Conheça o Projeto Alfhaville Dogs que auxilia a Casa de Nazaré com Terapia Assistida por Cães

O Projeto funciona há 2 anos e precisa de um investidor social para continuar com força total

por Samantha Kelly — publicado 15 dez 2013 - 2:41

O trabalho oferecido pelo Projeto Alfhaville Dogs com as senhoras da instituição filantrópica católica Casa de Nazaré, que há 70 anos cuida de pessoas na terceira idade, é um exemplo muito especial e inspirador de trabalho com cães de serviço sendo feito em Fortaleza, Ceará, que merece destaque.

Festinha de São Jõao com a Alfhaville Dogs. Foto: Divulgação

Festinha de São Jõao com a Alfhaville Dogs. Foto: Divulgação

O Projeto de Terapia Assistida por Cães na Casa de Nazaré começou em setembro de 2011 na Casa de Nazaré, com o investidor social MSD Saúde Animal e coordenação a nível São Paulo pela  TAC.

Foram convidadas para coordenar o projeto a pedagoga Narriman Borges, que possui experiência vasta e diversos cursos na área de Terapia Assistida por Cães, e a psicóloga Ingrid Borges.

Inicialmente, o projeto contava com uma equipe inicial de fisioterapeuta, psicóloga, pedagoga/condutora dos cães, adestrador, assistente social da Casa e estagiários da Faculdade FIC de fisioterapia.

As idosas que iriam participar foram indicadas pela assistente social da Casa, Marcia Correia, a partir da afeição que tinham com os cães. Das 13 senhoras iniciais, o grupo assistido passou para 16, o limite máximo.

Por ser uma Terapia Assistida por Cães, todas as atividades são planejadas, tabuladas e avaliadas, sempre com o intuito de atingir um objetivo pré-definido. A cada 6 meses as idosas passam por uma avaliação para acompanhar o progresso dos encontros em seus estados físicos e psíquicos.

Com o passar do tempo, as idosas se apegaram aos cães e ao amor incondicional que só um animal pode oferecer. Elas aguardam ansiosamente o dia das sessões e ao observar os cães entrando no aposento, felizes e prontos para acolher a todos, sem discriminação, o que antes era dor, tristeza e solidão, se torna com o passar das atividades em alegria, risadas e bem-estar.

Raimunda Alencar, uma das senhoras que participa dos encontros,  disse:

 

Antes do projeto não conseguia segurar nada com essa mão, e sentia muita dor nos ombros e  de tanto brincar com os cachorrinhos não sinto mais nada.

 

 

Para que a terapia faça efeito e a confiança não seja quebrada, os responsáveis pelo projeto têm que seguir os horários religiosamente. É preciso manter em mente que essas senhoras já foram decepcionadas anteriormente.

 

Os cães do Projeto Afhaville Dogs e o treinamento

Outubro Rosa -Conscientização do uso de medicamentos contínuos, mostrando os remédios usados pelos cães. Foto: Divulgação

Outubro Rosa -Conscientização do uso de medicamentos contínuos, mostrando os remédios usados pelos cães. Foto: Divulgação

Atualmente 5 cães participam do projeto: Aninha e Clarinha (Poodle), Jully (Schnauzer), Lua (Shih-Tzu) e Nica (Yorkshire Terrier).

Os cães são avaliados a partir dos 30 dias de vida para determinar traços importantes como quais são os mais receptivos, sensíveis, calmos, etc.

Com 60 dias os cães são reavaliados e então escolhidos na ninhada. Estes cães recebem a primeira educação da mãe, socialização e aprendem a dividir com os irmãos.Por isso a necessidade de manter por mais tempo a ninhada unida e não separar imediatamente.

Após serem escolhidos, começam as brincadeiras, toques de carinho, dessensibilização das patas, orelhas e corpo. O treinamento é desenvolvido como se fosse uma grande brincadeira. Os cães saem muito de casa para se acostumarem com pessoas e barulhos.

Então, os cães passam por uma avaliação psicológica para que o condutor de fato tenha segurança que o animal está preparado.

Uma vez que o trabalho começa, os cães são vermifugados obrigatoriamente de 3 em 3 meses, totalmente vacinados,  avaliados pelo médico veterinário que exige exames de sangue , fezes, urina de 6 em 6 meses e avaliação bucal para constatar que estão completamente sadios sem risco de passar qualquer problema as idosas.

 

A atualidade

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Hoje com 2 anos de trabalho, os resultados são visíveis no melhor desempenho das idosas de realizar tarefas corriqueiras, na noção espacial e temporal, nos quadros depressivos e de humor, na melhor auto-estima, melhor compreensão da necessidade de usos de medicamentos contínuos e no maior interesse em estarem conectadas com o que se passa além dos muros da instituição.

Mesmo com todas as conquistas positivas alcançadas, em Fevereiro desde ano, a MSD Saúde Animal fechou a fábrica em Fortaleza e o projeto perdeu seu patrocinador.

O Alfhaville Dog, que já desenvolvia este trabalho em outras instituições, continuou voluntariamente, com atendimento nas segundas e quartas -feiras das 9:30hs á 10:30hs.Se tornando apartir de fevereiro o Projeto Alfhaville Dog de Terapia Assistida por Cães.

Hoje, só com pedagoga/condutora dos cães, trabalhando com a mesma intensidade , com os mesmos exercícios e mantendo o projeto.

O Projeto Alfhaville Dog de Terapia Assistida por Cães precisa de um novo investidor social para que o belo trabalho continue e para que tantas pessoas necessitadas de um afago e atenção sejam atendidas.

 

Confira mais fotos do Projeto na Casa de Nazaré, APAE e Casa da Esperança

 

Cães encontrados em uma situação terrível juntos esperam ser adotados por uma mesma família

por Andrezza Oestreicher — publicado 20 out 2017 - 9:36

Os cachorros Jefe e Jericho foram encontrados juntos em uma situação de negligência terrível. Desde o primeiro momento, os membros da equipe da Arizona Humane Society, organização de proteção animal que resgatou a dupla, perceberam que os cães, apesar de diferentes, eram grandes amigos e companheiros.

Os dois cachorros, um Chihuahua de 2 anos chamado Jefe bem extrovertido e um belíssimo Pastor Alemão de três anos de idade chamado Jericho, estavam no quintal de uma casa nos Estados Unidos,

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Com medo da violência, policial leva cães que viviam em UPP para abrigo

por Andrezza Oestreicher — publicado 19 out 2017 - 18:33

Nós já falamos bastante sobre a crescente da violência no Rio de Janeiro e como isso vem afetando cada vez mais os animais.

A situação está tão grave, que dois cãezinhos que viviam em uma UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) na Zona Norte da cidade, foram retirados do local e levados para um abrigo por um policial, que estava com medo de que os animais se tornassem alvos por serem cuidados pelos PMs.

De acordo com funcionários da Fazenda Modelo,

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Paul McCartney apoia campanha da PETA em prol de 150 cachorros

por Andrezza Oestreicher — publicado 19 out 2017 - 9:32

A PETA (People for the Ethical Treatment of Animals, em português “Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais”) é a maior organização de direitos dos animais no mundo, com mais de 6,5 milhões de membros e apoiadores.

Este mês, a organização ganhou um apoio de peso em uma de suas campanhas. O cantor Paul McCartney se juntou à PETA para ajudar cerca de 150 cachorros que estão sendo negligenciados por uma empresa nos Estados Unidos.

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Cães encontrados em uma situação terrível juntos esperam ser adotados por uma mesma família

por Andrezza Oestreicher — publicado 20 out 2017 - 9:36

Os cachorros Jefe e Jericho foram encontrados juntos em uma situação de negligência terrível. Desde o primeiro momento, os membros da equipe da Arizona Humane Society, organização de proteção animal que resgatou a dupla, perceberam que os cães, apesar de diferentes, eram grandes amigos e companheiros.

Os dois cachorros, um Chihuahua de 2 anos chamado Jefe bem extrovertido e um belíssimo Pastor Alemão de três anos de idade chamado Jericho, estavam no quintal de uma casa nos Estados Unidos, vivendo abandonados e em meio a muita sujeira.

(Foto: Reprodução / I Heart Dogs / Arizona Humane Society)

Jericho estava manco e extremamente magro deitado no chão, enquanto Jefe estava deitado nas costas do Pastor Alemão de forma bastante protetora e tentando dar algum suporte ao amigo.

O cachorro maior estava bastante fraco. Além da falta de alimentação ele estava visivelmente doente. Ele provavelmente não iria sobreviver muito tempo se continuasse na situação em que foi encontrado.

Quando membros da Arizona Humane Society levantaram Jericho e o levaram de forma bastante cuidadosa para dentro da ambulância, Jefe latiu e “sapateou” bastante, tentando chegar perto de seu melhor amigo. Foi aí que todos tiveram a certeza de que esses dois não poderiam ser separados nunca.

(Foto: Reprodução / I Heart Dogs / Arizona Humane Society)

Jericho tinha seu frágil corpo coberto de pulgas e exames comprovaram que ele estava com ehrlichiose canina (conhecida como a doença do carrapato) e com uma infecção por fungos, conhecida como febre do vale, que causa sintomas semelhantes a uma gripe. Felizmente as doenças não são contagiosas e Jefe não apresentava problemas de saúde.

Os dois cães foram encaminhados para um lar temporário, onde passaram a receber todos os cuidados necessários e muito amor. Jericho fez tratamento e está cada vez melhor.

De acordo com Ashleigh Goebel, coordenador de mídia da Arizona Humane Society, Jericho é um cachorro dócil, bem treinado e bastante afetuoso. Já Jefe adora abraçar e se enroscar nos humanos, quando não está aconchegado em Jericho.

(Foto: Reprodução / I Heart Dogs / Arizona Humane Society)

Ainda de acordo com a Arizona Humane Society, os cachorros adoram brincar e caminhar e são excelentes com crianças.

Agora que estão bem, a dupla de melhores amigos está a espera de uma família que queira adotar os dois juntos, pois será impossível separar esses companheiros.

Fonte: I Heart Dogs

Com medo da violência, policial leva cães que viviam em UPP para abrigo

por Andrezza Oestreicher — publicado 19 out 2017 - 18:33

Nós já falamos bastante sobre a crescente da violência no Rio de Janeiro e como isso vem afetando cada vez mais os animais.

A situação está tão grave, que dois cãezinhos que viviam em uma UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) na Zona Norte da cidade, foram retirados do local e levados para um abrigo por um policial, que estava com medo de que os animais se tornassem alvos por serem cuidados pelos PMs.

Policial ficou com medo de que os cães fossem alvo da violência e os levou para abrigo. (Foto: Reprodução / Facebook Indefesos)

De acordo com funcionários da Fazenda Modelo, abrigo municipal de animais em Guaratiba para onde os cães foram levados, o policial informou que os cachorrinhos, um casal de vira-latas de cerca de três anos de idade, viviam na UPP de Benfica (o policial não especificou qual) desde filhotes e eram cuidados pelos PMs.

Porém, com o “clima de guerra” que tomou conta da favela, o policial ficou com medo de que os cachorros se tornassem alvos de alguma violência, já que eles eram praticamente mascotes da UPP e estavam associados aos PMs.

Ao saber do caso dos vira-latas, Rosana Guerra, protetora animal que faz parte do Grupo Indefesos e faz trabalhos voluntários na Fazenda Modelo, divulgou a história dos cães em uma rede social.

“Eles são animais muito dóceis. Conquistaram todo mundo. E com certeza eram muito bem cuidados, pois estavam gordinhos, com pelos brilhosos e pareciam muito felizes. Tinham um lar. Infelizmente, foram separados. Podemos dizer que eles foram vítimas desta violência horrível do Rio de Janeiro”, afirmou Rosana.

A cadelinha teve oito filhotes e está com os bebês em um lar temporário. (Foto: Reprodução / Leo Martins / Agência O Globo)

Porém, a história teve um lado feliz.

A cadelinha, que recebeu o nome de Bela, estava prenhe. Ela teve seus oito filhotes em um lugar seguro, recebeu todos os cuidados necessários e foi encaminhada para um lar temporário junto com seus bebês. A família vai ficar lá até todos eles estarem prontos para serem colocados para adoção.

Já o macho, que recebeu o nome de Fera, foi adotado, ganhou uma nova família e se mudou para a Zona Sul da cidade.

Fonte: O Globo