comuns é ter o cachorro de estimação levando as alianças do casamento. Ou entrando como “pajens” e “daminhas” junto do cortejo infantil.

 

Casamento de Alexandre Rossi (Dr. Pet) e Cynthia Macarrão, com a presença ilustra fa filha canina do casal, a querida Estopinha. Fotos: Divulgação

Casamento de Alexandre Rossi (Dr. Pet) e Cynthia Macarrão, com a presença ilustre da filha canina do casal, a querida Estopinha. Fotos: Reprodução

 

PdD) Quais dicas você daria para quem deseja ter seu querido pet presente na cerimônia. Vale a pena chamar um adestrador para preparar o cachorro?

Acredito que se o casamento foi realizado ao ar livre nao é necessario adestra-lo. Basta que uma pessoa que o cachorro conheça bem (um dos irmãos dos noivos por exemplo) possa estar perto na hora de colocar as alianças e conduzi-lo para o altar. Ao ver os seus donos no altar, ele tenderá a caminhar em direção deles espontaneamente.

 

PdD) O código de vestimenta para humanos também se aplica ao cachorro?

É sempre divertido enfeitar o pet com uma “roupinha” especial para ocasião, como uma gravatinha, um laço ou até mesmo um “terninho” ou vestido. É super fofo e todos os convidados vão querer fotografar.

 

Casamento Luna e João. Foto: Reprodução

Casamento Luna e João. Foto: Reprodução

 

PdD) Como os noivos podem garantir que o cachorro estará confortável durante a comemoração. Vale a pena deixá-lo participar da festa ou é melhor levá-lo para casa?

O ideal é ter uma pessoa da familia, da confianca do cachorro, para supervisiona-lo na festa. E como a festa é para todo mundo relaxar e se divertir, o ideal mesmo é que ele possa estar em um ambiente ao ar livre, mas seguro, no qual ele possa brincar entre os convidados. Mas vale lembrar que se o cachorro for muito grande pode assustar as crianças da festa. É preciso ter cuidado para que todos possam interagir sem que ninguém deixe de brincar ou se divertir pela presença do cachorro.

 

PdD) Os cães podem participar da cerimônia religiosa ou apenas das comemorações fora da Igreja?

Acredito que apenas cachorros bem pequenos devam participar de cerimonias dentro da igreja e é preciso confirmar previamente com a paroquia se é permitida a entrada do cachorro. Em area ao ar livre, fica a critério dos noivos.

 

PdD) Com tanta experiência em casamentos, quais exemplos você lembra que realmente foram especiais e que tinham a presença de um cachorro.

Tenho alguns casamentos que marcaram, um deles é o do Dr Pet, que a gente publicou no blog, foi bem bacana! (Confira aqui) E recentemente um casal levou nada menos do que 5 cachorros (deles!) para a cerimonia, todos enfeitados! Adorei.

 

Casamento Júlia e Rogério. Foto: Divulgação

Casamento Júlia e Rogério. Foto: Reprodução

 

Cachorro que teve as patas cortadas com uma espada ganha próteses

por Andrezza Oestreicher — publicado 16 dez 2017 - 18:39

A cada caso de violência que tomamos conhecimento ficamos mais impressionados em como os cães são seres evoluídos e como eles são capazes de se adaptar. O cachorro Cola é uma prova disso.

Cola é um cão SRD (sem raça definida, vira-lata) que vivia nas ruas de Bangkok, rodando sempre pela mesma região. Um dia, o cão teve suas patas dianteiras cortadas com uma espada por um homem que morava no mesmo bairro em que o cão costumava ficar.

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Cadelinha adotada é seguida por ovelhas da família e se torna a líder dos animais

por Andrezza Oestreicher — publicado 16 dez 2017 - 9:30

A cadelinha Lady é da raça Basset Hound, que foi resgatada por um abrigo e adotada por sua família há três anos. Por conta de seu passado, que não é tão conhecido, a cadelinha tinha muito medo e chegava até a ser agressiva com outras pessoas, porém, as companhias certas fizeram com que Lady se abrisse mais para a sua nova família e ficasse mais tranquila e leve.

Na nova casa, os tutores Michael Jobson e Fiona Morton não conseguiam levá-la para passear no parque,

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No Rio de Janeiro será proibido utilizar animais para testes de produtos cosméticos

por Andrezza Oestreicher — publicado 15 dez 2017 - 9:29

E a causa animal teve mais uma vitória no Brasil. Nos próximos dias, será promulgada uma lei que proíbe o uso de animais para testes de produtos cosméticos.

Em uma votação feita na última terça-feira, dia 14 de dezembro, a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) derrubou, por 40 votos a favor e nenhum contra, o veto do governador Luiz Fernando Pezão e sancionará lei proibindo o uso de animais para cosméticos.

A lei irá valer em todo o estado do Rio de Janeiro e,

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Cachorro que teve as patas cortadas com uma espada ganha próteses

por Andrezza Oestreicher — publicado 16 dez 2017 - 18:39

A cada caso de violência que tomamos conhecimento ficamos mais impressionados em como os cães são seres evoluídos e como eles são capazes de se adaptar. O cachorro Cola é uma prova disso.

Cola é um cão SRD (sem raça definida, vira-lata) que vivia nas ruas de Bangkok, rodando sempre pela mesma região. Um dia, o cão teve suas patas dianteiras cortadas com uma espada por um homem que morava no mesmo bairro em que o cão costumava ficar.

Cachorro teve suas patas dianteiras mutiladas com uma espada. (Foto: Reprodução / Lillian Suwanrumpha / AFP)

Cola foi mutilado depois que mordeu os sapatos do responsável pela violência.

O cão foi resgatado e cuidado por um britânico, chamado Johm Dalley, que vive na Tailândia há alguns anos. Cola foi levado para viver com seu salvador em Phuket, um balneário localizado no sul do país, onde o homem decidiu criar uma associação dedicada aos cães de ruas chamada “Soi Dogs” (soi significa rua em tailandês).

Hoje, um ano depois, Cola já consegue correr e se divertir bastante novamente. O cachorro recebeu próteses parecidas com as utilizadas por atletas paraolímpicos. O cão ganhou o aparato depois que Johm recorreu a uma empresa é especializada em próteses humanas e tudo foi feito sob medida para Cola.

Hoje, o cão está bem adaptado e muito feliz com suas novas próteses. (Foto: Reprodução / Lillian Suwanrumpha / AFP)

“Queríamos conseguir uma prótese que não fosse muito pesada, um pouco flexível ao nível do pé”, contou Teddy Fagerstrom, diretor do laboratório de ortopedia responsável pelas próteses de Cola.

Essa foi a primeira prótese feita pela empresa para cães e, segundo Teddy Fagerstrom, Cola é o primeiro animal a usar próteses parecidas com as de atletas paralímpicos.

Johm garante que Cola se adaptou muito bem com as suas novas próteses e hoje é um cão muito feliz.

Fonte: Correio Braziliense

Cadelinha adotada é seguida por ovelhas da família e se torna a líder dos animais

por Andrezza Oestreicher — publicado 16 dez 2017 - 9:30

A cadelinha Lady é da raça Basset Hound, que foi resgatada por um abrigo e adotada por sua família há três anos. Por conta de seu passado, que não é tão conhecido, a cadelinha tinha muito medo e chegava até a ser agressiva com outras pessoas, porém, as companhias certas fizeram com que Lady se abrisse mais para a sua nova família e ficasse mais tranquila e leve.

Na nova casa, os tutores Michael Jobson e Fiona Morton não conseguiam levá-la para passear no parque, pois eles tinham receio de que ela viesse a avançar em alguém. Como eles moram em uma fazenda com bastante espaço, eles deixaram que a cadela ficasse livre pelo espaço enquanto cuidavam de alguma coisa na área externa.

Lady sempre é seguida pelas ovelhas da fazenda. (Foto: Reprodução / Metro UK / Mercury)

Porém, em um desses dias em que a cadela acompanhava seu tutor no trabalho da fazenda, por descuido, Michael deixou Lady se misturar com as ovelhas e ficou surpreso com o que aconteceu.

“Elas simplesmente começaram a seguí-la em todos os lugares. Isso certamente me fez rir. Ela [Lady] estava completamente inconsciente, mas estava fazendo um trabalho brilhante”, contou o tutor orgulhoso.

De cara a cadelinha se sentiu bastante à vontade no meio das ovelhas. Lady não se incomoda com os animais, fica tranquila entre eles e muitas vezes nem chega a perceber que é seguida pelas ovelhas.

A cadela acabou se tornando a líder do rebanho. (Foto: Reprodução / Metro UK / Mercury)

Os tutores ficaram impressionados com o talento que Lady tem para cão de pastoreio. Sempre que ela está perambulando pelo campo as ovelhas passam a seguir a cadelinha, apesar de Lady parecer estar mais preocupada em cheirar o mato e seguir seu tutor.

“Lady normalmente está atrás de mim me seguindo, mas às vezes ela sai sozinha e, de alguma forma, ela se torna a líder das ovelhas”, conta Michael.

De acordo com os tutores, eles estão até pensando em usar os talentos de Lady para ajudar o real cão de pastoreio da família, Tom.

Fonte: Metro UK