Instituto Royal anuncia o fim de suas atividades em São Roque

Por meio de uma nota o Instituto Royal anuncia o encerramento de suas atividades.

por Fabio Sakita — publicado 6 nov 2013 - 19:56

Prédio do Instituto Royal em São Roque / SP. Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Prédio do Instituto Royal em São Roque / SP. Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Por meio de um comunicado o Instituto Royal anunciou nesta quarta-feira (6) o encerramento de suas atividades na cidade de São Roque. Enviada pela assessoria de imprensa do laboratório, a nota diz, “Em assembleia geral extraordinária realizada entre seus associados, o Instituto Royal, por meio de seu Conselho Diretor, vem a público informar a decisão de interromper definitivamente as atividades de pesquisa em animais, realizadas em seu laboratório de São Roque”.

O laboratório que entrou na mídia após ativistas resgatarem cães da raça Beagle a 19 dias e também teve seu alvará caçado por 60 dias, alega que o encerramento das atividades está relacionado com “elevadas e irreparáveis perdas” devido ação de ativistas. O comunicado informa que o encerramento das atividades não afeta a unidade Genotox em Porto Alegre.

Veja nota completa:

“Em assembleia geral extraordinária realizada entre seus associados, o Instituto Royal, por meio de seu Conselho Diretor, vem a público informar a decisão de interromper definitivamente as atividades de pesquisa em animais, realizadas em seu laboratório de São Roque.

Tendo em vista as elevadas e irreparáveis perdas e os danos sofridos em decorrência da invasão realizada no último dia 18 – com a perda de quase todo o plantel de animais e de aproximadamente uma década de pesquisas -, bem como a persistente instabilidade e a crise de segurança que colocam em risco permanente a integridade física e moral de seus colaboradores, os associados concluíram que está irremediavelmente comprometida a atuação do Instituto Royal para dar continuidade à realização pesquisa científica e testes mediante utilização de animais.

Por este motivo, o Instituto decidiu encerrar suas atividades na unidade de São Roque.

A interrupção acarretará o desligamento de funcionários, todos já comunicados da decisão. Mantém-se, por ora, o Comitê de Ética formado por colaboradores do laboratório, que conta com veterinários, biólogos e membros da Sociedade Protetora dos Animais, conforme a legislação vigente. A decisão, por ora, não afetará a unidade Genotox, de Porto Alegre, onde não se faz experimentação animal.

Com o intuito de preservar a integridade dos animais remanescentes que ainda estão sob seus cuidados, o Instituto Royal tomará as providências necessárias junto aos órgãos regulatórios competentes, para assegurar que continuem sendo dados a eles tratamento e destinação adequados.

Desde 2005, o Instituto Royal realiza testes pré-clínicos com vistas ao desenvolvimento de medicamentos para o tratamento de doenças como câncer, diabetes, hipertensão, epilepsia entre outros. Com essa decisão, interrompe-se o trabalho do único Instituto laboratorial do Brasil capacitado e regulamentado para exercer este tipo de pesquisa. A partir de agora, qualquer empresa interessada na realização de testes para registro de medicamento será obrigada a realizar suas pesquisas fora do País, até que outro laboratório seja credenciado pelo CONCEA (Conselho Nacional de Controle e Experimentação Animal) para essa atividade.

Todos os testes desenvolvidos no Instituto Royal atendiam aos princípios de boas práticas de laboratório (BLP) e também às normas para cuidados dos animais do CONCEA, estando também regulamentadas por protocolos internacionais, tais como o da European Medicines Agency e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico.

O Instituto Royal acredita que as ações violentas ocorridas no dia 18 de outubro são resultado de dois fatores complementares: as inverdades disseminadas de forma irresponsável – e por vezes oportunista – associadas à falta de informação pré-existente. As consequências dos atos advindos dessa equação resultaram não somente em prejuízo para a instituição, que fecha suas portas, mas também e mais gravemente para a sociedade brasileira, que assiste à inutilização de importantes pesquisas em benefício da vida humana.

É inquestionável o direito de todo cidadão ou instituição expressar suas opiniões e propor à sociedade brasileira o debate sobre temas de interesse público. Não se pode anuir, contudo, com as atitudes de violência que cercaram os episódios envolvendo o Instituto Royal. Uma sociedade organizada e civilizada não pode aceitar que a pesquisa científica seja constrangida por grupos de opinião que preferem o uso da força e da violência em detrimento das vias institucionais e democráticas para travar debates.

O ambiente de insegurança gerou – e continuará gerando – prejuízos para a ciência brasileira, na medida em que não assegura aos cientistas um ambiente institucional adequado para o desenvolvimento de pesquisas cujo objetivo, em última análise, é o de salvar vidas. A consequência deste cenário de hostilidade é o desestímulo à fixação e permanência das melhores mentes científicas em nosso País.
O prejuízo causado ao Instituto Royal não é mensurável. Mas é certo que o Brasil inteiro perde muito com este episódio, lamentavelmente.”

Cadela surfa com crianças com Atrofia Muscular Espinhal e proporciona muita felicidade aos pacientes

por Andrezza Oestreicher — publicado 26 abr 2018 - 9:23

A Atrofia Muscular Espinhal, bastante conhecida também como AME, é uma doença degenerativa genética que afeta o sistema nervoso e leva à redução das funções motoras. Ela resulta em fraqueza e atrofia muscular caracterizada por problemas nos movimentos voluntários.

A AME afeta os movimentos das pernas e braços, muitos pacientes perdem esses movimentos, e afeta também os músculos que atuam na deglutição de alimentos e na respiração.

Por conta disso tudo, pessoas com Atrofia Muscular Espinhal acabam não vivendo uma série de experiências que para aqueles que não sofrem com a doença seria tão simples. 

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Cachorros da raça Galgo Italiano são encontrados vivendo em terríveis condições em São Paulo

por Andrezza Oestreicher — publicado 25 abr 2018 - 13:00

Mais uma vez, a ganância do ser humano, chamado de racional, transformou seres tão amáveis como os cachorros em máquinas de reproduzir filhotes e em fonte de lucro e de dinheiro. É exatamente isso o que criadouros clandestinos fazem.

Na última sexta-feira, dia 20 de abril, a Polícia Militar Ambiental (PMA) encontrou em uma residência em Praia Grande, no litoral de São Paulo, cachorros da raça Galgo Italiano, considerada rara no Brasil, em um estado terrível e em visíveis condições de grave negligência.

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Conheça a grande paixão de Anajú Dorigon, o cachorrinho de estimação Woody

por Andrezza Oestreicher — publicado 24 abr 2018 - 17:32

A atriz Anajú Dorigon, que está no ar atualmente como a personagem Cecília na novela “Orgulho e Paixão”, é uma das nossas, apaixonada por animais.

Tutora de uma cadela vira-lata chamada Betty, que foi adotada pela família em uma feira de adoção em uma praça localizada perto da casa dos seus pais, Anajú queria um cãozinho pequeno para ela cuidar. Foi aí que surgiu em sua vida o pequeno Woody.

Minha vida !

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Cadela surfa com crianças com Atrofia Muscular Espinhal e proporciona muita felicidade aos pacientes

por Andrezza Oestreicher — publicado 26 abr 2018 - 9:23

A Atrofia Muscular Espinhal, bastante conhecida também como AME, é uma doença degenerativa genética que afeta o sistema nervoso e leva à redução das funções motoras. Ela resulta em fraqueza e atrofia muscular caracterizada por problemas nos movimentos voluntários.

A AME afeta os movimentos das pernas e braços, muitos pacientes perdem esses movimentos, e afeta também os músculos que atuam na deglutição de alimentos e na respiração.

(Foto: Reprodução / Killer Surf Pix / Ionis Pharmaceuticals)

Por conta disso tudo, pessoas com Atrofia Muscular Espinhal acabam não vivendo uma série de experiências que para aqueles que não sofrem com a doença seria tão simples. Porém, um grupo de pacientes nos Estados Unidos contou com uma ajuda para lá de especial para ter uma experiência diferente e muito feliz.

Juntamente com o Cure SMA, um grupo que financia pesquisas relacionadas à doença, a cadelinha surfista Ricochet proporcionou muita diversão a esses pacientes, que tiveram a oportunidade de entrar no mar e surfar com a peluda.

(Foto: Reprodução / Killer Surf Pix / Ionis Pharmaceuticals)

(Foto: Reprodução / Killer Surf Pix / Ionis Pharmaceuticals)

Ricochet é o único SURFice dog® do mundo que fornece assistência terapêutica enquanto cria experiências únicas de surfe e outras atividades que reduzem a ansiedade social e capacitam crianças com necessidades especiais, pessoas com deficiências, soldados feridos e veteranos com TEPT.

As crianças eram as mais animadas do grupo de pacientes, todas queriam ser a primeira a surfar com Ricochet, cadela que tem treinamento extensivo como cão de serviço.

(Foto: Reprodução / Killer Surf Pix / Ionis Pharmaceuticals)

(Foto: Reprodução / Killer Surf Pix / Ionis Pharmaceuticals)

Como muitas das crianças que participaram da atividade não conseguem manter a cabeça erguida sozinha, uma cadeira de banho foi adaptada e fixada na prancha de surf para deixar os pequenos seguros e confortáveis.

O passeio contou com a participação e ajuda de uma incrível equipe de voluntários qualificados que fez com que a experiência fosse um sucesso e muito feliz para todos.

(Foto: Reprodução / Killer Surf Pix / Ionis Pharmaceuticals)

Apesar de todas as dificuldades e trabalho que deu colocar a ideia do surf com os pacientes em prática, todos, tanto crianças quanto adultos, se divertiram bastante e não queriam que aquele dia acabasse.

Fonte: 3 Million Dogs / Diário Catarinense

Cachorros da raça Galgo Italiano são encontrados vivendo em terríveis condições em São Paulo

por Andrezza Oestreicher — publicado 25 abr 2018 - 13:00

Mais uma vez, a ganância do ser humano, chamado de racional, transformou seres tão amáveis como os cachorros em máquinas de reproduzir filhotes e em fonte de lucro e de dinheiro. É exatamente isso o que criadouros clandestinos fazem.

Na última sexta-feira, dia 20 de abril, a Polícia Militar Ambiental (PMA) encontrou em uma residência em Praia Grande, no litoral de São Paulo, cachorros da raça Galgo Italiano, considerada rara no Brasil, em um estado terrível e em visíveis condições de grave negligência.

Os animais estavam sendo extremamente negligenciados. (Foto: Divulgação / PMA)

A PMA foi chamada depois que vizinhos começaram a sentir um mau cheiro muito forte vindo da residência. Como o proprietário da casa não aparecia há cerca de duas semanas, os vizinhos começaram a achar que o homem estava morto no local.

Porém, antes mesmo de entrarem na residência os policiais já puderam perceber que o odor que vinha do local era dos cachorros e da situação deplorável em que eles estavam vivendo. Os animais estavam sendo muito negligenciados e visivelmente desnutridos.

Com imagens do local, os policiais conseguiram permissão para arrombar os cadeados e entrar no local, para verificar a parte de dentro da casa.

Os cães estavam desnutridos e vivendo em meio a muita sujeira e fezes. (Foto: Divulgação / PMA)

O lado de dentro estava muito pior do que os policiais imaginavam. Seis cachorros, todos da raça Galgo Italiano, eram mantidos na casa sem nenhum tipo de cuidado e em meio a muita sujeira, incluindo as próprias fezes.

Os cães estavam sem nem um tipo de alimentação e completamente sem água, extremamente magros e desidratados.

Além dos cachorros vivos, também foi encontrada a ossada de um animal em um corredor e um cão em estado de decomposição foi encontrado dentro de um cômodo que estava trancado.

A situação de negligência em que os animais estavam vivendo foi comprovada por equipes da Vigilância Sanitária e do Departamento de Zoonoses que foram chamadas no local.

Os cachorros vivos foram apreendidos e resgatados pela polícia. (Foto: Divulgação / PMA)

Os cachorros vivos foram apreendidos e resgatados pela polícia e encaminhados para receber os cuidados e tratamentos necessários em um centro especializado na cidade.

De acordo com informações da polícia, o proprietário da casa, que não tinha sido localizado até sábado, vai ser multado em R$ 30 mil pela Polícia Militar Ambiental e também irá responder a um inquérito sobre crime ambiental.

A suspeita é de que a residência funcionava com um criadouro ilegal e a polícia está investigando o local.

Fonte: G1