Quebrando preconceitos: Pit Bulls e Condenados e Pit Boss

Programas do Animal Planet mostram o lado doce, amigo e leal dos Pit Bulls

por Samantha Kelly — publicado 8 fev 2013 - 8:18

Podemos falar sem nenhuma dúvida que as raças pertencentes ao grupo dos Pit Bulls (American Pit Bull Terrier, American Staffordshire Terrier e o Staffordshire Bull Terrier) são hoje as mais crucificadas e estigmatizadas. Um legado injusto com uma raça tão amiga e que um dia já foi considerada como o “cão babá” por sua paciência com crianças.

O problema maior com essa propagação de medo e de conceitos errados é o fato de os Pit Bulls estarem sofrendo as consequências pelo preconceito alheio.

Em alguns lugares do mundo, os Pit Bulls estão sendo banidos e são as raças mais difíceis de serem adotadas. Por esse motivo, muitos abrigos vão escolher eutanasiar primeiro o Pit Bull do que um cão de qualquer outra raça.

Segundo o Examiner, estima-se que 1 milhão de Pit Bulls sejam eutanasiados por anos nos Estados Unidos. Cerca de 75% dos abrigos precisam eutanasiar Pits assim que chegam, sem mesmo receberam a chance de serem adotados.

Um estudo da Animal People divulgou que para cada 1 Pit que encontra um lar, 599 são eutanasiados.

É o grupo mais explorado e negligenciado nas ilegais brigas de cães. Abusados ao limite e levando uma vida que é mais cruel e dolorosa que a própria eutanásia.

Por tudo isso, os programas de televisão Pit Bulls e Condenados e Pit Boss, do gênero reality show e que passam no canal Animal Planet, são vitais para a compreensão do público. Primeiro pelo seu alcance de espectadores e segundo por mostrar o lado verdadeiro dos cães, não o que é sempre disseminado na grande mídia, mas o seu lado dócil e leal.

Há um elemento importante em comum entre os dois programas: Possuem ex-presidiários e pessoas que um dia foram ligadas ao crime, mas hoje buscam aceitação, desejam fazer parte e dar a volta por cima.

São pessoas e cachorros que sofrem muito preconceito e são excluídos por erros do passado ou pintados como vilões pela mídia. O elo mais importante e que os conecta, Pits e homens, é a incompreensão de uma sociedade que nem sempre dá segundas chances.

 

Elenco do Pit Boss: Ronald Lee, Ashley Brooks, Sebastian Saraceno e Shorty na frente. Foto: Reprodução

Pit Boss

Shorty é um anão, protagonista do Pit Boss e proprietário da Shortywood Productions, uma agência que trabalha com artistas anãos. É um ex-presidiário que deu a volta por cima e além de seu negócio ligado ao entretenimento, dedica parte de sua vida à causa dos Pits com a Shorty’s Pit Bull Rescue, grupo que resgata, reabilita e realoca Pits que são negligenciados em lares.

Ele possui cães da raça Pit Bull desde os 14 anos e credita sua vida atual aos seus amigos caninos que já “salvaram sua vida” nos momentos mais difíceis. Hoje ele tem 5 Pits e um deles, que sempre aparece, chama-se Hércules e é um cão de serviço, auxiliando Shorty  com seus problemas de coluna.

 

Tia Torres e um de seus cães no rancho Villalobos Rescue Center em Agua Dulce. Foto: Reprodução

Pit Bulls e Condenados

 

Tia Torres, treinadora de Pit Bulls e fundadora do Villalobos Rescue Center em Agua Dulce, Califórnia, o maior centro de reabilitalçao de Pit Bulls nos Estados Unidos. Ela trabalha com 200 Pit Bulls e conta com a ajuda de meia dúzia de ex-condenados em condicional, oferecendo tanto ao melhor amigo do homem quanto aos homens uma chance de redenção.

Segundo Tia, “Não são muitos que estão disponíveis a dar uma segunda chance para ex-condenados. Mas eu dei. E agora os “bad boys” da sociedade conhecem os pseudo “bad boys” do mundo canino e boom! Criam mágica juntos. Eles trazem um lado de cada um mais doce, amoroso e e inacreditavelmente tocante”

 

Informações dos programas foram retiradas do site do canal Animal Planet.

Cachorrinho não sai de perto de irmã morta e nem deixa ninguém se aproximar

por Andrezza Oestreicher — publicado 18 dez 2017 - 9:31

A fidelidade dos cães é algo impressionante, eles sempre ficam do lado daqueles que amam, independente de serem humanos ou outros animais.

Em Palmas, um caso que prova essa enorme fidelidade tocou o coração de muitas pessoas que passavam pela Avenida Palmas Brasil.

Os irmãos caninos Bebel e Bob aproveitaram o momento em que seu tutor estava com a garagem aberta saindo com o carro para fugir de casa. A tutora Ana Paula Rodrigues não se desesperou,

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Cachorro que teve as patas cortadas com uma espada ganha próteses

por Andrezza Oestreicher — publicado 16 dez 2017 - 18:39

A cada caso de violência que tomamos conhecimento ficamos mais impressionados em como os cães são seres evoluídos e como eles são capazes de se adaptar. O cachorro Cola é uma prova disso.

Cola é um cão SRD (sem raça definida, vira-lata) que vivia nas ruas de Bangkok, rodando sempre pela mesma região. Um dia, o cão teve suas patas dianteiras cortadas com uma espada por um homem que morava no mesmo bairro em que o cão costumava ficar.

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Cadelinha adotada é seguida por ovelhas da família e se torna a líder dos animais

por Andrezza Oestreicher — publicado 16 dez 2017 - 9:30

A cadelinha Lady é da raça Basset Hound, que foi resgatada por um abrigo e adotada por sua família há três anos. Por conta de seu passado, que não é tão conhecido, a cadelinha tinha muito medo e chegava até a ser agressiva com outras pessoas, porém, as companhias certas fizeram com que Lady se abrisse mais para a sua nova família e ficasse mais tranquila e leve.

Na nova casa, os tutores Michael Jobson e Fiona Morton não conseguiam levá-la para passear no parque,

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Cachorrinho não sai de perto de irmã morta e nem deixa ninguém se aproximar

por Andrezza Oestreicher — publicado 18 dez 2017 - 9:31

A fidelidade dos cães é algo impressionante, eles sempre ficam do lado daqueles que amam, independente de serem humanos ou outros animais.

Em Palmas, um caso que prova essa enorme fidelidade tocou o coração de muitas pessoas que passavam pela Avenida Palmas Brasil.

Cachorro não sai de perto de cadelinha que morreu atropelada. (Foto: Reprodução / G1 / Nice Regina)

Os irmãos caninos Bebel e Bob aproveitaram o momento em que seu tutor estava com a garagem aberta saindo com o carro para fugir de casa. A tutora Ana Paula Rodrigues não se desesperou, pois isso já tinha acontecido antes e os cachorros logo voltaram para casa.

Porém, dessa vez algo muito triste aconteceu. Bebel, cadelinha que já fazia parte da família há 10 anos, foi atropelada e acabou falecendo no canteiro central da Avenida Palmas Brasil, em Palmas, no Tocantins.

Bob, como um ótimo exemplo de cão fiel e companheiro, não saiu de perto de sua irmãzinha e também não deixava ninguém se aproximar.

Tocada com a situação, gerente comercial Nice Regina Santos ficou por cerca de 10 minutos tentando se aproximar dos animais e chamando o cão que estava vivo, ela ainda fez um vídeo mostrando que Bob não se afastava de sua irmã.

“O que mais me emocionou foi ele não abandoná-la, proteger e não querer sair de perto”, contou Nice, que publicou o vídeo nas redes sociais.

Além de não abandonar a irmã canina, o cãozinho não deixava ninguém se aproximar. (Foto: Reprodução / G1 / Nice Regina)

Foi através da publicação do vídeo que Ana Paula descobriu o motivo pelo qual seus cães não tinham voltado para casa. “O atropelamento aconteceu à tarde, quando foi às 22h30, eu estava nas redes sociais e vi o vídeo. Já vi que eram eles. Eu entrei em desespero, peguei o carro e fui buscá-la para fazer o enterro”, contou a tutora, explicando que Bob tinha voltado sozinho para casa apenas um pouco antes disso.

“Tudo o que ele fazia era com ela. Depois da morte da Bebel, ele ficou triste, fica uivando à noite chamando ela. Durante o dia, fica só deitado na cadeira. A família também sentiu muito. Na minha casa eu nunca estava sozinha, porque onde eu ia, a Bebel me acompanhava”, disse a tutora emocionada afirmando que os animais eram muito companheiros e viviam grudados.

Fonte: G1

Cachorro que teve as patas cortadas com uma espada ganha próteses

por Andrezza Oestreicher — publicado 16 dez 2017 - 18:39

A cada caso de violência que tomamos conhecimento ficamos mais impressionados em como os cães são seres evoluídos e como eles são capazes de se adaptar. O cachorro Cola é uma prova disso.

Cola é um cão SRD (sem raça definida, vira-lata) que vivia nas ruas de Bangkok, rodando sempre pela mesma região. Um dia, o cão teve suas patas dianteiras cortadas com uma espada por um homem que morava no mesmo bairro em que o cão costumava ficar.

Cachorro teve suas patas dianteiras mutiladas com uma espada. (Foto: Reprodução / Lillian Suwanrumpha / AFP)

Cola foi mutilado depois que mordeu os sapatos do responsável pela violência.

O cão foi resgatado e cuidado por um britânico, chamado Johm Dalley, que vive na Tailândia há alguns anos. Cola foi levado para viver com seu salvador em Phuket, um balneário localizado no sul do país, onde o homem decidiu criar uma associação dedicada aos cães de ruas chamada “Soi Dogs” (soi significa rua em tailandês).

Hoje, um ano depois, Cola já consegue correr e se divertir bastante novamente. O cachorro recebeu próteses parecidas com as utilizadas por atletas paraolímpicos. O cão ganhou o aparato depois que Johm recorreu a uma empresa é especializada em próteses humanas e tudo foi feito sob medida para Cola.

Hoje, o cão está bem adaptado e muito feliz com suas novas próteses. (Foto: Reprodução / Lillian Suwanrumpha / AFP)

“Queríamos conseguir uma prótese que não fosse muito pesada, um pouco flexível ao nível do pé”, contou Teddy Fagerstrom, diretor do laboratório de ortopedia responsável pelas próteses de Cola.

Essa foi a primeira prótese feita pela empresa para cães e, segundo Teddy Fagerstrom, Cola é o primeiro animal a usar próteses parecidas com as de atletas paralímpicos.

Johm garante que Cola se adaptou muito bem com as suas novas próteses e hoje é um cão muito feliz.

Fonte: Correio Braziliense