Universidade Federal Fluminense cria projeto para operar cães de focinho curto com preço até 80% menor

Com o valor cobrado pela Universidade, mais pessoas podem oferecer a cirurgia aos seus pets, que passam a respirar bem e ter uma melhor qualidade de vida

por Andrezza Oestreicher — publicado 2 fev 2016 - 14:38

Cães de raças como bulldog francês e inglês, pug, shih-tzu e boxer são extremamente fofinhos, não é verdade? Muita gente acha que o maior charme deles é o focinho curto (ou achatado, como também podem ser chamados), um dos pontos que todas essas raças têm em comum.

Porém, esse “charme” também pode trazer alguns problemas de saúde para os bichinhos. Um grande número de animais dessas raças, e mais outras de focinho curto, sofrem de Síndrome Braquicefálica.

Cães de focinho curto sofrem de Síndrome Braquicefálica. (Foto: Reprodução / Love Pet Food)

Cães de focinho curto sofrem de Síndrome Braquicefálica. (Foto: Reprodução / Love Pet Food)

Essa síndrome afeta diferentes áreas do trato respiratório por conta das alterações na anatomia dos animais, o que acaba dificultando a respiração desses cães, podendo causar até a morte do animal.

Sabe aquela sensação de podemos sentir perto de animais dessas raças de que eles estão com a respiração muito forte ou de que eles não estão conseguindo respirar direito? Pois é mais ou menos isso.

Para que esses animais passem a respirar melhor, com mais facilidade e tenham uma melhor qualidade de vida, a saída é cirurgia. Ela se chama rinoplastia e consiste na abertura da narina dos cães (ao final da operação o cão sai apenas com pequenos pontinhos nas narinas). Porém o custo dela é muito elevado, podendo custar até R$ 2,5 mil em clínicas veterinárias particulares.

Durante a cirurgia um pedacinho da lateral do nariz do animal é tirado. (Foto: Reprodução / Ville Chamonix)

Durante a cirurgia um pedacinho da lateral do nariz do animal é tirado. (Foto: Reprodução / Ville Chamonix)

Pensando no grande número de tutores que não podem pagar esses altos valores, mas se preocupam com a saúde do seu cão e apreensivos por conta no aumento no número de casos de mortes de cães no Rio devido à síndrome, professores do curso de Medicina Veterinária da Universidade Federal Fluminense (UFF) criaram o Projeto Narizinho.

O projeto da Universidade do Rio de Janeiro cobra um valor até 80% mais baixo do que é cobrado em clínicas particulares, com isso um maior número de animais podem passar pelo procedimento e ter uma qualidade de vida e saúde bem melhor.

Cão com a narina esquerda operada e com pontinho e a direita ainda normal, impedindo uma boa respiração. (Foto: Reprodução / Medicina Veterinária - Animais de companhia)

Cão com a narina esquerda operada e com pontinho e a direita ainda normal, impedindo uma boa respiração. (Foto: Reprodução / Medicina Veterinária – Animais de companhia)

A operação feita pelo projeto custa cerca de R$ 500, mas esse valor não é da cirurgia em si, ele cobre apenas os exames necessários para checar a saúde do animal e se ele está apto para a cirurgia. A operação sai de graça.

Após a cirurgia, os animais que costumavam cansar rápido, não aguentar muita brincadeira, se engasgavam na hora de se alimentar e roncavam bastante, passam a respirar melhor e com isso vem também uma melhoria na qualidade de vida e saúde. Com a respiração normalizada, os animais conseguem brincar mais, dormir melhor e se alimentar sem maiores perigos.

Antes da cirurgia, com as narinas ainda normais e após a cirurgia, com as narinas mais abertas possibilitando uma melhor respiração. (Foto: Reprodução / Bulldog Apollo)

Antes da cirurgia, com as narinas ainda normais e após a cirurgia, com as narinas mais abertas possibilitando uma melhor respiração. (Foto: Reprodução / Bulldog Apollo)

Para quem mora no Rio de Janeiro e quer mais informações ou entrar para a fila de espera da cirurgia ligar para o número (21) 98025-6745 ou ir diretamente até a Universidade Federal Fluminense (UFF), que fica em Niterói.

Nós torcemos para que os cursos de Medicina Veterinária de ouras Universidade e Faculdades espalhadas pelo Brasil se inspirem e abram projetos como esse.

Cachorro que teve as patas cortadas com uma espada ganha próteses

por Andrezza Oestreicher — publicado 16 dez 2017 - 18:39

A cada caso de violência que tomamos conhecimento ficamos mais impressionados em como os cães são seres evoluídos e como eles são capazes de se adaptar. O cachorro Cola é uma prova disso.

Cola é um cão SRD (sem raça definida, vira-lata) que vivia nas ruas de Bangkok, rodando sempre pela mesma região. Um dia, o cão teve suas patas dianteiras cortadas com uma espada por um homem que morava no mesmo bairro em que o cão costumava ficar.

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Cadelinha adotada é seguida por ovelhas da família e se torna a líder dos animais

por Andrezza Oestreicher — publicado 16 dez 2017 - 9:30

A cadelinha Lady é da raça Basset Hound, que foi resgatada por um abrigo e adotada por sua família há três anos. Por conta de seu passado, que não é tão conhecido, a cadelinha tinha muito medo e chegava até a ser agressiva com outras pessoas, porém, as companhias certas fizeram com que Lady se abrisse mais para a sua nova família e ficasse mais tranquila e leve.

Na nova casa, os tutores Michael Jobson e Fiona Morton não conseguiam levá-la para passear no parque,

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No Rio de Janeiro será proibido utilizar animais para testes de produtos cosméticos

por Andrezza Oestreicher — publicado 15 dez 2017 - 9:29

E a causa animal teve mais uma vitória no Brasil. Nos próximos dias, será promulgada uma lei que proíbe o uso de animais para testes de produtos cosméticos.

Em uma votação feita na última terça-feira, dia 14 de dezembro, a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) derrubou, por 40 votos a favor e nenhum contra, o veto do governador Luiz Fernando Pezão e sancionará lei proibindo o uso de animais para cosméticos.

A lei irá valer em todo o estado do Rio de Janeiro e,

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Cachorro que teve as patas cortadas com uma espada ganha próteses

por Andrezza Oestreicher — publicado 16 dez 2017 - 18:39

A cada caso de violência que tomamos conhecimento ficamos mais impressionados em como os cães são seres evoluídos e como eles são capazes de se adaptar. O cachorro Cola é uma prova disso.

Cola é um cão SRD (sem raça definida, vira-lata) que vivia nas ruas de Bangkok, rodando sempre pela mesma região. Um dia, o cão teve suas patas dianteiras cortadas com uma espada por um homem que morava no mesmo bairro em que o cão costumava ficar.

Cachorro teve suas patas dianteiras mutiladas com uma espada. (Foto: Reprodução / Lillian Suwanrumpha / AFP)

Cola foi mutilado depois que mordeu os sapatos do responsável pela violência.

O cão foi resgatado e cuidado por um britânico, chamado Johm Dalley, que vive na Tailândia há alguns anos. Cola foi levado para viver com seu salvador em Phuket, um balneário localizado no sul do país, onde o homem decidiu criar uma associação dedicada aos cães de ruas chamada “Soi Dogs” (soi significa rua em tailandês).

Hoje, um ano depois, Cola já consegue correr e se divertir bastante novamente. O cachorro recebeu próteses parecidas com as utilizadas por atletas paraolímpicos. O cão ganhou o aparato depois que Johm recorreu a uma empresa é especializada em próteses humanas e tudo foi feito sob medida para Cola.

Hoje, o cão está bem adaptado e muito feliz com suas novas próteses. (Foto: Reprodução / Lillian Suwanrumpha / AFP)

“Queríamos conseguir uma prótese que não fosse muito pesada, um pouco flexível ao nível do pé”, contou Teddy Fagerstrom, diretor do laboratório de ortopedia responsável pelas próteses de Cola.

Essa foi a primeira prótese feita pela empresa para cães e, segundo Teddy Fagerstrom, Cola é o primeiro animal a usar próteses parecidas com as de atletas paralímpicos.

Johm garante que Cola se adaptou muito bem com as suas novas próteses e hoje é um cão muito feliz.

Fonte: Correio Braziliense

Cadelinha adotada é seguida por ovelhas da família e se torna a líder dos animais

por Andrezza Oestreicher — publicado 16 dez 2017 - 9:30

A cadelinha Lady é da raça Basset Hound, que foi resgatada por um abrigo e adotada por sua família há três anos. Por conta de seu passado, que não é tão conhecido, a cadelinha tinha muito medo e chegava até a ser agressiva com outras pessoas, porém, as companhias certas fizeram com que Lady se abrisse mais para a sua nova família e ficasse mais tranquila e leve.

Na nova casa, os tutores Michael Jobson e Fiona Morton não conseguiam levá-la para passear no parque, pois eles tinham receio de que ela viesse a avançar em alguém. Como eles moram em uma fazenda com bastante espaço, eles deixaram que a cadela ficasse livre pelo espaço enquanto cuidavam de alguma coisa na área externa.

Lady sempre é seguida pelas ovelhas da fazenda. (Foto: Reprodução / Metro UK / Mercury)

Porém, em um desses dias em que a cadela acompanhava seu tutor no trabalho da fazenda, por descuido, Michael deixou Lady se misturar com as ovelhas e ficou surpreso com o que aconteceu.

“Elas simplesmente começaram a seguí-la em todos os lugares. Isso certamente me fez rir. Ela [Lady] estava completamente inconsciente, mas estava fazendo um trabalho brilhante”, contou o tutor orgulhoso.

De cara a cadelinha se sentiu bastante à vontade no meio das ovelhas. Lady não se incomoda com os animais, fica tranquila entre eles e muitas vezes nem chega a perceber que é seguida pelas ovelhas.

A cadela acabou se tornando a líder do rebanho. (Foto: Reprodução / Metro UK / Mercury)

Os tutores ficaram impressionados com o talento que Lady tem para cão de pastoreio. Sempre que ela está perambulando pelo campo as ovelhas passam a seguir a cadelinha, apesar de Lady parecer estar mais preocupada em cheirar o mato e seguir seu tutor.

“Lady normalmente está atrás de mim me seguindo, mas às vezes ela sai sozinha e, de alguma forma, ela se torna a líder das ovelhas”, conta Michael.

De acordo com os tutores, eles estão até pensando em usar os talentos de Lady para ajudar o real cão de pastoreio da família, Tom.

Fonte: Metro UK