Entrevista com o incrível fotógrafo Paul Croes

O fotógrafo belga possui um trabalho diferenciado e se destaca mundialmente com seus registros de cães

por Samantha Kelly — publicado 27 nov 2014 - 23:47

Tivemos o prazer de conversar com um de nossos ídolos na fotografia de cães, o fotógrafo belga Paul Croes. Com um trabalho peculiar e totalmente único, as imagens de Paul são completamente artísticas e seu background no mundo da moda trouxe elementos estéticos dos editoriais de moda para seus registros com cães.

Sempre respeitando o animal, o resultado traz à tona as personalidades dos cachorros, com olhares e expressões capturados e transmitidos atráves de muita emoção.

Confira agora com exclusividade para o Portal do Dog essa entrevista super especial.

 

Foto: Paul Croes

Foto: Paul Croes

 

PdD) Seu trabalho possui muita pureza e atmosfera artística. Qual o conceito por trás dele?

Nós sempre fazemos as fotografias em estúdio com flash. Quando os cães chegam no estúdio nós os deixamos por 30 minutos sem nenhuma atenção, para que eles comecem a se acostumar com o meio ambiente e as coisas novas. A duração da sessão depende do número de cães, mas dura pelo menos 3 horas, por isso, em contraste com outros fotógrafos de animais, nós fazemos sessões longas. A nossa experiência nos ensina que as primeiras horas são as que os cães estão com mais energia e nós precisamos ter o descanso e clima relaxante para as melhores fotos! Trabalhamos muito com cães de resgate e adoção, por isso, eles precisam de tempo para se sentirem relaxados. Nós não pensamos em termos fotográficos, mas em termos do cão!

 

Foto: Paul Croes

Foto: Paul Croes

 

Foto: Paul Croes

Foto: Paul Croes

PdD) Como você consegue capturar tantas imagens únicas, já que cachorros podem as vezes serem difíceis de posar.

Não há truques, e a não ser pelo fato de usarmos lanchinhos e recompensas, é especialmente o tempo e paciência que levamos para fazer a sessão que faz a diferença. Depois do trajeto até o estúdio e duas horas de jogos e comandos, os cães estão mostrando um certo cansaço, o que lhes dá uma outra expressão. Há um ano eu trabalho com uma assistente permanente que assume as rédias e isso funciona muito bem. É muito importante, porque a minha assistente é muito calma e gentil com os animais, mas também firme. Ela obtem mais dos cães do que os próprios tutores, isso é porque muitos dos cães que recebemos no estúdio são cães de resgate e eles não são acostumados a obter uma série de comandos, então, em muitos casos, é melhor ouvir uma terceira pessoa agradável em combinação com bifinhos.

A sessão de fotos é para ser educacional para o cão (especialmente para cães assustados). Nós queremos que os cães tenham uma boa tarde, enquanto eles ficam o mais confortáveis possível com novas pessoas, novas situações e novos ambientes! A combinação com todas essas coisas novas, a longa viagem para o estúdio e a quantidade de comandos que os cães obedecem, faz com que os eles fiquem confortáveis com a gente e a partir da terceira e quarta hora de filmagens, é aí que os momentos mágicos começam, é o momento que o cão pode ser ele mesmo.

 

 

Foto: Paul Croes

Foto: Paul Croes

PdD) Por que você escolheu trabalhar com cachorros.

No passado, eu fui um fotógrafo de moda na Bélgica por 15 anos. Essa foi minha primeira escolha para ser um fotógrafo ativo no mundo profissional da fotografia. Na Bélgica, as possibilidades não tçao favoráveis. Por causa do vazio e da atmosfera desagradável, adicionando as possibilidades financeiras e de carreira, eu me sentia sem muitas opções.

Nesse meio tempo, eu realizei trabalhos de graça com um grande cachorro branco da raça Borzoi. Esse cão posou em algumas fotos como um verdadeiro elegante e belo modelo. No mundo da moda belga, é realmente frustrante se você é um perfeccionista como eu, já que você não trabalha com as melhores modelos, com o melhor cabeleireiro, com o melhor maquiador… Ou seja, você não consegue fazer fotos com tanta qualidade como os nomes grandes na indústria por não ter os recursos necessários.

Com a fotografia canina, você não precisa de tanta perfeição, e mesmo quando o cachorro é idoso, cego, tem uma perna a menos, é gordo ou magro, todo cachorro é como um modelo e não precisa de alta costura ou um cabeleireiro famoso, é perfeito do jeito que é. Por causa da minha experiência com moda, eu fico feliz de também capturá-los de uma maneira bela.

 

Foto: Paul Croes

Foto: Paul Croes

 

4) Vendo os resultados, realmente transparece sua conexão com animais. O que esses lindos animais trouxeram para sua vida profissional e pessoal.

Eu acredito que o preço de uma sessão deve ser acessível para que cães com tutores na classe média possam pagar, caso contrário, estaria entrando na vida comercial, onde apenas o promocional e a publicidade é importante.

Na minha vida pessoal e profissional, eu tenho mais tranquilidade com a fotografia de cães. As pessoas ficam super agradecidas e com muito orgulho e a atmosfera da sessão é completamente pacífica. Eu gosto do contato físico e de brincar com os cachorros, de trabalhar com comandos. Eles as vezes agem como palhaços e isso é tão tocante e engraçado.

E claro, não são todos os fotógrados que podem dizer que seus modelos lhe deram beijos durante a sessão.

 

Foto: Paul Croes

Foto: Paul Croes

 

5) Entre os seus trabalhos, qual é o favorito? Nós achamos quase impossível escolher um.

Claro que eu tenho vários, mas um dos meus favoritos de todos os tempos é o Podenco com o garoto ruivo. Eu acho que o podenco tem uma das expressões mais únicas, ele tem tantas faces e rugas, eu gosto dos diferentes personagens que ele pode ter. Nessa foto, eu gosto da harmonia entre o cachorro e o garoto, é como se eles fossem um só, e eu gosto de capturar dessa maneira, pois é mais que uma imagem, através dela você sente o amor.

 

Foto: Paul Croes

Foto: Paul Croes

 

6) Você pode nos levar no processo necessário para uma sessão que envolve cachorros?

Nós trabalhamos passo a passo. Primeiro nós fazemos fotos com close para ver a reação do cachorro ao flash. Então nós tiramos um intervalo de 10 minutos, para logo empregar mais 10 minutos em fotos de corpo inteiro. Novamente, os intervalos são importantes para o cachorro, mas também para mim, já que durante uma sessão, eu passo em média 3 horas deitado no chão e geralmente os cães pulam em mim. Durante a sessão, nós adicionamos alguns acessórios, como um lenço, alguma peruca, fumaça, bolhas… O mais importante da sessão é a simplicidade da técnica que uso. Só há um sol no mundo, por isso só uso uma luz, ou uma janela grande próxima ao modelo.

 

 

7) Quem dita o ritmo e a direção de uma sessão, você ou os cachorros?

Nós sempre começamos respeitando as possibilidades do cachorro. Não há muita diferença entre uma sessão com um cachorro ou com um humano. Eu sempre tento extrair a beleza e, claro, aqui e ali adicionar diversão.

 

 

Foto: Paul Croes

Foto: Paul Croes

8) Nós adoramos (muito, muito) suas imagens com Greyhounds. Qual a sua história atrás delas?

Os Greyhounds possuem um olhar triste específico, e essa característica é muito boa para fotos. Além disso, eles possuem músculos definidos que você pode ver a qualquer momento. Eles têm olhos grandes, não possuem pelo e se movem de maneira muito elegante. Então, cada movimento tem como resultado uma nova foto e um novo look.

Por que seu pelo é tão curto, eles parecem estar nus, o que é perfeito para chapéus e a acessórios. Também devido ao fato de eles não se importarem com os acessório, já que estão acostumados a ter que usar casacos e roupas no inverno.

Muito fáceis de lidar e de posar, se os der tempo suficiente de se acostumarem com você.

No mundo inteiro há muitas organizações de resgate e adoção de Greyhounds. Eu tenho sorte que eles gostam das minhas fotos e estão espalhando pelo mundo. Esse trabalho me faz amá-los ainda mais.

 

Foto: Paul Croes

Foto: Paul Croes

 

Para conhecer mais sobre o trabalho de Paul Croes, acesse AQUI.

Rainha Elizabeth fica de coração partido ao perder seu último Corgi Galês

por Andrezza Oestreicher — publicado 19 abr 2018 - 19:58

Apaixonada por cachorros da raça Corgi desde que seu pai introduziu esses animais na família, em 1933, a Rainha Elizabeth está de coração partido após a morte de seu último Corgi Galês.

No seu aniversário de 18 anos, a então Princesa Elizabeth ganhou o seu primeiro Corgi de presente de seu pai. A cadelinha Susan foi a matriarca de 14 gerações de Corgi Galês que a rainha manteve por muitos anos em suas quatro casas reais.

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Não é pantera! Conheça o cachorrão preto lindo de Paolla Oliveira

por Samantha Kelly — publicado 19 abr 2018 - 8:35

Tem gente que olhou direto para o sofá. Mas nós, cachorreiros de primeira, fomos direto do cachorro. A primeira vez que vimos esse meninão, ficamos sem saber ele era mesmo um dog ou uma pantera.

Depois da confusão inicial, vimos que esse pretão lindo é o Marley, cão da raça Cane Corso e pet da musa maior Paolla Oliveira.

A atriz, que está sempre envolvida com a causa animal e frequentemente empresta sua imagem e tempo para chamar atenção para ongs e animais que necessitam de ajuda,

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Policial atira em cachorro no meio de uma praça em Campo Grande

por Andrezza Oestreicher — publicado 19 abr 2018 - 7:00

No último domingo, dia 15 de abril, algumas famílias, incluindo crianças, estavam passeando em uma praça no bairro Arnaldo Esteves de Figueiredo, em Campo Grande, quando, de repente, escutaram barulho de tiro bem perto.

De acordo com informações repassadas por pessoas que estavam no local, um policial civil, que não teve o nome divulgado, atirou em um cachorro que se aproximou do seu cão.

O policial estava passeando no local com seu animal de estimação quando um cachorro da raça Labrador chamado Thor,

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Rainha Elizabeth fica de coração partido ao perder seu último Corgi Galês

por Andrezza Oestreicher — publicado 19 abr 2018 - 19:58

Apaixonada por cachorros da raça Corgi desde que seu pai introduziu esses animais na família, em 1933, a Rainha Elizabeth está de coração partido após a morte de seu último Corgi Galês.

No seu aniversário de 18 anos, a então Princesa Elizabeth ganhou o seu primeiro Corgi de presente de seu pai. A cadelinha Susan foi a matriarca de 14 gerações de Corgi Galês que a rainha manteve por muitos anos em suas quatro casas reais.

A new photograph of The Queen at home at Windsor Castle, taken by Annie Leibovitz, will feature in @VanityFair in celebration of #Queenat90

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A cadelinha Willow, que tinha quase 15 anos de idade e era a última descendente de Susan, sofria de um câncer e estava sendo bem cuidado, porém, quando sua saúde piorou, a Rainha Elizabeth preferiu por fim ao sofrimento da amada cadela, que foi sacrificada no último domingo, dia 15 de abril, no Castelo de Windsor.

De acordo com uma fonte do Palácio de Buckingham, a perda de Willow, que se tornou sua companheira mais fiel, foi muito difícil para a rainha. “Ela lamentou a morte de todos os seus Corgis ao longo dos anos, mas ficou mais chateada com a morte de Willow do que qualquer um deles. E isso provavelmente porque Willow foi o último elo com seus pais e uma diversão que remonta à sua própria infância. Realmente parece o fim de uma era”, disse a fonte.

A escolha por não continuar a ter novos cães descendentes de Susan se deu por conta do medo que a rainha tinha de que acontecesse algum acidente, visto que ela já é idosa e os cachorros sempre ficam nos seus pés, ou de que ela tivesse um problema de saúde mais grave e acabasse deixando os animais.

Os cachorros têm passe livre pelas residências reais. (Foto: Reprodução / Instagram @theroyalfamily)

Apesar da profunda tristeza, a Rainha Elizabeth tem ainda três cães, dois Dorgis, mistura de Corgi com Dachshund, chamados Vulcan e Candy, e um Corgi, que foi adotado pela rainha depois que o tutor do animal, um funcionário do palácio de Sandringham, faleceu.

Fonte: The Daily Mail

Não é pantera! Conheça o cachorrão preto lindo de Paolla Oliveira

por Samantha Kelly — publicado 19 abr 2018 - 8:35

Tem gente que olhou direto para o sofá. Mas nós, cachorreiros de primeira, fomos direto do cachorro. A primeira vez que vimos esse meninão, ficamos sem saber ele era mesmo um dog ou uma pantera.

Depois da confusão inicial, vimos que esse pretão lindo é o Marley, cão da raça Cane Corso e pet da musa maior Paolla Oliveira.

A atriz, que está sempre envolvida com a causa animal e frequentemente empresta sua imagem e tempo para chamar atenção para ongs e animais que necessitam de ajuda, tem uma turma grande em casa e suas redes sociais estão repletas de registros dos pets.

Tenho certeza que metade da população brasileira desejou agora mesmo ser adotada por essa família.

 

Um tapete? Não… O Marley aproveitando o chão geladinho nesse calor. 🖤

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A minha turma é da pesada… 😍🙈

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