Genoma canino pode ajudar a desvendar mistérios dos genes humanos

por Samantha Kelly — publicado 3 nov 2012 - 7:02

Genoma canino pode ajudar a desvendar mistérios dos genes humanos. (Foto: Reprodução/Google Images)

 

É um fato: o cão é a espécie com mais variedade de todas! É fácil perceber na imensidão do Dogue Alemão versus a pequinês do Chihuahua, no corpinho comprido do Dachshund versos o equilíbrio e força de um Rottweiler.

Por serem da mesma espécie, isso significa que até mesmo as raças mais opostas podem cruzar e gerar uma vida, mesmo que na prática seja uma tarefa herculana. Também quer dizer que eles compartilham o mesmo código genético, exceto pelas partes que correspondem aos traços característicos de cada raça. A diferença faz com que esses genes se destaquem, o que é ideal para estudos genéticos.

Com o interesse de desvendar os mistérios do genoma canino, a pesquisa de Elaine Ostrander, responsável por um laboratório de genética comparativa no National Institutes os Health’s (NIH), pode não só aprender sobre traços específicos nas raças, mas também ter um conhecimento mais profundo em genes humanos similares que podem estar relacionados à doenças.

Nos últimos anos, o laboratório de  Ostrander fez descobertas importantes, incluindo o rastreamento de um único gene responsável pelo tamanho do cão, três genes responsáveis pela variação na pelagem e a descoberta da mutação das pernas curtas, comuns em raças como Corgis e Dachshunds.

Por exemplo, Ostrander ao estudar os Corgis achou similaridades entre a raça e o nanismo, ambos possuindo ossos largos e estatura pequena.

Também encontrou ligações entre o nariz e focinho do Pug com o rosto humano, incluindo os olhos que podem ser mais para as laterais do que o comum ou humanos com testas proeminentes.

Com 300 raças reconhecidas mundialmente, cada uma foi resultado de acasalamento seletivo para dar ênfase a determinadas características.

Ostrander afirma que sua pesquisa começou na procura dos genes responsáveis pelo comportamento, o que se mostrou muito difícil de apontar. Traços físicos, entretanto, foram mais fáceis de rastrear pelo DNA.

As pesquisas também se concentra nas doenças e nos efeitos colaterais da busca por traços específicos. Pesquisando uma doença que é comum nos Poodles médios de pelagem preta, os pesquisadores viram que a suscetibilidade ao câncer de células escamosas do leito ungueal é associada com um gene ligado a pigmentação, tornando esse o primeiro caso identificado no qual que os criadores especificamente selecionaram um gene relacionado à doença para conseguir alcançar um traço morfológico em particular.

 

Fonte Harvard Gazette

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