Sem Raça Definida (SRD)

Diverso e único para cada mistura e personalidade. Não há um SRD igual ao outro. Todos são únicos e carregam em si todas as possibilidades dentro do universo canino.
Também conhecido como: Vira Lata, Rasga-saco, Pé-Duro.

Informações Gerais

Simplesmente o cachorro mais popular do Brasil! O termo SRD (Sem Raça Definida) abrange todos os cachorros que não possuem origem definida, com misturas em sua linhagem de duas ou mais raças.

Um verdadeiro testamento à natureza, a um tempo em que os animais procriavam sem a interferência do homem, pode-se dizer que esse é o primeiro cachorro do mundo a surgir do lobo.

Parte do que torna um Vira único é a sua imprevisibilidade, característica que deve ser levada como algo positivo. O SRD é uma caixa de surpresas e vem em todos os tamanhos, cores, formatos e padronagens possíveis e imagináveis. São seres únicos em seu físico, personalidade, temperamento e pre-disposições. De orelhas eretas à grandes e caídas, pelo curto e rasteiro ou pelo longo e sedoso, focinho achatado ou alongado, calmo ou agitado…Só um ponto não varia: A amizade e lealdade. Ao adotar um cachorro SRD, observa-se muito mais o cachorro pelo que ele é, sua personalidade própria e aptidões.

Para melhor compreensão, seria possível dividir os vira-latas em 4 categorias superficiais: Cães mestiços que visualmente possuem características mais predominantes de 1 ou 2 raças; O Vira-lata que não se parece com nenhum raça, e que ao longo de várias gerações, tantos cruzamentos entre machos e fêmeas diferentes, produziram cães com físico totalmente singular; Raças híbradas, que é a mistura de duas raças conhecidas, como o Labradoodle (Labrador Retriever e Poodle) ou Yorkiepoo (Yorkshire Terrier e Poodle); Raças Funcionais, criadas com um propósito específico, geralmente para trabalho, como o Alaskan Husky.

Mesmo sendo grande maioria do mundo, tem sido uma batalha nas últimas década a mudança de significado do SRD na cultura. Felizmente, depois de muito trabalho e uma mudança de consciência na sociedade, a imagem do SRD tem mudado drasticamente e muito mais pessoas, de todas as classes sociais, abriram seus corações e casas para a adoção de SRDs.

Origem do Sem Raça Definida (SRD)

País: Desconhecido

Se o vira-lata é qualquer cachorro que não possui pedigree, é possível afirmar que sua origem está diretamente ligada a evolução do cachorro como espécie, há 14 – 17 mil anos.

Em tempos remotos, pouco foi escrito sobre os cães. Apesar de já haver tipos conhecidos de cães que foram se desenvolvendo com o tempo com mínima à nenhuma intervenção humana, eles foram se moldando através de seleção natural para sobreviverem ao ambiente (clima, geografia, alimentação, cultura humana, etc) que viviam.

Seleções iniciais foram centradas no comportamento útil que o cão podia desenvolver, tais como caça, pastoreio, guarda, trabalho e companhia. Algumas raças de cães, como Saluki, são registradas como as mais antigas que se tem conhecimento.

Cruzamento seletivo tem sido feito desde a antiguidade, mas realmente acelerou durante o século 19. Muitas raças que existem hoje, como o Pastor Alemão, foram estabelecidas nesse período.

Ao longo do tempo, por causa de mutações naturais, clima e preferências dos humanos, as raças tornaram-se cada vez mais numerosas e especializadas, até chegar ao ponto de classificação moderna.

Raças caninas com pedigree, como as conhecemos hoje, só começaram a surgir em maiores quantidades a partir do estabelecimento do Kennel Club inglês em 1873, uma imitação de outros tipos de registros já existentes que organizavam outras espécies, como cavalos.

O controle real de linhagem canina é muito recente, em comparação aos milhares de anos que os cães existem. Então, desde sua origem até hoje, a maioria dos cães sempre foram vira-latas.

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Curiosidades sobre o Sem Raça Definida (SRD)

– O termo Vira-Lata é utilizado no Brasil e na República Dominicana e se dá porque muitos cães famintos que moram nas ruas acabam explorando o lixo em busca de comida. Em países como Estados Unidos Inglaterra, o SRD também é conhecido como Mutt, Mongrel, Mixed breed, Hybrid breed, Designer Dog e Cross Breed. Na Austrália, eles também recebem o nome de bitsa. No Havaí, os SRDs são chamados de Poi Dogs, em referência a um cão já extinto da região que levava esse nome. Nas Bahamas e nas Ilhas Turcas e Caicos, o termo comum é Potcake Dogs, referência aos restos de comida que eles comem da mesa. Na África do Sul são também chamados de Pavemente Special (Especial da rua). Nas Filipinas, eles recebem o nome de Askal, uma contração do nome Ofasong Kalye (cachorro de rua). Em Porto Rico são os Satos e no Chile e Bolívia são chamados de Quiltros. Na Costa Rica é comum o uso da palavra Zaguate, que origina da língua náuatle e se refere à sarna. Na Ilha de Terra Nova, eles são os Crackys;

– De acordo com uma pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha, o SRD é o cão mais comum nas famílias paulistanas. Teriam sido entrevistadas 613 pessoas, em uma amostra representativa da cidade de São Paulo com 16 ou mais. Apenas 26% do grupo teria comprado seus animais;

– O instituto CONECTAí analisou os dados de 11.569 de usuários integrantes de seu painel em todo o Brasil em uma pesquisa que teve o intuito de mapear a relação dos internautas do país com seus animais de estimação. Em primeiro lugar está o SRD, com 20%, na frente do Poodle (12%) e Pinscher (8%);

– Cães mestiços e SRDs apareceram com força depois da Revolução Francesa, que pôs fim ao privilégio do Ancien Régime de ter um cão e de caçar;

– A partir de 2007, o grande público passou a poder encomendar uma análise genética de seu cão. As empresas afirmam que o diagnóstico do teste baseado no DNA pode determinar a composição das raças de cães SRD. Estes testes são ainda limitados, porque apenas um pequeno número das centenas de raças de cães foram validados, e porque a mesma raça em diferentes áreas geográficas pode ter diferentes perfis genéticos;

– O Crufts, maior Dog Show canino do mundo que acontece todos os anos na Inglaterra e é organizado pelo Kennel Club inglês, abriu as portas para SRDs. Desde 2000, o Crufts também tem uma competição paralela: O Scruffs. A única diferença é que o Scruffs é todo composto por cães Sem Raça Difinida (SRD);

– O anos de 2014 marcou a primeira vez em 100 anos que cães SRD puderam participar do Westminster Kennel Club e Dog Show, o mais antigo show canino dos Estados Unidos. Eles podem participar do campeonato de Agility;

– Contrariando a crença popular, que cães de Sem Raça Definida (SRD) seriam mais saudáveis que os de Raça Definida, o estudo realizado pela Royal Veterinary College, em Londres, mostrou que ambos os grupos têm a mesma probabilidade de desenvolver doenças. Para realizar o estudo, foram analisados registros médicos de quase 150 mil cachorros tratados em 100 consultórios veterinários nas regiões centrais e do sudeste da Inglaterra durante os últimos 5 anos. Das 20 doenças mais vistas pelos veterinários, apenas 3 tiveram uma maior incidência nos cães de raça pura: infecções no ouvido, obesidade e tumor na pele. Em relação às outras doenças, não houve diferença significativa. Porém, os problemas nas articulações foram mais encontrados nos cães SRD (sem raça definida);

– Todos os cães são inteligentes e possuem diferentes aptidões. No caso do SRD, eles são herdeiros de uma longa tradição de esperteza, que os tornou, em sua maioria, ativos e engenhosos;

– A mistura de raças é geralmente feita para criar cães com competências equilibradas e específicas para determinadas funções e trabalho, como guarda e pastoreio. No caso do vira-lata, ele teria uma média entre as habilidades (tornando-o nesse ponto mais imprevisível);

– Quando se fala que os cães SRDs são mais fortes que de RD, na verdade, essa afirmação é mais correta quando empregada para os animais que vivem nas ruas, que precisaram por necessidade de sobrevivência se adaptar e criar uma maior resistência, o que pode ser conhecido como pressão seletiva, onde só os mais fortes sobrevivem;

– A visão do público quanto ao Vira-Lata já foi tão negativa, que sua definição no dicionário era associada a algo sem valor;

– O escritor brasileiro Nelson Rodrigues chegou a criar o tempo “Complexo de Vira-lata”, que se refere a alguém que voluntariamente se coloca como inferior ao outro;

– A maioria dos cães que vivem nas ruas ou que se encontram em abrigos são SRDs, pois sem castração e vivendo em um ambiente sem controle de natalidade, a procriação acontece continuamente entre os animais;

– Segundo a Organização Mundial da Saúde, estima-se que o Brasil tenham 30 milhões de animais vivendo nas ruas. Desse impressionante número, 20 milhões seriam de cães e 10 milhões de gatos. Dentre alguns graves motivos, é importante citar a falta de um controle por parte do poder público e de medidas eficientes para lidar com o problema e o abandono dos animais por parte da sociedade civil;

– Muitos tutores de cães SRD criaram personagens online com o intuito de conscientizar e incentivar a adoção. Dentre as estrelas e celebridades caninas mais famosas do Brasil, sem dúvida a Estopinha encabeça a lista;

– Celebridades brasileiras que estão sempre envolvidas em campanhas de conscientização: Sabrina Sato, Cléo Pires, Ellen Jabour, Giovanna Ewbank, Bruno Gagliasso, Fiorella Mattheis, João Vicente de Castro, etc.

– Muitos perguntam o porquê dos cães vira-latas não aparecerem tanto nas listas do Portal do Dog. Com tamanha diversidade e sem um modelo de morfologia, qualquer generalização é errada.

Cuidados e Bem Estar

Como todos os cachorros, os Vira-Latas precisam de todos os cuidados básicos necessários para se manterem saudáveis e felizes.

A quantidade de exercício vai depender do nível de energia que o seu cachorro precisa gastar – peça a ajuda do veterinário nesse quesito. Não deixe de todos os dias trabalhá-lo mentalmente e fisicamente.

Você deve escovar os dentes do seu SRD, pelo menos, duas ou três vezes por semana para remover a formação de tártaro e as bactérias que se escondem no seu interior. Para uma melhor prevenção de problemas na gengiva ou mau hálito, o ideal é que a escovação seja feita diariamente.

Apare as unhas uma ou duas vezes por mês, se você não tem tanta experiência em cortar unhas caninas, peça para um tosador ou veterinário fazer isso por você. As unhas podem sangrar quando cortadas muito curtas.

Seus ouvidos devem ser verificados semanalmente se têm vermelhidão ou um odor ruim, o que pode indicar uma infecção. Quando você verificar as orelhas do seu cão, aproveite e limpe-as com uma bola de algodão umedecido com um produto suave e de pH equilibrado indicado pelo veterinário. Ouvido limpo ajuda a prevenir infecções. Não insira nada dentro do canal auditivo; apenas limpe o ouvido externo.

O cuidado com a pelagem também vai depender de cada cachorro e suas necessidades (pelagem longa, curta, dupla, etc). A quantidade de banho também vai ser de acordo com cachorro, mas recomenda-se pelo menos 1 vez por mês.

Verifique se há feridas, erupções cutâneas, ou sinais de infecção, tais como vermelhidão, sensibilidade, ou inflamação na pele, no focinho, boca, olhos e nas patas. Os olhos devem ser claros, sem vermelhidão ou secreção. Seu exame cuidadoso semanal vai ajudar a detectar potenciais problemas de saúde mais cedo.

O ideal é que esses cuidados comecem enquanto o SRD ainda é um filhote. No futuro, quanto estiver adulto, já estará acostumado com essa manipulação toda. Entretanto, se você adotou um cão já aduto ou idoso, não há estresse, o importante é que esses rituais de higiene sejam associados com algo positivo, seja um petisco, um afago ou a atenção irrestrita que eles tanto amam.

Sempre que optar em ter um cão e não tiver a intenção em reproduzir, castre-o imediatamente. Dessa forma, é possível controlar a reprodução de seus animais, diminui de forma significante doenças relacionadas ao sistema reprodutor tanto em machos quanto em fêmeas, comortamentos indesejados são muitas vezes amenizados, etc.

Fora os cuidados básicos citados acima, como cada SRD pode variar imensamente de um para outro, é importante analisar cada animal e suas necessidades particulares. Se o seu cão possui pelagem grande, se há a necessidade de escovação semanal ou diária. Cães sem pelo necessitam de protetor solar para proteger suas peles. Ele possui dobrinhas? Limpar entre a pele e manter uma atenção para não deixar molhado.

Todo tutor deve consultar sempre o médico veterinário para que ele possa acompanhar a alimentação e saúde de seu cão, dando todas as diretrizes específicas para o seu cachorro. Nunca se esqueça de manter a vacinação em dia e frequentar periodicamente o médico para check-up.

Predisposição à Doenças: Depende de cada animal.

Aparência física

Apesar da grande variedade de pelagens, cores e tamanhos dos cães SRD, é possível identificar um perfil médio de aparência: A maioria pesaria 10 a 20 quilos (porte médio), com pelo curto e cor da pelagem escura ou creme.
É interessante observar que o tamanho médio é o mais adequado para a sobrevivência nas ruas. Segundo o zootecnista Alexandre Rossi, um cachorro de porte grande precisaria de mais alimentação, e um de porte pequeno seria mais vulnerável e indefeso em brigas, assim como em competições entre machos para cruzar.

Pelagem do Sem Raça Definida (SRD)

Pode ser de qualquer pelagem, tudo vai depender do cachorro.

Cor da pelagem

Não há limites e os vira-latas podem vir em todas as cores.

Filhotes

Como qualquer filhote canino, os SRDs precisam de cuidados, atenção, carinho, treinamento e socialização desde a mais tenra idade.

Como SRDs são uma caixinha de surpresa, muitos têm dúvida quanto ao tamanho que o animal atingirá uma vez que chegar na fase adulta. Não tem como saber com 100% apenas ao olhar para o cachorro, porém, há algumas dicas que as pessoas utilizam. O primeiro lugar a observar, se estiverem disponíveis, é para o tamanho dos pais caninos ou especificamente qual a raça deles. Com essa informação em mãos, é possível saber uma média do tamanho da ninhada. Fisicamente, muitos olham nas patas do cachorro para ter uma noção de qual será o tamanho dele quando adulto. Cães de porte grande normalmente possuem uma patas relativamente maiores.

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Perguntas frequentes

O Sem Raça Definida (SRD) pode viver em apartamentos ou espaços pequenos?

Todos os cachorros podem viver em apartamento. Cães de pequeno e porte médio podem tranquilamente viver em espaços pequenos, como casas e apartamentos. No caso de cães de porte grande e que necessitam de uma quantidade grande de exercício, a recomendação é que eles tenham um quintal grande para se exercitarem. Não quer dizer que estes não possam viver em um lugar menor, apenas que o tutor terá que se comprometer a levá-lo a passear todos os dias.

O Sem Raça Definida (SRD) é recomendado para crianças?

É bom observar cada cachorro e analisar seu temperamento e personalidade. O ideal é que todos os cães sejam acostumados com a presença e particularidades das crianças para construir um ambiente saudável.

O Sem Raça Definida (SRD) pode ficar sozinho em casa?

Nenhum cão deve ser deixado por muito tempo sozinho, principalmente por serem animais sociais e muito apegados aos seus tutores.

O Sem Raça Definida (SRD) late muito?

Essa tandência deve ser analisada em cada cachorro.

O Sem Raça Definida (SRD) solta muito pelo?

Depende de cada cachorro, mas uma inspeção rápida na pelagem do animal já vai poder te dizer sobre esse tópico.

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