Conheça a ATEAC, ONG que realiza trabalho com cães em prol de autistas

São quase mil atendimentos por mês em 9 instituições

por Samantha Kelly — publicado 2 abr 2014 - 13:26

Foto: PAULA CASTRO

Foto: PAULA CASTRO

Há 8 anos, o dia 2 de abril é oficialmente o dia mundial do autismo. A data foi criada pela Organização das Nações Unidas com o intuito de promover uma maior conscientização e disponibilizar mais informações sobre o autismo e seu diagnóstico. A iniciativa utiliza a cor azul, devido ao fato de haver uma maior incidência em meninos que meninas.

Nesse dia, apresentamos o trabalho da Terapia e Educação Assistida por Animais de Campinas (ATEAC), ONG situada em Campinas, São Paulo, que realiza um trabalho todo especial em prol de autistas.

Com a ajuda de 65 cães-terapeutas e 70 voluntários no atendimento, a equipe, formada por profissionais de psicologia, medicina, biologia, pedagogia, terapia ocupacional, adestramento e medicina veterinária, realiza quase mil atendimentos por mês em 9 instituições das redondezas, abrangendo pacientes autistas, idosos, crianças hospitalizadas e portadores de necessidades especiais.

A ATEAC nos explica como funciona a terapia e como ela influencia na vida dos participantes.

 

A Terapia Assistida por Animais (TAA) com autistas funciona de um modo lúdico que atinge os mesmos, onde outras terapias, muitas vezes, não atinge.

Esta interação autismo/cão possibilita: aumento da sociabilização, da autoestima; diminuição do stress; melhora a coordenação motora; trabalha a afetividade e a cognição; aumenta a percepção do mundo e o reconhecimento do outro e de si próprio, estabelecendo contato visual.

 

Silvia e Luana. Foto: ANDREA KARASAWA

Silvia e Luana. Foto: ANDREA KARASAWA

A iniciativa surgiu em 2004 com a bióloga Sílvia Ribeiro Jansen Ferreira e seu filho Daniel Jensen, na época com 27 anos.

Daniel ganhou de um dos amigos da sua mãe a Luana, da raça Labrador Retriever, mas por possuir a Síndrome de Asperger (forma leve de autismo caracterizada pela falta de habilidade de interação social e de comunicação), tinha medo de cães. Na época filhotinha e em busca de aceitação para interagir, Luana constantemente investia em Daniel, que não conseguiu ficar impune a cadela por muito tempo.

Sílvia Jensen descreve o momento que percebeu que a influência de Luana poderia significar algo maior:

 

Percebi, quando vi a insistência da Luana, mesmo tendo atenção do Daniel. Notei que ali tinha alguma coisa diferente no modo de se aproximar e dar carinho do animal.
Já tinha lido sobre Zooterapia e então assisti um Programa do trabalho do extinto CÃO DO IDOSO de SP, onde mostrava trabalhos de terapia através de cães. Vi que isto consistia, o “trabalho” da Luana com o Daniel, um autista.

 

Daniel e Luana. Foto: JUAN ESTEVES

Daniel e Luana. Foto: JUAN ESTEVES

Por meio de um treinamento direcionado, a cachorra conseguiu se tornar mais próxima de Daniel, e ajudá-lo a controlar seus problemas, aumentar sua autoestima e habilidade motora.

O incentivo a mais ajudou Daniel a se formar em biologia e defender a sua tese de mestrado em biologia marinha na UNICAMP, tornando-o um dos primeiros portadores da Síndrome de Asperger, dentro do espectro autista, a concluir o mestrado no Brasil.

“Ela foi uma excelente companheira, me ajudando a lidar com o Mestrado e também a lidar com as pessoas.Graças a ela, me aproximei mais das outras pessoas, coisas que eu não fazia antes. Eu também readquiri confiança em cachorro, que eu tinha medo”, declarou Daniel.

 

Saiba como ajudar a ATEAC

I) sendo voluntário profissional das áreas de saúde animal( veterinários clínicos e de comportamento animal , adestradores) , área de saúde humana( psicologia, TO,fisioterapia, fonoaudiologia, pedagogia, biologia, assistência social, médicos,etc..), área administrativa ,  marketing, relações publicas..;

Foto: RODRIGO PEÇANHA

Foto: RODRIGO PEÇANHA

II) Participando como voluntário nos atendimentos com seu próprio cão ou outro animal cadastrado;

III) Cadastrando seu cão e tornando-o um voluntário (para mais informações sobre voluntariado acesse http://ateac.org.br/voluntariado/pessoas/processo-seletivo/ );

IV) Tornando-se sócio contribuinte da ONG para beneficiar os atendimentos através de doações periódicas, adquirindo camisetas da Ateac (para mais informações acesse http://ateac.org.br/contribua/ );

V) Doando materiais de trabalho e de uso dos cães;

V) Praticando uma roda de amigos para doações;

VI) Divulgando nas empresas.

 

Foto: PAULA CASTRO

Foto: PAULA CASTRO

51 Cães resgatados na Cracolândia pelo Instituto Luisa Mell foram adotados nesse final de semana

por Samantha Kelly — publicado 21 ago 2017 - 18:52

Como noticiado aqui, depois que os dependentes químicos foram expulsos da Cracolândia, seus cães e gatos ficaram e foram acolhidos por Dona Graça, que segurou todo o fardo e abriu as portas de sua pensão para os mais de 100 animais.

Para complicar ainda mais a situação, a pensão foi interditada e seria demolida em breve.

Ao todo foram 71 animais resgatados em um período de 36 horas, na maior operação até hoje realizada pelo Instituto Luisa Mell.

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Mais um cãozinho é baleado em tiroteio no Rio de Janeiro

por Andrezza Oestreicher — publicado 21 ago 2017 - 18:05

Nós já mostramos aqui no Portal do Dog como a violência em nosso país está afetando, de várias formas, também os nossos animais de estimação.

Entre os casos frutos dessa grande violência estão os de animais que acabam sendo vítimas de bala perdida durante tiroteios. Ocorrências desse tipo estão crescendo bastante no Rio de Janeiro, onde mais um animal precisou ser atendido ao ser baleado.

O cão foi atingindo na manhã da última quinta-feira,

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Cleo Pires arrasa na nova capa da Glamour com seu cachorro Baltazar

por Samantha Kelly — publicado 21 ago 2017 - 12:15

A musa maior, também conhecida como Cleo Pires, estrela na capa da última revista Glamour Brasil.

Além de usar vários looks bombásticos e de uma ótima entrevista, como uma boa mãe de cachorro, ela divide a atenção com seu filho canino, o pequeno Baltazar.

@rosanarodini e @glamourbrasil obrigada pelas lindas fotos e entrevista deliciosa de fz 💋❤️🤘🏼🔥

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51 Cães resgatados na Cracolândia pelo Instituto Luisa Mell foram adotados nesse final de semana

por Samantha Kelly — publicado 21 ago 2017 - 18:52

Como noticiado aqui, depois que os dependentes químicos foram expulsos da Cracolândia, seus cães e gatos ficaram e foram acolhidos por Dona Graça, que segurou todo o fardo e abriu as portas de sua pensão para os mais de 100 animais.

Para complicar ainda mais a situação, a pensão foi interditada e seria demolida em breve.

Ao todo foram 71 animais resgatados em um período de 36 horas, na maior operação até hoje realizada pelo Instituto Luisa Mell.

E agora. após 2 meses de tratamento, esse final de semana no Shopping Morumbi finalmente todos os animais tiveram a chance de encontrar um lar.

Especialmente para o evento desse sábado (19), o vídeo “Missão Bichinhos da Cracolândia” criado pela VML apostou na emoção, intercalando depoimentos de Luisa Mell, presidente e fundadora do Instituto, do diretor financeiro, Marcelo Glauco, e da médica veterinária, Marina Passadore.

A ação sem dúvida rendeu frutos e o sucesso foi traduzido em 51 adoções. A partir de agora o trabalho de pós-adoção começa com o acompanhamento dos adotantes e adotados.

Mais um cãozinho é baleado em tiroteio no Rio de Janeiro

por Andrezza Oestreicher — publicado 21 ago 2017 - 18:05

Nós já mostramos aqui no Portal do Dog como a violência em nosso país está afetando, de várias formas, também os nossos animais de estimação.

Entre os casos frutos dessa grande violência estão os de animais que acabam sendo vítimas de bala perdida durante tiroteios. Ocorrências desse tipo estão crescendo bastante no Rio de Janeiro, onde mais um animal precisou ser atendido ao ser baleado.

O cão foi atingindo na manhã da última quinta-feira, dia 17 de agosto, sétimo dia consecutivo de confrontos e tiroteios na comunidade do Jacarezinho, na Zona Norte do Rio de Janeiro.

Baleado no tórax, o cachorro foi levado para a Suipa (Sociedade União Internacional Protetora dos Animais) localizada no bairro Benfica, onde foi constatado que o animal precisava rapidamente de uma transfusão de sangue.

Cachorro sem raça definida foi baleado em tiroteio na comunidade do Jacarezinho, no Rio de Janeiro. (Foto: Reprodução / Extra)

“Ele perdeu muito sangue, teve que ser feita uma transfusão de sangue de imediato. Estabilizou o quadro, e tivemos que fazer o fechamento da ferida”, contou o veterinário Luiz Eduardo Castro ao Extra.

Segundo informações dadas pelo veterinário, que participou do atendimento do cão baleado, o animal é sem raça definida e tem cerca de cinco anos de idade.

Todo o atendimento e primeiros cuidados mais urgentes foram feitos na unidade da Suipa. Mas, por não ter serviço de internação no local, os responsáveis pelo cãozinho foram orientados a interná-lo em uma unidade privada.

Fonte: Extra