Cientistas estudam genoma de cães e lobos para entender suas diferenças

por Fabio Sakita — publicado 11 jun 2013 - 10:13

DO “NEW YORK TIMES”

Foto: Reprodução / Google

Imagine um lobo apanhando um “frisbee” 12 vezes seguidas, conduzindo policiais a um esconderijo de cocaína ou apenas dormindo ao seu lado no sofá. É um exagero, para dizer o mínimo. Os cães podem ter evoluído a partir dos lobos, mas as mentes dos dois são muito diferentes.

O cérebro dos cachorros se tornou sintonizado com o dos humanos. Os cientistas estão se concentrando em alguns genes que foram cruciais para reprogramar o cérebro canino. Seus resultados poderão ensinar algo sobre a evolução de nossos cérebros: alguns dos genes que evoluíram nos cães são os mesmos que evoluíram em nós.

Para rastrear a mudança nos cérebros caninos, os cientistas tiveram de elucidar como as raças de cães se relacionam entre si e como todas elas são parentes dos lobos. O doutor Zhang Ya-Ping, geneticista na Academia Chinesa de Ciências, liderou uma rede internacional de cientistas que compararam pedaços de DNA de diferentes caninos. Eles chegaram à conclusão de que os lobos começaram sua transformação na Ásia oriental.

Aqueles primeiros cachorros então se espalharam para outras partes do mundo. Muitas das raças mais conhecidas hoje surgiram apenas nos últimos séculos. Aqueles primeiros cães permaneceram durante milhares de anos. Hoje são conhecidos como cães nativos chineses. “Os cães chineses vivem em aldeias rurais, ajudando as pessoas a proteger suas casas”, escreveu o doutor Zhang em um e-mail.

Ele e seus colegas sequenciaram o genoma dos cães nativos chineses e o compararam com os genomas de lobos asiáticos e raças modernas de cães.

Ao comparar as mutações, puderam estimar quando os lobos e os cães divergiram. Como relataram em 14 de maio na revista “Nature Communications”, eles descobriram que a divisão começou 32 mil anos atrás.

Os primeiros cachorros encontraram pequenos bandos de caçadores/coletores. As pessoas só se estabeleceram em aldeias para praticar a agricultura na Ásia oriental há 10 mil anos.

Depois que os cães se separaram dos lobos, seus genes começaram a evoluir em uma nova direção. O doutor Zhang e seus colegas puderam identificar alguns desses genes, vários dos quais ainda ativos no cérebro de cachorros.

Alguns dos genes que evoluíram primeiro no cão estão no córtex pré-frontal, onde os mamíferos tomam decisões sobre como se comportar. Alguns genes participam da criação de conexões entre os neurônios. O gene chamado SLC6A4 transporta serotonina para os neurônios.

Os resultados oferecem pistas sobre como os lobos tornaram-se parecidos com os cachorros. “A visão convencional é que os caçadores/coletores recolheram filhotes”, disse Chung-I Wu, da Universidade de Chicago. Se os humanos criaram os primeiros cachorros dessa maneira, então eles seriam descendentes de uma população muito pequena.

Em vez disso, parece que uma grande população de lobos começou a se aproximar dos humanos. Nesse cenário, os lobos agressivos teriam se saído mal, porque os humanos os teriam matado, enquanto lobos mais mansos teriam prosperado.

Isso significaria que não domesticamos os lobos -eles se domesticaram. O gene SLC6A4 pode ter tido um papel crucial nessa mudança, porque a serotonina influencia a agressividade.

O doutor Zhang e seus colegas esperam descobrir como as variantes de genes como o SLC6A4 afetam o comportamento dos cães. Os resultados podem ajudar a explicar a evolução humana: alguns genes que evoluíram no cérebro dos cães, como o SLC6A4, também mudaram no cérebro humano.

“Os humanos também tiveram de se domesticar”, disse Adam Boyko, da Universidade Cornell em Ithaca, Nova York, um dos colaboradores de Zhang. “O processo provavelmente é semelhante ao dos cães -você precisa tolerar a presença de outros.”

Paul McCartney apoia campanha da PETA em prol de 150 cachorros

por Andrezza Oestreicher — publicado 19 out 2017 - 9:32

A PETA (People for the Ethical Treatment of Animals, em português “Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais”) é a maior organização de direitos dos animais no mundo, com mais de 6,5 milhões de membros e apoiadores.

Este mês, a organização ganhou um apoio de peso em uma de suas campanhas. O cantor Paul McCartney se juntou à PETA para ajudar cerca de 150 cachorros que estão sendo negligenciados por uma empresa nos Estados Unidos.

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Cachorro fica em incêndio e protege rebanho de cabras da família

por Andrezza Oestreicher — publicado 18 out 2017 - 9:21

Quanto mais nós conhecemos novos cachorros e ficamos sabendo das diferentes histórias envolvendo estes animais pelo mundo todo, mais nós nos encantamos e nos surpreendemos com a quantidade de amor e lealdade que eles são capazes de oferecer.

No condado de Sonoma, na Califórnia, um cachorro se arriscou durante um grande incêndio para proteger o rebanho de cabras de sua família.

De acordo com Roland Hendel, proprietário do lugar, ele não teve tempo de salvar todos os membros de sua família do fogo.

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Califórnia proíbe a venda de animais provenientes de “fábricas de filhotes”

por Andrezza Oestreicher — publicado 17 out 2017 - 18:31

O governador da Califórnia, nos Estados Unidos, deu um enorme passo para o fim da comercialização de animais de estimação. A partir do ano que vem, será proibida a venda de cães, gatos e coelhos provenientes de criadores ilegais e de fábrica de filhotes no estado norte-americano.

De acordo com uma nova lei, que foi assinada pelo governador Jerry Brown no dia 13 de outubro e entrará em vigor no dia 1º de janeiro de 2019,

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Paul McCartney apoia campanha da PETA em prol de 150 cachorros

por Andrezza Oestreicher — publicado 19 out 2017 - 9:32

A PETA (People for the Ethical Treatment of Animals, em português “Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais”) é a maior organização de direitos dos animais no mundo, com mais de 6,5 milhões de membros e apoiadores.

Este mês, a organização ganhou um apoio de peso em uma de suas campanhas. O cantor Paul McCartney se juntou à PETA para ajudar cerca de 150 cachorros que estão sendo negligenciados por uma empresa nos Estados Unidos.

Paul McCartney está tentando ajudar a PETA a salvar 150 cães da raça Galgo. (Foto: Reprodução / Kamil Krzaczynski / AFP)

De acordo com a PETA, um grupo de cães aposentados da raça Galgo, que eram utilizados em corridas, vem sendo maltratado no interior da The Pet Blood Bank, empresa fixada no Texas que distribui produtos sanguíneos caninos utilizados em transfusões veterinárias.

Os cães são utilizados pela empresa com fontes de sangue. A raça foi escolhida por apresentar com mais facilidade um tipo sanguíneo universal e funcionários do local chegam a retirar sangue dos cachorros várias vezes por mês.

Uma matéria feita em parceria com a PETA e publicada no The Washington Post apresentou detalhes de como os cães vivem no interior da empresa, em instalações inadequadas e espaços bem pequenos e descuidados. Além disso, fotografias feitas do local e dos animais por um ex-funcionário da The Pet Blood Bank mostram também que os cães estão desnutridos.

Fotos feitas por um ex-funcionário da empresa mostram as péssimas condições do local onde os cães vivem. (Foto: Reprodução / The Washington Post / PETA)

A PETA afirma ainda que muitos destes animais estão com diversos problemas de saúde por conta das condições em que vivem e da falta de cuidados.

No dia 10 de outubro, Paul McCartney escreveu uma carta para James Wiltz, CEO da Patterson Veterinary Supply, empresa que distribui os produtos do The Pet Blood Bank. A carta pede melhores cuidados para os cães e que eles sejam doados, para que finalmente possam ir para lares amorosos. A carta foi escrita e divulgada depois que a Patterson Veterinary Supply não cumpriu com sua promessa de que iria garantir que os cães receberiam melhores cuidados.

Os cachorros que vivem na empresa estão desnutridos e muitos apresentam problemas de saúde. (Foto: Reprodução / The Washington Post / PETA)

Confira uma tradução (livre) da carta escrita por Sir Paul McCartney:

“Prezado Sr. Wiltz,

Eu estou escrevendo para apelar para você intensificar, cumprir sua promessa anterior e resgatar os cães cujo sangue sua empresa tem usado há muitos anos, sabendo que esses 150 cães ou mais – que foram permitidos que chegassem a uma forma assustadora e que agora são mantidos em condições bem distantes do ideal, ajudaram seus negócios ao custo de seu bem-estar.

Tive cães desde que eu era um menino e amei todos eles, inclusive Martha, que foi minha companheira por cerca de 15 anos e sobre quem escrevi a música “Martha, My Dear”. Tenho certeza que você sabe que os cães precisam de carinho e uma cama confortável para repousar, calor no inverno, a oportunidade de correr e brincar, e assim como você e eu, eles desejam felicidade e companheirismo.

Eu me junto aos meus amigos da PETA para solicitar que você livre esses Galgos e que eles sejam afastados das condições áridas e enfadonhas em que são mantidos, isolados e sozinhos, alguns deles chorando com a aproximação da pessoa que vem tomar seu sangue por repetidas vezes. Eles tiveram uma vida difícil na pista de corrida, e eles vão morrer sem amor se forem deixados onde estão. Eu vi fotos de como eles sofreram com unhas que cresceram de volta para as almofadas das patas, bem como de gengivas infectadas e dentes apodrecidos, e me disseram que alguns aparentemente morreram por falta de água.

Pessoas boas, socorristas de Galgos profissionais, estão preparados para colocar esses cachorros em boas casas e transportá-los para essas casas, sem nenhum custo para ninguém. Faça o que é certo e ganhe o apoio de todos os veterinários gentis e todas as almas bondosas em todo o mundo.

Estou ansioso por notícias suas.

Atenciosamente,

Sir Paul McCartney”.

Carta original escrita por Paul McCartney. (Foto: Reprodução / PETA)

Fonte: 943 Jack FM / Billboard

Cachorro fica em incêndio e protege rebanho de cabras da família

por Andrezza Oestreicher — publicado 18 out 2017 - 9:21

Quanto mais nós conhecemos novos cachorros e ficamos sabendo das diferentes histórias envolvendo estes animais pelo mundo todo, mais nós nos encantamos e nos surpreendemos com a quantidade de amor e lealdade que eles são capazes de oferecer.

No condado de Sonoma, na Califórnia, um cachorro se arriscou durante um grande incêndio para proteger o rebanho de cabras de sua família.

A propriedade ficou completamente destruída. (Foto: Reprodução / Facebook Roland Tembo Hendel)

De acordo com Roland Hendel, proprietário do lugar, ele não teve tempo de salvar todos os membros de sua família do fogo. Além de seus filhos, ele tem ainda dois cães e oito cabras. Quando percebeu o fogo se aproximando de sua casa, ele só teve tempo de salvar as crianças e um dos cães, Tessa.

O cachorro Odin estava com as cabras. Ele poderia ter fugido e Roland não conseguia entender qual o motivo do cão ter continuado onde estava.

Roland perdeu absolutamente tudo, mas sua maior dor era em relação seu grande amigo Odin e as cabras que tinham ficado no incêndio. Ele estava se sentindo bastante culpado por não ter conseguido salvar os animais. “Eu tinha certeza de que os tinha condenado a uma morte horrível e agonizante”, escreveu ele em uma rede social.

Apesar de bastante exausto e sujo, o cão Odin foi encontrado vivo junto com as cabras. (Foto: Reprodução / Facebook Roland Tembo Hendel)

Quando o fogo acabou e ele teve permissão de voltar ao local onde ficava sua casa, Roland e sua família tiveram uma surpresa maravilhosa. Em meio à devastação total da casa, oito de suas cabras resgatadas e o cachorro Odin continuavam na área, vivos, apesar de visivelmente cansados.

Odin estava bastante exausto e sujo por conta da fumaça, mas parecia estar bem. O reencontro com a família, principalmente com a cadela Tessa, deixou o cão bem animado.

“Ele parece estar ficando mais forte, e a presença de sua irmã seguramente ajudará a levantar seus espíritos e tirar um pouco do peso de seus ombros gigantes”, afirmou Roland.

O reencontro com sua família deixou Odin muito animado. (Foto: Reprodução / Facebook Roland Tembo Hendel)

Todos acreditam que o cão tenha ficado no local para cuidar das cabras, pois ele sabia que isso era sua responsabilidade no momento em que aconteceu o incêndio. Porém, como eles conseguiram se salvar continua sendo um grande mistério.

Fonte: Life With Dogs