Companheiros há cerca de 13 mil anos, os cães ganharam centenas de formatos

por Samantha Kelly — publicado 3 out 2012 - 11:35

Há 135 mil anos, alguns lobos cinzentos do leste asiático ganhavam características diferentes. Logo eles passariam a acompanhar os hominídeos, ajudando-os na busca de alimentos – e, claro, deliciando-se com as sobras. Com o passar do tempo, no entanto, os cães foram totalmente integrados à rotina humana. De acordo com estimativas mais conservadoras, há 13 mil anos (no mínimo) eles estão completamente domesticados. “A parceria entre seres humanos e cães é uma das mais bem-sucedidas da natureza. É algo extremamente vantajoso para ambos”, diz a pesquisadora americana Karen Overall, do Centro de Neurologia e Comportamento da Universidade da Pensilvânia.

Os cachorros acompanharam a humanidade desde as primeiras viagens exploratórias – há quem diga que a travessia pelo estreito de Bering (entre Ásia e América) só foi possível com o suporte deles. São caçadores, protetores e policiais. Ao longo do tempo, desenvolveram a capacidade de se moldar às necessidades do amigo bípede. “Nenhum outro mamífero existe com tal variação de cores, tamanhos, pesos e tipos de pelo”, afirma Adam Miklosi, chefe do departamento de Etologia da Universidade Eötvös, na Hungria. São 701 diferentes linhagens (o termo “raças” é incorreto). E o futuro promete que esse número se multiplique exponencialmente.

 

As principais linhagens e a época em que elas surgiram

5000 a.C. – Força e rapidez
Existem alguns candidatos a primeiro tipo de cão conhecido. O mais forte deles é uma versão do greyhound. Variedades desse animal forte e rápido (corre até 65 km/h) foram localizadas no Egito antigo, no Oriente Médio e no atual Afeganistão.

4000 a.C. – Apoio e comida
Na China, o chow chow é companheiro nas caçadas e o sharpei é colocado em rinhas de luta – ambos também vão para o prato (hoje, de 11 milhões a 13 milhões são consumidos na Ásia por ano). Cerca de 2 mil anos depois surgiriam os pequineses.

3500 a.C. – Nobreza árabe
Cerâmicas do Irã documentam a existência do saluki – cuja imagem está presente em tumbas egípcias de 2100 a.C. Seu porte nobre e sua agilidade na caça conquistaram povos avessos ao animal, como os árabes. Na Índia, os saluki deram origem aos kanni.

1000 a.C. – Companhia no gelo
Fundamentais para os primeiros moradores da região gelada da Sibéria, os huskies siberianos são uma das poucas linhagens ligadas diretamente aos mais antigos antepassados. O nome vem de “eskie”, como eram chamados pelos inuits, tribo que habitava a região.

800 a.C. – Moradores de mosteiros
No Tibete, os lhasa apso eram usados como cães de guarda dos monges. Séculos depois, viajantes europeus encontrariam outra linhagem, que batizaram de “terrier tibetano” – ele não é um terrier, mas uma linhagem que remonta aos antepassados da raça.

Século 4 a.C. – Latidos mitológicos
A mitologia grega fala de Cérbero, o cão infernal de três cabeças. Homero cita Argus em sua Odisseia. Os gregos são considerados os primeiros povos ocidentais a tratar os cachorros como parte da família. Platão dizia que o seu era um “amante do aprendizado”. Os cães antigos da Grécia dão origem ao atual mastim espanhol. 

Século 1 – No pastoreio
As legiões romanas usavam o rottweiler no pastoreio. Em viagens para os recantos da Europa, também descobriram as variedades de hounds e mastifes dos britânicos. Essas linhagens dariam origem a várias outras conhecidas. Dos hounds, por exemplo, saem os beagles.

1000 – Linhagens nobres
Os reis do fim da Idade Média valorizam as raças consideradas puras, cujo cruzamento é estritamente controlado. Os bloodhounds (nome que vem de “sangue puro”) ganham coleiras de ouro. Misturados ao mastife e ao antigo buldogue, eles iriam gerar o fila brasileiro.

1880 – Bom companheiro
O labrador começou a surgir no Canadá, na província que ganharia o nome da linhagem. Era uma mistura de cães de origem europeia, incluindo o mastim. Um dos cachorros foi levado à Inglaterra, onde nobres ingleses continuaram fazendo cruzamentos até chegar a esse animal dócil.

1890 – Cão de guarda
O alemão Karl Friedrich Dobermann (1834-1894) tinha um emprego perigoso (coletar impostos) e queria um animal que o defendesse. Ele cruzou pelo menos quatro raças para gerar o dobermann, uma versão gigante do pincher – que existe desde pelo menos o século 15.

1899 – Sob medida
A fim de gerar e identificar novas linhagens, a Sociedade Phylax busca novas espécies para isolar e reproduzir. Um de seus líderes, Max von Stephanitz (1864-1936), anuncia a descoberta mais famosa do grupo: o pastor alemão, criado a partir da mistura de diferentes animais.

2010 – Sem limite
Fazendeiros norte-americanos fazem cruzamentos para criar (e vender) novas raças. A atividade deu origem a labradoodles (labrador com poodle) e cookerpoos (cocker spaniel americano com poodle miniatura).

Cãozinho tem mudança incrível após ser resgatado e fica irreconhecível

por Andrezza Oestreicher — publicado 24 fev 2018 - 18:33

Muitos cachorros que vivem abandonados nas ruas sofrem preconceito por serem sem raça definida e por questões estéticas. Porém, o estado em que esses animais se encontram é resultado do abandono e da falta de cuidados, coisas que estes animais não têm culpa.

Além de não lembrarem que o que realmente importa é o amor que estes cãezinhos estão sempre prontos para dar, os animais que vivem abandonados podem passar por uma grande transformação ao receberem um pouco de cuidado,

 » Read more about: Cãozinho tem mudança incrível após ser resgatado e fica irreconhecível  »

Livre após passar 38 anos preso injustamente, homem reencontra cachorro que conheceu na prisão

por Andrezza Oestreicher — publicado 24 fev 2018 - 9:32

Em 1980, quando tinha 21 anos de idade, Malcolm Alexander foi acusado e condenado por um crime grave e pegou prisão perpétua.

Porém, desde o dia de sua prisão, Malcolm se disse inocente e continuou afirmando isso durante todo o tempo em que esteve preso. Até que o Innocence Project (Projeto de Inocência), uma organização legal sem fins lucrativos dedicada cuidar de casos de pessoas que podem ter sido condenadas injustamente, resolveu,

 » Read more about: Livre após passar 38 anos preso injustamente, homem reencontra cachorro que conheceu na prisão  »

Aluno manda cartinha fofa para professora que acabou de perder o cachorro

por Andrezza Oestreicher — publicado 23 fev 2018 - 9:34

Perder um cachorro é sempre muito triste e quem passa por esse momento sabe como é importante receber conforto e carinho das pessoas que amamos e também dos outros animais da família.

Pensando nisso, um aluno decidiu mandar uma cartinha para confortar uma professora quando soube que o cãozinho dela tinha acabado de falecer.

A cartinha era tão fofa, que a filha da professora decidiu fotografar e publicar no Twitter.

 » Read more about: Aluno manda cartinha fofa para professora que acabou de perder o cachorro  »

deixe seu comentário:
Siga o Portal do Dog
Últimas notícias

Cãozinho tem mudança incrível após ser resgatado e fica irreconhecível

por Andrezza Oestreicher — publicado 24 fev 2018 - 18:33

Muitos cachorros que vivem abandonados nas ruas sofrem preconceito por serem sem raça definida e por questões estéticas. Porém, o estado em que esses animais se encontram é resultado do abandono e da falta de cuidados, coisas que estes animais não têm culpa.

Além de não lembrarem que o que realmente importa é o amor que estes cãezinhos estão sempre prontos para dar, os animais que vivem abandonados podem passar por uma grande transformação ao receberem um pouco de cuidado, um bom banho e tosa e carinho. E é isso o que mostra a história do cachorrinho Frodo.

O pequeno cachorrinho foi encontrado em uma situação bastante crítica. (Foto: Reprodução / Klaudija Sigurnjak)

Em uma situação bem ruim, o cãozinho Frodo estava coberto por sarna, tinha poucos pelos e os que restaram estavam bem desgrenhados, estava faminto e com um de seus olhos com uma infecção grave.

Apesar de estar bem assustador, sinceramente falando, as pessoas que o encontraram na Croácia pouco se importavam com a sua aparência. O que eles viram foi um pequeno cachorrinho que precisava de ajuda urgente. Então, eles nem pensaram duas vezes antes de socorrer o animal.

O animal ficou sob a responsabilidade da Klaudija Sigurnjak, protetora animal já conhecida no local onde o animal foi encontrado. “Fiquei atordoada. Eu mal podia acreditar que era realmente um cachorro”, disse ela ao site The Dodo.

Após conseguir ganhar a confiança do cãozinho, com a ajuda de comida, Klaudija pôde ver melhor sua real situação e dar todo o cuidado que ele precisava. Porém, o caso era mais grave do que ela protetora imaginava. “Ele estava cheio de pulgas e carrapatos, e morrendo de fome. Não tínhamos certeza se ele sobreviveria ou não”, confessou.

Apesar das dúvidas e de perder um olho, o cãozinho deu a volta por cima e conseguiu se recuperar. (Foto: Reprodução / Klaudija Sigurnjak)

Com o tempo, o cachorro foi se mostrando um verdadeiro guerreiro e mesmo perdendo o olhinho que estava infeccionado, ele deu a volta por cima. O cãozinho ganhou saúde, peso, teve seus pelos de volta e recuperou também seu espírito e sua personalidade. Com tudo isso junto, ele foi ficando cada vez mais bonito.

Em cerca de oito meses Frodo teve uma transformação fenomenal. “Nós nunca sonhamos que ele seria tão lindo”, disse Klaudija. Quando já estava bem recuperado e pronto para adoção, o cãozinho rapidamente conseguiu uma nova família e está recebendo muito amor no novo lar.

Fonte: Bored Panda

Livre após passar 38 anos preso injustamente, homem reencontra cachorro que conheceu na prisão

por Andrezza Oestreicher — publicado 24 fev 2018 - 9:32

Em 1980, quando tinha 21 anos de idade, Malcolm Alexander foi acusado e condenado por um crime grave e pegou prisão perpétua.

Porém, desde o dia de sua prisão, Malcolm se disse inocente e continuou afirmando isso durante todo o tempo em que esteve preso. Até que o Innocence Project (Projeto de Inocência), uma organização legal sem fins lucrativos dedicada cuidar de casos de pessoas que podem ter sido condenadas injustamente, resolveu, em 1996, lutar por este homem.

Malcolm Alexander reunited with puppy

Malcolm Alexander, who was freed after nearly 38 years, will be joining us for a Facebook Live today at 4 p.m. ET. __Get started by leaving a question for him below and learn more about his case here: owl.li/i2Bu30i5VOE

Posted by Innocence Project on Tuesday, February 20, 2018

No dia 30 de janeiro deste ano, 2018, Malcolm Alexander foi liberado da penitenciária de Louisiana. Ele foi absolvido graças a provas que envolviam evidências de DNA.

38 anos depois e com 58 anos de idade, Malcolm, finalmente estava livre e pôde voltar para a sua família, sua mãe, filho e neto. Mas, estava faltando algo na vida dele. Algo muito importante que tinha ficado na penitenciária.

Era a cadelinha Innocence, também chamada de Inn, uma Labrador preta de nove meses de idade que nasceu na penitenciária e foi cuidada por Malcolm.

Felizmente, uma advogada do projeto que ajudou Malcolm cuidou também para que a cadela pudesse ficar com ele fora da prisão. “Você não tem mais nada com que se preocupar … Eu disse que eles iriam nos tirar”, ele disse para Inn quando a encontrou pela primeira vez após ser solto.

(Vídeo: Reprodução / YouTube NOLA.com)

A cadela, e mais nove irmãos, nasceu na penitenciária e vivia nos locais onde o homem trabalhava lá dentro, a loja de metais e a loja de madeira. Ele cuidou dela e a alimentou durante todo esse tempo e teve o direito de ficar com ela do lado de fora.

Ter um cão é um privilégio. Isso faz o mundo diferente”, afirmou Malcolm ao TODAY.

O homem, que aprendeu carpintaria, marcenaria e fabricação de joias durante seu tempo na prisão, espera encontrar trabalho em breve.

Fonte: Life With Dogs