Fuzileiro naval ajuda e resgata cão que encontrou abandonado no Afeganistão

Após fazer amizade com o cão, o fuzileiro conseguiu enviá-lo para a sua casa nos Estados Unidos e hoje trabalha em um livro que fala sobre o resgate do animal

por Andrezza Oestreicher — publicado 10 jan 2017 - 20:11

Craig Grossi foi até o Afeganistão a serviço, ele é fuzileiro naval e foi convocado para a ir até o local. Logo que chegou lá, sua unidade foi atacada e ele passou dias apenas tentando permanecer vivo.

Quando esta fase acabou ele pôde, enfim, olhar ao redor. Ele estava em uma região que nenhum americano tinha estado antes. Ao prestar mais atenção, ele viu um cachorro, com a cabeça grande e as patas compridas.

O cão vivia sozinho pelas ruas. (Foto: Reprodução / Craig Grossi)

Não era difícil ver cães sozinhos por lá, mas a maioria deles era agressiva em relação às pessoas. Porém, este era diferente.

Ele andava sozinho, não tinha a companhia de nenhum outro animal, mas parecia ser relativamente autossuficiente. Sempre encontrava pequenos pedaços de comida que levava para uns arbustos onde comia e dormia. Mas ele estava bastante magro.

Em seu caminho, ele atravessava o complexo marítimo. Porém os militares tinham uma regra para que os soldados não se aproximassem dos cães. “Até esse ponto eu nunca tive um problema com a regra”, contou Craig, que observou o animal por bastante tempo e observou que ele parecia não ter tido nenhuma interação humana verdadeiramente positiva.

Logo Craig percebeu que não seria capaz de seguir a regra de não chegar perto dos cães. Com um pedaço de comida na mão, ele foi até o cachorro, lembrando-se de se aproximar cuidadosamente.

Craig se aproximou para oferecer comida para o cão e eles logo fizeram amizade. (Foto: Reprodução / Craig Grossi)

Ao se aproximar o homem percebeu que o animal estava muito sujo e coberto de insetos. Até que o cão fez algo que desarmou mais ainda Craig, ele olhou para o homem e abanou sua cauda.

Craig ofereceu a comida ao cão, que pegou educadamente e comeu. O fuzileiro começou a pensar como aquele cão que vivia sozinho por tanto tempo era tão amigável. Craig ainda fez um carinho na orelha do cão, que aceitou o afeto.

O homem se levantou e começou a se afastar, mas percebeu que o cão estava lhe seguindo. O amigo de Craig, do outro lado do complexo, gritou, “Parece que você fez um amigo”.

Este foi o começo do que se tornaria uma história de resgate épico, mas Craig ainda não sabia disso.

O cão seguiu Craig e não saiu mais de perto dele. (Foto: Reprodução / Craig Grossi)

Em uma noite, quando os fuzileiros saíram em serviço, o cão foi atrás. Todos ficaram preocupados de que o animal pudesse latir e atrapalhar tudo, mas ele parecia saber que não poderia fazer barulho e seguiu em silêncio total.

“Eu o amei desde o primeiro momento em que o conheci. Depois, todos os outros caras com quem eu estava começaram a gostar dele também”, contou Craig.

Então, chegou o dia dos fuzileiros saírem de onde estavam. Eles iriam para a base principal descansar e de lá seguiriam para outra região.

Craig não sabia o que fazer com o cão, que recebeu o nome de Fred. “Eu estava conversando com ele e disse ‘Se você quer ir eu preciso de um sinal’”, disse o homem.

Fred seguia o homem até durante o serviço. (Foto: Reprodução / Craig Grossi)

No dia seguinte o helicóptero chegou. Todos os fuzileiros já estavam prontos para partir enquanto a aeronave espalhava muita poeira. Craig estava pronto com seu grupo quando de repente ele sentiu um puxão familiar em seu calcanhar. Era Fred.

“Ele estava apavorado, mas ele estava lá. E eu estava tipo, ‘tudo bem, vamos!’”, falou o fuzileiro. Então Fred viajou escondido em uma mochila. Se o homem fosse pego com o cão, ele poderia até ser preso.

Ao chegar à base, Craig conseguiu passar com Fred sem ser visto e o colocou na caminhonete de amigo.

Em seguida, Craig conheceu alguns homens que estavam trabalhando na DHL (companhia de navegação) e pediu ajuda par transportar o cão para os Estados Unidos. Lá todos também se encantaram pelo animal.

Craig decidiu enviar o cão para a casa de seus pais nos Estados Unidos. (Foto: Reprodução / Craig Grossi)

Craig precisou voltar ao serviço e não teve tempo de reunir a papelada para enviar Fred para a casa dos seus pais, nos Estados Unidos. Os trabalhadores da DHL concordaram em cuidar de Fred enquanto Craig estivesse em campo.

Porém, Craig foi atingido por uma bomba, sofreu uma lesão cerebral e foi para um hospital. Lá, o homem só pensava em Fred.

Assim que saiu do hospital, Craig foi até a DHL para ver Fred, mas ele não o localizou e começou a se preocupar. Até que ele viu os trabalhadores jogando futebol e o cão estava lá no meio.

Em casa, eles viajaram pelos Estados Unidos durante 8 semanas juntos. (Foto: Reprodução / Craig Grossi)

Finalmente o homem encontrou veterinário que daria os documentos que Fred precisava para viajar. Porém, eles não tinham a caixa de transporte necessária. Até que um dia, Craig estava no refeitório e um fuzileiro que ele não conhecia foi falar com ele dizendo que sabia sobre Fred e que queria ajudar.

O homem em questão trabalhava na unidade que cuidava de cães militares e ele poderia conseguir a caixa de transporte para Fred.

O cão chegou ao aeroporto de Nova York e a família de Craig foi buscá-lo. Três meses depois Craig pôde voltar para casa, onde se reuniu com seus familiares e Fred.

Craig deseja escrever um livro sobre o resgate de Fred. (Foto: Reprodução / Craig Grossi)

Após voltar para casa, Craig trabalhou com o governo por um tempo e decidiu fazer faculdade. No verão de 2015, ele e Fred viajaram juntos pelos Estados Unidos por 8 semanas.

Craig, agora formado pela Universidade de Georgetown, está trabalhando em um livro que fala sobre o resgate de Fred.

 

Fonte: The Dodo

Médicos Veterinários poderão ser obrigados a informar indícios de maus-tratos a animais para a polícia

por Andrezza Oestreicher — publicado 23 abr 2018 - 9:00

Durante consultas ou até mesmo em avaliações simples, médicos veterinários podem ser capazes de identificar se um animal está sendo vítima de maus-tratos ou de alguma negligência.

Pensando nisso e em ajudar a diminuir o número de animais maltratados pelos próprios tutores em nosso país, a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável aprovou proposta que prevê a obrigação de médicos veterinários comunicarem imediatamente à Polícia Judiciária quando constatarem indícios de maus-tratos naqueles animais nos quais prestarem atendimentos médicos.

 » Read more about: Médicos Veterinários poderão ser obrigados a informar indícios de maus-tratos a animais para a polícia  »

Através de anúncio na internet mulher descobre que cachorro desaparecido estava com vizinhos

por Andrezza Oestreicher — publicado 21 abr 2018 - 15:24

Só quem tem um cachorrinho desaparecido sabe o desespero que é o momento das buscas, de não saber como o animal está, e a tristeza que toma conta quando a esperança de encontrar o amado animal vai se acabando.

Foi com essa angústia e tristeza que a tutora Silmara Ribeiro do Amaral e sua filha, uma menina de oito anos, viveram durante um ano após o desaparecimento do amado cachorro da família, um Pug de três anos chamado Gordo.

 » Read more about: Através de anúncio na internet mulher descobre que cachorro desaparecido estava com vizinhos  »

Cãozinho tem duas patas amputadas por causa da falta de cuidados com seus pelos

por Andrezza Oestreicher — publicado 21 abr 2018 - 9:20

Apesar de dar muito amor, algumas pessoas não têm condições financeiras para manter e cuidar de um cachorro da forma que eles precisam para ter uma boa saúde e até demoram para pedir ajuda quando os pets precisam. Porém, é importante lembrar que até a falta de cuidados básicos, como banho e tosa, podem causar problemas de saúde graves.

O cãozinho Bobb, um Poodle Toy, vivia com tutores sem teto. Por não terem condições financeiras para cuidar do cão,

 » Read more about: Cãozinho tem duas patas amputadas por causa da falta de cuidados com seus pelos  »

deixe seu comentário:
Siga o Portal do Dog
Últimas notícias

Médicos Veterinários poderão ser obrigados a informar indícios de maus-tratos a animais para a polícia

por Andrezza Oestreicher — publicado 23 abr 2018 - 9:00

Durante consultas ou até mesmo em avaliações simples, médicos veterinários podem ser capazes de identificar se um animal está sendo vítima de maus-tratos ou de alguma negligência.

Pensando nisso e em ajudar a diminuir o número de animais maltratados pelos próprios tutores em nosso país, a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável aprovou proposta que prevê a obrigação de médicos veterinários comunicarem imediatamente à Polícia Judiciária quando constatarem indícios de maus-tratos naqueles animais nos quais prestarem atendimentos médicos.

(Foto: Reprodução / Wide Open Pets)

O texto aprovado se insere na Lei 5517/68, que trata da profissão de médico veterinário.

De acordo com o relator, deputado Ricardo Izar (PP-SP), “é justo e necessário que essa comunicação seja realizada pelo estabelecimento, porém, o texto deixa dúvidas de como será feita e quem será responsável pela fiscalização dos estabelecimentos. Com a vinculação do dispositivo à Lei 5517/68, caberá aos Conselhos Federal e Regional de Medicina Veterinária, autarquia já constituída, a exercer a fiscalização do profissional e do estabelecimento para verificar o efetivo cumprimento da legislação”.

Ainda de acordo com o deputado, o governo não terá nenhum novo custo, pois a estrutura existente nos conselhos absorveria essa fiscalização como rotina.

De acordo com o texto aprovado, os comunicados de maus-tratos feitos pelos médicos veterinários para a polícia devem conter relatório assinado com algumas informações mínimas específicas como:
– nome, endereço e contato do acompanhante do animal no momento do atendimento;
– informações do atendimento prestado, contendo a espécie, raça e características físicas do animal, descrição de sua situação de saúde na hora do atendimento e os respectivos procedimentos adotados.

(Foto: Reprodução / Animal Lawyers)

Porém, foi retirada do texto a pena que previa interdição do estabelecimento para quem descumprir a medida.

A proposta será analisada, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Esperamos que esse passo ajude a diminuir os casos de violência contra animais de estimação no Brasil.

Fonte: Agência Câmara Notícias

Através de anúncio na internet mulher descobre que cachorro desaparecido estava com vizinhos

por Andrezza Oestreicher — publicado 21 abr 2018 - 15:24

Só quem tem um cachorrinho desaparecido sabe o desespero que é o momento das buscas, de não saber como o animal está, e a tristeza que toma conta quando a esperança de encontrar o amado animal vai se acabando.

Foi com essa angústia e tristeza que a tutora Silmara Ribeiro do Amaral e sua filha, uma menina de oito anos, viveram durante um ano após o desaparecimento do amado cachorro da família, um Pug de três anos chamado Gordo.

Esses sentimentos deram lugar novamente para a esperança depois que Silmara viu um anúncio na internet que buscava uma “namorada” para um pequeno Pug em Itapetininga, município de São Paulo onde a mulher mora. Imediatamente a tutora reconheceu seu animal desaparecido e entrou em contato com as pessoas que fizeram a publicação no intuito de ter seu cachorrinho de volta.

Porém, ter o animal de volta em sua casa não foi tão fácil assim e a tutora precisou da ajuda da Justiça para que isso acontecesse.

Cachorro foi encontrado através de anúncio na internet. (Foto: Reprodução / G1 / Silmara Ribeiro do Amaral)

Apesar de os responsáveis pelo anúncio terem passado informações erradas para Silmara, a tutora não desistiu de encontrar seu cãozinho e continuou pesquisando na internet. Até que ela descobriu que as pessoas que estavam com o cachorro eram praticamente seus vizinhos e moravam apenas a uma quadra de distância.

“Não quiseram me informar o endereço, mas como sabia o bairro consegui descobrir que a casa onde meu cachorro estava ficava uma quadra da minha. Fui até lá e os moradores me contaram várias histórias. Uma hora disseram que tinham ganhado o cachorro ainda filhote, outra hora que o irmão de um deles quem achou. Eu falei que era meu e que tinha criança pequena que sofria pelo animal. Mas não quiseram devolver”, contou Silmara ao G1.

Como as pessoas que estavam com o animal se negaram várias vezes devolvê-lo, a tutora foi até o 2º Distrito Policial, onde registrou um boletim de ocorrência por apropriação de coisa achada.

Segundo Marcus Tadeu, delegado responsável pelo caso, as pessoas que estavam com o cachorro alegaram que não queriam devolvê-lo por já estarem muito apegados ao animal.

Família ficou muito feliz com o retorno do animal para casa. (Foto: Reprodução / G1 / Silmara Ribeiro do Amaral)

A tutora só conseguiu ter seu cãozinho de volta depois que um mandado de busca e apreensão foi expedido pela Justiça e os policiais conseguiram resgatar o cachorro da casa onde estava.

De acordo com o delegado, o caso vai ser investigado cuidadosamente e o casal que estava em posse do animal irá responder pelo crime de apropriação de coisa achada.

Após tanta tristeza, a família está muito feliz com a volta do amado cachorrinho para casa. “Foi algo de Deus eu ter visto aquele anúncio. Dias antes tínhamos perdido nossa cachorrinha. E o Gordo estava sumido. Minha filha estava tão triste com a morte da cachorrinha e com o desaparecimento do Pug. Até que vi o anúncio e encontrei nosso animal. Estamos muito felizes. Não tem nem o que dizer”, contou Silmara.

Fonte: G1