A verdade sobre o Instituto Royal e os testes em animais

O caso Instituto Royal ganhou repercussão nacional mas qual é a verdade sobre o caso?

por Fabio Sakita — publicado 23 out 2013 - 2:10

Foto: Cristiano Novais/Cpn/Estadão Conteúdo

Foto: Cristiano Novais/Cpn/Estadão Conteúdo

Para os amantes dos animais, o assunto mais comentado nos últimos dias é sobre as pesquisas e testes realizados pelo Instituto Royal. Diversos sites e programas de televisão buscam e soltam informações, que muitas vezes por interesses políticos, acabam dificultando o entendimento real do caso.

O advogado Ricardo Ligiera, presidente da Comissão de Defesa e Direito Animal da OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil), disse em entrevista ao Portal R7 não ter dúvidas de que o Instituto Royal infringiu a lei ao fazer testes farmacêuticos e cosméticos em cães da raça Beagle. Ligiera se baseou no artigo 32 da Lei 9.605/98 que prevê a pena de três meses a um ano a quem “praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados”. Segundo ele os animais possuíam câncer induzido, tumores, mutilações, etc. É considerado abuso qualquer utilização dos cães para atividades que ultrapassem a natureza desses animais.

O Instituto Royal se defende alegando estar dentro das normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Segundo a apresentadora de TV Luisa Mell, que vem participando ativamente do caso, a Anvisa emitiu uma nota afirmando não ter ligação com o Instituto Royal, ao contrário do que afirma a representante da instituição Silvia Ortiz. Ainda na nota, a Anvisa afirma que não exige testes em animais e que apóia testes substitutivos.
 

Beagles resgatados do Instituto Royal em São Roque, SP. Foto: Edison Temoteo/Futura Press/Estadão Conteúdo

Beagles resgatados do Instituto Royal em São Roque, SP. Foto: Edison Temoteo/Futura Press/Estadão Conteúdo


 
O médico americano Ray Greek, que há 20 anos tenta convencer a comunidade científica de que os testes em animais não têm sentido, afirmou em entrevista para a revista Veja que testar em animais não nós dá informações suficientes de que irá servir para humanos. Segundo o médico, nem todos os remédios comercializados legalmente foram testados em animais e que muitos cientistas que experimentam com animais admitiram que eles não têm nenhum valor preditivo para humanos. Ao ser questionado sobre como estaria a medicina se não fosse os testes em animais, Ray Greek é direto, “No mesmo lugar em que ela está hoje. A maioria das drogas é descoberta utilizando computadores ou por meio da natureza. As drogas não são descobertas utilizando animais. Elas são testadas em animais depois que são descobertas.”
 
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No início deste ano a Europa baniu a comercialização de produtos cosméticos testados em animais, a decisão representou uma grande vitória e um passo importante para o bem estar desses animais.

Já existem diversos métodos eficientes e eficazes que podem e já estão sendo utilizados nessa área. O diretor do Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (CONCEA), Marcelo Marcos Morales, afirmou ao Portal G1 que há métodos substitutivos ao dizer que se abolirem os animais, terão que importar tecnologia para substituir. Modernos processos de análise genômica e sistemas biológicos in vitro vêm sendo utilizados por pesquisadores brasileiros, além da cultura de tecidos, biópsias, cordões umbilicais ou placentas descartadas, o que descarta o uso de animais.
 

Canis do Instituto Royal. Foto: Epitácio Pessoa/Estadão Conteúdo

Canis do Instituto Royal. Foto: Epitácio Pessoa/Estadão Conteúdo


 
O caso do Instituto Royal tomou proporção nacional, porém não é o único e nem será o último a usar animais para testes no Brasil. O fato de haver investimentos do Governo Federal e de diversas empresas nacionais, faz com que o caso se torne complexo demais. Há muitos interesses de ambas as partes, e só quem tem a perder com isso são nossos animais.
 
A apresentadora de Luisa Mell também participou do resgate. Foto: Reprodução / Facebook

A apresentadora de Luisa Mell também participou do resgate. Foto: Reprodução / Facebook


 
 
Referências
Luisa Mell – Saiba a verdade sobre o Instituto Royal, sobre os testes em animais e o que vc pode fazer para nos ajudar a acabar com esta tortura!
R7 – Para comissão da OAB, não há dúvidas que cães retirados de instituto sofreram maus-tratos
Veja – “A pesquisa científica com animais é uma falácia”, diz o médico Ray Greek

Cadelinha adotada é seguida por ovelhas da família e se torna a líder dos animais

por Andrezza Oestreicher — publicado 16 dez 2017 - 9:30

A cadelinha Lady é da raça Basset Hound, que foi resgatada por um abrigo e adotada por sua família há três anos. Por conta de seu passado, que não é tão conhecido, a cadelinha tinha muito medo e chegava até a ser agressiva com outras pessoas, porém, as companhias certas fizeram com que Lady se abrisse mais para a sua nova família e ficasse mais tranquila e leve.

Na nova casa, os tutores Michael Jobson e Fiona Morton não conseguiam levá-la para passear no parque,

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No Rio de Janeiro será proibido utilizar animais para testes de produtos cosméticos

por Andrezza Oestreicher — publicado 15 dez 2017 - 9:29

E a causa animal teve mais uma vitória no Brasil. Nos próximos dias, será promulgada uma lei que proíbe o uso de animais para testes de produtos cosméticos.

Em uma votação feita na última terça-feira, dia 14 de dezembro, a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) derrubou, por 40 votos a favor e nenhum contra, o veto do governador Luiz Fernando Pezão e sancionará lei proibindo o uso de animais para cosméticos.

A lei irá valer em todo o estado do Rio de Janeiro e,

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Em Portugal, crianças aprendem na escola sobre comportamento e bem-estar dos animais de estimação

por Andrezza Oestreicher — publicado 14 dez 2017 - 18:38

As pessoas costumam dizer que as crianças são o futuro planeta e a esperança de um mundo melhor. Pensando nisso, surgiu, em Portugal, o projeto “Eu Cuido. Um mundo melhor para os animais”.

O “Eu cuido”, que até o ano que vem vai atingir cerca de oito mil alunos só na Grande Lisboa e no Grande Porto, tem como maior objetivo ensinar e sensibilizar as crianças para diversos temas relacionados a animais de estimação.

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Cadelinha adotada é seguida por ovelhas da família e se torna a líder dos animais

por Andrezza Oestreicher — publicado 16 dez 2017 - 9:30

A cadelinha Lady é da raça Basset Hound, que foi resgatada por um abrigo e adotada por sua família há três anos. Por conta de seu passado, que não é tão conhecido, a cadelinha tinha muito medo e chegava até a ser agressiva com outras pessoas, porém, as companhias certas fizeram com que Lady se abrisse mais para a sua nova família e ficasse mais tranquila e leve.

Na nova casa, os tutores Michael Jobson e Fiona Morton não conseguiam levá-la para passear no parque, pois eles tinham receio de que ela viesse a avançar em alguém. Como eles moram em uma fazenda com bastante espaço, eles deixaram que a cadela ficasse livre pelo espaço enquanto cuidavam de alguma coisa na área externa.

Lady sempre é seguida pelas ovelhas da fazenda. (Foto: Reprodução / Metro UK / Mercury)

Porém, em um desses dias em que a cadela acompanhava seu tutor no trabalho da fazenda, por descuido, Michael deixou Lady se misturar com as ovelhas e ficou surpreso com o que aconteceu.

“Elas simplesmente começaram a seguí-la em todos os lugares. Isso certamente me fez rir. Ela [Lady] estava completamente inconsciente, mas estava fazendo um trabalho brilhante”, contou o tutor orgulhoso.

De cara a cadelinha se sentiu bastante à vontade no meio das ovelhas. Lady não se incomoda com os animais, fica tranquila entre eles e muitas vezes nem chega a perceber que é seguida pelas ovelhas.

A cadela acabou se tornando a líder do rebanho. (Foto: Reprodução / Metro UK / Mercury)

Os tutores ficaram impressionados com o talento que Lady tem para cão de pastoreio. Sempre que ela está perambulando pelo campo as ovelhas passam a seguir a cadelinha, apesar de Lady parecer estar mais preocupada em cheirar o mato e seguir seu tutor.

“Lady normalmente está atrás de mim me seguindo, mas às vezes ela sai sozinha e, de alguma forma, ela se torna a líder das ovelhas”, conta Michael.

De acordo com os tutores, eles estão até pensando em usar os talentos de Lady para ajudar o real cão de pastoreio da família, Tom.

Fonte: Metro UK

No Rio de Janeiro será proibido utilizar animais para testes de produtos cosméticos

por Andrezza Oestreicher — publicado 15 dez 2017 - 9:29

E a causa animal teve mais uma vitória no Brasil. Nos próximos dias, será promulgada uma lei que proíbe o uso de animais para testes de produtos cosméticos.

Em uma votação feita na última terça-feira, dia 14 de dezembro, a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) derrubou, por 40 votos a favor e nenhum contra, o veto do governador Luiz Fernando Pezão e sancionará lei proibindo o uso de animais para cosméticos.

(Foto: Reprodução / The Wildcat Voice)

A lei irá valer em todo o estado do Rio de Janeiro e, de acordo com o seu texto, fica proibido o uso de animais para desenvolvimento, experimento e teste de produtos cosméticos, higiene pessoal, perfumes, limpeza e seus componentes. Além disso, também será proibida a comercialização de produtos que tiverem tido seus testes feitos em animais.

“Já há metodologias que fazem testes desses produtos sem utilizar os animais, então, nós temos que respeitar a dignidade dos animais e não tratá-los de forma cruel”, afirmou o deputado Gilberto Palmares, um dos autores do o projeto de lei 2.714/14, em comunicado oficial.

De acordo com Elizabeth Mac Gregor, diretora do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal, o Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (CONCEA) do Ministério da Ciência e Tecnologia emitiu um relatório em 2016 reconhecendo que os métodos alternativos validados são mais eficientes do que o modelo animal.

(Foto: Reprodução / sirireporter)

Para quem quer ter certeza se suas marcas preferidas não fazem testes em animais ou quer passar a escolher marcas que não contribuem com maus-tratos a animais, é só buscar no site do PETA a lista com as empresas certificadas que utilizam métodos alternativos de testes.

Para ter essas informações de empresas nacionais, é só entrar no site do Projeto Esperança Animal (PEA).

Fonte: O Globo / Capricho