Novo projeto de lei prevê a liberação da caça de animais silvestres no Brasil

Esse projeto de lei visa normalizar uma prática que não tem justificativa: a caça de animais silvestres por esporte e comércio.

por Samantha Kelly — publicado 3 abr 2018 - 8:21

É tanto absurdo acontecendo simultaneamente na política brasileira, que é difícil acompanhar cada desdobramento desse que muitas vezes parece um show de horrores.

A última barbaridade é o Projeto de Lei nº 6268/16, de autoria do Deputado Federal Valdir Colatto (PMDB/SC), integrante da bancada ruralista, que visa liberar a caça de animais silvestres no Brasil, prática proibida em território nacional desde 1967.

Exatamente o que vocês estão lendo, mesmo com todo mal que o ser humano já causou a nossa fauna, sendo responsável pela extinção de inúmeras espécies, esse projeto vem disfarçado de preocupação com, pasmem, os próprios animais silvestres (!), a comunidade, a pecuária (lucro) e estabilidade do ecossistema (!).

Basicamente, a lógica que o deputado defende é de que, ao permitir a caça controlada,“evitaremos assim o contrabando, o comércio clandestino, o abate ilegal, os maus tratos e a extinção de animais silvestres e exóticos”.

Mas o que no fundo está fazendo é normalizando uma prática que não tem justificativa: a caça de animais por esporte e comércio. Além disso, afrouxando desnecessariamente a lei vigente, permitindo com a autorização do estado que esses animais sejam até mesmo comercializados.

 

Separamos alguns tópicos previstos na possível lei:

  • O texto revoga a Lei de Proteção à Fauna (5.197/67), que proíbe o exercício da caça profissional no Brasil. Pela legislação atual, a caça só pode ser permitida se houver regulamentação específica do Executivo federal;
  • Liberação da caça de animais em propriedades privadas criadas para esse fim. Ou sejas, fazendas onde animais serão caçados e mortos puramente pelo prazer do esporte;
  • Não será mais crime ambiental matar, perseguir, caçar apanhar ou utilizar animais sem licença, basta que essa seja parte de uma caça profissional. Atualmente a prática é prevista na Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/98) com o agravamento até o triplo da pena de detenção de seis meses a um ano e multa.
  • Uso de cães criados e vendidos exclusivamente para matar os animais na caça. Esses cachorros muitas vezes são abandonados quando não são mais ”úteis” ou morrem em decorrer do perigo da caça. Mais informações sobre essa situação no Brasil podem ser lidas aqui. Exemplos do quanto a caça é danosa para todos, incluindo os cães, estão em todos os cantos. Cães da raça Podenco sofrem abusos inimagináveis na Espanha.
  • O projeto de lei ainda cita a situação dos javalis como argumento para a caça. A espécie foi levada para o Brasil para ser consumida como carne exótica, porém, ao ser rejeitada pelos consumidores que não se acostumaram com o gosto, foi abandonada pelos criadores e começou a procriar desenfreadamente e sem um predador natural. Considerado como uma ”praga invasora”, o animal se tornou um problema ambiental, sanitário e social crítico e por isso desde 2013 se tornou o único animal com caça permitida pelo  Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Para abater o animal é necessário obedecer algumas regras, como inscrição no Cadastro Técnico Federal, registro das armas utilizadas para o abate e declaração de manejo de espécies invasoras. A proposta da PL quer estabelecer princípios para a preservação da integridade genética e da diversidade biológica do País, que hoje é prerrogativa exclusiva do do governo federal, de acordo com a Lei de Proteção à Fauna.

A audiência pública que debaterá esse projeto de lei acontece no dia 12/04, às 18h30, na sala dos estudantes, na faculdade de direito da USP (entrada pela rua Riachuelo, altura do número 194, Sé, São Paulo).

Abaixo-assinado contra o projeto de lei AQUI.

Cãozinho tem duas patas amputadas por causa da falta de cuidados com seus pelos

por Andrezza Oestreicher — publicado 21 abr 2018 - 9:20

Apesar de dar muito amor, algumas pessoas não têm condições financeiras para manter e cuidar de um cachorro da forma que eles precisam para ter uma boa saúde e até demoram para pedir ajuda quando os pets precisam. Porém, é importante lembrar que até a falta de cuidados básicos, como banho e tosa, podem causar problemas de saúde graves.

O cãozinho Bobb, um Poodle Toy, vivia com tutores sem teto. Por não terem condições financeiras para cuidar do cão,

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Homem mata cachorro do vizinho e tenta servir o animal como jantar para o tutor

por Andrezza Oestreicher — publicado 20 abr 2018 - 18:21

A crueldade humana contra os animais está atingindo níveis que nem conseguimos acreditar que possa ser verdade. Na Coreia do Sul, um homem matou o cachorro do vizinho, cozinhou o animal e convidou o próprio tutor para jantar.

Este caso terrível e absurdo de violência contra animais se tornou público depois que a família do cachorro assassinado publicou um pedido on-line pedindo apoio para garantir que o responsável pela morte do pet fosse severamente punido.

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Rainha Elizabeth fica de coração partido ao perder seu último Corgi Galês

por Andrezza Oestreicher — publicado 19 abr 2018 - 19:58

Apaixonada por cachorros da raça Corgi desde que seu pai introduziu esses animais na família, em 1933, a Rainha Elizabeth está de coração partido após a morte de seu último Corgi Galês.

No seu aniversário de 18 anos, a então Princesa Elizabeth ganhou o seu primeiro Corgi de presente de seu pai. A cadelinha Susan foi a matriarca de 14 gerações de Corgi Galês que a rainha manteve por muitos anos em suas quatro casas reais.

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Cãozinho tem duas patas amputadas por causa da falta de cuidados com seus pelos

por Andrezza Oestreicher — publicado 21 abr 2018 - 9:20

Apesar de dar muito amor, algumas pessoas não têm condições financeiras para manter e cuidar de um cachorro da forma que eles precisam para ter uma boa saúde e até demoram para pedir ajuda quando os pets precisam. Porém, é importante lembrar que até a falta de cuidados básicos, como banho e tosa, podem causar problemas de saúde graves.

O cãozinho Bobb, um Poodle Toy, vivia com tutores sem teto. Por não terem condições financeiras para cuidar do cão, o animal passou cerca de 10 anos sem receber uma tosa sequer. Durante todo esse tempo, os pelos do cachorro foram crescendo e formando vários nós até se tornar um enorme emaranhando que passou a afetar a sua saúde.

Cãozinho viveu cerca de 10 anos sem ser tosado nem uma vez. (Foto: Reprodução / Facebook Amaze-Bobb)

No final de 2015, Bobb foi encontrado e levado pelo controle de animais, em Los Angeles, por conta das condições em que ele estava sendo mantido. Em seguida, o cachorro foi resgatado pelo grupo de resgate e cuidados Synergy Animal Rescue, que o levou para receber os cuidados específicos que precisava.

A primeira coisa feita foi tosar o animal e livrá-lo de todo aquele excesso de pelos que o estava mantendo preso e em um estado terrível. Porém a situação era mais grave do que todos imaginavam.

O cãozinho tinha tantos nós, que alguns simplesmente cortaram sua circulação em duas de suas patas, a esquerda de trás e a direita da frente, que estava praticamente pendurada, presa apenas pelos nós. Ambas as patas tiveram que ser amputadas.

Cãozinho hoje tem 13 anos e se adaptou muito bem a sua condição. (Foto: Reprodução / Facebook Amaze-Bobb)

O pequeno cachorro também precisou arrancar vários dentes, que estavam podres e em péssimo estado.

Depois de todo esse tratamento, Bobb era um cãozinho completamente diferente, tanto por fora quanto por dentro. Ele estava mais leve e mais feliz.

Uma mulher chamada Megan Lundberg se ofereceu para dar lar temporário para o pequeno animal. Porém, ela e seu marido se apaixonaram por Bobb e decidiram adotá-lo de vez.

Ele é muito feliz com sua nova família, que o ama muito. (Foto: Reprodução / Facebook Amaze-Bobb)

Hoje com 13 anos de idade, Bobb vive muito feliz com seus pais humanos, irmãos caninos e irmãos felinos em um lar cheio de amor. Ele passou por fisioterapia, se adaptou muito bem a sua nova condição e se acostumou a andar de um lado para o outro com duas patas, o que faz com muita facilidade e rapidez.

Fonte: The Animal Rescue Site / Facebook Amaze-Bobb

Homem mata cachorro do vizinho e tenta servir o animal como jantar para o tutor

por Andrezza Oestreicher — publicado 20 abr 2018 - 18:21

A crueldade humana contra os animais está atingindo níveis que nem conseguimos acreditar que possa ser verdade. Na Coreia do Sul, um homem matou o cachorro do vizinho, cozinhou o animal e convidou o próprio tutor para jantar.

Este caso terrível e absurdo de violência contra animais se tornou público depois que a família do cachorro assassinado publicou um pedido on-line pedindo apoio para garantir que o responsável pela morte do pet fosse severamente punido.

De acordo com a polícia local, o homem responsável pela morte do animal, um fazendeiro de 62 anos que não teve seu nome divulgado, confessou o crime e disse que matou o cachorro do vizinho por estar irritado com os constantes latidos do pet, que tinha dois anos de idade.

O criminoso contou que jogou uma pedra no cãozinho, um pequeno Corgi, e quando percebeu que o animal estava inconsciente o matou estrangulado. Em seguida, ele cozinhou o cachorro e chamou alguns vizinhos para dividir a “refeição”, incluindo o tutor do animal.

A família do cãozinho não tinha ideia do que tinha acontecido com o animal. Eles achavam que o pet estava desaparecido e chegaram a distribuir panfletos pedindo informações e oferecendo recompensas para quem encontrasse e devolvesse o cachorro.

Homem matou cachorro por estar irritado com os latidos do animal. (Foto: Reprodução / pets4homes)

De acordo com a filha dos tutores do cão, ela chegou a ir até a casa do responsável pela morte do animal, que fica três casas distante de onde o pet vivia. Ela disse que o homem a recebeu bem e foi simpático. “Quando cheguei à casa do homem, que fica a apenas três portas da nossa, ele expressou simpatia, prometendo nos informar se encontrasse o cachorro”, disse ela.

Ninguém desconfiava de nada. Porém, ela acredita que nessa época o fazendeiro já estava em posse do cão, vivo ou morto, em seu celeiro.

O criminoso ainda chegou a beber com o tutor do animal e confortá-lo sobre o sumiço do cão. Em seguida, ele convidou alguns vizinhos, inclusive o tutor, para comer carne de cachorro em sua casa.

O tutor não aceitou, pois não consome carne de cachorro. Porém, foi só depois deste convite que outro vizinho contou para a família o que realmente tinha acontecido com o pet.

Depois disso, o fazendeiro confessou seu crime para a polícia.

Apesar de o consumo de carne de cachorro ter diminuído bastante, ela ainda faz parte da culinária de uma parte dos sul-coreanos e mais de 1 milhão de cães ainda são consumidos na Coreia do Sul por ano.

O número está diminuindo graças à geração mais jovem, que está vendo cada vez mais os cães como animais de estimação e tornando o consumo da carne desses animais um verdadeiro tabu.

Fonte: The Guardian