PdD entrevista os responsáveis pelo Projeto Mundo Cão

O projeto tem como intuito viajar do Brasil ao Alasca conscientizando sobre a causa animal

por Samantha Kelly — publicado 19 ago 2014 - 12:22

Sempre é um alívio muito grande quando encontramos pessoas que verdadeiramente se doam e escolhem o caminho mais difícil de fazer a diferença ao seu redor.

Projeto Mundo Cão. Foto: Divulgação

Projeto Mundo Cão. Foto: Divulgação

Abrem mão do conforto, da convivência com pessoas queridas, de seu tempo e  recursos financeiros para tornar o mundo um lugar mais humano e justo.

E com cada ação, seja doando um sorriso, esperança, alimento ou água, nos permitem acreditar que temos um impacto na vida do outro.

O trabalho do casal Eleni e Sergio, fundadores do Projeto Mundo Cão, se encaixa perfeitamente na descrição acima. Eles planejam viajar do Brasil ao Alasca, ao todo uma viagem que percorrerá mais de 60 mil quilômetros, espalhando ideias de conscientização animal e no percurso distribuindo ração e água.

Eles já tiveram uma primeira experiência indo até a Patagônia, que você pode seguir no Diário de Bordo da dupla, e os frutos realmente foram incríveis.

Projetos assim nos dão vontade de levantar e fazer algo, e precisamos desesperadamente de mais exemplos como esse.

Confira a entrevista muito bacana que a Eleni e o Sergio concederam ao Portal do Dog e embarquem com o Projeto Mundo Cão nessa aventura de amor e dedicação aos animais.

 

Projeto Mundo Cão. Foto: Divulgação

Projeto Mundo Cão. Foto: Divulgação

PdD) Quando vocês despertaram para a causa animal e o que os fez embarcar nessa aventura?

Sempre amamos e respeitamos os animais, os enxergamos como criaturas que vieram a terra para nos ensinar os valores mais puros que existem, como o amor gratuito, a gratidão e a fidelidade, sentimentos que nós seres humanos conhecemos muito bem, mas infelizmente muitas vezes não colocamos em prática. Quando perdemos nosso cãozinho que convivemos durante 16 anos, achamos que seria a hora certa de tirar nossos sonhos do papel e transformamos a dor da perda de um grande companheiro num projeto voltado aos animais que vivem á própria sorte pelas ruas.

 

Projeto Mundo Cão. Foto: Divulgação

Projeto Mundo Cão. Foto: Divulgação

 

Projeto Mundo Cão. Foto: Divulgação

Projeto Mundo Cão. Foto: Divulgação

PdD) Conte-nos sobre o trabalho de assistência voluntária que realizavam com os moradores de rua e seus companheiros pets.

Desde 2007, e ainda hoje, trabalhamos voluntariamente com moradores de rua, levando lanches, cobertores e roupas, a maioria deles tem seu fiel amigo, um cachorro, as vezes dois ou até mais, começamos levar ração para eles também, todos os domingos de manhã pelos bairros do ABC Paulista, onde moramos. Trabalho esse que contamos com muita colaboração de duas pessoas, o José Luis e a Cleuza, pai e tia do Sérgio. Ele que todos os domingos está no trabalho de rua junto com a gente e ela que colabora mensalmente com dinheiro para que o trabalho realmente possa acontecer. Fora isso, sempre fazemos campanhas de arrecadação com amigos e conhecidos que sempre estão dando uma força.

 

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Projeto Mundo Cão. Foto: Divulgação

 

PdD) Como surgiu o Projeto Mundo Cão e quem faz parte dele.

Juntos a quase vinte anos, somos um casal que sempre gostou muito de viajar e a ideia de uma Road Trip já existia desde muito tempo, viajar de carro sempre nos fascinou,  começamos a planejar uma longa viagem pelo mundo, agregando um trabalho social. Já tínhamos o trabalho e sabíamos a causa que gostaríamos de abraçar, então foi só ajustar detalhes e  começar a correr atrás para as coisas começarem a acontecer.

 

Projeto Mundo Cão. Foto: Divulgação

Projeto Mundo Cão. Foto: Divulgação

 

PdD) Como foi essa primeira experiência até a Patagônia.

A primeira fase que foram 30 dias , percorrendo 15.000 quilômetros pela Patagônia. Vivemos uma experiência transformadora, retratamos tudo no  nosso site www.projetomundocao.com.br,  tínhamos  certeza que viajar e agregar um projeto seria maravilhoso, mas não tínhamos consciência do quanto isso iria nos transformar como pessoas, mudando  nossos valores , nossa maneira de ver a vida e que somos capazes sim de ver nossos sonhos se tornando realidade.

 

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Projeto Mundo Cão. Foto: Divulgação

 

Mamãe e seus filhotes. Foto: Divulgação

Mamãe e seus filhotes. Foto: Divulgação

PdD) Alguma história marcante nessa primeira etapa da viagem que possa ser compartilhada com nossos leitores.

Virar as costas  e ir embora foi a pior parte sempre, não chorar era quase impossível, histórias que nos marcaram tiveram muitas, mas a noite de ano novo nos reservou a maior surpresa que podíamos esperar…   Diana, a mamãe heroína …a história completa   está aqui  http://projetomundocao.com.br/site/trewua-as-amigas-protetoras-dos-animais/ talvez por ser ano novo, por ser uma história do amor mais puro que existe, o de mãe… Concluimos que anjos realmente existem  e não saem por ai somente nas noites de natal, saem nas de ano novo também..

 

PdD) Porque ir até o Alasca. O percurso tem algum significado simbólico.

Para a primeira fase já concluída, e  a segunda fase que está por vir, queremos percorrer o nosso Continente do extremo sul ao extremo norte, passando pelas três Américas, completando esse mapeamento,  já planejando  para depois do nosso retorno do Alasca em 2016, uma expedição pelo Brasil todo, divulgando toda nossa experiência e fechando esse ciclo das Américas. Lógico que a pretensão e dar continuidade ao Projeto e completar uma fascinante volta ao mundo.

 

Projeto Mundo Cão. Foto: Divulgação

Projeto Mundo Cão. Foto: Divulgação

 

PdD) Como tem sido a preparação para a viagem ao Alasca.

A primeira fase teve uma condição mais tranquila, viajamos de férias,  e aproveitamos a viagem como tal. Porém, tivemos que fazer escolhas e seguir com o projeto nos forçou a tomar algumas decisões,  dentre elas largar nossos empregos, família, amigos, uma casa confortável e uma vida completamente estável para viver dentro de um  carro ,  durante um ano,  saindo totalmente da nossa zona de conforto e aprendendo a viver com muito menos e de maneira muito simples.

 

Projeto Mundo Cão. Foto: Divulgação

Projeto Mundo Cão. Foto: Divulgação

 

PdD) Explique para os nossos leitores o que é o Mundrunga e como foi a adaptação do veículo para as necessidades à vista.

A preparação para ficar um ano fora de casa , vivendo como nômades dentro de um carro, não é tão simples como parece, vacinas, seguro saúde, vistos, documentações,   nossas e do carro, manutenção e preparação da nossa Defender que apelidamos de Mundrunga , que como consta num dicionário informal significa, mulher feia, com aparência fora dos padrões de beleza da sociedade, e ainda uma espécie de feiticeira… pronto é a cara dela,  e de verdade, ela nos enfeitiçou! Para viver um ano dentro dela,  estamos fazendo varias adaptações como, barraca de teto, armários, bateria auxiliar, geladeira, fogão, entre outras coisas…para conseguirmos viver com  o mínimo de segurança e conforto que esse tipo de viagem exige. Esta que uma das partes mais difíceis, pois fazemos tudo com recursos próprios.

 

Projeto Mundo Cão. Foto: Divulgação

Projeto Mundo Cão. Foto: Divulgação

 

Projeto Mundo Cão. Foto: Divulgação

Projeto Mundo Cão. Foto: Divulgação

PdD) Como vocês pretendem ajudar aos que encontrarem nesse longo caminho.

Nosso trajeto será de mais ou menos  60.000 quilômetros de ida e volta até o Alasca, passaremos por 15 países. Distribuiremos ração, água e um momento de carinho para essas pobres criaturas abandonadas à própria sorte. Sabemos que um pote de ração, não mudará a realidade de um animal abandonado, mas o foco principal do nosso projeto é provar que com gestos simples e singelos podemos legitimar a ação de enxergar o outro, seja ele uma pessoa ou um animal.  Criar uma rede social real e sustentável, onde as pessoas saiam do lugar comum e comecem a se conscientizar que fazemos parte de um todo, que  só é possível uma transformação se mudarmos nossa mentalidade, cada um fazendo sua parte.

 

Projeto Mundo Cão. Foto: Divulgação

Projeto Mundo Cão. Foto: Divulgação

 

PdD) O diário de bordo de vocês é maravilhoso. Podemos esperar atualiações também na viagem ao Alasca?

Seguiremos atualizando nosso  diário de bordo, com conteúdo simples, de leitura fácil e divertida,  para que todos que acompanharem sintam exatamente o que sentimos, vejam através dos nossos olhos  e acompanhem essa viagem que é  muito importante para nós. Retrataremos o conteúdo em fotos , vídeos  e nas  redes sociais, com um olhar de pessoas comuns que somos e com fatores reais de um mundo como ele realmente é e não como imaginamos.

 

Projeto Mundo Cão. Foto: Divulgação

Projeto Mundo Cão. Foto: Divulgação

 

Projeto Mundo Cão. Foto: Divulgação

Projeto Mundo Cão. Foto: Divulgação

PdD) Como as pessoas podem ajudar o projeto e o trabalho que vocês fazem

Vocês estão ricos? Vão ficar um ano sem trabalhar? Isso é o que mais escutamos… e a resposta é não! Iremos viver esse ano com o aluguel do nosso apartamento e de uma pequena poupança que estamos fazendo, vendemos alguns produtos para reverter fundos para o projeto e ainda buscamos parcerias e patrocínios de empresas . Estamos trabalhando muito, fazendo coisas que jamais acreditamos sermos capazes, pesquisando,  planejando, executando, estudando. Resolvemos dar outro sentido as nossas vidas , viver uma mudança pessoal, exercitar o desprendimento, viver experiências transformadoras e realizar nossos maiores desejos, mesmo sabendo que poderemos pagar um preço por isso, mas temos certeza que voltaremos pessoas muito melhores e muito mais humanas.

 

Coreia do Sul não vai parar de servir carne de cachorro durante Olimpíadas de Inverno

por Andrezza Oestreicher — publicado 17 fev 2018 - 18:40

Sabendo que o consumo de carne de cachorro é muito grande na Coreia do Sul, onde se acredita que este tipo de carne é uma rica fonte de energia e são abatidos cerca de 2 milhões de cães todos os anos, ativistas animais intensificaram ainda mais as campanhas para tentar dar fim a esta prática.

Além de diversos protestos realizados em Seul, capital da Coreia do Sul, também foram feitas petições on-line pedindo o boicote aos Jogos Olímpicos de Inverno de Pyeongchang 2018,

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Homem encontra cachorro perdido em frente a portão de fazenda

por Andrezza Oestreicher — publicado 17 fev 2018 - 9:34

Edi Paulo Dalbosco, policial aposentado, logo percebeu quando um cãozinho apareceu, no dia 13 de fevereiro, do lado de fora de uma fazenda localizada na região da zona rural de São Francisco de Paula, na Serra do Rio Grande do Sul, região onde vive.

De acordo com o Sr. Edi, ele até chegou a tentar levar o cachorro perdido para a sua casa, onde tem outros dois cães, mas o animal não quis sair de jeito nenhum de onde estava.

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Mãe e filha escolhem o mesmo presente uma para outra e família ganha dois cachorros

por Andrezza Oestreicher — publicado 16 fev 2018 - 9:33

No dia 14 de fevereiro é comemorado o Valentine’s Day (ou dia de São Vallentin) em muitos países do mundo. A data é como o Dia dos Namorados para nós brasileiros, porém ainda mais amplo, pois, além de casais e romance, também são celebradas as relações de amor de amizade e entre familiares, como mães e pais e seus filhos.

Nos Estados Unidos, um vídeo que mostra o momento em que mãe e filha trocam presentes acabou viralizando nas redes sociais.

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Coreia do Sul não vai parar de servir carne de cachorro durante Olimpíadas de Inverno

por Andrezza Oestreicher — publicado 17 fev 2018 - 18:40

Sabendo que o consumo de carne de cachorro é muito grande na Coreia do Sul, onde se acredita que este tipo de carne é uma rica fonte de energia e são abatidos cerca de 2 milhões de cães todos os anos, ativistas animais intensificaram ainda mais as campanhas para tentar dar fim a esta prática.

Além de diversos protestos realizados em Seul, capital da Coreia do Sul, também foram feitas petições on-line pedindo o boicote aos Jogos Olímpicos de Inverno de Pyeongchang 2018, evento que teve sua abertura no dia 9 de fevereiro e segue até o dia 25 deste mesmo mês.

Ativistas fizeram protestos e intensificaram campanhas para acabar com o consumo de carne de cachorro. (Foto: Reprodução / AFP / Arquivos)

As próprias autoridades locais até tentaram intervir e evitar que carne de cachorro fosse servida por restaurantes na cidade sede das Olimpíadas de Inverno durante os dias em que o evento estivesse sendo realizado.

Porém, mesmo sendo oferecidos subsídios em troca dessa breve paralisação nas vendas de carne de cachorro, o oficial do governo de Pyeongchang, Lee Yong-Bae, informou que apenas dois, de um total de 12 restaurantes, acataram a solicitação.

Para evitar “uma impressão ruim dos estrangeiros”, os restaurantes substituíram os anúncios que mostram pratos feitos com carne de cachorro por pratos considerados “mais neutros”, como o yeomsotang (sopa de cabra).

Felizmente, de acordo com informações locais, à medida que os cães passam a ser vistos como animais de estimação, o consumo de carne de cachorro está diminuindo, principalmente entre a população mais jovem.

Fonte: Diário Catarinense / Agence France-Presse

Homem encontra cachorro perdido em frente a portão de fazenda

por Andrezza Oestreicher — publicado 17 fev 2018 - 9:34

Edi Paulo Dalbosco, policial aposentado, logo percebeu quando um cãozinho apareceu, no dia 13 de fevereiro, do lado de fora de uma fazenda localizada na região da zona rural de São Francisco de Paula, na Serra do Rio Grande do Sul, região onde vive.

De acordo com o Sr. Edi, ele até chegou a tentar levar o cachorro perdido para a sua casa, onde tem outros dois cães, mas o animal não quis sair de jeito nenhum de onde estava. Ele afirmou ainda que conversou com vizinhos para saber se alguém conhecia o animal, mas nenhum deles sabia de quem era o cachorro.

O cachorro não quer sair da frente deste portão que dá acesso a uma fazenda. (Foto: Reprodução / G1 / Edi Paulo Dalbosco)

O homem não pensa que o animal tenha sido abandonado. Ele acredita que o cachorro vive na fazenda ou deve ser dos proprietários do local. Ainda de acordo com o Sr. Edi, os donos do sítio vão até lá apenas nos finais de semana.

“Tem um pessoal que tem um sítio, fazenda, que vem no fim de semana e volta para a cidade. Provavelmente o cachorro se perdeu, seguiu o rastro até o portão e ficou ali esperando. Tentei chamar ele aqui para a minha morada, onde tenho mais dois, mas ele preferiu ficar”, contou o homem, que ficou preocupado com o cão e levou comida e água para ele.

Ainda na noite da última quinta-feira, dia 15 de fevereiro, o cão continuava no mesmo local. O Sr. Edi espera que os proprietários da fazenda visitem o local neste fim de semana e que o animal seja mesmo deles.

Caso alguém tenha informações que ajudem a encontrar os tutores do cachorro, é só entrar em contato através do número (54) 99954-9644.

Fonte: G1