Entrevista com a psicóloga Maíra Simeão sobre o luto e a perda de um cachorro

Maíra Simeão esclarece algumas questões ligadas a perda de alguém querido

por Samantha Kelly — publicado 2 nov 2013 - 0:01

Em entrevista ao PdD, a Psicóloga Maíra Simeão esclarece questões sobre a morte e o luto de um pet. Foto cedida por Maíra Simeão para uso do Portal do Dog.

Em entrevista ao PdD, a psicóloga Maíra Simeão esclarece questões sobre a morte e o luto de um pet. Foto cedida por Maíra Simeão para uso do Portal do Dog.

O falecimento de um ente querido, independente da espécie, pode ter um efeito devastador na vida do enlutado. No caso de perda de um pet, ainda há o agravante que os donos precisam lidar com o preconceito de ter sua dor por vezes menosprezada pela sociedade.

Mesmo sendo um período muito pessoal no qual cada indivíduo lida da maneira que sabe e pode, se conhecer e entender o processo do luto pode ajudar a compreender o turbilhão de emoções inerentes à perda.

Em conversa com a psicóloga Maíra Simeão, através de sua sensibilidade ímpar, podemos olhar com mais clareza a um dos momentos mais complexos e dolorosos da vida: a morte.

 

Confira abaixo a entrevista :

 

1. O que é o luto?

O luto é uma reação esperada diante da perda de algo significativo para o indivíduo, onde estão presentes diversas reações emocionais e fisiológicas, geralmente repercutindo nos mais diversos âmbitos da vida do enlutado. De modo geral, pode ser uma experiência bastante dolorosa e desorganizadora, mas é necessária para a superação da perda, e é fundamental que durante esta fase o enlutado possa manifestar seus sentimentos como forma de ir se organizando e se adaptando ás mudanças ocorridas.

 

2. Quais sentimentos são comuns em pessoas que experienciam o luto (ex.: culpa, negação, raiva e depressão).

São inúmeros os sentimentos que podem eclodir diante de uma perda. Há a negação, onde a pessoa tenta evitar o contato com a perda, não aceitando; há a raiva ou revolta, onde a pessoa se questiona porque isso aconteceu com ela, se ela merecia, etc.; há saudade e a necessidade de buscar e recuperar a figura perdida; há o choque, a depressão e desorganização, culpa, ansiedade, irritabilidade, solidão, desamparo, fadiga, pode vir também o alívio, etc.

 

3. Quem procurar nesse momento para auxiliar na perda?

Este auxílio pode vir de um profissional, grupos de apoio, amigos e familiares.

 

4. Quando seria a hora de procurar um profissional.

Quando a pessoa sentir necessidade. Pode ser logo após a perda ou tempos depois. Muitas pessoas só vêem necessidade de procurar um profissional quando sentem que o seu processo de luto está muito prolongado ou vem se desenvolvendo de forma “atípica” ou “patológica”, porém, trabalhar a sua dor pode auxiliar na elaboração da mesma em qualquer que seja o tempo, mas claro que o quanto antes, melhor.

 

5. Por que há tanto preconceito com a dor sofrida na perda de um pet? Muitos escutam “Ah, era só um cachorro” ou “Compra outro”.

Mesmo com o conhecimento de toda a existência e expressão do vínculo afetivo entre homem e animal, a sociedade não aceita o pesar causado pela morte de animais de estimação, minimizando e menosprezando este luto. Há um preconceito em aceitar que alguém chore pela morte do seu bicho como se fosse por uma pessoa. Sendo assim, estas pessoas se sentem incompreendidas, muitas vezes suprimindo o seu luto. A morte de um ente amado é uma das dores mais intensas que o indivíduo pode experimentar, e os sentimentos causados pela morte de um animal de estimação podem gerar sofrimento comparável à morte de uma pessoa querida. Há estudos que apresentam esse paralelo, evidenciando que pessoas ficam tão perturbadas que são incapazes de realizar suas atividades rotineiras, sentem angustia, choro fácil e intenso, insônia, outras reações fisiológicas, depressão, etc., reações comumente encontradas em enlutados pela morte de outras pessoas.

A citação a seguir exemplifica as questões referentes a este tipo de preconceito: “Toda sociedade possui um conjunto de normas sociais de comportamento, baseadas na cultura dessa própria sociedade. Dentre estas regras, estão as referentes ao luto. Elas definem determinados padrões de comportamento, como, por exemplo, quais são as perdas passiveis de luto, quem tem legitimidade de enlutar-se e quais os comportamentos adequados para a vivência dessa realidade. No entanto, essas regras sociais que têm caráter coletivo podem não corresponder aos valores e sentimentos inerentes aos integrantes dessa mesma sociedade.” Carolina Alves de Sousa Lima – Aborto e anencefalia.
 
 
6. Existe o grupo de apoio Association for Pet Loss and Bereavement para pessoas que estão em luto pelo pet que morreu. O que você acha dessa iniciativa?

Acho fantástica. A postura que devemos ter diante de uma pessoa que sofre a morte do seu animal não tem que ser diferente da que temos perante uma pessoa enlutada pela morte de uma pessoa querida. Essas pessoas estão fragilizadas e precisam de acolhimento e respeito a sua dor. Criar espaços para que elas se expressem, que discutam a vivência do seu luto, é um passo bastante importante, pois esta vivência necessita ser verbalizada e trabalhada. Preparar os profissionais da veterinária também é fundamental, pois são geralmente estas pessoas que acompanham as famílias e todo o processo de morte do animal, e o atendimento necessita ser diferenciado. Tenho conhecimento que existem clínicas veterinárias no Brasil, embora muito restritas, que já contam com serviços especializados de psicologia justamente para trabalhar com proprietários que vivenciam o luto.

 

7. Em casos de eutanásia, como lidar com a culpa?

A culpa é um sentimento quase que inerente à prática da eutanásia, mesmo diante de uma doença grave do animal. É importante que para a elaboração deste sentimento diante dessas situações, a pessoa possa refletir sobre o que levou à decisão da eutanásia, como estava a vida do seu animalzinho, que por mais gostoso que seja ter ele ao seu lado, o animal vinha sentindo dor, sofrimento e total perda da qualidade de vida, e além disso, que a pessoa fale sobre este sentimento, pois muitas vezes essa conscientização não é suficiente.

 

8. Alguns escolhem ter um novo pet logo após a perda. Essa prática ajuda ou é mais um subterfúgio para não viver o luto?

Pode ajudar ou ser uma fuga do sofrimento, não existe uma regra para isto, vai depender de cada caso e é importante analisar qual a verdadeira intenção em ter um novo animal. Ocorre muitas vezes de “oferecerem” um novo bichinho para a pessoa que perdeu seu animal, ou ela própria opta por isto, pensando que assim não sofrerá ou sofrerá menos. Então, se a pessoa vai ou não ter um novo animalzinho, o importante mesmo é ter consciência que rejeitar ou suprimir o luto não auxilia em sua elaboração.

 

9. Qual a importância de vivenciar o período do luto.

Como citei anteriormente, a experiência do luto é necessária para a superação da perda e para a reorganização psíquica e social do enlutado, ainda que seja dolorosa e muitas vezes dilacerante.

 

10. O que fazer para amenizar a dor da perda.

Se utilizar de mecanismos para evitar a dor pode complicar o processo de elaboração da perda. O ideal é que a pessoa possa se expressar e chorar se assim o quiser, pois estas atitudes podem contribuir para a elaboração da perda. Com o tempo podem ir retomando suas atividades, sair com amigos e familiares, etc. Se a pessoa não quiser falar, interagir ou sair de casa, não force, mas se coloque a disposição para escutá-la e acolhe-la e esteja atento ás suas reações.

Didaticamente falando, mas sabemos que na prática não é tão linear ou simples assim, as “tarefas” na elaboração do luto são as seguintes: aceitar a perda, ter consciência do falecimento; expressar seus sentimentos; tentar se ajustar ás mudanças e retomar suas atividades; guardar boas lembranças e se permitir fazer planos e olhar para o futuro.

 

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Psicóloga Maíra Simeão. Foto cedida por Maíra Simeão para uso do Portal do Dog.

Psicóloga Maíra Simeão. Foto cedida por Maíra Simeão para uso do Portal do Dog.

 

Maíra Simeão (CRP: 11/4844) Graduada em Psicologia, possui Pós Graduação em Psicologia e Práticas de Saúde, formação em Análise do Comportamento, Psicoterapia Breve, Tanatologia e capacitação em Psicologia Hospitalar. Desenvolve atividades na área da psicologia clínica na abordagem Analítico Comportamental e com apoio em situações de luto, com atendimento em consultório, domiciliar e hospitalar de crianças, adolescentes, adultos e idosos. Possui experiência em Plantão Psicológico e na área hospitalar com Hemodiálise e Transplante Renal.

Contato: [email protected]

Sharon Stone aumenta a família com um novo filhotinho

por Andrezza Oestreicher — publicado 26 abr 2018 - 13:23

Coisa boa é aumentar a família e levar um cachorrinho novo para casa. Além de todo o amor que eles sempre estão prontos para nos dar, esses animais conseguem trazer ainda mais luz, vida e alegria para o lar.

Quem está vivendo esse momento de muita alegria com um novo cãozinho em casa é Sharon Stone.

Joe and I welcome his new pal Bandit. #JoeStone #BanditStone #family ❤️

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Cadela surfa com crianças com Atrofia Muscular Espinhal e proporciona muita felicidade aos pacientes

por Andrezza Oestreicher — publicado 26 abr 2018 - 9:23

A Atrofia Muscular Espinhal, bastante conhecida também como AME, é uma doença degenerativa genética que afeta o sistema nervoso e leva à redução das funções motoras. Ela resulta em fraqueza e atrofia muscular caracterizada por problemas nos movimentos voluntários.

A AME afeta os movimentos das pernas e braços, muitos pacientes perdem esses movimentos, e afeta também os músculos que atuam na deglutição de alimentos e na respiração.

Por conta disso tudo, pessoas com Atrofia Muscular Espinhal acabam não vivendo uma série de experiências que para aqueles que não sofrem com a doença seria tão simples. 

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Cachorros da raça Galgo Italiano são encontrados vivendo em terríveis condições em São Paulo

por Andrezza Oestreicher — publicado 25 abr 2018 - 13:00

Mais uma vez, a ganância do ser humano, chamado de racional, transformou seres tão amáveis como os cachorros em máquinas de reproduzir filhotes e em fonte de lucro e de dinheiro. É exatamente isso o que criadouros clandestinos fazem.

Na última sexta-feira, dia 20 de abril, a Polícia Militar Ambiental (PMA) encontrou em uma residência em Praia Grande, no litoral de São Paulo, cachorros da raça Galgo Italiano, considerada rara no Brasil, em um estado terrível e em visíveis condições de grave negligência.

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Sharon Stone aumenta a família com um novo filhotinho

por Andrezza Oestreicher — publicado 26 abr 2018 - 13:23

Coisa boa é aumentar a família e levar um cachorrinho novo para casa. Além de todo o amor que eles sempre estão prontos para nos dar, esses animais conseguem trazer ainda mais luz, vida e alegria para o lar.

Quem está vivendo esse momento de muita alegria com um novo cãozinho em casa é Sharon Stone.

Joe and I welcome his new pal Bandit. #JoeStone #BanditStone #family ❤️

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Já tutora de um cachorro da raça Buldogue Francês chamado Joe, a atriz decidiu aumentar sua família e levou para casa um fofo filhotinho. O cãozinho também é da raça Buldogue Francês, porém em cores diferentes do seu irmão canino mais velho, e recebeu o nome de Bandit Stone.

Goodnight. ❤️ #BanditStone

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Sharon apresentou o novo membro de sua família para seus fãs e seguidores através de seu perfil oficial no Instagram. Em uma série de duas fotos, uma em que ela aparece muito feliz segurando o novo filhote e outra em que Joe aparece debaixo das pernas da tutora, a atriz escreveu: “Joe e eu demos boas-vindas ao seu novo amigo Bandit”.

Depois da apresentação, Sharon Stone já começou a encher seu perfil na rede social de fotos do novo filhote, assim como toda tutora apaixonada e mamãe coruja.

Joe and Bandit! ❤️ #puppylove #JoeStone #BanditStone #bigbrother

A post shared by Sharon Stone (@sharonstone) on

A atriz também compartilhou um vídeo em que aparecem os dois cachorros, onde o pequeno Bandit tenta chamar a atenção de Joe, que prefere se coçar um pouquinho.

Entre as fotos que mostra o fofo filhote dormindo, Sharon postou uma em que aparece com Bandit no colo e confessou que Joe parece estar com um pouquinho de ciúmes do novo irmãozinho. Porém, apesar disso, ela afirmou que eles estão se dando bem.

Bandit é realmente uma fofura de cãozinho.

Fonte: People

Cadela surfa com crianças com Atrofia Muscular Espinhal e proporciona muita felicidade aos pacientes

por Andrezza Oestreicher — publicado 26 abr 2018 - 9:23

A Atrofia Muscular Espinhal, bastante conhecida também como AME, é uma doença degenerativa genética que afeta o sistema nervoso e leva à redução das funções motoras. Ela resulta em fraqueza e atrofia muscular caracterizada por problemas nos movimentos voluntários.

A AME afeta os movimentos das pernas e braços, muitos pacientes perdem esses movimentos, e afeta também os músculos que atuam na deglutição de alimentos e na respiração.

(Foto: Reprodução / Killer Surf Pix / Ionis Pharmaceuticals)

Por conta disso tudo, pessoas com Atrofia Muscular Espinhal acabam não vivendo uma série de experiências que para aqueles que não sofrem com a doença seria tão simples. Porém, um grupo de pacientes nos Estados Unidos contou com uma ajuda para lá de especial para ter uma experiência diferente e muito feliz.

Juntamente com o Cure SMA, um grupo que financia pesquisas relacionadas à doença, a cadelinha surfista Ricochet proporcionou muita diversão a esses pacientes, que tiveram a oportunidade de entrar no mar e surfar com a peluda.

(Foto: Reprodução / Killer Surf Pix / Ionis Pharmaceuticals)

(Foto: Reprodução / Killer Surf Pix / Ionis Pharmaceuticals)

Ricochet é o único SURFice dog® do mundo que fornece assistência terapêutica enquanto cria experiências únicas de surfe e outras atividades que reduzem a ansiedade social e capacitam crianças com necessidades especiais, pessoas com deficiências, soldados feridos e veteranos com TEPT.

As crianças eram as mais animadas do grupo de pacientes, todas queriam ser a primeira a surfar com Ricochet, cadela que tem treinamento extensivo como cão de serviço.

(Foto: Reprodução / Killer Surf Pix / Ionis Pharmaceuticals)

(Foto: Reprodução / Killer Surf Pix / Ionis Pharmaceuticals)

Como muitas das crianças que participaram da atividade não conseguem manter a cabeça erguida sozinha, uma cadeira de banho foi adaptada e fixada na prancha de surf para deixar os pequenos seguros e confortáveis.

O passeio contou com a participação e ajuda de uma incrível equipe de voluntários qualificados que fez com que a experiência fosse um sucesso e muito feliz para todos.

(Foto: Reprodução / Killer Surf Pix / Ionis Pharmaceuticals)

Apesar de todas as dificuldades e trabalho que deu colocar a ideia do surf com os pacientes em prática, todos, tanto crianças quanto adultos, se divertiram bastante e não queriam que aquele dia acabasse.

Fonte: 3 Million Dogs / Diário Catarinense