Série “Criadas por Animais” investiga criança criada como bicho

por Samantha Kelly — publicado 14 set 2012 - 8:13

Oxana (à esq.), ucraniana criada por cães, em entrevista à antropóloga Mary Ann Ochota, da série “Criadas por Animais”. (Divulgação)

 

Por trás de histórias como as de Tarzan e de Rômulo e Remo existem casos reais e atuais de crianças que cresceram sem contato humano, apenas com outros animais.

A nova série em três episódios “Criadas por Animais” no Animal Planet investiga e mostra casos verídicos e seus personagens.

A apresentadora Mary Ann Ochota, antropóloga britânica, viaja até lugares como Uganda, Ucrânia e Fiji em busca de testemunhas oculares, imagens e explicações.

Em entrevista coletiva concedida por teleconferência, Mary Ann disse que “é difícil saber quantos casos existem. Muitos são antigos e outros mantidos em segredo”. Por isso é que filmou apenas três programas. “São raros os casos em que é possível saber a história real, genuína.”

O primeiro episódio é sobre John, um menino que viveu com macacos nas florestas de Uganda. O segundo episódio mostra o drama de Oxana, uma garota ucraniana que, abandonada por sua mãe alcoólatra, achou companhia entre cães. O último episódio exibe a história de Sujit, em Fiji, que viveu trancado com galinhas.

Em todos os casos, o desenvolvimento da fala, do andar, do comer, do convívio e da confiança nos outros é gravemente comprometido devido à falta de estimulação em períodos críticos. “Isso mostra o quão vulneráveis são as crianças”, afirma Mary Ann.

A psicóloga e especialista em comportamento animal Nancy Segal, da Universidade Estadual da Califórnia (EUA), acrescenta dois casos. “Um é o de Genie, que foi criada pelos pais em isolamento social. O outro é o de Victor, um francês que cresceu em ambiente selvagem.” Ela explicou à Folha que ambos adquiriram algum vocabulário, sem apresentar gramática.

A dificuldade dessas crianças com a fala ocorre porque há um período crítico, influenciado pelo instinto, para que uma habilidade como a linguagem possa se desenvolver com a ajuda de um estímulo. Se esse período passa, a aprendizagem é dificultada ou pode até não ocorrer.

“A resposta geral das crianças reencontradas é confusão e medo”, disse Mary Ann. “O garoto de Uganda fugiu várias vezes do orfanato para voltar para a floresta.”

As crianças só mostraram progresso na reabilitação após criarem vínculos com alguém em especial.

A psicóloga e etóloga Vera Bussab, especialista em vinculação mãe-bebê da USP, salienta que “a predisposição natural humana para a vinculação afetiva está presente desde antes do nascimento”.

“A motivação para a interação, o reconhecimento precoce da mãe e a expressão de emoções positivas frente à proximidade dela são indicadores dessa predisposição instintiva ao vínculo.”
Mary Ann destaca “o quanto os animais foram importantes para as crianças sobreviverem emocionalmente”.

Para ela, “os macacos em Uganda estão acostumados com humanos e até toleraram John no seu grupo, mas não cuidaram dele ativamente”.

Vera diz que “a própria adoção de filhotes de uma espécie por outra mostra uma abundância de instintos de cuidar. E a aceitação de condições substitutivas, nas quais os filhotes aproveitam ao máximo essa maternidade, supre dificuldades emocionais no crescimento”.

 

Ficção e Realidade

O tema de crianças criadas por animais é comum em histórias e filmes. Mary Ann diz que isso ocorre “porque nos mostra do que precisamos como humanos”.

“Os estereótipos dessas histórias são compreensíveis, mas não se trata de uma volta romanceada ao jardim do Éden. Na realidade, elas passam fome, frio e se esforçam ao máximo para sobreviver.”

Segundo Vera, não é por acaso que a sobrevivência de crianças pequenas sob os cuidados de outros animais intriga a todos nós. “Há um reconhecimento implícito da dependência especial que o recém-nascido humano tem dos cuidados fornecidos pelo pai e pela mãe.”

 

Fonte

Com medo da violência, policial leva cães que viviam em UPP para abrigo

por Andrezza Oestreicher — publicado 19 out 2017 - 18:33

Nós já falamos bastante sobre a crescente da violência no Rio de Janeiro e como isso vem afetando cada vez mais os animais.

A situação está tão grave, que dois cãezinhos que viviam em uma UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) na Zona Norte da cidade, foram retirados do local e levados para um abrigo por um policial, que estava com medo de que os animais se tornassem alvos por serem cuidados pelos PMs.

De acordo com funcionários da Fazenda Modelo,

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Paul McCartney apoia campanha da PETA em prol de 150 cachorros

por Andrezza Oestreicher — publicado 19 out 2017 - 9:32

A PETA (People for the Ethical Treatment of Animals, em português “Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais”) é a maior organização de direitos dos animais no mundo, com mais de 6,5 milhões de membros e apoiadores.

Este mês, a organização ganhou um apoio de peso em uma de suas campanhas. O cantor Paul McCartney se juntou à PETA para ajudar cerca de 150 cachorros que estão sendo negligenciados por uma empresa nos Estados Unidos.

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Cachorro fica em incêndio e protege rebanho de cabras da família

por Andrezza Oestreicher — publicado 18 out 2017 - 9:21

Quanto mais nós conhecemos novos cachorros e ficamos sabendo das diferentes histórias envolvendo estes animais pelo mundo todo, mais nós nos encantamos e nos surpreendemos com a quantidade de amor e lealdade que eles são capazes de oferecer.

No condado de Sonoma, na Califórnia, um cachorro se arriscou durante um grande incêndio para proteger o rebanho de cabras de sua família.

De acordo com Roland Hendel, proprietário do lugar, ele não teve tempo de salvar todos os membros de sua família do fogo.

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Com medo da violência, policial leva cães que viviam em UPP para abrigo

por Andrezza Oestreicher — publicado 19 out 2017 - 18:33

Nós já falamos bastante sobre a crescente da violência no Rio de Janeiro e como isso vem afetando cada vez mais os animais.

A situação está tão grave, que dois cãezinhos que viviam em uma UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) na Zona Norte da cidade, foram retirados do local e levados para um abrigo por um policial, que estava com medo de que os animais se tornassem alvos por serem cuidados pelos PMs.

Policial ficou com medo de que os cães fossem alvo da violência e os levou para abrigo. (Foto: Reprodução / Facebook Indefesos)

De acordo com funcionários da Fazenda Modelo, abrigo municipal de animais em Guaratiba para onde os cães foram levados, o policial informou que os cachorrinhos, um casal de vira-latas de cerca de três anos de idade, viviam na UPP de Benfica (o policial não especificou qual) desde filhotes e eram cuidados pelos PMs.

Porém, com o “clima de guerra” que tomou conta da favela, o policial ficou com medo de que os cachorros se tornassem alvos de alguma violência, já que eles eram praticamente mascotes da UPP e estavam associados aos PMs.

Ao saber do caso dos vira-latas, Rosana Guerra, protetora animal que faz parte do Grupo Indefesos e faz trabalhos voluntários na Fazenda Modelo, divulgou a história dos cães em uma rede social.

“Eles são animais muito dóceis. Conquistaram todo mundo. E com certeza eram muito bem cuidados, pois estavam gordinhos, com pelos brilhosos e pareciam muito felizes. Tinham um lar. Infelizmente, foram separados. Podemos dizer que eles foram vítimas desta violência horrível do Rio de Janeiro”, afirmou Rosana.

A cadelinha teve oito filhotes e está com os bebês em um lar temporário. (Foto: Reprodução / Leo Martins / Agência O Globo)

Porém, a história teve um lado feliz.

A cadelinha, que recebeu o nome de Bela, estava prenhe. Ela teve seus oito filhotes em um lugar seguro, recebeu todos os cuidados necessários e foi encaminhada para um lar temporário junto com seus bebês. A família vai ficar lá até todos eles estarem prontos para serem colocados para adoção.

Já o macho, que recebeu o nome de Fera, foi adotado, ganhou uma nova família e se mudou para a Zona Sul da cidade.

Fonte: O Globo

Paul McCartney apoia campanha da PETA em prol de 150 cachorros

por Andrezza Oestreicher — publicado 19 out 2017 - 9:32

A PETA (People for the Ethical Treatment of Animals, em português “Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais”) é a maior organização de direitos dos animais no mundo, com mais de 6,5 milhões de membros e apoiadores.

Este mês, a organização ganhou um apoio de peso em uma de suas campanhas. O cantor Paul McCartney se juntou à PETA para ajudar cerca de 150 cachorros que estão sendo negligenciados por uma empresa nos Estados Unidos.

Paul McCartney está tentando ajudar a PETA a salvar 150 cães da raça Galgo. (Foto: Reprodução / Kamil Krzaczynski / AFP)

De acordo com a PETA, um grupo de cães aposentados da raça Galgo, que eram utilizados em corridas, vem sendo maltratado no interior da The Pet Blood Bank, empresa fixada no Texas que distribui produtos sanguíneos caninos utilizados em transfusões veterinárias.

Os cães são utilizados pela empresa com fontes de sangue. A raça foi escolhida por apresentar com mais facilidade um tipo sanguíneo universal e funcionários do local chegam a retirar sangue dos cachorros várias vezes por mês.

Uma matéria feita em parceria com a PETA e publicada no The Washington Post apresentou detalhes de como os cães vivem no interior da empresa, em instalações inadequadas e espaços bem pequenos e descuidados. Além disso, fotografias feitas do local e dos animais por um ex-funcionário da The Pet Blood Bank mostram também que os cães estão desnutridos.

Fotos feitas por um ex-funcionário da empresa mostram as péssimas condições do local onde os cães vivem. (Foto: Reprodução / The Washington Post / PETA)

A PETA afirma ainda que muitos destes animais estão com diversos problemas de saúde por conta das condições em que vivem e da falta de cuidados.

No dia 10 de outubro, Paul McCartney escreveu uma carta para James Wiltz, CEO da Patterson Veterinary Supply, empresa que distribui os produtos do The Pet Blood Bank. A carta pede melhores cuidados para os cães e que eles sejam doados, para que finalmente possam ir para lares amorosos. A carta foi escrita e divulgada depois que a Patterson Veterinary Supply não cumpriu com sua promessa de que iria garantir que os cães receberiam melhores cuidados.

Os cachorros que vivem na empresa estão desnutridos e muitos apresentam problemas de saúde. (Foto: Reprodução / The Washington Post / PETA)

Confira uma tradução (livre) da carta escrita por Sir Paul McCartney:

“Prezado Sr. Wiltz,

Eu estou escrevendo para apelar para você intensificar, cumprir sua promessa anterior e resgatar os cães cujo sangue sua empresa tem usado há muitos anos, sabendo que esses 150 cães ou mais – que foram permitidos que chegassem a uma forma assustadora e que agora são mantidos em condições bem distantes do ideal, ajudaram seus negócios ao custo de seu bem-estar.

Tive cães desde que eu era um menino e amei todos eles, inclusive Martha, que foi minha companheira por cerca de 15 anos e sobre quem escrevi a música “Martha, My Dear”. Tenho certeza que você sabe que os cães precisam de carinho e uma cama confortável para repousar, calor no inverno, a oportunidade de correr e brincar, e assim como você e eu, eles desejam felicidade e companheirismo.

Eu me junto aos meus amigos da PETA para solicitar que você livre esses Galgos e que eles sejam afastados das condições áridas e enfadonhas em que são mantidos, isolados e sozinhos, alguns deles chorando com a aproximação da pessoa que vem tomar seu sangue por repetidas vezes. Eles tiveram uma vida difícil na pista de corrida, e eles vão morrer sem amor se forem deixados onde estão. Eu vi fotos de como eles sofreram com unhas que cresceram de volta para as almofadas das patas, bem como de gengivas infectadas e dentes apodrecidos, e me disseram que alguns aparentemente morreram por falta de água.

Pessoas boas, socorristas de Galgos profissionais, estão preparados para colocar esses cachorros em boas casas e transportá-los para essas casas, sem nenhum custo para ninguém. Faça o que é certo e ganhe o apoio de todos os veterinários gentis e todas as almas bondosas em todo o mundo.

Estou ansioso por notícias suas.

Atenciosamente,

Sir Paul McCartney”.

Carta original escrita por Paul McCartney. (Foto: Reprodução / PETA)

Fonte: 943 Jack FM / Billboard