Lei em Montreal proíbe cães da raça Pit Bull na cidade

Para poder criar animais dessa raça será preciso seguir algumas normas, caso contrário o cão será confiscado

por Andrezza Oestreicher — publicado 30 set 2016 - 9:58

Na última terça-feira, 27 de setembro, Montreal, no Canadá, aprovou uma lei (com 37 votos a favor e 27 contra) que proíbe animais da raça Pit Bull e cães que se assemelham a esta raça na cidade.

Para poder ter animais da raça, os tutores precisarão cumprir certos termos e condições, como passar por uma verificação de antecedentes criminais e ter uma autorização especial que custa cerca de 150 dólares. Além disso, os cachorros devem receber microchip, ser vacinados e sempre sair de casa usando focinheira e uma coleira que fique presa nas quatro patas do animal.

A lei foi proposta e aprovada depois de uma série de eventos infelizes, como ataques, envolvendo Pit Bulls em Montreal nos últimos meses. Em junho passado, uma mulher morreu após ser atacada por um cão desta raça que estava solto próximo à casa da vítima.

A cidade de Montreal, no Canadá, aprovou uma lei que proíbe animais da raça Pit Bull e cães que se assemelham a esta raça. (Foto: Reprodução / City News Canada)

A cidade de Montreal, no Canadá, aprovou uma lei que proíbe animais da raça Pit Bull e cães que se assemelham a esta raça. (Foto: Reprodução / City News Canada)

Estes casos fizeram com que boa parte da população quisesse a proibição destes cães na cidade, o que favoreceu o número de votos a favor da lei.

Apesar de terem que viver presos e tratados como animais extremamente ferozes, alguns Pit Bulls, os que são criados por famílias de alta renda, poderão permanecer na cidade, seguindo todas as condições impostas. Porém, a maioria dos cães da raça não tem essa mesma sorte. As famílias que não têm condições de seguir todos os termos impostos pela nova lei terão seus Pit Bulls confiscados e até mesmo sacrificados.

Todos os cães desta raça que vivem em abrigos foram imediatamente considerados inadotáveis e também enfrentarão a eutanásia.

Grupos de resgate de animais, já imaginando o que estaria por vir com a nova lei, tiraram o máximo de cães possível de abrigos locais para que eles não fossem sacrificados.

A reação e a revolta contra a lei também estão sendo grandiosas. Além de a SPCA de Montreal, que abrange 12 municípios, estar ameaçando deixar a cidade, veterinários de Montreal, incluindo os da Ordem dos Veterinários de Quebec, estão manifestando o seu desejo de se recusar a sacrificar qualquer um desses cães inocentes.

A reação e a revolta contra a lei também estão sendo grandiosas. (Foto: Reprodução / The Canadian Press / Peter McCabe)

A reação e a revolta contra a lei também estão sendo grandiosas. (Foto: Reprodução / The Canadian Press / Peter McCabe)

“Eu, profissionalmente, moralmente e eticamente não sou obrigado a sacrificar os animais”, disse Karen Joy Goldenberg, veterinária em um hospital animal local, à CBC News. “Agora, se eu testemunhar ou acreditar que um cão é perigoso para a segurança pública, tendo realmente mordido alguém, independentemente da sua raça, eu absolutamente concordo em colocá-lo para dormir, pelo seu bem-estar e pelo bem-estar das pessoas em torno dele”, completou a veterinária. Mas, a questão aqui é que a maioria destes cães nunca mostrou agressividade para com ninguém.

A população que é contra a proibição de raças específicas na cidade também não está parada. Diversas manifestações já foram feitas por amantes e criadores de Pit Bulls e de outras raças consideradas violentas.

Além disso, casos ocorridos em outras cidades comprovam que leis que proíbem certas raças não garante que os ataques de cães acabem, ou diminuam. Existem casos onde leis deste tipo foram promulgadas e as ocorrências de mordidas de cães ainda subiram.

Diversas manifestações já foram feitas em Montreal por amantes e criadores de Pit Bulls e de outras raças consideradas violentas. (Foto: Reprodução / The Huffington Post Canada / CP)

Diversas manifestações já foram feitas em Montreal por amantes e criadores de Pit Bulls e de outras raças consideradas violentas. (Foto: Reprodução / The Huffington Post Canada / CP)

A raça do cão não é a culpada pelas ações individuais do animal. Cães envolvidos em ataques geralmente são animais que não foram treinados, já tinham um temperamento inadequado ou simplesmente estavam fora de controle. E muitos dos cães responsáveis por ataques fatais não eram nem da raça Pit Bull. Porém, infelizmente, nada disso foi levado em consideração e os votos a favor da lei foram maiores do que os contra.

Mas, os grupos em favor dos animais não desistiram de salvar os Pit Bulls de Montreal. Na internet está acontecendo uma petição recolhendo assinaturas eletrônicas para serem utilizadas para tentar reverter esta situação. Ajude os Pit Bulls de Montreal clicando aqui e assinando a petição.

 

Fonte: I Heart Dogs

Cadelinha mantida presa por usuários de droga é resgatada por agentes da Polícia Federal

por Andrezza Oestreicher — publicado 9 dez 2017 - 18:38

As drogas podem ser as causadoras de graves problemas, como furtos, roubos, podem causar ainda a destruição de famílias e até morte, principalmente dos seus usuários.

No Paraná, mais um grave problema que tem as drogas como causa foi descoberto pela Polícia Federal. Usuários de drogas, mais especificamente de crack, estavam prendendo cachorros para que eles fossem abatidos e comidos, como churrasco.

Mãezinha é um dos animais que teve a sua vida salva pelos policiais.

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Policiais salvam filhotes de cachorro que estavam trancados dentro de mala abandonada na estrada

por Andrezza Oestreicher — publicado 9 dez 2017 - 9:32

Os seres humanos, ditos racionais, são capazes de crueldades contra animais a que custamos acreditar terem sido feitas de propósito, mas são.

Na madrugada do último domingo, dia 3 de dezembro, três pequenos filhotes de cachorro foram encontrados dentro de uma mala fechada que estava abandonada na beira de uma estrada em Navegantes, no Litoral Norte de Santa Catarina.

Os animais, que têm cerca de dois meses, foram resgatados por policiais do pelotão de patrulhamento tático da PM.

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Comerciante toma cachorro de mulher que não pagou dívida em sua loja

por Andrezza Oestreicher — publicado 8 dez 2017 - 9:33

Em Curitiba, policiais foram chamados para resgatar um cachorro depois que o animal foi levado da própria casa e feito de refém por um comerciante local.

De acordo com o delegado que está no comando das investigações do caso, o acusado afirmou que a dona do animal comprou flores e vasos em sua floricultura e ficou devendo cerca de R$ 1,2 mil.

Na noite da última terça-feira, dia 5 de dezembro, o dono da floricultura,

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Cadelinha mantida presa por usuários de droga é resgatada por agentes da Polícia Federal

por Andrezza Oestreicher — publicado 9 dez 2017 - 18:38

As drogas podem ser as causadoras de graves problemas, como furtos, roubos, podem causar ainda a destruição de famílias e até morte, principalmente dos seus usuários.

No Paraná, mais um grave problema que tem as drogas como causa foi descoberto pela Polícia Federal. Usuários de drogas, mais especificamente de crack, estavam prendendo cachorros para que eles fossem abatidos e comidos, como churrasco.

Mãezinha é um dos animais que teve a sua vida salva pelos policiais.

A fofa cadelinha vivia junto com outros cachorros às margens do rio Paraná, próximo à Ponte da Amizade, entre Brasil e Paraguai. Apesar de abandonados, os animais poderiam ser considerados bem, na medida do possível.

Cadela prestes a virar churrasco de usuários de crack foi salva por agentes da PF. (Foto: Reprodução / Folha Press / Bruno Santos)

Até o dia em que usuários de drogas passam a viver no mesmo espaço que esses cães e a prender os animais para o consumo próprio. Isso mesmo, os cachorros que vivam por ali antes dos novos moradores passam a ser mortos para serem feitos de churrasco.

Felizmente, a Polícia Federal descobriu o local a tempo de salvar a cadela Mãezinha. Agentes da PF foram até a região para verem um antigo estaleiro e estudarem as mudanças necessárias para abrigar ali uma base naval da corporação.

Ao ser encontrada, a cadela estava bastante abatida e tremendo de medo em meio a restos de ossos e carne de cachorro em espetos improvisados espalhados pelo chão. Além disso, de acordo com os policiais, Mãezinha estava com uma aparência de quem não estava sendo alimentada já há alguns dias.

Além de darem água, comida e um nome para a cadela, os agentes adotaram o animal e decidiram ficar com a Mãezinha de vez.

“Hoje ela faz parte do nosso efetivo”, afirmou Celso Calori, subchefe do Nepom (Núcleo Especial de Polícia marítima), da PF.

Depois de inaugurada, a nova base do Nepom fez com que todo o entorno do local, que antes era tomado por usuários de drogas e até contrabandistas paraguaios, fosse modificado e transformado em um lugar diferente e novo.

Mãezinha vive muito feliz com sua nova e grande família e nenhum animal voltou a aparecer morto pelo local.

Fonte: Stúdio.fm / Folha Press

Policiais salvam filhotes de cachorro que estavam trancados dentro de mala abandonada na estrada

por Andrezza Oestreicher — publicado 9 dez 2017 - 9:32

Os seres humanos, ditos racionais, são capazes de crueldades contra animais a que custamos acreditar terem sido feitas de propósito, mas são.

Na madrugada do último domingo, dia 3 de dezembro, três pequenos filhotes de cachorro foram encontrados dentro de uma mala fechada que estava abandonada na beira de uma estrada em Navegantes, no Litoral Norte de Santa Catarina.

Os pequenos cães estavam dentro de uma bolsa de viagem fechada e abandonada na estrada. (Foto: Reprodução / PM / Divulgação)

Os animais, que têm cerca de dois meses, foram resgatados por policiais do pelotão de patrulhamento tático da PM. “Estávamos fazendo patrulhamento de rotina e vimos a mala no cantinho da estrada, era grande, verde, destoava. Paramos e abrimos para ver”, contou o comandante do tático em Navegantes, o tenente Bruno Monteiro, ao site G1.

Ainda de acordo com o tenente, os pequenos cãezinhos estavam muito desesperados. Em seguida, os animais foram levados para o batalhão, onde beberam bastante água, receberam alimento e finalmente puderam descansar. “Tinha minha marmita da janta, piquei o frango e dei para eles. Depois dormiram no meu colo”, disse o tenente Bruno Monteiro.

Felizmente, os três cachorros, todos sem raça definida, rapidamente ganharam novas famílias depois que os policiais divulgaram o caso nas redes sociais. Dois cães foram adotados por um policial e o terceiro animal foi adotado por um morador de Balneário Piçarras.

Os animais foram salvos por policiais, que resgataram e cuidaram dos filhotes. (Foto: Reprodução / PM / Divulgação)

“Apesar de estar acostumado com situações em que há animais vítimas de maus tratos, sempre surpreende a maldade do ser humano, em deixá-los ali. Nos primeiros raios de sol eles iriam morrer sufocados”, desabafou o tenente.

Fonte: G1