Cachorro mumificado é a primeira prova arqueológica de parasitas em cães

O cão foi achado por arqueólogos franceses durante as expedições de 2010 e 2011 em El Deir

por Samantha Kelly — publicado 26 set 2013 - 0:20

Foto: Cecile Callou

Um cachorro mumificado encontrado em um sítio de escavação no Egito representa a primeira evidência arqueológica de parasitas que se alimentam de sangue em cachorros.

O cão foi achado por arqueólogos franceses durante as expedições de 2010 e 2011 enquanto estudavam centenas de outros cães mumificados em El Deir. Os animais estavam em tumbas perto de uma fortaleza romana construída no final do terceiro século D.C. A maioria das tumbas principais foram construídas entre o quarto século A.C. e o quarto século D.C.

Segundo Jean-Bernard Huchet, arqueoentomologista no Museu de História Natural em Paris:

 

Embora a presença de parasitas, bem como doenças ectoparasitas de origem, nos tempos antigos já eram uma suspeita desde os escritos dos grandes estudiosos gregos e latinos, esses fatos não foram arqueologicamente comprovados até agora.

 

Foi possível encontrar anexados na orelha direita e na pele 61 carrapatos e 1 piolho. A equipe levanta a hipótese de que o cão tenha morrido de uma doença transmitida por carrapatos, como a babesiose canina.

Segundo a arqueozoologista Cecile Callou, do museu de História Natural em Paris, os cães, por também serem considerados encarnações vivas de princípios divinos, eram associados a divindades. Porém, não se sabe ao certo sobre o passado desses animais e o motivo das mumificações, de ondem vinham, se eram cães domésticos ou se os seus donos haviam morrido.

A maioria das investigações foram feitas em El Deir e no Museu de História Natural em Paris com fotos de alta resolução ampliadas, porém seria necessário testes mais especializados. Através dessas evidências, muitas questões sobre a origem de algumas doenças na história, sua distribuição geográfica e a relação entre parasitas e a evolução humana e animal poderiam ser elucidadas.

O problema fica em torno do governo egípcio que não permite a exportação de material arqueológico.

Os achados foram divulgados na edição online da International Journal of Paleopathology.

 

Via Huffington Post

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