Antropomorfize tendo o Unwelt em mente

Nomear um cão é começar a torná-lo único - e, portanto, uma criatura antropomorfizável. Mas é assim que devemos proceder.

por Samantha Kelly — publicado 25 jul 2012 - 14:44

Antropomorfize tendo o Unwelt em mente.

Mesmo empregando uma abordagem científica do cão, nos surpreendemos usando palavras antropomórficas. Nossos cães – meu cão- fazem amigos, sentem-se culpados, divertem-se, têm ciúmes; entendem o que queremos dizer, pensam, sabem mais; ficam tristes, alegres e apavorados; querem, amam, esperam.

Essa maneira de falar é fácil, e ás vezes útil, mas também faz parte de um fenômeno maior e excepcional. Quando reformulamos cada momento da vida de um cachorro em termos humanos, começamos a perder completamente o contato com o animal que existe neles. Já não é raro que um cão seja banhado, vestido com roupas e festejado em seu aniversário. Tudo isso pode parecer benigno, mas também faz parte de uma “desanimalização” dos cães que é, até certo ponto, extrema. Raramente estamos presentes em seus nascimentos, e muitas pessoas escolherão não estar presentes quando seus cães morrerem. Na maioria das vezes, eliminamos o sexo: castramos os cães e desencorajamos a mais modesta estocada lasciva de seus quadris. Eles são alimentados com comida esterilizada, em tigelas; são geralmente restritos à distância de uma coleira de nossos calcanhares. Nas cidades, o excremento é recolhido e jogado no lixo. (Felizmente, ainda não os ensinamos a usar o banheiro… embora saibamos o quanto conveniente seria.) Os tipos de raça são descritos como produtos, com características específicas. É como se estivéssemos tentando nos livrar da parte animal do cão.

Se adotarmos a redução do fator animal a zero, teremos surpresas desagradáveis. Nem sempre os cães se comportam exatamente como pensamos que deveriam se comportar. Ele pode sentar, deitar e rolar e, em seguida, reverter magnificamente: de repente, agacha e urina dentro de casa, morde sua mão, cheira sua região genital, pula em cima de um cara estranho, come algo embolado na grama, não atende seu chamado, ataca violentamente um cãozinho. Dessa forma, nossas frustrações em relação a eles muitas vezes surgem de nossa extrema antropomorfização, que nega toda a animalidade dos cães. Um animal complexo não pode ser explicado de forma simples.

A conduta alternativa não se limita a tratar animais como precisamente não humanos. Agora possuímos as ferramentas para avaliarmos com maior precisão o comportamento deles: tendo em mente seu unwelt (mundo interior) e suas capacidades perceptuais e cognitivas. Tampouco precisamos assumir uma posição desapaixonada. Os cientístas antropomorfizam…em casa. Dão nomes a seus bichos de estimação e vêem amor no olhar de baixo para cima de um cão com nome.

Nas pesquisas, os nomes são proibidos: embora possam ajudar a identificar os animais, eles não são benignos. Nomear um animal selvagem “afeta o pensamento de alguém sobre ele para sempre”, observou um destacado biólogo de campo. Existem preconceitos observacionais óbvios que são introduzidos assim que o sujeito de suas observações é nomeado. Para distinguir animais, os etólogos usam marcas identificatórias – faixas na perna, etiquetas ou marcações com tinta no pelo ou nas penas – ou procuram pela identidade nos comportamentos habituais, na organização social ou nas características físicas.

Nomear um cão é começar a torná-lo único – e, portanto, uma criatura antropomorfizável. Mas é assim que devemos proceder. Dar um nome a um cão é demonstrar interesse no entendimento da natureza dele; não nomeá-lo parece ser o auge do desinteresse. Os cachorros chamados Cão me deixam triste: eles já estão definidos como não sendo parte integrante da vida dos donos. O Cão não tem nome próprio; ele é apenas uma subespécie taxonômica. Nunca será tratado como indivíduo. Quando nomeamos um cão iniciamos a personalidade na qual ele se desenvolverá. Ao experimentar diferentes nomes para nosso cão, soltando palavras em sua direção – “Bela!”, “Fofinha!”, “Pituca!” – para ver se algum deles estimularia algum tipo de reação, senti que buscava pelo “nome dela”: o nome que já era dela. Com isso, o vínculo entre humano e animal – moldado no entendimento, não na projeção – podia começar a se formar.

Vá olhar seu cão. Chegue perto dele! Imagine seu unwelt (mundo interior) – e deixe-o mudar o seu.

 

Texto extraído do livro “A cabeça do cachorro”, da autora Alexandra Horowitz, PhD.

Médicos Veterinários poderão ser obrigados a informar indícios de maus-tratos a animais para a polícia

por Andrezza Oestreicher — publicado 23 abr 2018 - 9:00

Durante consultas ou até mesmo em avaliações simples, médicos veterinários podem ser capazes de identificar se um animal está sendo vítima de maus-tratos ou de alguma negligência.

Pensando nisso e em ajudar a diminuir o número de animais maltratados pelos próprios tutores em nosso país, a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável aprovou proposta que prevê a obrigação de médicos veterinários comunicarem imediatamente à Polícia Judiciária quando constatarem indícios de maus-tratos naqueles animais nos quais prestarem atendimentos médicos.

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Através de anúncio na internet mulher descobre que cachorro desaparecido estava com vizinhos

por Andrezza Oestreicher — publicado 21 abr 2018 - 15:24

Só quem tem um cachorrinho desaparecido sabe o desespero que é o momento das buscas, de não saber como o animal está, e a tristeza que toma conta quando a esperança de encontrar o amado animal vai se acabando.

Foi com essa angústia e tristeza que a tutora Silmara Ribeiro do Amaral e sua filha, uma menina de oito anos, viveram durante um ano após o desaparecimento do amado cachorro da família, um Pug de três anos chamado Gordo.

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Cãozinho tem duas patas amputadas por causa da falta de cuidados com seus pelos

por Andrezza Oestreicher — publicado 21 abr 2018 - 9:20

Apesar de dar muito amor, algumas pessoas não têm condições financeiras para manter e cuidar de um cachorro da forma que eles precisam para ter uma boa saúde e até demoram para pedir ajuda quando os pets precisam. Porém, é importante lembrar que até a falta de cuidados básicos, como banho e tosa, podem causar problemas de saúde graves.

O cãozinho Bobb, um Poodle Toy, vivia com tutores sem teto. Por não terem condições financeiras para cuidar do cão,

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Médicos Veterinários poderão ser obrigados a informar indícios de maus-tratos a animais para a polícia

por Andrezza Oestreicher — publicado 23 abr 2018 - 9:00

Durante consultas ou até mesmo em avaliações simples, médicos veterinários podem ser capazes de identificar se um animal está sendo vítima de maus-tratos ou de alguma negligência.

Pensando nisso e em ajudar a diminuir o número de animais maltratados pelos próprios tutores em nosso país, a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável aprovou proposta que prevê a obrigação de médicos veterinários comunicarem imediatamente à Polícia Judiciária quando constatarem indícios de maus-tratos naqueles animais nos quais prestarem atendimentos médicos.

(Foto: Reprodução / Wide Open Pets)

O texto aprovado se insere na Lei 5517/68, que trata da profissão de médico veterinário.

De acordo com o relator, deputado Ricardo Izar (PP-SP), “é justo e necessário que essa comunicação seja realizada pelo estabelecimento, porém, o texto deixa dúvidas de como será feita e quem será responsável pela fiscalização dos estabelecimentos. Com a vinculação do dispositivo à Lei 5517/68, caberá aos Conselhos Federal e Regional de Medicina Veterinária, autarquia já constituída, a exercer a fiscalização do profissional e do estabelecimento para verificar o efetivo cumprimento da legislação”.

Ainda de acordo com o deputado, o governo não terá nenhum novo custo, pois a estrutura existente nos conselhos absorveria essa fiscalização como rotina.

De acordo com o texto aprovado, os comunicados de maus-tratos feitos pelos médicos veterinários para a polícia devem conter relatório assinado com algumas informações mínimas específicas como:
– nome, endereço e contato do acompanhante do animal no momento do atendimento;
– informações do atendimento prestado, contendo a espécie, raça e características físicas do animal, descrição de sua situação de saúde na hora do atendimento e os respectivos procedimentos adotados.

(Foto: Reprodução / Animal Lawyers)

Porém, foi retirada do texto a pena que previa interdição do estabelecimento para quem descumprir a medida.

A proposta será analisada, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Esperamos que esse passo ajude a diminuir os casos de violência contra animais de estimação no Brasil.

Fonte: Agência Câmara Notícias

Através de anúncio na internet mulher descobre que cachorro desaparecido estava com vizinhos

por Andrezza Oestreicher — publicado 21 abr 2018 - 15:24

Só quem tem um cachorrinho desaparecido sabe o desespero que é o momento das buscas, de não saber como o animal está, e a tristeza que toma conta quando a esperança de encontrar o amado animal vai se acabando.

Foi com essa angústia e tristeza que a tutora Silmara Ribeiro do Amaral e sua filha, uma menina de oito anos, viveram durante um ano após o desaparecimento do amado cachorro da família, um Pug de três anos chamado Gordo.

Esses sentimentos deram lugar novamente para a esperança depois que Silmara viu um anúncio na internet que buscava uma “namorada” para um pequeno Pug em Itapetininga, município de São Paulo onde a mulher mora. Imediatamente a tutora reconheceu seu animal desaparecido e entrou em contato com as pessoas que fizeram a publicação no intuito de ter seu cachorrinho de volta.

Porém, ter o animal de volta em sua casa não foi tão fácil assim e a tutora precisou da ajuda da Justiça para que isso acontecesse.

Cachorro foi encontrado através de anúncio na internet. (Foto: Reprodução / G1 / Silmara Ribeiro do Amaral)

Apesar de os responsáveis pelo anúncio terem passado informações erradas para Silmara, a tutora não desistiu de encontrar seu cãozinho e continuou pesquisando na internet. Até que ela descobriu que as pessoas que estavam com o cachorro eram praticamente seus vizinhos e moravam apenas a uma quadra de distância.

“Não quiseram me informar o endereço, mas como sabia o bairro consegui descobrir que a casa onde meu cachorro estava ficava uma quadra da minha. Fui até lá e os moradores me contaram várias histórias. Uma hora disseram que tinham ganhado o cachorro ainda filhote, outra hora que o irmão de um deles quem achou. Eu falei que era meu e que tinha criança pequena que sofria pelo animal. Mas não quiseram devolver”, contou Silmara ao G1.

Como as pessoas que estavam com o animal se negaram várias vezes devolvê-lo, a tutora foi até o 2º Distrito Policial, onde registrou um boletim de ocorrência por apropriação de coisa achada.

Segundo Marcus Tadeu, delegado responsável pelo caso, as pessoas que estavam com o cachorro alegaram que não queriam devolvê-lo por já estarem muito apegados ao animal.

Família ficou muito feliz com o retorno do animal para casa. (Foto: Reprodução / G1 / Silmara Ribeiro do Amaral)

A tutora só conseguiu ter seu cãozinho de volta depois que um mandado de busca e apreensão foi expedido pela Justiça e os policiais conseguiram resgatar o cachorro da casa onde estava.

De acordo com o delegado, o caso vai ser investigado cuidadosamente e o casal que estava em posse do animal irá responder pelo crime de apropriação de coisa achada.

Após tanta tristeza, a família está muito feliz com a volta do amado cachorrinho para casa. “Foi algo de Deus eu ter visto aquele anúncio. Dias antes tínhamos perdido nossa cachorrinha. E o Gordo estava sumido. Minha filha estava tão triste com a morte da cachorrinha e com o desaparecimento do Pug. Até que vi o anúncio e encontrei nosso animal. Estamos muito felizes. Não tem nem o que dizer”, contou Silmara.

Fonte: G1