Cão com deformidade no crânio é adotado e ganha lar amoroso

Fruto de criadores que visam lucrar com filhotes, Pink nasceu com problemas genéticos e deformidades que precisavam de cuidados especiais

por Andrezza Oestreicher — publicado 7 mar 2016 - 7:00

Para alguns cães a adoção vem bem mais rápido do que para outros. Infelizmente, o preconceito, seja contra certas raças, ou a falta dela, contra idade e contra animais com problemas de saúde, ainda é grande e acaba atrapalhando bastante.

Pink, um cão que vivia em um abrigo a espera de um lar tinha um desses agravantes. A fêmea tem uma visível deformidade no crânio e por conta disso precisava de cuidados especiais, o que dificultou muito sua adoção.

Foto compartilhada pelo abrigo e que chamou a atenção de Paulette e Christie. (Foto: Reprodução / Galveston County Shelter)

Foto compartilhada pelo abrigo e que chamou a atenção de Paulette e Christie. (Foto: Reprodução / Galveston County Shelter)

Paulette Goodreau viu uma imagem de Pink compartilhada em sua rede social e sentiu um aperto no coração. Ela logo percebeu que o rosto do cão era bem peculiar e então mostrou a foto do cão para sua companheira, Christie Cornelius, que é veterinária e confirmou que Pink poderia ter algum tipo de problema de formação.

Pinky era branca, mas sua pele era tão fina que ela tinha um tom rosado. Seus olhos eram pequenos, mais separados que o normal e não focavam na mesma direção. Seu nariz parecia esmagado, e sua língua sempre com a pontinha pendurada para fora da boca. Ela tinha uma deformidade óbvia no crânio.

Além disso, o abrigo informou que ela também tinha uma das patas quebrada. Pink parecia muito com um Pit Bull, mas por conta da deformidade era difícil ter a certeza. Paulette rapidamente compartilhou a imagem de Pink, divulgada pelo abrigo, na esperança de que alguém especial se interessasse em adotar o cão.

A óbvia deformidade no crânio de Pink é fruto da sua geração em criadouro impróprio. (Foto: Reprodução / Galveston County Shelter)

A óbvia deformidade no crânio de Pink é fruto da sua geração em criadouro impróprio. (Foto: Reprodução / Galveston County Shelter)

Pinky estava no abrigo Galveston County Shelter, no Texas, que estava compartilhando imagens de Pink na esperança de que um resgate pudesse ajudar o animal a melhorar sua saúde e condições.

Enquanto estava no trabalho, Christie voltou a olhar a foto do cãosinho rosado, pois estava hipnotizada pela carinha de Pink. Ela sabia que a pata quebrada era o menor dos problemas do animal. E que com cuidados isso se resolveria mais facilmente.

Pela deformidade, a veterinária reconheceu os sinais de problemas neurológicos na cara do animal. Sabendo cães como Pink podem demorar ainda mais para serem adotados e que ela precisaria de cuidados especiais, Christie percebeu que ela e Paulette eram as pessoas certas para ficarem com Pink.

Após ser adotada, Pink passou por cirurgias para corrigir a pata quebrada e o problema com seus cílios invertidos. (Foto: Reprodução / Paulette Goodreau)

Após ser adotada, Pink passou por cirurgias para corrigir a pata quebrada e o problema com seus cílios invertidos. (Foto: Reprodução / Paulette Goodreau)

Christie tinha os recursos para assumir o cão e, por ser veterinária, estava preparada para lidar com as necessidades especiais de Pink. Ela então mandou um texto para Paulette, sugerindo que elas adotassem Pink. A resposta imediata foi “sim”.

Além de feliz por Pink ser adotada, o abrigo estava grato e aliviado por ter uma veterinária interessada pelo cão e concedeu a adoção para Paulette e Christie.

As adotantes nunca tinham encontrado Pinky antes. Eles sabiam que o cão tinha sido deixado no abrigo por uma família que disse ter encontrado ele. Quando finalmente conheceram Pink, as duas viram que tinham feito a escolha certa.

Pink hoje é um cão feliz e que adora brincar com seus irmãos caninos. (Foto: Reprodução / Paulette Goodreau)

Pink hoje é um cão feliz e que adora brincar com seus irmãos caninos. (Foto: Reprodução / Paulette Goodreau)

Já no novo lar, Pinky foi imediatamente levada para uma consulta com especialistas. Uma tomografia computadorizada da cabeça mostrou que parte do seu cérebro estava em sua cavidade nasal, ela não tinha cavidades do seio frontal e suas órbitas oculares e os olhos haviam sofrido problemas por isso. Ela também tinha cílios encravados, também conhecidos como cílios invertidos, ou seja, os cílios foram realmente invertidos para o lado de dentro e estavam esfregando em suas córneas.

Ela também estava sofrendo de atrasos no desenvolvimento, epilepsia e com vista e audição diminuída. Veterinários confirmaram que Pinky tinha nascido com aquelas condições provavelmente devido à endogamia, sistema em que os acasalamentos se dão entre indivíduos aparentados, relacionados pela ascendência.

Pink comemorando seus dois aninhos. (Foto: Reprodução / Paulette Goodreau)

Pink comemorando seus dois aninhos. (Foto: Reprodução / Paulette Goodreau)

Pinky passou por uma cirurgia para corrigir a pata quebrada logo depois que foi adotada, quando ela tinha pouco menos de um ano de idade. Aos 18 meses de idade passou por nova cirurgia, dessa vez para corrigir o problema de seus cílios.

Christie e Paulette estão bem ocupadas com os cuidados com Pinky, além de seus outros dois cães, mas não estão nada arrependidas. Pinky sofre de convulsões e tem refluxo ácido, mas é hoje um animal feliz e muito amado. Ela está aprendendo várias coisas com seus irmãos caninos, Bob e Mylie. Ela traz alegria para todos que a conhecem e ama seus seres humanos. Apesar de tudo que ela passou.

Paulette criou uma página no Facebook para manter as pessoas que conheceram a história de Pink atualizadas sobre seu progresso. Ela e Christie também defendem na página a adoção de animais que têm necessidades especiais.

Pink teve sorte por conseguir um lar tão amoroso e cuidadoso de forma rápida. (Foto: Reprodução / Robyn Arouty Photography)

Pink teve sorte por conseguir um lar tão amoroso e cuidadoso de forma rápida. (Foto: Reprodução / Robyn Arouty Photography)

Pinky teve muita sorte. Graças aos compartilhamentos feitos pela mídia social do abrigo Galveston County e pela compaixão de suas novas tutoras, Pinky não ficou no abrigo por tanto tempo. Alguns abrigos costumam ficar lotados, e, infelizmente, animais com condições especiais não fazem tanto sucesso como filhotes saudáveis.

No Rio de Janeiro será proibido utilizar animais para testes de produtos cosméticos

por Andrezza Oestreicher — publicado 15 dez 2017 - 9:29

E a causa animal teve mais uma vitória no Brasil. Nos próximos dias, será promulgada uma lei que proíbe o uso de animais para testes de produtos cosméticos.

Em uma votação feita na última terça-feira, dia 14 de dezembro, a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) derrubou, por 40 votos a favor e nenhum contra, o veto do governador Luiz Fernando Pezão e sancionará lei proibindo o uso de animais para cosméticos.

A lei irá valer em todo o estado do Rio de Janeiro e,

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Em Portugal, crianças aprendem na escola sobre comportamento e bem-estar dos animais de estimação

por Andrezza Oestreicher — publicado 14 dez 2017 - 18:38

As pessoas costumam dizer que as crianças são o futuro planeta e a esperança de um mundo melhor. Pensando nisso, surgiu, em Portugal, o projeto “Eu Cuido. Um mundo melhor para os animais”.

O “Eu cuido”, que até o ano que vem vai atingir cerca de oito mil alunos só na Grande Lisboa e no Grande Porto, tem como maior objetivo ensinar e sensibilizar as crianças para diversos temas relacionados a animais de estimação.

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Miley Cyrus faz nova tatuagem em homenagem a mais um de seus cachorros

por Andrezza Oestreicher — publicado 14 dez 2017 - 9:31

A atriz e cantora Miley Cyrus é uma apaixonada por cães e faz questão de deixar marcado e gravado na pele todo esse amor.

Dona de várias de tatuagens, estima-se que ela já tenha mais de 30 espalhadas pelo corpo, alguns dos desenhos escolhidos por Miley foram feitos como homenagens para os seus animais.

Mary Jane ❤️

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No Rio de Janeiro será proibido utilizar animais para testes de produtos cosméticos

por Andrezza Oestreicher — publicado 15 dez 2017 - 9:29

E a causa animal teve mais uma vitória no Brasil. Nos próximos dias, será promulgada uma lei que proíbe o uso de animais para testes de produtos cosméticos.

Em uma votação feita na última terça-feira, dia 14 de dezembro, a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) derrubou, por 40 votos a favor e nenhum contra, o veto do governador Luiz Fernando Pezão e sancionará lei proibindo o uso de animais para cosméticos.

(Foto: Reprodução / The Wildcat Voice)

A lei irá valer em todo o estado do Rio de Janeiro e, de acordo com o seu texto, fica proibido o uso de animais para desenvolvimento, experimento e teste de produtos cosméticos, higiene pessoal, perfumes, limpeza e seus componentes. Além disso, também será proibida a comercialização de produtos que tiverem tido seus testes feitos em animais.

“Já há metodologias que fazem testes desses produtos sem utilizar os animais, então, nós temos que respeitar a dignidade dos animais e não tratá-los de forma cruel”, afirmou o deputado Gilberto Palmares, um dos autores do o projeto de lei 2.714/14, em comunicado oficial.

De acordo com Elizabeth Mac Gregor, diretora do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal, o Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (CONCEA) do Ministério da Ciência e Tecnologia emitiu um relatório em 2016 reconhecendo que os métodos alternativos validados são mais eficientes do que o modelo animal.

(Foto: Reprodução / sirireporter)

Para quem quer ter certeza se suas marcas preferidas não fazem testes em animais ou quer passar a escolher marcas que não contribuem com maus-tratos a animais, é só buscar no site do PETA a lista com as empresas certificadas que utilizam métodos alternativos de testes.

Para ter essas informações de empresas nacionais, é só entrar no site do Projeto Esperança Animal (PEA).

Fonte: O Globo / Capricho

Em Portugal, crianças aprendem na escola sobre comportamento e bem-estar dos animais de estimação

por Andrezza Oestreicher — publicado 14 dez 2017 - 18:38

As pessoas costumam dizer que as crianças são o futuro planeta e a esperança de um mundo melhor. Pensando nisso, surgiu, em Portugal, o projeto “Eu Cuido. Um mundo melhor para os animais”.

O “Eu cuido”, que até o ano que vem vai atingir cerca de oito mil alunos só na Grande Lisboa e no Grande Porto, tem como maior objetivo ensinar e sensibilizar as crianças para diversos temas relacionados a animais de estimação.

As crianças vão aprender em sala de aula sobre cuidados e bem-estar animal. (Foto: Reprodução / Sapo Lifestyle / Projeto “Eu Cuido”)

Apesar da pureza e do amor que as crianças possam ter logo de cara com os animais, é importante que elas aprendam que eles não são brinquedos e também têm necessidades e precisam de cuidados.

Através do projeto, as crianças terão informações sobre cuidados, saúde, bem-estar, comportamento, regras de interação e o papel dos animais de estimação na sociedade.

Essas informações serão passadas para os alunos em sala de aula durante sessões interativas por um orientador, que vai responder questões como “Quais as diferenças entre o cão e o gato?”, “Quais os seus comportamentos?”, “Que atitudes devemos ter quando estamos perto de um destes animais?”, e apresentar conteúdos através de vídeos temáticos com os personagens Zé Gato e Cão Peão.

Além disso, durante as “aulas”, as crianças também irão conhecer pessoalmente alguns cães policiais, cães de terapia, cães-guia e saber mais sobre o trabalho destes animais, que é tão importante para a comunidade e para as pessoas que dependem deles.

Os alunos também irão conhecer cães policiais, cães de terapia, cães-guia e saber mais sobre a importância do trabalho destes animais. (Foto: Reprodução / Sapo Lifestyle / Projeto “Eu Cuido”)

“O ‘Eu Cuido’ é um projeto educativo que pretende contribuir para uma mudança de mentalidades desde a infância, para uma adequada e sã convivência com os animais de companhia. Queremos educar uma geração para agir com base no respeito e cidadania, porque se construirmos ‘um mundo melhor para os animais’ estamos também a fazer um mundo melhor para todos nós”, explica Filipa Herédia, coordenadora do projeto.

Ainda de acordo com Filipa, o projeto é “inclusivo, interativo e adequado ao nível de conhecimento e interesse das crianças, que procura levá-las a conhecer os animais de estimação através de conteúdos pedagógicos, multimédia, passatempos e jogos”.

O projeto “Eu cuido” conta com a colaboração de psicólogos e entidades que promovem o bem-estar dos animais.

Fonte: Susana Krauss / Sapo Lifestyle