Entrevista com Vicente Define, departamento de comunicação da ONG Cão Sem Dono

por Samantha Kelly — publicado 14 jan 2013 - 12:36

A Cão Sem Dono é uma ONG de referência nacional e seu trabalho já foi reconhecido por diversas mídias. Aproximadamente 200 cachorros vivem em abrigos da instituição e buscam um novo lar para recomeçar.

Entrevistamos Vicente Define do departamento de comunicação da ONG Cão Sem Dono. Confira como foi e conheça mais o trabalho da ONG:

Sítio da ONG Cão Sem Dono em Itapecerica da Serra.

Como surgiu a Ong e qual o trabalho realizado atualmente?

A ONG surgiu oficialmente em 2005 da vontade do seu atual presidente, Rafael Miranda, em ajudar os animais das ruas. Ele já atuava como voluntário em alguns locais, mas sentiu necessidade de fazer mais. Reuniu um grupo de amigos e resolveu criar a ONG CÃO SEM DONO DE PROTEÇÃO ANIMAL.

Atualmente abrigamos 220 cães/mês. Na mesma proporção que doamos, resgatamos, mas não qualquer animal, e sim os que estão correndo risco de morte ou em que precisem atendimento veterinário de urgência. Todos os resgates são estudados e passam por uma comissão.

Nossos cães ficam em 2 canis, um em Itapecerica da Serra (sede) e outro na cidade de Paraibuna, ambos em São Paulo.

Além de abrigar animais, tratá-los e levá-los para nossas feiras diárias de adoção, realizamos mutirões de atendimento veterinário, organizamos visitas de escolas em nossos abrigos com palestras para estudantes, prestamos orientação jurídica, fazemos parte de várias ações que envolvam proteção a animais como o Crueldade Nunca Mais, além de integrarmos comissões de trabalho diversas como a que propôs à Secretaria Estadual do Meio Ambiente campanha nos parques públicos estaduais contra o abandono de animais.

Fotos do mutirão organizado pelo Cão Sem Dono – Cidade Tiradentes – São Paulo:
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Vocês utilizam bastante as redes sociais. Como essa influência digital tem afetado o dia a dia?

As diversas redes sociais (Facebook, Twitter, Orkut, Youtube, etc) são hoje grande aliados dos animais, pois é através delas que chegam as denúncias, são adotados animais e são feitos os muitos pedidos de ajuda também.
Nós, como todas as outras ONGs, usamos muito as redes e estamos aos poucos investindo no crescimento de nossos contatos. Nossos números hoje são:

Twitter – 130.874 seguidores
Facebook – 2 página: Uma com 5 mil amigos e 6.723 assinantes de nossas notícias. A outra página conta com 11.848 curtidas.
Youtube 387.707 exibições.
Site do Cão Sem Dono: Cerca de 1.000 visitas por dia.

Fotos da visita do público ao sítio de Itapecerica da Serra – São Paulo:
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A campanha “Cachorro na lixeira”, na nossa opinião, instiga o observador de uma maneira criativa quanto ao problema de abandono de animais e a relação quase descartável que alguns pseudo donos possuem com os pets. Como foi o início dessa ideia e qual a repercussão?

O vídeo “Cachorro na Lixeira” foi idealizado pela agência NewStyle para que pudessemos alertar sobre a questão do abandono. A repercussão foi imediata, inclusive com comentários em veículos ligados à propaganda em outros países.

Lamentavelmente precisaríamos de uma ação dessas por dia para inibir a questão do abandono de animais. O índice ainda é grande. As pessoas não entendem que é crime, e não há punição para isso também por parte das autoridades. Só no Estado de São Paulo acreditamos que há cerca de 2 milhões de animais nas ruas.

Abandonar um animal é o mesmo que cometer maus-tratos, e deveria ser punido com rigor.

Confira abaixo o vídeo “Cachorro na Lixeira”:


O problema de abandono e negligência de animais no nosso país é alarmante. Quais medidas precisam ser tomadas para que haja uma mudança?

É preciso que haja punição. As leis precisam ser aplicadas com rigor e a polícia e justiça precisam agir com mais integração para esses casos. Uma das boas alternativas é começar a trabalhar na conscientização de crianças nas escolas. Está na hora de mudarmos a questão “animais racionais e irracionais”. Campanhas diversas ajudam bastante também.
Porque adotar é a melhor opção?

Um animal quando vem das ruas, geralmente ele é mais resistente a doenças, por exemplo, e quando encontram um pouco de carinho e um lugar quentinho para passarem suas noites, além de água e comida, tornam-se mais amigáveis, carinhosos e fieis, mesmo porque não querem voltar para o local de onde vieram.
Recorda de alguma história em especial que marcou vocês?

São muitos os casos que nos chamam a atenção, mas um em especial foi a história do Ariel, resgatado doente das ruas. Após seu tratamento e resgate, reparamos que ele não aceitava a presença de humanos por perto. Tremia de medo cada vez que um de nossos tratadores entravam em seu canil para alimentá-lo ou até mesmo para limpar o local. Durante mais de um ano viveu assim, sem aceitar contato humano, até que uma pessoa de Salvador-BA se apaixonou por ele e veio buscá-lo, em uma negociação que demorou 3 meses.

Ariel ganhou um vídeo. Hoje está super bem, é amado e sabe retribuir isso com muito carinho também.

Confira o vídeo de Ariel:

Como as pessoas podem doar e ajudar o trabalho da Cão Sem Dono?

Gastamos cerca de R$ 150,00/mês com cada cão que abrigamos, incluindo salários de tratadores, luz, água, ração, veterinário, transporte para as feiras de adoção, entre outras despesas.

Para nos ajudar basta acessar nosso site. http://www.caosemdono.com.br

Toda ajuda é sempre bem vinda. Também retiramos doações na cidade de São Paulo como ração, remédios, produtos para venda em bazares, etc.
Cão Sem Dono nas redes:

Twitter – https://twitter.com/@caosemdono
Facebook – http://www.facebook.com/caosemdono
YouTube – http://www.youtube.com/user/vicsp1
Site – http://www.caosemdono.com.br/

Veterinários são enviados para tratar cães de rua que vivem próximo de Chernobyl

por Andrezza Oestreicher — publicado 23 ago 2017 - 11:00

A explosão e o incêndio na fábrica de Chernobyl em 26 de abril de 1986 foi o pior acidente nuclear civil do mundo e deixou altos níveis de radioatividade nas áreas ao redor da fábrica.

Hoje, 31 anos depois, ainda existem áreas de contaminação radioativa na região e muitos cães abandonados vivem por essa região sem receber nenhum tipo de cuidado.

De acordo com o grupo Four Paws, centenas de descendentes de cães abandonados na área de Chernobyl estão vagando por dentro e ao redor do reator destruído.

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Tata Werneck adota cãozinho deficiente da Ampara Animal

por Samantha Kelly — publicado 23 ago 2017 - 8:41

A musa do humor brasileiro mais uma vez deixou claro que o seu talento é proporcional ao seu coração.

Já mãe de 14 pets, ela abriu as portas de sua casa novamente, agora para um cachorro especial que foi regatado através do incrível trabalho que a Ampara Animal realiza.

Meu novo filho! Doida pra chegar e te dar todo amor que vc não recebeu! Pra cuidar de todas as feridas que pessoas maldosas fizeram com vc!

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Adolescentes gravam símbolo da suástica na cabeça de um Chihuahua e assustam família

por Andrezza Oestreicher — publicado 22 ago 2017 - 18:23

No Arizona, Estados Unidos, um cãozinho com um símbolo da suástica pintado na cabeça deixou uma família bastante aterrorizada.

Uma mulher ficou chocada quando o animal, que é de um vizinho, apareceu na porta de sua casa. O medo que ela sentiu é fácil de explicar.

A suástica é como uma marca da raça ariana e foi muito utilizada pela Alemanha Nazista, período em que os alemães acreditavam que sua raça era a pura e havia muito preconceito com outros povos.

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Veterinários são enviados para tratar cães de rua que vivem próximo de Chernobyl

por Andrezza Oestreicher — publicado 23 ago 2017 - 11:00

A explosão e o incêndio na fábrica de Chernobyl em 26 de abril de 1986 foi o pior acidente nuclear civil do mundo e deixou altos níveis de radioatividade nas áreas ao redor da fábrica.

Hoje, 31 anos depois, ainda existem áreas de contaminação radioativa na região e muitos cães abandonados vivem por essa região sem receber nenhum tipo de cuidado.

Os cães que vivem por lá são alimentados por trabalhadores da usina. (Foto: Reprodução / Daily Mail / Getty Images)

De acordo com o grupo Four Paws, centenas de descendentes de cães abandonados na área de Chernobyl estão vagando por dentro e ao redor do reator destruído. Ainda segundo informações, muitos destes animais vivem em áreas com contaminação radioativa.

Pensando nestes cachorros, um grupo internacional de bem-estar animal com base nos Estados Unidos, disse que está enviando uma equipe de médicos veterinários para a Ucrânia para cuidar destes cães.

O grupo, que irá se juntar a uma turma de outros especialistas que já estão na região, vai oferecer tratamentos médicos, como vacinas contra a raiva e serviços de castração, para os cachorros que vivem dentro da área conhecida como “zona de exclusão”.

“Devido a animais selvagens que também vivem dentro da zona de exclusão, os cães abandonados são frequentemente infectados com raiva, representando um risco para as pessoas que trabalham na usina”, informaram representantes do grupo Four Paws.

Os cachorros irão receber cuidados médicos e vacinas. (Foto: Reprodução / Daily Mail / Getty Images)

Ainda de acordo com o grupo, após o desastre nuclear, aconteceu o que ficou conhecido como “temporada aberta”, quando soldados foram autorizados a caçar os animais que viviam pela região atingida. Alguns cães sobreviveram a esse período e acabaram fugindo para bosques próximos.

Porém, a presença de outros animais e a falta de comida fez com que esses cachorros voltassem para a cidade abandonada e para a usina nuclear ainda ativa. “Lá, os trabalhadores começaram a alimentar os cães e eles ficaram desde então”, explicou Julie Sanders, diretora internacional de animais de companhia da Four Paws.

Fonte: Radio Free Europe/Radio Liberty

Tata Werneck adota cãozinho deficiente da Ampara Animal

por Samantha Kelly — publicado 23 ago 2017 - 8:41

A musa do humor brasileiro mais uma vez deixou claro que o seu talento é proporcional ao seu coração.

Já mãe de 14 pets, ela abriu as portas de sua casa novamente, agora para um cachorro especial que foi regatado através do incrível trabalho que a Ampara Animal realiza.

Meu novo filho! Doida pra chegar e te dar todo amor que vc não recebeu! Pra cuidar de todas as feridas que pessoas maldosas fizeram com vc! E juntos seremos mto felizes! E obrigada @amparanimal ! Por todo cuidado que tem com os bichos que (não consigo entender) algumas pessoas não têm capacidade de ter!

Foto: Reprodução/Instagram

Nino já aparece muito confortável e se familiarizando com sua nova moradia em vídeos postados nas redes por Tata e seu companheiro Rafael Vitti.

O fato dele não ter uma perna não muda em nada sua disposição e capacidade de amar e só prova que todos merecem uma segunda chance.

Nino tá feliz 😁 @amparanimal @tatawerneck

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Deitei no tapete mesmo esperando mamãe chegar 😍❤️

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