Grupo de resgate ultrapassa barreiras entre países para ajudar animais que precisam

A organização sem fins lucrativos Compassion Without Borders ajuda animais nos Estados Unidos e no México, onde o problema de superpopulação canina é grave

por Andrezza Oestreicher — publicado 3 ago 2016 - 13:08

O local onde um cão nasce geralmente vai determinar o tipo de vida ele terá. Animais nascidos em áreas atingidos pela pobreza, em qualquer lugar do mundo, têm muitas vezes uma vida miserável, assim como a de muitos seres humanos que vivem na mesma região e nas mesmas condições.

Porém, por outro lado, existem também grupos de resgate que fazem de tudo para melhorar e salvar a vida de cães que estão nesse tipo de situação. O Compassion Without Borders (Compaixão sem Fronteiras em português), uma organização sem fins lucrativos, é um desses grupos.

O Compassion Without Borders tem trabalhado incansavelmente desde 2001 para melhorar a qualidade de vida dos animais que vivem no Vale Central da Califórnia e do outro lado da fronteira, no México.

A organização também resgata animais que se encontram em situaçaõ de risco em abrigos superlotados. (Foto: Reprodução / Moncho Camblor)

A organização também resgata animais que se encontram em situaçaõ de risco em abrigos superlotados. (Foto: Reprodução / Moncho Camblor)

Christi Camblor, médica veterinária, co-fundadora e diretora executiva da Compassion Without Borders, criou a organização de resgate após o trabalho voluntário que fez em um dos maiores abrigos de animais do mundo, o Refugio Franciscano, localizado na Cidade do México.

Durante sua primeira experiência no México, a Dra. Camblor testemunhou coisas de partir o coração. O abrigo não tinha recursos e nem espaço suficiente para tratar adequadamente os milhares de animais que chegavam doentes, negligenciados, feridos ou com problemas comportamentais. Alguns cães chegavam a ficar dias em gaiolas sujas antes de serem sacrificados com métodos que estavam longe de ser humano.

Devastada pela situação dos animais por lá, que não tinham um serviço de controle de animais ou animais eficaz e com uma superpopulação que continuava a piorar, a médica começou o seu trabalho pessoal resgatando um cão que havia tocado seu coração: um desalinhado Terrier chamado Chacha.

Animais com tutores que não possuem condições financeiras também recebem superte da organização. (Foto: Reprodução / Moncho Camblor)

Animais com tutores que não possuem condições financeiras também recebem ajuda da organização. (Foto: Reprodução / Moncho Camblor)

Em seguida, a Dra. Camblor tirou Chacha do abrigo, levou a uma clínica e depois encontrou um lar amoroso que a cadelinha merecia. Daí pra frente continuou resgatando mais e mais cães até fundar formalmente o Compassion Without Borders com Moncho Camblor, que mais tarde se tornaria seu marido.

Desde o começo, o Compassion Without Borders tem crescido como uma organização de cuidado e bem-estar animal que faz a diferença nos Estados Unidos e México. Além de resgatar cães desabrigados e abandonados das ruas no México, a instituição também tira cães de abrigos superlotados no Vale Central da Califórnia.

Graças ao Compassion Without Borders cães são transportados para todas as regiões dos Estados Unidos para serem adotados e mais de 1.400 cães foram resgatados do Vale Central, sem contar os que já foram resgatados no México.

Os animais recebem cuidados médicos e e autorizações legais para viajar antes de irem do México para os Estados Unidos. (Foto: Reprodução / Moncho Camblor)

Os animais recebem cuidados médicos e autorizações legais para viajar antes de irem do México para os Estados Unidos. (Foto: Reprodução / Moncho Camblor)

O Compassion Without Borders melhorou a qualidade de vida de milhares de animais e tem tido um impacto positivo nas comunidades desde a sua criação. Além disso, graças aos esforços da organização, o uso de eletrocussão, morte causada pela exposição do corpo a uma carga letal de energia elétrica, para matar animais não desejados no estado mexicano de Chihuahua foi erradicada.

Os animais resgatados no México recebem cuidados, como vacinação, antes de irem para os Estados Unidos e autorizações legais para viajar. Apesar de bastante criticada por ajudar animais de fora dos EUA, a médica veterinária não vê conflito em estender os recursos da sua organização também para ajudar os animais necessitados de outro lugar. Afinal, todos são animais que precisam de ajuda.

 

Fonte: Dogster

Cadela que sofria maus-tratos em casa é resgatada pela polícia

por Andrezza Oestreicher — publicado 12 dez 2017 - 9:32

Em Santa Cruz do Sul, município do Rio Grande do Sul, policiais civis foram até uma residência para resgatar dois cães que sofriam maus-tratos causados pelo homem que deveria cuidar dos animais.

As denúncias foram feitas por uma ONG de proteção animal local, a Protetores de Santa Cruz, que já tinha ficado com um outro animal do mesmo homem, depois que também receberam, no mês de abril, denúncias de que ele maltratava o cão que tinha acabado de adotar.

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Voluntários resgatam cão que ficou 24h preso em tubulação em Santos

por Andrezza Oestreicher — publicado 11 dez 2017 - 18:31

Durante um passeio com seu tutor, um pequeno cãozinho da raça Chihuahua se soltou de sua coleira e fugiu. Porém, o animal acabou caindo em um canal e ficando preso em tubulação da rede pluvial de Santos, no litoral de São Paulo, que coleta água da chuva de bueiros e a despeja no Canal 6.

“Eu estava passeando com ele de tarde quando ele se soltou da coleira, saiu correndo e caiu no canal”,

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Bruno Gagliasso faz parceria com Ibama e constrói casa de recuperação para animais silvestres

por Andrezza Oestreicher — publicado 11 dez 2017 - 9:30

O ator Bruno Gagliasso e sua esposa, a também atriz Giovanna Ewbank, são apaixonados por cachorros. O casal é, atualmente, tutor de sete cães e já ajudou animais abandonados a encontrarem novas famílias.

Porém, o amor que a família tem pelos animais não se restringe somente aos cachorros. E prova disso é o que Bruno está fazendo para ajudar a milhares de animais silvestres em nosso país.

Quando a felicidade invade o coração e alma….

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Cadela que sofria maus-tratos em casa é resgatada pela polícia

por Andrezza Oestreicher — publicado 12 dez 2017 - 9:32

Em Santa Cruz do Sul, município do Rio Grande do Sul, policiais civis foram até uma residência para resgatar dois cães que sofriam maus-tratos causados pelo homem que deveria cuidar dos animais.

As denúncias foram feitas por uma ONG de proteção animal local, a Protetores de Santa Cruz, que já tinha ficado com um outro animal do mesmo homem, depois que também receberam, no mês de abril, denúncias de que ele maltratava o cão que tinha acabado de adotar.

A cadela encontrada no local estava assustada e parecia muito debilitada. (Foto: Reprodução / Portal Gaz)

Dessa vez, a Polícia Civil esteve na casa do acusado, juntamente com ativistas da causa animal e a Brigada Militar, onde cumpriu um mandado de busca e apreensão para recuperar dois cachorros.

De acordo com delegada Raquel Schneider, da Delegacia de Polícia de Pronto-Atendimento, as denúncias afirmam que o acusado, um homem que vivia na mesma casa que os animais, agredia os cachorros com pauladas e chutes.

No local, apenas um animal foi encontrado, uma cadela da raça Labrador de cerca de 12 anos de idade que estava sem água, sem comida e aparentava estar bastante debilitada. Além disso, a cadela apresentava marcas de ferimentos.

Ainda na casa, também foram encontrados e apreendidos objetos que podem ter sido usados na agressão aos animais, como um estilete e pedaços de madeira.

Na casa também foram encontrados e apreendidos objetos que podem ter sido usados para agredir os animais. (Foto: Reprodução / Portal Gaz / Paola Severo)

Em relação ao outro animal, também uma cadela, o acusado disse informalmente que a abandonou na Avenida Paul Harris próximo a uma oficina mecânica. Policiais chegaram a buscar pela região mas ela não foi encontrada.

O animal resgatado foi levado para uma clínica veterinária. A cadela ficou internada para fazer exames e um laudo. Além de muito assustada e aparentar ter medo de pessoas, existe a suspeita de que ela tenha alguma fratura, pois estava se movendo com muita dificuldade.

O acusado foi levado à Delegacia de Polícia, onde respondeu algumas perguntas e assinou termo circunstanciado. Ele irá responder por maus-tratos a animais e o abandono de animal deve ser incluído na acusação, pois isso também é crime.

Fonte: Portal GAZ

Voluntários resgatam cão que ficou 24h preso em tubulação em Santos

por Andrezza Oestreicher — publicado 11 dez 2017 - 18:31

Durante um passeio com seu tutor, um pequeno cãozinho da raça Chihuahua se soltou de sua coleira e fugiu. Porém, o animal acabou caindo em um canal e ficando preso em tubulação da rede pluvial de Santos, no litoral de São Paulo, que coleta água da chuva de bueiros e a despeja no Canal 6.

“Eu estava passeando com ele de tarde quando ele se soltou da coleira, saiu correndo e caiu no canal”, contou Luiz Skitnevsky, tutor do animal.

O resgate do animal foi feito por voluntários, que contaram com a ajuda da equipe da Coordenadoria de Defesa da Vida Animal. (Foto: Reprodução / Prefeitura de Santos / Isabela Carrari)

No mesmo dia em que seu cachorro caiu no canal, os bombeiros foram chamados para fazer o resgate. Porém, como o animal, que se chama Junior, estava muito assustado, cada vez que via os soldados se aproximando, ele se afastava.

O trabalho teve de ser suspenso durante toda a noite e madrugada e foi retomado no dia seguinte ao acidente. “À noite, pedi para um morador de rua ficar monitorando e, se caso o cachorro saísse da tubulação, ele pegaria pra mim”, disse Luiz.

No outro dia, voluntários voltaram para tentar resgatar o cãozinho Junior e dessa vez contaram com a ajuda da equipe da Coordenadoria de Defesa da Vida Animal (Codevida). “Como havia um banco de areia que impedia de chegarmos até o cachorro, conseguimos maquinário para abrir caminho”, explicou Leila Abreu, coordenadora do órgão.

O cãozinho estava bastante sujo, mas não apresentava ferimentos. (Foto: Reprodução / Prefeitura de Santos / Isabela Carrari)

Leila Abreu também explicou que a família do animal acompanhou o resgate e negou que Junior fosse vítima de maus-tratos. O cãozinho foi devolvido para o seu tutor logo depois que um voluntário conseguiu retirá-lo da tubulação.

Junior, que estava bastante sujo, mas não apresentava ferimentos, foi imediatamente levado para uma clínica veterinária, onde foi examinado e logo liberado para voltar para casa. “Estávamos nervosos e desde ontem acompanhamos tudo. Foi um alívio e agora estamos felizes”, disse o tutor do animal.

Fonte: G1