Cães resgatados do comércio de carne ajudam pessoas que sofreram violência

Os cães, que também sofreram abusos, ajudam pessoas violentadas a superarem o trauma e voltarem a levar a vida de uma forma normal

por Andrezza Oestreicher — publicado 11 abr 2016 - 8:00

Muitas vezes, para que cães que passaram por algum tipo de trauma consigam se recuperar é necessário uma atenção e cuidados maiores. E quem melhor do que também sofreu algum trauma durante a vida para saber do quê esses animais realmente precisam?

Na semana passada nós postamos aqui uma matéria sobre um homem que arriscava sua própria vida fazendo resgate de cães que iriam para o matadouro por conta do comércio de carne na Ásia. Muita gente pode ter se perguntando: “E o que acontece com esses cães após o resgate?”, é justamente isso que vamos contar para vocês hoje.

Os cães são levados para serem adotados por pessoas que sofreram algum tipo de violência ou abuso. (Foto: Reprodução / Marc Ching)

Os cães são levados para serem adotados por pessoas que sofreram algum tipo de violência ou abuso. (Foto: Reprodução / Marc Ching)

Além de fazer os resgates dos cães, a fundação de Marc, que vai pessoalmente até a Ásia salvar os animais, Animal Hope & Wellness Foundation (Esperança Animal e Fundação de Bem-Estar), realiza um programa de adoção para vítimas de violência nos Estados Unidos.

“Tento levar os cães para pessoas que passaram por crimes horríveis. A maioria deles são vítimas de estupro. Suas histórias são tão traumáticas que eles demoram bastante tempo voltarem a levar a vida de uma forma normal de novo. Então, eu tento mostrar a eles como um cão que passou por algum tipo de situação de abuso, pode voltar a ser feliz e amar novamente, não importa o quê”, contou Marc.

Os cães que participam deste programa foram resgatados do comércio de carne de cachorro da Ásia. (Foto: Reprodução / Marc Ching)

Os cães que participam deste programa foram resgatados do comércio de carne de cachorro da Ásia. (Foto: Reprodução / Marc Ching)

Uma mulher (cujo nome foi mantido anônimo para proteger sua privacidade) foi agredida e roubada à mão armada. Em seguida, um dos homens circulou de volta para a mulher, apontou a arma para o rosto dela e puxou o gatilho. Felizmente, a arma só tinha sido carregada com chumbinho. Mas ela ficou com cicatrizes permanentes, física e emocionalmente.

Com a ajuda do Programa de Adoção para Vítimas, a mulher foi reunida com um cão pequeno e aterrorizado chamado Dot, que havia perdido uma patinha no comércio de carne de cachorro. Juntos, eles estão ajudando um ao outro a se curar e aprender a não ter medo de outras pessoas.

Segundo um estudo, feito em 2011, que observou um grupo de sobreviventes de assalto do sexo feminino que interagiam com cães durante as sessões de terapia, a união de cães e vítimas de abuso ou trauma pode levar à diminuição da ansiedade, reduzir o risco de transtorno de estresse pós-traumático (PTSD) e ajudar a aumentar a confiança ao longo do tempo.

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Os cães ajudam pessoas que sofreram algum tipo de violência a superar o trauma. (Foto: Reprodução / Marc Ching)

“Muitos desses cães da China e da Coréia estão indo viver com essas vítimas. Eu gosto muito disso, nós estamos salvando cães que estão passando a ajudar outras pessoas”, disse Marc.

“Estou muito satisfeito com este programa, que está sendo bem sucedido. Quando eu adoto um cão para uma vítima de abuso, um sobrevivente, o animal realmente muda a vida daquela pessoa. É mágico e é um milagre”, completa Marc.

 

Fonte: The Dodo

Médicos Veterinários poderão ser obrigados a informar indícios de maus-tratos a animais para a polícia

por Andrezza Oestreicher — publicado 23 abr 2018 - 9:00

Durante consultas ou até mesmo em avaliações simples, médicos veterinários podem ser capazes de identificar se um animal está sendo vítima de maus-tratos ou de alguma negligência.

Pensando nisso e em ajudar a diminuir o número de animais maltratados pelos próprios tutores em nosso país, a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável aprovou proposta que prevê a obrigação de médicos veterinários comunicarem imediatamente à Polícia Judiciária quando constatarem indícios de maus-tratos naqueles animais nos quais prestarem atendimentos médicos.

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Através de anúncio na internet mulher descobre que cachorro desaparecido estava com vizinhos

por Andrezza Oestreicher — publicado 21 abr 2018 - 15:24

Só quem tem um cachorrinho desaparecido sabe o desespero que é o momento das buscas, de não saber como o animal está, e a tristeza que toma conta quando a esperança de encontrar o amado animal vai se acabando.

Foi com essa angústia e tristeza que a tutora Silmara Ribeiro do Amaral e sua filha, uma menina de oito anos, viveram durante um ano após o desaparecimento do amado cachorro da família, um Pug de três anos chamado Gordo.

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Cãozinho tem duas patas amputadas por causa da falta de cuidados com seus pelos

por Andrezza Oestreicher — publicado 21 abr 2018 - 9:20

Apesar de dar muito amor, algumas pessoas não têm condições financeiras para manter e cuidar de um cachorro da forma que eles precisam para ter uma boa saúde e até demoram para pedir ajuda quando os pets precisam. Porém, é importante lembrar que até a falta de cuidados básicos, como banho e tosa, podem causar problemas de saúde graves.

O cãozinho Bobb, um Poodle Toy, vivia com tutores sem teto. Por não terem condições financeiras para cuidar do cão,

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Médicos Veterinários poderão ser obrigados a informar indícios de maus-tratos a animais para a polícia

por Andrezza Oestreicher — publicado 23 abr 2018 - 9:00

Durante consultas ou até mesmo em avaliações simples, médicos veterinários podem ser capazes de identificar se um animal está sendo vítima de maus-tratos ou de alguma negligência.

Pensando nisso e em ajudar a diminuir o número de animais maltratados pelos próprios tutores em nosso país, a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável aprovou proposta que prevê a obrigação de médicos veterinários comunicarem imediatamente à Polícia Judiciária quando constatarem indícios de maus-tratos naqueles animais nos quais prestarem atendimentos médicos.

(Foto: Reprodução / Wide Open Pets)

O texto aprovado se insere na Lei 5517/68, que trata da profissão de médico veterinário.

De acordo com o relator, deputado Ricardo Izar (PP-SP), “é justo e necessário que essa comunicação seja realizada pelo estabelecimento, porém, o texto deixa dúvidas de como será feita e quem será responsável pela fiscalização dos estabelecimentos. Com a vinculação do dispositivo à Lei 5517/68, caberá aos Conselhos Federal e Regional de Medicina Veterinária, autarquia já constituída, a exercer a fiscalização do profissional e do estabelecimento para verificar o efetivo cumprimento da legislação”.

Ainda de acordo com o deputado, o governo não terá nenhum novo custo, pois a estrutura existente nos conselhos absorveria essa fiscalização como rotina.

De acordo com o texto aprovado, os comunicados de maus-tratos feitos pelos médicos veterinários para a polícia devem conter relatório assinado com algumas informações mínimas específicas como:
– nome, endereço e contato do acompanhante do animal no momento do atendimento;
– informações do atendimento prestado, contendo a espécie, raça e características físicas do animal, descrição de sua situação de saúde na hora do atendimento e os respectivos procedimentos adotados.

(Foto: Reprodução / Animal Lawyers)

Porém, foi retirada do texto a pena que previa interdição do estabelecimento para quem descumprir a medida.

A proposta será analisada, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Esperamos que esse passo ajude a diminuir os casos de violência contra animais de estimação no Brasil.

Fonte: Agência Câmara Notícias

Através de anúncio na internet mulher descobre que cachorro desaparecido estava com vizinhos

por Andrezza Oestreicher — publicado 21 abr 2018 - 15:24

Só quem tem um cachorrinho desaparecido sabe o desespero que é o momento das buscas, de não saber como o animal está, e a tristeza que toma conta quando a esperança de encontrar o amado animal vai se acabando.

Foi com essa angústia e tristeza que a tutora Silmara Ribeiro do Amaral e sua filha, uma menina de oito anos, viveram durante um ano após o desaparecimento do amado cachorro da família, um Pug de três anos chamado Gordo.

Esses sentimentos deram lugar novamente para a esperança depois que Silmara viu um anúncio na internet que buscava uma “namorada” para um pequeno Pug em Itapetininga, município de São Paulo onde a mulher mora. Imediatamente a tutora reconheceu seu animal desaparecido e entrou em contato com as pessoas que fizeram a publicação no intuito de ter seu cachorrinho de volta.

Porém, ter o animal de volta em sua casa não foi tão fácil assim e a tutora precisou da ajuda da Justiça para que isso acontecesse.

Cachorro foi encontrado através de anúncio na internet. (Foto: Reprodução / G1 / Silmara Ribeiro do Amaral)

Apesar de os responsáveis pelo anúncio terem passado informações erradas para Silmara, a tutora não desistiu de encontrar seu cãozinho e continuou pesquisando na internet. Até que ela descobriu que as pessoas que estavam com o cachorro eram praticamente seus vizinhos e moravam apenas a uma quadra de distância.

“Não quiseram me informar o endereço, mas como sabia o bairro consegui descobrir que a casa onde meu cachorro estava ficava uma quadra da minha. Fui até lá e os moradores me contaram várias histórias. Uma hora disseram que tinham ganhado o cachorro ainda filhote, outra hora que o irmão de um deles quem achou. Eu falei que era meu e que tinha criança pequena que sofria pelo animal. Mas não quiseram devolver”, contou Silmara ao G1.

Como as pessoas que estavam com o animal se negaram várias vezes devolvê-lo, a tutora foi até o 2º Distrito Policial, onde registrou um boletim de ocorrência por apropriação de coisa achada.

Segundo Marcus Tadeu, delegado responsável pelo caso, as pessoas que estavam com o cachorro alegaram que não queriam devolvê-lo por já estarem muito apegados ao animal.

Família ficou muito feliz com o retorno do animal para casa. (Foto: Reprodução / G1 / Silmara Ribeiro do Amaral)

A tutora só conseguiu ter seu cãozinho de volta depois que um mandado de busca e apreensão foi expedido pela Justiça e os policiais conseguiram resgatar o cachorro da casa onde estava.

De acordo com o delegado, o caso vai ser investigado cuidadosamente e o casal que estava em posse do animal irá responder pelo crime de apropriação de coisa achada.

Após tanta tristeza, a família está muito feliz com a volta do amado cachorrinho para casa. “Foi algo de Deus eu ter visto aquele anúncio. Dias antes tínhamos perdido nossa cachorrinha. E o Gordo estava sumido. Minha filha estava tão triste com a morte da cachorrinha e com o desaparecimento do Pug. Até que vi o anúncio e encontrei nosso animal. Estamos muito felizes. Não tem nem o que dizer”, contou Silmara.

Fonte: G1