Será o fim do cão farejador?

por Samantha Kelly — publicado 14 ago 2012 - 8:00

Será o fim do cão farejador?

O poderoso senso olfativo de um cachorro é reconhecido cientificamente e ajuda polícias e equipes de segurança no mundo inteiro a encontrar drogas, explosivos e pessoas. Porém, há questionamentos que sugerem um melhor substituto para o cachorro nessa tarefa.

Levando em consideração a variedade de substâncias que os cachorros podem detectar, eles são indispensáveis para investigações no fornecimento de pistas.

Mesmo assim, cientistas estão se perguntando se o cachorro é de fato a melhor escolha. “Como os humanos, os cachorros se cansam, ficam entediados e precisam de pausas.” afirma o professor Ken Grattan.

A equipe de Grattan está trabalhando em um robô programado para sentir diferentes substâncias, chegando a ultrapassar o cachorro na localização de substâncias ilegais.

“Todo cão farejador precisa ter um treinador, então há o custo da pessoa e do cachorro. Se você puder automatizar esse processo, a grande vantagem é que vários robôs poderão trabalhar 24 horas por dia,” continua Grattan.

Os sensores consistem em fibras óticas cobertas quimicamente. A cobertura química é desenvolvida para brilhar quando entrar em contato com a substância procurada.

No entanto, como todos os narizes artificiais, há três pontos negativos:

Não cheira por conta própria, ou seja, só detecta odores que os cientistas designaram; o nariz do robô tem dificuldades em transmitir diferentes combinações de substâncias, o que pode ser vital; o catálogo de substâncias químicas é incompleto.

Por isso, alguns especialistas ainda acreditam que a resposta está no mundo natural.

“A vantagem do animal, é que eles desenvolveram através da evolução uma maneira otimizada de identificar odores, categorizando-os e colocando-os em padrões. Se nós entendêssemos isso, nós poderíamos construir um mecanismo que pudesse fazer o mesmo.”, segundo Gary Beauchamp.

Apesar das pesquisas sugerirem que o olfato comunica tanto quanto qualquer outro estímulo sensorial, o senso olfativo – o estudo do cheiro – ainda permanece incompreendido.

“Nós ainda não sabemos como construir um mundo de cheiros da mesma maneira como fazemos com a visão e a audição”, diz Beauchamp.

Cientistas sabem que humanos possuem milhões de receptores olfativos, mas não compreendem como as moléculas que fazem o cheiro interagem com os receptores, ou como o cérebro interpreta essas interações.

Apesar do constante progresso, as limitações estão fazendo com que muitos cientistas foquem em como usar a tecnologia para aproveitar o sistema de odores presente na natureza, ao invés de desenvolver tecnologias que tentem copiar.

No leste africano, uma companhia Belga que trabalha em zonas de conflito, treinou ratos gigantes para encontrar o cheiro de campos minados. Os ratos possuem a vantagem de serem leves o suficiente para não tropeçarem nas minas.

Pesquisadores provaram que é possível treinar traças para achar cannabis.

 

Abelhas farejadoras.

 

Mas são as humildes abelhas que encabeçam a pesquisa no auxilio da detecção de cadáveres, drogas, explosivos e dinheiro falso.

“O algorismo inerente associado com o cérebro da abelha, assim como suas antenas, coletivamente são um sensor. Nós só precisavamos descobrir uma maneira de extrair o sinal do sensor.” diz Robert Wingo, do Laboratório Natural Los Alamos.

Wingo e seu time de pesquisadores acabou de finalizar um estudo bem sucedido de três anos sobre a habilidade das abelhas de farejarem ameaças de segurança.

E os cientistas estão chegando a conclusão que os insetos aprendem mais rápido que os cachorros. Usando métodos simples de treinamento Pavlovian, as abelhas podem ser treinadas para associar uma variedade de odores com fontes alimentares.

“Eu aperto um botão para dar à abelha um odor, então uso um algodão para colocar açúcar em suas antenas. Quando elas colocam as línguas para fora você pode alimentá-las. Associando o açúcar com o cheiro elas irão aprender.”, diz Stacey Kendall, cientista de bio-sensores.

Uma abelha pode ser treinada para reagir a um único odor em apenas seis segundos, apesar do ciclo poder se repetir por até cinco vezes, em caso de abelhas que aprendam devagar.

Para detectar um odor específico, como explosivos, abelhas treinadas são colocadas em um detector segurado à mão.

As abelhas estendem suas línguas aguardando a comida, quando elas detectam o odor alvo. O detector é equipado com câmeras e softwares de computador que traduzem as respostas das abelhas e guiam os treinadores humanos para a fonte.

Wingo está convencido no potencial das abelhas “Nós usamos nosso sistema baseado nas abelhas para detectar explosivos. Uma vez nós as treinamos para me detectar. Nós fizemos um teste com alguns voluntários, e nós movemos nossa caixa sensor para cima e para baixo, e como esperado, elas me detectaram.”

Esse sucesso pode trazer um futuro em que abelhas farejadoras serão muito mais comuns do que cachorros em cenas de crime.

 

Texto traduzido por Portal do Dog : BBC

 

 

Cães treinados trabalharam no processo de buscas após incêndio da Grenfell Tower, em Londres

por Andrezza Oestreicher — publicado 21 jun 2017 - 18:15

Na madrugada do dia 14 de junho, um grande e trágico incêndio tomou conta de um prédio residencial de 24 andares localizado em Londres, o Grenfell Tower, e causou a morte de mais de 70 pessoas.

Bombeiros e policiais começaram a trabalhar o mais rápido possível para apagar o fogo e começar as buscas por sobreviventes. E foi aí que começou a participação de cães de serviço.

Cachorros especialmente treinados ajudaram no lento e meticuloso processo de busca.

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Apesar de rumores, festival anual em Yulin segue vendendo carne de cachorro e gato

por Samantha Kelly — publicado 21 jun 2017 - 16:14

Ativistas em todo o mundo comemoraram quando a Humane Society International (HSI) declarou que o governo chinês iria banir o consumo de carne de cachorro no controverso festival de Yulin.

Há 10 anos o festival oferece aos participantes carne canina e felina como opções no menu. Estima-se que nos 10 dias de funcionamento do evento ele abata, por ano, uma média de 10 mil cães e gatos.

Em entrevista para a BBC,

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Cachorrinho vai até pet shop buscar sua ração sozinho

por Andrezza Oestreicher — publicado 21 jun 2017 - 8:53

Quando nós estamos precisando de alguma comida vamos até o supermercado sozinhos para comprar e quando a comida de nossos animais acabam nós fazemos o mesmo.

Porém, o cachorrinho Pituco, que vive com sua família na cidade de Paraí, no Rio Grande do Sul, parece que não gosta de esperar pelos seus tutores e prefere ir sozinho atrás de mais comida.

O pequeno cachorro sempre vai até uma pet shop próximo de sua casa sozinho para buscar sua ração.

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Cães treinados trabalharam no processo de buscas após incêndio da Grenfell Tower, em Londres

por Andrezza Oestreicher — publicado 21 jun 2017 - 18:15

Na madrugada do dia 14 de junho, um grande e trágico incêndio tomou conta de um prédio residencial de 24 andares localizado em Londres, o Grenfell Tower, e causou a morte de mais de 70 pessoas.

Bombeiros e policiais começaram a trabalhar o mais rápido possível para apagar o fogo e começar as buscas por sobreviventes. E foi aí que começou a participação de cães de serviço.

Cães treinados trabalharam junto com bombeiros e policiais após a tragédia. (Foto: Reprodução / Metro UK / PA)

Cachorros especialmente treinados ajudaram no lento e meticuloso processo de busca. Os cães foram essenciais neste caso, principalmente para acessar os pisos superiores e locais que os humanos não conseguiriam. Pois como o prédio estava bastante danificado, os animais causariam menos danos, por serem menores e mais leves do que os humanos.

Assim como os bombeiros humanos, as equipes caninas da London Fire Brigade que estiveram no local e entraram no prédio receberam equipamentos especializados de segurança, incluindo proteção para as patas.

Apesar de parecer uma tarefa bastante perigosa, os cães foram o tempo inteiro assistidos pelos bombeiros e não sofreram nenhum dano ou ferimentos por conta do trabalho realizado no prédio, em meio aos escombros.

Os cães foram assistidos pelos bombeiros e não sofreram nenhum dano. (Foto: Reprodução / Metro UK / Getty)

Os cães que trabalharam no local também são treinados para identificar uma variedade de substâncias inflamáveis. Porém, nada foi encontrado pelos animais.

Fonte: Metro UK

Apesar de rumores, festival anual em Yulin segue vendendo carne de cachorro e gato

por Samantha Kelly — publicado 21 jun 2017 - 16:14

Ativistas em todo o mundo comemoraram quando a Humane Society International (HSI) declarou que o governo chinês iria banir o consumo de carne de cachorro no controverso festival de Yulin.

Há 10 anos o festival oferece aos participantes carne canina e felina como opções no menu. Estima-se que nos 10 dias de funcionamento do evento ele abata, por ano, uma média de 10 mil cães e gatos.

Em entrevista para a BBC, infelizmente donos de barraquinhas e restaurantes locais confirmaram que tudo seguirá exatamente como nos outros anos e que não houve nenhum comunicado oficial quanto a questão de venda de carne canina e felina por parte nem do governo chinês, nem dos organizadores do evento.

Há uma forte presença policial nas ruas para evitar que ativistas querendo salvar os animais e vendedores entrem em conflito.

Devido a repercussão negativa que o festival atrai todos os anos, as autoridades locais baniram o abate público de cães em 2016 para evitar mais protestos.

O governo de Yulin declarou repetidamente que não organiza o evento e, por isso, não poderia proibir a presença dos cachorros. Em adição, o país não proíbe o consumo de carne de de cães e gatos.

Mesmo com os contratempos, o trabalho não para e ontem (20), após 10 horas de negociações, um grupo parceiro da HSI conseguiu parar um caminhão e salvar mais de 800 cães e alguns gatos que estavam indo em direção de Guangzhou, o maior centro de venda de carne de cães e gatos do mundo.

Cães sendo resgatados esse ano pela Humane Society International (HSI). Foto: Reprodução HSI/ Facebook

 

Entendendo o impasse

O consumo do carne canina é muito comum e aceito culturalmente em países como a China e Coréia do Sul, sendo até recomendado nos meses mais quentes do ano.

Os locais que consomem carne de cachorro reclamam que qualquer proibição seria uma imposição de costumes estrangeiros, e que os animais são abatidos de forma humana.

Já ativistas garantem que muitos cães e gatos são roubados de residências para serem usados como comida, que são transportados em pequenas gaiolas e abatidos de forma cruel.

Além da pressão ocidental, muitos chineses têm mudado de opinião quanto ao costume, principalmente porque hoje a China possui 62 milhões de cachorros registrados como animais de estimação.

Cães pendurados e prontos para o consumo na China. Foto: AFP