Filhote que perdeu parte de suas quatro patas é exemplo de superação

Apesar de tudo que passou, Chi Chi é um cãozinho feliz e amoroso e que adora correr e brincar com suas novas patinhas curtas

por Andrezza Oestreicher — publicado 29 fev 2016 - 7:00

A cadelinha Chi Chi nasceu na Coreia do Sul, onde a carne de cachorro é uma iguaria (embora a prática de comer carde de cachorro seja menos comum nos dias de hoje). Chi Chi foi um dos muitos cães nascido para ser consumido.

O cãosinho de dois anos da raça Labrador foi amarrado pelas patas e pendurado de cabeça para baixo, pois os coreanos acreditam que dessa forma a carne do cachorro fica mais macia. Além disso, era dada a Chi Chi uma grande quantidade de comida, para que ela ganhasse peso mais rapidamente.

*ATENÇÃO: Foto a seguir contém imagem forte

Ficar pendurada amarrada pelas patas causou graves danos a cadelinha. (Foto: Reprodução / ARME)

Ficar pendurada amarrada pelas patas causou graves danos a cadelinha. (Foto: Reprodução / ARME)

De acordo com Monique Hanson, uma das coordenadoras do Animal Rescue, Media & Education (ARME), organização de resgate e cuidado de animais, Chi Chi ficou pendurada pelas patas por tanto tempo que a corda já tinha atravessado sua pele e corroeu seus ligamentos até chegar ao ponto em que a corda estava amarrando seus ossos.

A ARME ficou sabendo sobre o caso de Chi Chi através de um grupo de bem-estar animal com base na Coreia do Sul, o Nabiya Irion Hope Project.

Chi Chi teve que ter parte das quatro patas amputadas. (Foto: Reprodução / ARME)

Foi necessário amputar parte das quatro patas do cãosinho. (Foto: Reprodução / ARME)

Com ferimentos graves e parte dos ossos expostos, a cadelinha passou a ser considerada não apta para o consumo. Com isso Chi Chi foi jogada fora, literalmente jogada no lixo.

Por um milagre, Chi Chi foi encontrada por membros do grupo Nabiya Irion Hope Project. Ela estava jogada em uma lata de lixo de uma região de abate de cães e gatos muito conhecida na Coreia do Sul. A cadelinha foi resgatada pelo grupo e levada para o hospital.

O cão se adaptou rapidamente ao novo tamanho das patinhas. (Foto: Reprodução / ARME)

O cão se adaptou rapidamente ao novo tamanho das patinhas. (Foto: Reprodução / ARME)

Apesar de todos os maus tratos pelos quais Chi Chi passou, ela ainda tinha uma vontade incrível de viver. Foi esse mesmo espírito que levou seus salvadores para dar a ela uma chance de lutar.

Chi Chi sobreviveu, porém suas patas estavam tão machucadas e de forma tão grave, que foi necessário amputar a parte dilacerada de todas as suas quatro patinhas para evitar que as inflamações e infecções causadas pelos machucados se espalhassem para o resto do corpo.

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Mesmo com as patas curtinhas, Chi Chi é um cão feliz e que gosta muito de correr e brincar. (Foto: Reprodução / ARME)

A cadelinha passou muito bem pelas amputações e em breve irá ganhar próteses, porém ela já está completamente adaptada ao novo tamanho de suas patas. Os meus tratos e a amputação não tiraram de Chi Chi sua vontade de brincar.

Apesar de tudo, Chi Chi é um animal feliz e carinhoso com todos que entram em contato com ela. Ela corre e se diverte com suas novas patinhas curtas.

Apesar de tudo o que passou, Chi Chi é bastante sociável e adora receber carinho. (Foto: Reprodução / ARME)

Apesar de tudo o que passou, Chi Chi é bastante sociável e adora receber carinho. (Foto: Reprodução / ARME)

Chi Chi permanece atualmente sob os cuidados do grupo coreano de resgate Nabiya Irion Hope Project com a colaboração da ARME. Após passar pela reabilitação e estar confortável com as próteses que irá receber, Chi Chi vai para os Estados Unidos, onde fará uma breve parada no ARME da Califórnia e depois irá para a casa da família que irá lhe adotar, no Arizona. Sua nova família possui vários cães resgatados.

Chi Chi já está com tudo pronto para pousar nos EUA em torno da segunda semana de março e começar sua nova vida como um animal de estimação e recebendo muito amor.

 

Fonte: The Dodo

Com medo da violência, policial leva cães que viviam em UPP para abrigo

por Andrezza Oestreicher — publicado 19 out 2017 - 18:33

Nós já falamos bastante sobre a crescente da violência no Rio de Janeiro e como isso vem afetando cada vez mais os animais.

A situação está tão grave, que dois cãezinhos que viviam em uma UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) na Zona Norte da cidade, foram retirados do local e levados para um abrigo por um policial, que estava com medo de que os animais se tornassem alvos por serem cuidados pelos PMs.

De acordo com funcionários da Fazenda Modelo,

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Paul McCartney apoia campanha da PETA em prol de 150 cachorros

por Andrezza Oestreicher — publicado 19 out 2017 - 9:32

A PETA (People for the Ethical Treatment of Animals, em português “Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais”) é a maior organização de direitos dos animais no mundo, com mais de 6,5 milhões de membros e apoiadores.

Este mês, a organização ganhou um apoio de peso em uma de suas campanhas. O cantor Paul McCartney se juntou à PETA para ajudar cerca de 150 cachorros que estão sendo negligenciados por uma empresa nos Estados Unidos.

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Cachorro fica em incêndio e protege rebanho de cabras da família

por Andrezza Oestreicher — publicado 18 out 2017 - 9:21

Quanto mais nós conhecemos novos cachorros e ficamos sabendo das diferentes histórias envolvendo estes animais pelo mundo todo, mais nós nos encantamos e nos surpreendemos com a quantidade de amor e lealdade que eles são capazes de oferecer.

No condado de Sonoma, na Califórnia, um cachorro se arriscou durante um grande incêndio para proteger o rebanho de cabras de sua família.

De acordo com Roland Hendel, proprietário do lugar, ele não teve tempo de salvar todos os membros de sua família do fogo.

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Com medo da violência, policial leva cães que viviam em UPP para abrigo

por Andrezza Oestreicher — publicado 19 out 2017 - 18:33

Nós já falamos bastante sobre a crescente da violência no Rio de Janeiro e como isso vem afetando cada vez mais os animais.

A situação está tão grave, que dois cãezinhos que viviam em uma UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) na Zona Norte da cidade, foram retirados do local e levados para um abrigo por um policial, que estava com medo de que os animais se tornassem alvos por serem cuidados pelos PMs.

Policial ficou com medo de que os cães fossem alvo da violência e os levou para abrigo. (Foto: Reprodução / Facebook Indefesos)

De acordo com funcionários da Fazenda Modelo, abrigo municipal de animais em Guaratiba para onde os cães foram levados, o policial informou que os cachorrinhos, um casal de vira-latas de cerca de três anos de idade, viviam na UPP de Benfica (o policial não especificou qual) desde filhotes e eram cuidados pelos PMs.

Porém, com o “clima de guerra” que tomou conta da favela, o policial ficou com medo de que os cachorros se tornassem alvos de alguma violência, já que eles eram praticamente mascotes da UPP e estavam associados aos PMs.

Ao saber do caso dos vira-latas, Rosana Guerra, protetora animal que faz parte do Grupo Indefesos e faz trabalhos voluntários na Fazenda Modelo, divulgou a história dos cães em uma rede social.

“Eles são animais muito dóceis. Conquistaram todo mundo. E com certeza eram muito bem cuidados, pois estavam gordinhos, com pelos brilhosos e pareciam muito felizes. Tinham um lar. Infelizmente, foram separados. Podemos dizer que eles foram vítimas desta violência horrível do Rio de Janeiro”, afirmou Rosana.

A cadelinha teve oito filhotes e está com os bebês em um lar temporário. (Foto: Reprodução / Leo Martins / Agência O Globo)

Porém, a história teve um lado feliz.

A cadelinha, que recebeu o nome de Bela, estava prenhe. Ela teve seus oito filhotes em um lugar seguro, recebeu todos os cuidados necessários e foi encaminhada para um lar temporário junto com seus bebês. A família vai ficar lá até todos eles estarem prontos para serem colocados para adoção.

Já o macho, que recebeu o nome de Fera, foi adotado, ganhou uma nova família e se mudou para a Zona Sul da cidade.

Fonte: O Globo

Paul McCartney apoia campanha da PETA em prol de 150 cachorros

por Andrezza Oestreicher — publicado 19 out 2017 - 9:32

A PETA (People for the Ethical Treatment of Animals, em português “Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais”) é a maior organização de direitos dos animais no mundo, com mais de 6,5 milhões de membros e apoiadores.

Este mês, a organização ganhou um apoio de peso em uma de suas campanhas. O cantor Paul McCartney se juntou à PETA para ajudar cerca de 150 cachorros que estão sendo negligenciados por uma empresa nos Estados Unidos.

Paul McCartney está tentando ajudar a PETA a salvar 150 cães da raça Galgo. (Foto: Reprodução / Kamil Krzaczynski / AFP)

De acordo com a PETA, um grupo de cães aposentados da raça Galgo, que eram utilizados em corridas, vem sendo maltratado no interior da The Pet Blood Bank, empresa fixada no Texas que distribui produtos sanguíneos caninos utilizados em transfusões veterinárias.

Os cães são utilizados pela empresa com fontes de sangue. A raça foi escolhida por apresentar com mais facilidade um tipo sanguíneo universal e funcionários do local chegam a retirar sangue dos cachorros várias vezes por mês.

Uma matéria feita em parceria com a PETA e publicada no The Washington Post apresentou detalhes de como os cães vivem no interior da empresa, em instalações inadequadas e espaços bem pequenos e descuidados. Além disso, fotografias feitas do local e dos animais por um ex-funcionário da The Pet Blood Bank mostram também que os cães estão desnutridos.

Fotos feitas por um ex-funcionário da empresa mostram as péssimas condições do local onde os cães vivem. (Foto: Reprodução / The Washington Post / PETA)

A PETA afirma ainda que muitos destes animais estão com diversos problemas de saúde por conta das condições em que vivem e da falta de cuidados.

No dia 10 de outubro, Paul McCartney escreveu uma carta para James Wiltz, CEO da Patterson Veterinary Supply, empresa que distribui os produtos do The Pet Blood Bank. A carta pede melhores cuidados para os cães e que eles sejam doados, para que finalmente possam ir para lares amorosos. A carta foi escrita e divulgada depois que a Patterson Veterinary Supply não cumpriu com sua promessa de que iria garantir que os cães receberiam melhores cuidados.

Os cachorros que vivem na empresa estão desnutridos e muitos apresentam problemas de saúde. (Foto: Reprodução / The Washington Post / PETA)

Confira uma tradução (livre) da carta escrita por Sir Paul McCartney:

“Prezado Sr. Wiltz,

Eu estou escrevendo para apelar para você intensificar, cumprir sua promessa anterior e resgatar os cães cujo sangue sua empresa tem usado há muitos anos, sabendo que esses 150 cães ou mais – que foram permitidos que chegassem a uma forma assustadora e que agora são mantidos em condições bem distantes do ideal, ajudaram seus negócios ao custo de seu bem-estar.

Tive cães desde que eu era um menino e amei todos eles, inclusive Martha, que foi minha companheira por cerca de 15 anos e sobre quem escrevi a música “Martha, My Dear”. Tenho certeza que você sabe que os cães precisam de carinho e uma cama confortável para repousar, calor no inverno, a oportunidade de correr e brincar, e assim como você e eu, eles desejam felicidade e companheirismo.

Eu me junto aos meus amigos da PETA para solicitar que você livre esses Galgos e que eles sejam afastados das condições áridas e enfadonhas em que são mantidos, isolados e sozinhos, alguns deles chorando com a aproximação da pessoa que vem tomar seu sangue por repetidas vezes. Eles tiveram uma vida difícil na pista de corrida, e eles vão morrer sem amor se forem deixados onde estão. Eu vi fotos de como eles sofreram com unhas que cresceram de volta para as almofadas das patas, bem como de gengivas infectadas e dentes apodrecidos, e me disseram que alguns aparentemente morreram por falta de água.

Pessoas boas, socorristas de Galgos profissionais, estão preparados para colocar esses cachorros em boas casas e transportá-los para essas casas, sem nenhum custo para ninguém. Faça o que é certo e ganhe o apoio de todos os veterinários gentis e todas as almas bondosas em todo o mundo.

Estou ansioso por notícias suas.

Atenciosamente,

Sir Paul McCartney”.

Carta original escrita por Paul McCartney. (Foto: Reprodução / PETA)

Fonte: 943 Jack FM / Billboard