Como surgiram os cachorros que conhecemos hoje.

por Samantha Kelly — publicado 1 ago 2012 - 1:49

Como surgiram os cachorros que conhecemos hoje.

 

Fim da última Era Glacial, 15 mil anos atrás. O Homo sapiens começava uma vida nova. Depois de passar mais de 100 mil anos vagando por todo canto, em busca de animais para caçar e vegetais para catar, aprendeu a plantar. Era o início da agricultura. Agora os homens se juntavam em vilas. Eram as primeiras cidades do mundo. E, como toda cidade do mundo, elas eram rodeadas por lixo: restos de comida, frutas podres, ossos…Mas o que a gente via como dejeto era almoço grátis para vários bichos. Entre os ratos e baratas que se aproveitavam dos restos estavam os lobos – que até hoje frequentam lixões, tanto que os fotógrafos de natureza selvagem vão a esses lugares quando querem conseguir imagens dos animais (tirando os detritos do enquadramento, claro). Só que o lobo tende a fugir quando pessoas se aproximam. Um comportamento antissocial que não ajuda. Desse jeito, o bicho não conseguia ficar muito tempo perto de uma vila para comer nossas sobras. Isso até a lógica da evolução entrar em cena.

Os poucos lobos que nasciam sem ter medo de gente começaram a se alimentar melhor, já que não fugiam toda hora. Quem come melhor fica mais saudável, vive mais e faz mais sexo. Quem faz mais sexo deixa mais descendentes, passa seus genes para a frente. De carona, vão as características que fizeram o animal ter mais sucesso que os outros. No caso dos lobos comedores de lixo, a característica mais vital era uma só: não ter medo de gente.

Com o tempo (pouco tempo), já havia duas classes de lobos: os totalmente selvagens e os que viviam perto de pessoas, e que ficaram dependentes das aglomerações humanas para sobreviver. Além de ficarem mais amigáveis, esses bichos foram ganhando uma aparência bem distinta da dos lobos. Estes últimos têm corpo forte e cérebro relativamente avantajado. São duas coisas essenciais para um predador que come búfalos e prepara estratégias de caça em grupo, mas são uma bagagem inútil para um bicho que se profissionalizou em comer restos. Corpo e cérebro grandes eram desvantagem para ele, já que exigem bastante energia para funcionar. Muita energia significa muita comida (como nós, cabeçudos, sabemos bem). E quem precisava de muito mais que os outros para viver acabava morto de fome. Roer osso, afinal, é bem menos nutritivo que abocanhar um filé de bisão. Quem levou mais vantagem, então, foram os mais mirrados e de cérebro menor.

E a transformação desse novo bicho não parou por aí. Continuou firme, e agora se aproveitando de uma fraqueza nossa: adorar filhotes. Qualquer filhote de mamífero parece agradável para nós. Pode olhar no Google Images: até os morcegos nenéns são uma fofura só. Os olhos grandes e os traços delicados dos recém-nascidos de outras espécies nos fazem identificar neles as características dos nossos bebês. Afinal, todos nós, mamíferos, temos um único tataravô, um ancestral comum parecido com um rato que viveu há 60 milhões de anos. Já que somos praticamente irmãos de qualquer coisa que dê de mamar, gostamos naturalmente dos filhotes deles.

E eles de nós também. Se você pegar para criar um filhote de leão, de urso ou de lobo, ele vai ser uma graça no início da vida; tão brincalhão e inofensivo quanto uma criança humana. Por isso mesmo muita gente cria filhotes de animais selvagens como bicho de estimação. O problema é quando ele virar bicho grande: sempre vai parecer (e ser) algo ameaçador. Você não vai querer um leão adulto no seu apartamento com a boca escancarada, cheia de dentes, esperando você chegar. Nem ele vai querer estar lá.

Mas aqueles lobos amigáveis queriam. Então aconteceu com eles uma coisa inédita no mundo animal. Os que tiveram mais sucesso – os mais bem alimentados, mais sexualmente ativos e com mais decendentes – foram os que continuaram com jeitão de filhote mesmo depois de adultos. Eram, afinal, os que mais agradavam os humanos. Nós enxotamos os lobos mais ferozes e paparicamos os mais dóceis, que passaram a receber comidinha na boca a vida inteira. Assim eles enganaram nossos instintos.

E suprimiram os deles: essa nova espécie, que 15 mil anos depois ganharia o nome de Canis familiaris, se separou totalmente do Canis lupus (o lobo propriamente dito). Desaprendeu a caçar para comer e se especializou em ganhar a comida de seres humanos. Em vez de formar matilhas, preferiu virar membro das nossas famílias. Desenvolveu o latido para chamar nossa atenção. E os instintos que sobraram foram os que parecem mais agradáveis para a gente. Por exemplo: sabe quando o cachorro vai lamber a cara do dono? É porque as lobas regurgitam comida para seus filhotes. Os cachorros não comem da boca de suas mães, mas mantiveram esse traço de comportamento selvagem-infantil com os humanos, já que para nós a coisa parece uma tentativa de beijo – não de comer vômito. Bom, na verdade sobraram mais instintos de lobo. Para caçar, por exemplo, o lobo combina várias habilidades inatas, que estão escritas em seus genes: procurar a presa, cercá-la, matar e trazer carne para o resto da matilha. Cada uma é um instinto independente. E todos precisam estar em sintonia para a caçada dar certo. Mas os cães não precisam caçar. Eles conseguem sua comida com as pessoas. Então alguns dos genes que eles herdaram dos lobos acabaram desligados. É por isso que alguns cães adoram perseguir e intimidar outros animais, por exemplo, mas não têm o instinto de matá-los. Isso também explica o comportamento daqueles cachorros que ficam correndo atrás dos carros, mas não sabem o que fazer quando um automóvel para.

À primeira vista, essas crises de identidade podem parecer inúteis. Mas aprendemos a usá-las a nosso favor. Primeiro na caça: nada mais eficiente para o homem pré-histórico que sair para caçar com um bicho que sabe perseguir presas como se fosse um lobo, mas que, em vez de comê-las, só “traz a carne de volta para a matilha” – no caso, para os homens.

Por volta de 9000 a.C. surgiria aquela que provavelmente é a maior revolução na história da economia mundial até hoje: a criação de gado – que permitiu o acesso a quantidades antes inimagináveis de comida. E os instintos tortos dos cachorros foram fundamentais nesse mundo novo. Os que tinham mais jeito para cercar presas foram usados para conduzir rebanhos. Os mais agressivos eram ensinados a proteger as ovelhas e bois como se fossem sua própria matilha, defendendo-os inclusive de lobos.

A partir daí, essas habilidades viraram o grande critério de seleção entre os cães – os que mais se davam bem entre as pessoas eram os que trabalhavam melhor em suas áreas. Com mais comida e abrigo que os outros, esses eram os que passavam seus genes adiante com mais facilidade. Depois o homem acelerou o processo por conta própria, colocando os indivíduos mais eficientes (ou mais elegantes ou mais fofos) para se reproduzir entre si. Isso dividiu a espécie dos cães em tipos bem distintos, coisa que hoje chamamos de “raça”. Na Roma antiga, por exemplo, já havia raças de cães de guarda, de pastores, de cachorrinhos de colo… E o bicho deixava definitivamente de ser mais um animal para se tornar membro da humanidade. Mas a história dos cachorros como os conhecemos hoje ainda nem tinha começado.

 

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Cachorrinho bastante cuidadoso leva rebanho de ovelhas para dentro da casa de seus tutores

por Andrezza Oestreicher — publicado 20 nov 2017 - 9:24

Rocky é um jovem cachorrinho que foi escolhido por sua família, que possui um rebanho de ovelhas, por conta de sua raça, Border Collie, que é conhecida como uma raça de pastoreio.

O cãozinho tem sete meses de idade e já está sendo treinado para cuidar das ovelhas que seus tutores criam na fazenda onde a família vive, incluindo Rocky.

Por ser ainda muito jovem e estar no início de seu treinamento, o pequeno cachorro às vezes se confunde um pouco e acaba cometendo alguns enganos bem engraçados,

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De luto pela morte de seus dois cãezinhos, homem ganha surpresa emocionante de sua esposa

por Andrezza Oestreicher — publicado 18 nov 2017 - 18:29

Nós já comentamos aqui no Portal do Dog como é doloroso perder um cachorrinho de estimação. Na maioria dos casos, esses bichinhos são mais do que apenas animais, são membros da família e deixam bastante saudade quando partem.

Um homem chamado James Xuereb, que vive com sua família em Ontário, no Canadá, passou por essa dor em dose dupla. Ele perdeu seus dois cãezinhos da raça Bichon Frisé, parecida com Poodle, chamados Nemo e Lucy.

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Cachorro penetra faz sucesso nas redes sociais

por Andrezza Oestreicher — publicado 18 nov 2017 - 9:31

No sábado passado, dia 11 de novembro, uma festa realizada em Novo Horizonte, no interior de São Paulo, contou com uma presença bastante diferente não tão desejada pelos organizadores da “balada”.

Um cachorrinho vira-lata foi descoberto entre o publico que curtia a música alta que tocava no salão onde a balada era realizada e foi expulso do local por seguranças.

O momento foi flagrado pelo fotógrafo profissional Lucas Valéo e a foto em que mostra o cãozinho nos braços de um dos seguranças se tornou um sucesso nas redes sociais,

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Cachorrinho bastante cuidadoso leva rebanho de ovelhas para dentro da casa de seus tutores

por Andrezza Oestreicher — publicado 20 nov 2017 - 9:24

Rocky é um jovem cachorrinho que foi escolhido por sua família, que possui um rebanho de ovelhas, por conta de sua raça, Border Collie, que é conhecida como uma raça de pastoreio.

O cãozinho tem sete meses de idade e já está sendo treinado para cuidar das ovelhas que seus tutores criam na fazenda onde a família vive, incluindo Rocky.

Rocky é um jovem cãozinho de pastoreio em treinamento. (Foto: Reprodução / Facebook Rosalyn Edwards)

Por ser ainda muito jovem e estar no início de seu treinamento, o pequeno cachorro às vezes se confunde um pouco e acaba cometendo alguns enganos bem engraçados, como o susto que acabou dando em sua tutora no mês passado, outubro.

De acordo com Rosalyn Edwards, tutora de Rocky, ela estava na cozinha da casa quando de repente começou a ouvir uns barulhos bem estranhos. Quando ela se virou, tomou um baita susto.

Acontece que o sapeca Rocky guiou nove ovelhas do pasto e as levou para dentro da casa de seus tutores.

Rosalyn contou que achou tudo aquilo bastante engraçado na hora, principalmente pela carinha que Rocky apresentava. Ele se mostrava bastante orgulhoso de seu feito.

Por conta de uma pequena confusão, o cachorro acabou levando nove ovelhas para dentro da casa de seus tutores. (Foto: Reprodução / The Telegraph / FORTITUDE PRESS)

Porém, ao perceber toda a sujeira que veio junto com as ovelhas, bateu o desespero e Rosalyn logo tratou de colocar todos os animais para o lado de fora da casa.

A tutora contou ainda que seu marido e seu filho tinham saído para o campo e deixaram o portão aberto. Foi o suficiente para o cachorro Rocky aprontar e levar as ovelhas para a casa.

“Rocky ficou bastante satisfeito consigo mesmo, mas ele vai precisar de mais treinamento. Ele trouxe um novo significado para ‘conduzir as ovelhas para casa’”, disse a tutora, divertindo-se da situação.

Fonte: The Telegraph

De luto pela morte de seus dois cãezinhos, homem ganha surpresa emocionante de sua esposa

por Andrezza Oestreicher — publicado 18 nov 2017 - 18:29

Nós já comentamos aqui no Portal do Dog como é doloroso perder um cachorrinho de estimação. Na maioria dos casos, esses bichinhos são mais do que apenas animais, são membros da família e deixam bastante saudade quando partem.

Um homem chamado James Xuereb, que vive com sua família em Ontário, no Canadá, passou por essa dor em dose dupla. Ele perdeu seus dois cãezinhos da raça Bichon Frisé, parecida com Poodle, chamados Nemo e Lucy.

O homem ficou extremamente emocionado com a surpresa e não conseguia parar de chorar. (Foto: Reprodução / Facebook Jaleen Xuereb)

Os cães já eram idosos, um deles faleceu de insuficiência cardíaca congestiva e o outro da idade avançada. O tutor ficou devastado. Seu coração estava completamente partido e ele ficou extremamente triste.

Arrasada por ver seu marido assim e com medo de que ele fosse tomado pro uma depressão, a esposa de James, junto com a filha do casal, preparou uma linda surpresa para o marido, que deixou o homem aos prantos, mas dessa vez de felicidade.

No intuito de ver o homem voltar a sorrir, a esposa e a filha de James deram de presente para ele um novo filhotinho, que veio acompanhado de um cartão emocionante.

Passada a emoção inicial, o homem era só felicidade com o novo filhote. (Foto: Reprodução / Family Pet / Jaleen Xuereb)

Com a foto de um cachorrinho na capa, o cartão dizia: “Oi, meu nome é Lumo. Eu sou um menino Bichon. Não, eu não sou Nemo, e nem poderia ser Lucy. Minha mãe me comprou para trazer alguma felicidade de volta à sua vida. Então, enquanto caminharmos nesta jornada de vida juntos, que possamos criar nossas memórias maravilhosas e reavivar as belas lembranças que você teve com Nemo e Lucy. Com amor, Lumo”.

Bringing happiness back into my fathers life after the loss of our two beloved dogs Nemo & Lucy💙💜 Welcome to the family Lumo.. from Bichon Lovers .References from very happy puppy owners

Posted by Jaleen Xuereb on Sunday, November 5, 2017

Extremamente emocionado, o homem não conseguiu ler o cartão até o final e ao receber em seus braços o novo filhote Lumo (uma combinação entre os nomes de Lucy e Nemo), James não segurou as lágrimas.

Difícil mesmo não se emocionar com essa história tão comovente.

Fonte: Family Pet