Ter bicho é muito bom

por Samantha Kelly — publicado 17 jul 2012 - 19:36

 

Uma casa iluminada, com uma decoração afetiva, quintal gostoso e plantas prazerosamente cultivadas já tem muitos ingredientes para ser um lar feliz. No entanto, basta somar um elemento e essa receita ganha ainda mais energia e vitalidade. Está comprovado cientificamente: ter um bicho em casa contribui – e muito – para uma rotina antiestresse, cheia de qualidade de vida.

Não é à toa que o Brasil tem hoje 32 milhões de cães e 16 milhões de gatos, de acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Alimentos para Animais de Estimação, a Anfal Pet – isso, sem contar outros bichos. São números que não param de se multiplicar, assim como as histórias que você já deve ter ouvido sobre essa relação de amor incondicional: animais amam seus donos sem julgar seus defeitos – e é por isso que muita gente anda se rendendo a tantos miados e latidos.

Esse é apenas um dos pretextos básicos para ser seduzido por um deles.No mínimo, ter um pet eleva a autoestima humana e transmite segurança a quem está por perto.A explicação é biológica: envolver-se coma natureza traz essa sensação de estabilidade.“Esse contato nos revitaliza física e emocionalmente”, frisa a psicóloga paulista Denise Gimenez Ramos, coautora do livro Os animais e a psique.

Fato é que, se você mora em uma casa, então, tem ainda mais motivos para adotar um bichinho.“Com certeza, um animal estará mais feliz em contato coma natureza, em um quintal, por exemplo, fora de um lugar fechado como o apartamento”, aponta Denise Gimenez. Afinal,a natureza também traz conforto biológico a eles, é seu hábitat primitivo.E assim, a relação entre humanos e animais não causa distúrbios aos dois.“É comum pessoas humanizarem bichos, o que faz mal a ambos”, afirma a especialista. Por isso, é preciso limitar um espaço para o animal descansar, que não seja fora de casa, mas que também não seja no quarto dos donos, por exemplo.

Territórios estabelecidos, é a vez de preparar a casa para recebê-los, observando detalhes importantes. Plantas tóxicas, como espirradeira ou comigo-ninguém-pode, devem ser evitadas no jardim. Já dentro de casa, manter a lixeira e materiais de limpeza longe dos animais é outro conselho da veterinária mestre e doutora em psicologia animal Hannelore Fuchs, de São Paulo, também especialista em comportamento humano.“Animais pequenos gostam de cordas, então, é importante mantê-los distantes da fiação elétrica”, orienta. Na decoração, ela ainda indica retirar objetos quebráveis e controles remotos, para ninguém se decepcionar depois.

Além disso, é preciso educá-los para não roer móveis nem destruir a casa na ausência dos donos. Investir tempo e afeto na relação também ajuda a evitar distúrbios de comportamento.“ Animais precisam de companhia, assim como todos os seres vivos, para serem felizes”, lembra a veterinária paulista Irvênia Prada, professora de neuranatomia da Faculdade de Medicina Veterinária da USP e autora do livro A alma dos animais.

 

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