Crianças visitam abrigo para ler para cães que estão à espera de adoção

Programa de abrigo dos Estados Unidos tem como objetivo tornar cães tímidos mais sociáveis e facilitar as adoções

por Andrezza Oestreicher — publicado 25 fev 2016 - 11:29

Nem sempre é possível adotar todos os cachorros que foram abandonados e algumas pessoas não podem adotar nem um, seja por falta de espaço, condições financeiras ou outros motivos. Às vezes, mesmo tendo muito amor pelos animais, não é possível tê-los em casa.

Porém, existem outras formas de ajudar animais abandonados ou que estão em abrigos esperando por um lar. E foi pensando nisso que a Humane Society of Missouri criou o projeto “Shelter Buddies Reading Program”, em português Programa de Leitura Amigos do Abrigo.

Programa traz crianças para ler para cães tímidos e que têm medo de interagir com humanos. (Fotos: Reprodução / Missouri Humane Society)

Programa traz crianças para ler para cães. (Foto: Reprodução / Humane Society of Missouri)

O programa, que tem como objetivo tornar cães tímidos mais sociáveis para facilitar as adoções, traz crianças que estão aprendendo a ler para treinar lendo para os animais que estão no abrigo à espera de um lar.

“Nós queríamos ajudar nossos cachorros tímidos e medrosos sem forçar a interação física com eles, e observar o efeito que isso poderia ter sobre eles“, disse o diretor do programa, Job Klepacki, ao site The Dodo.

Para participar do programa a criança precisa ter entre 6 e 15 anos e fazer sua inscrição pela internet. Passando por essa fase, as crianças recebem um treinamento para aprenderem a ler a linguagem corporal dos cães e saberem dizer se eles estão se sentindo a vontade ou se ficam ansiosos durante as leituras.

O programa procura ajudar cães tímidos e que passaram por traumas e tem medo de interagir com humanos. (Fotos: Reprodução / Missouri Humane Society)

O programa procura ajudar cães tímidos e que passaram por traumas e tem medo de interagir com humanos. (Foto: Reprodução / Humane Society of Missouri)

Após passarem pelo treinamento, os jovens voluntários são então estimulados a sentar-se com um livro na frente do canil de um dos cães que fazem parte do projeto e começar a ler para eles.

Os cães que fazem parte do programa são os mais necessitados do abrigo e os que mais precisam de atenção, aqueles que não conviveram muito com humanos ou sofreram algum tipo de trauma e por isso não socializam com humanos ou outros animais.

Objetivo final do projeto é tornar os cães mais sociáveis e fazer com que eles sejam adotados mais rápido. (Foto: Reprodução / Humane Society of Missouri)

“O ideal é que o cão tímido e medroso se aproxime e mostre interesse. Se assim for, a criança reforça esse comportamento dando-lhe um agrado”, disse Klepacki. “Isto também ajuda a trazer os animais para frente nos canis em caso de potenciais adotantes passarem pelo local. Eles são mais propensos a serem escolhidos se eles estiverem se aproximando e interagindo, ao invés de se esconderem ou ficarem encolhidos”, explicou.

Os cães mais tímidos não são os únicos beneficiados pelo programa. Cães com muita energia também estão mostrando melhorias com as leituras. “Ouvindo uma leitura de uma criança pode realmente acalmar os animais”, disse Klepacki. “É incrível a resposta que temos visto nestes cães.”

Com pouco tempo o projeto já tem trazido bons resultados e é considerado um sucesso. (Fotos: Reprodução / Missouri Humane Society)

Com pouco tempo o projeto já tem trazido bons resultados e é considerado um sucesso. (Foto: Reprodução / Humane Society of Missouri)

Após concluir o programa de treinamento de 10 horas e aprender a trabalhar com os animais, tudo com a supervisão de um responsável, a criança pode voltar com seus pais a qualquer momento para sentar e ler para os cães.

Além de ajudar os animais, o programa também é bastante benéfico para as crianças, pois faz com que elas desenvolvam uma empatia e uma ligação com os animais e aprendam com eles a superar medos.

Embora o programa tenha sido lançado recentemente, os bons resultados já podem ser vistos e ele já é considerado bem sucedido. Se tudo correr bem, Klepacki espera expandir o programa de leitura a todos os abrigos da Humane Society do Missouri.

Vídeo: Youtube Humane Society of Missouri

 

Fonte: The Dodo

Cachorrinho não sai de perto de irmã morta e nem deixa ninguém se aproximar

por Andrezza Oestreicher — publicado 18 dez 2017 - 9:31

A fidelidade dos cães é algo impressionante, eles sempre ficam do lado daqueles que amam, independente de serem humanos ou outros animais.

Em Palmas, um caso que prova essa enorme fidelidade tocou o coração de muitas pessoas que passavam pela Avenida Palmas Brasil.

Os irmãos caninos Bebel e Bob aproveitaram o momento em que seu tutor estava com a garagem aberta saindo com o carro para fugir de casa. A tutora Ana Paula Rodrigues não se desesperou,

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Cachorro que teve as patas cortadas com uma espada ganha próteses

por Andrezza Oestreicher — publicado 16 dez 2017 - 18:39

A cada caso de violência que tomamos conhecimento ficamos mais impressionados em como os cães são seres evoluídos e como eles são capazes de se adaptar. O cachorro Cola é uma prova disso.

Cola é um cão SRD (sem raça definida, vira-lata) que vivia nas ruas de Bangkok, rodando sempre pela mesma região. Um dia, o cão teve suas patas dianteiras cortadas com uma espada por um homem que morava no mesmo bairro em que o cão costumava ficar.

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Cadelinha adotada é seguida por ovelhas da família e se torna a líder dos animais

por Andrezza Oestreicher — publicado 16 dez 2017 - 9:30

A cadelinha Lady é da raça Basset Hound, que foi resgatada por um abrigo e adotada por sua família há três anos. Por conta de seu passado, que não é tão conhecido, a cadelinha tinha muito medo e chegava até a ser agressiva com outras pessoas, porém, as companhias certas fizeram com que Lady se abrisse mais para a sua nova família e ficasse mais tranquila e leve.

Na nova casa, os tutores Michael Jobson e Fiona Morton não conseguiam levá-la para passear no parque,

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Cachorrinho não sai de perto de irmã morta e nem deixa ninguém se aproximar

por Andrezza Oestreicher — publicado 18 dez 2017 - 9:31

A fidelidade dos cães é algo impressionante, eles sempre ficam do lado daqueles que amam, independente de serem humanos ou outros animais.

Em Palmas, um caso que prova essa enorme fidelidade tocou o coração de muitas pessoas que passavam pela Avenida Palmas Brasil.

Cachorro não sai de perto de cadelinha que morreu atropelada. (Foto: Reprodução / G1 / Nice Regina)

Os irmãos caninos Bebel e Bob aproveitaram o momento em que seu tutor estava com a garagem aberta saindo com o carro para fugir de casa. A tutora Ana Paula Rodrigues não se desesperou, pois isso já tinha acontecido antes e os cachorros logo voltaram para casa.

Porém, dessa vez algo muito triste aconteceu. Bebel, cadelinha que já fazia parte da família há 10 anos, foi atropelada e acabou falecendo no canteiro central da Avenida Palmas Brasil, em Palmas, no Tocantins.

Bob, como um ótimo exemplo de cão fiel e companheiro, não saiu de perto de sua irmãzinha e também não deixava ninguém se aproximar.

Tocada com a situação, gerente comercial Nice Regina Santos ficou por cerca de 10 minutos tentando se aproximar dos animais e chamando o cão que estava vivo, ela ainda fez um vídeo mostrando que Bob não se afastava de sua irmã.

“O que mais me emocionou foi ele não abandoná-la, proteger e não querer sair de perto”, contou Nice, que publicou o vídeo nas redes sociais.

Além de não abandonar a irmã canina, o cãozinho não deixava ninguém se aproximar. (Foto: Reprodução / G1 / Nice Regina)

Foi através da publicação do vídeo que Ana Paula descobriu o motivo pelo qual seus cães não tinham voltado para casa. “O atropelamento aconteceu à tarde, quando foi às 22h30, eu estava nas redes sociais e vi o vídeo. Já vi que eram eles. Eu entrei em desespero, peguei o carro e fui buscá-la para fazer o enterro”, contou a tutora, explicando que Bob tinha voltado sozinho para casa apenas um pouco antes disso.

“Tudo o que ele fazia era com ela. Depois da morte da Bebel, ele ficou triste, fica uivando à noite chamando ela. Durante o dia, fica só deitado na cadeira. A família também sentiu muito. Na minha casa eu nunca estava sozinha, porque onde eu ia, a Bebel me acompanhava”, disse a tutora emocionada afirmando que os animais eram muito companheiros e viviam grudados.

Fonte: G1

Cachorro que teve as patas cortadas com uma espada ganha próteses

por Andrezza Oestreicher — publicado 16 dez 2017 - 18:39

A cada caso de violência que tomamos conhecimento ficamos mais impressionados em como os cães são seres evoluídos e como eles são capazes de se adaptar. O cachorro Cola é uma prova disso.

Cola é um cão SRD (sem raça definida, vira-lata) que vivia nas ruas de Bangkok, rodando sempre pela mesma região. Um dia, o cão teve suas patas dianteiras cortadas com uma espada por um homem que morava no mesmo bairro em que o cão costumava ficar.

Cachorro teve suas patas dianteiras mutiladas com uma espada. (Foto: Reprodução / Lillian Suwanrumpha / AFP)

Cola foi mutilado depois que mordeu os sapatos do responsável pela violência.

O cão foi resgatado e cuidado por um britânico, chamado Johm Dalley, que vive na Tailândia há alguns anos. Cola foi levado para viver com seu salvador em Phuket, um balneário localizado no sul do país, onde o homem decidiu criar uma associação dedicada aos cães de ruas chamada “Soi Dogs” (soi significa rua em tailandês).

Hoje, um ano depois, Cola já consegue correr e se divertir bastante novamente. O cachorro recebeu próteses parecidas com as utilizadas por atletas paraolímpicos. O cão ganhou o aparato depois que Johm recorreu a uma empresa é especializada em próteses humanas e tudo foi feito sob medida para Cola.

Hoje, o cão está bem adaptado e muito feliz com suas novas próteses. (Foto: Reprodução / Lillian Suwanrumpha / AFP)

“Queríamos conseguir uma prótese que não fosse muito pesada, um pouco flexível ao nível do pé”, contou Teddy Fagerstrom, diretor do laboratório de ortopedia responsável pelas próteses de Cola.

Essa foi a primeira prótese feita pela empresa para cães e, segundo Teddy Fagerstrom, Cola é o primeiro animal a usar próteses parecidas com as de atletas paralímpicos.

Johm garante que Cola se adaptou muito bem com as suas novas próteses e hoje é um cão muito feliz.

Fonte: Correio Braziliense