História e domesticação

por Samantha Kelly — publicado 10 jul 2012 - 14:43

 

Há várias teorias quanto a origem do cão, principalmente por ser um processo de milhares de anos, antes quando o mundo ainda nem sonhava em guardar históricos de sua evolução. Ainda hoje nos deparamos com novas descobertas de fósseis que adicionam ainda mais peças para esse quebra cabeça.

Uma das teorias aponta para antes da domesticação, cerca 135 mil anos atrás na separação dos lobos e cães quando restos mortais de canídeos (lobos) com morfologia próxima a do cinzento estavam misturadas com ossadas humanas.

Outras teorias apontam que a domesticação teria acontecido há 30 mil anos, com evolução mais forte entre os períodos de 15 e 12 mil anos, e em média 20% das raças encontradas atualmente, entre 10 e 8 mil anos no oriente médio.

Porém, ainda há muita discordância quanto a sua origem propriamente dita. Especula-se que os cães podem ser descendentes de uma outra variação canídea, direto do lobo cinzento ou de cruzamentos entre lobos e chacais.

Porque tamanha dificuldade de encontrar a origem canina, já que já descobrimos há tanto tempo a origem do cavalo e do porco? Uma das respostas é que os canídeos, predadores do topo das pirâmides alimentares, são consequentemente muito menos numerosos que suas presas e, por isso, menos representados que os herbívoros nas zonas fossílicas. Os canídeos da pré-história apresentam, além disso, poucas características distintivas. E outro fator crucial é o foco dos sítios arqueológicos terem como prioridade os vestígios humanos.

Em alguns achados arqueológicos, já foram encontrados cães enterrados junto à cadaveres humanos, sugerindo uma relação de afetividade.

O cão teria sido resultado de uma seleção artificial de filhotes de lobos-cinzentos e chacais que viviam ao redor de acampamentos pré-histórico, alimentando-se de restos dos humanos.

Os seres humanos então existentes teriam notado que certos lobos se diferiam por serem mais acessíveis e se aproximarem mais dos humanos, e enxergando utilidade nessa relação (alerta para predadores) teriam capturado alguns filhotes.

Os que eram muito agressivos e não aceitavam a presença humana eram descartados e impedidos de acasalar. Já os dóceis, tolerantes e obedientes eram escolhidos. Ao longo do tempo, essa experiência serviu de grande valia para segurança e auxílio na caça. Foi um processo longo e baseado em tentativas e erros.

Na pré-história surgiram os primeiros trabalhos caninos e consequentemente os laços entre homem e cão se estreitaram. Os cães ganhavam alimento e abrigo e os homens ganhavam serviço de guarda e ajuda na caça.

Viajaram o mundo inteiro juntos com as migrações humanas, sendo vistos em culturas romanas, egípcias, assírias, gauleses e pré-colombianas. Grande adaptação à novos ambientes, nossos amigos caninos crescerem e evoluíram junto com a história dos homens.

No Egito Antigos os cães teriam sido reverenciados como grandes conhecedores dos segredos do Mundo, além de serem utilizados como caçadores e adorados na forma do Deus Anúbis, relação essa que teria surgido do hábito de se alimentarem de cadáveres.

Já no continente europeu, na Grécia Antiga, os cães eram relacionados com os deuses da cura, com templos repletos de cachorros que lambiam as feridas dos doentes. Ainda neste período, teriam combatido junto com Alexandre, o Grande, assim migrando para Ásia e outras partes da Europa.

Na Gália eram guardiões, caçadores e tinham a honra de serem sacrificados aos deuses e enterrados nos túmulos de seus donos.

No período do Império Romano, os cães de grande porte seriam utilizados para diversão do publico no Coliseu de Roma. Vinham da Bretanha e eram tratados de maneira grotesca, sem alimento e presos até ficarem violentos o suficiente para apresentarem um bom espetáculo, tendo como intuito matar prisioneiros, escravos e cristãos. A fama era tamanha que foram quase extindos devido ao uso exagerado nas guerras e apresentações.

No fim do Império Romano e no início da Idade Média os cães já estavam por toda parte do continente europeu, levados pelos mercadores fenícios do Oriente Médio à região mediterrâneas e adentrando a região seguindo os soldados romanos.

Com a Europa assolada pela Peste Negra, os cães perderam o prestígio de outrora por comerem os cadáveres doentes e infectados. A Igreja Católica, instituição mais poderosa e influente da época, passou a relacioná-los com a morte, e essa supertição passou para a população e eles ficaram conhecidos como animais de bruxas, vampiros e lobisomens. A inquisição matou milhares de cães e lobos. Para piorar, ainda existiam decretos que diziam que qualquer preso acusado de bruxaria e que tivesse a visita de um cão, gato ou pássaro seria imediatamente culpado e queimado na fogueira. Apesar desse período complicado, no final da Idade Média alguns cães já eram vistos com crianças.

O Renascimento trouxe tempos melhores aos cães, com alguns caindo no gosto dos nobres da época usados como caça esportiva e cuidados e tratados em canis de cada castelo.

As famílias eram livres para criarem suas próprias raças e assim cada região foi desenvolvendo uma variedade imensa de novas raças. As novas raças eram únicas e por isso viraram um item de luxo, sendo dadas de presente entre os nobres. Com essa atitude houve uma grande difusão de raças mas também a preservação de algumas.

Nessa época também surgiram os cães de companhia por terem notado sua fidelidade. Guilherme de Orange dos Países Baixos declarou que seu cão o salvou de um atentado.

Tribos siberianas usavam seus cães para praticamente tudo, e assim foram grande aliados (puxando trenós) na conquista dos polos pelos primeiros homens a pisar no Polo Sul e Norte.

No período das grandes navegações, os homens que migravam para o Novo Mundo também levavam seus cães. Os povos pré-colombianos conheciam cães mas não em tamanha variedade. Nas guerras contra os nativos eles foram grandes farejadores e utilizados para encontrar os índios. Por isso que, na atual República Dominicada, milhares de indígenas foram assassinados por uma tropa de 150 soldados de infantaria. 30 cavaleiros e 20 cães rastreadores.

Durante o século XIX, o treinamento de cães para as guerras voltou a ser tão popular quanto na época de Alexandre, o Grande. Nessa época eles tambem utilizavam cães de menor porte, porém possuidores de forte musculatura e que chegavam a ser bem agressivos, como o Bull Terrier.

No século seguinte, por consequência das grandes guerras, algumas regiões muitos afetadas pela guerra tiverem seus cães extintos e assim, os cães que eram usados como militares tornaram-se bastante populares, como o Pastor Alemão e o Doberman. No Japão, o imperador decretou que todos os cachorros que não fossem pastores alemães fossem mortos para que suas peles servissem de uniforme para os soldados, levando muitos criadores de Akita a cruzarem seus animais com partores, ou seja, mais uma raça criada. Após a guerra surgiram os primeiros centros para cães-guia para cegos.

Apesar de estar conosco há tantos anos, apenas no século XX o cão tornou-se realmente um animal de estimação, como o conhecemos e amamos hoje, tendo se adaptado aos costumes humanos.   Acredita-se que essa relação entre os dois mais numerosos carnívoros do mundo acontece devido ao fato dos cães conhecerem  e entenderem o que os humanos querem.

Hoje, o cão se tornou parte da família. Temos lojas especializadas em cães (inspiradas em serviços disponibilizados para seres humanos). Esse prolongamento de responsabilidade de seu dono é tamanho, que em caso de morte deste, o cão recebe uma apólice de seguro. De acordo com pesquisas recentes,  80% das pessoas acham que o cão é “confidente”, sem julgamento desaprovador e sem proibições.

Cadelinha mantida presa por usuários de droga é resgatada por agentes da Polícia Federal

por Andrezza Oestreicher — publicado 9 dez 2017 - 18:38

As drogas podem ser as causadoras de graves problemas, como furtos, roubos, podem causar ainda a destruição de famílias e até morte, principalmente dos seus usuários.

No Paraná, mais um grave problema que tem as drogas como causa foi descoberto pela Polícia Federal. Usuários de drogas, mais especificamente de crack, estavam prendendo cachorros para que eles fossem abatidos e comidos, como churrasco.

Mãezinha é um dos animais que teve a sua vida salva pelos policiais.

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Policiais salvam filhotes de cachorro que estavam trancados dentro de mala abandonada na estrada

por Andrezza Oestreicher — publicado 9 dez 2017 - 9:32

Os seres humanos, ditos racionais, são capazes de crueldades contra animais a que custamos acreditar terem sido feitas de propósito, mas são.

Na madrugada do último domingo, dia 3 de dezembro, três pequenos filhotes de cachorro foram encontrados dentro de uma mala fechada que estava abandonada na beira de uma estrada em Navegantes, no Litoral Norte de Santa Catarina.

Os animais, que têm cerca de dois meses, foram resgatados por policiais do pelotão de patrulhamento tático da PM.

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Comerciante toma cachorro de mulher que não pagou dívida em sua loja

por Andrezza Oestreicher — publicado 8 dez 2017 - 9:33

Em Curitiba, policiais foram chamados para resgatar um cachorro depois que o animal foi levado da própria casa e feito de refém por um comerciante local.

De acordo com o delegado que está no comando das investigações do caso, o acusado afirmou que a dona do animal comprou flores e vasos em sua floricultura e ficou devendo cerca de R$ 1,2 mil.

Na noite da última terça-feira, dia 5 de dezembro, o dono da floricultura,

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Cadelinha mantida presa por usuários de droga é resgatada por agentes da Polícia Federal

por Andrezza Oestreicher — publicado 9 dez 2017 - 18:38

As drogas podem ser as causadoras de graves problemas, como furtos, roubos, podem causar ainda a destruição de famílias e até morte, principalmente dos seus usuários.

No Paraná, mais um grave problema que tem as drogas como causa foi descoberto pela Polícia Federal. Usuários de drogas, mais especificamente de crack, estavam prendendo cachorros para que eles fossem abatidos e comidos, como churrasco.

Mãezinha é um dos animais que teve a sua vida salva pelos policiais.

A fofa cadelinha vivia junto com outros cachorros às margens do rio Paraná, próximo à Ponte da Amizade, entre Brasil e Paraguai. Apesar de abandonados, os animais poderiam ser considerados bem, na medida do possível.

Cadela prestes a virar churrasco de usuários de crack foi salva por agentes da PF. (Foto: Reprodução / Folha Press / Bruno Santos)

Até o dia em que usuários de drogas passam a viver no mesmo espaço que esses cães e a prender os animais para o consumo próprio. Isso mesmo, os cachorros que vivam por ali antes dos novos moradores passam a ser mortos para serem feitos de churrasco.

Felizmente, a Polícia Federal descobriu o local a tempo de salvar a cadela Mãezinha. Agentes da PF foram até a região para verem um antigo estaleiro e estudarem as mudanças necessárias para abrigar ali uma base naval da corporação.

Ao ser encontrada, a cadela estava bastante abatida e tremendo de medo em meio a restos de ossos e carne de cachorro em espetos improvisados espalhados pelo chão. Além disso, de acordo com os policiais, Mãezinha estava com uma aparência de quem não estava sendo alimentada já há alguns dias.

Além de darem água, comida e um nome para a cadela, os agentes adotaram o animal e decidiram ficar com a Mãezinha de vez.

“Hoje ela faz parte do nosso efetivo”, afirmou Celso Calori, subchefe do Nepom (Núcleo Especial de Polícia marítima), da PF.

Depois de inaugurada, a nova base do Nepom fez com que todo o entorno do local, que antes era tomado por usuários de drogas e até contrabandistas paraguaios, fosse modificado e transformado em um lugar diferente e novo.

Mãezinha vive muito feliz com sua nova e grande família e nenhum animal voltou a aparecer morto pelo local.

Fonte: Stúdio.fm / Folha Press

Policiais salvam filhotes de cachorro que estavam trancados dentro de mala abandonada na estrada

por Andrezza Oestreicher — publicado 9 dez 2017 - 9:32

Os seres humanos, ditos racionais, são capazes de crueldades contra animais a que custamos acreditar terem sido feitas de propósito, mas são.

Na madrugada do último domingo, dia 3 de dezembro, três pequenos filhotes de cachorro foram encontrados dentro de uma mala fechada que estava abandonada na beira de uma estrada em Navegantes, no Litoral Norte de Santa Catarina.

Os pequenos cães estavam dentro de uma bolsa de viagem fechada e abandonada na estrada. (Foto: Reprodução / PM / Divulgação)

Os animais, que têm cerca de dois meses, foram resgatados por policiais do pelotão de patrulhamento tático da PM. “Estávamos fazendo patrulhamento de rotina e vimos a mala no cantinho da estrada, era grande, verde, destoava. Paramos e abrimos para ver”, contou o comandante do tático em Navegantes, o tenente Bruno Monteiro, ao site G1.

Ainda de acordo com o tenente, os pequenos cãezinhos estavam muito desesperados. Em seguida, os animais foram levados para o batalhão, onde beberam bastante água, receberam alimento e finalmente puderam descansar. “Tinha minha marmita da janta, piquei o frango e dei para eles. Depois dormiram no meu colo”, disse o tenente Bruno Monteiro.

Felizmente, os três cachorros, todos sem raça definida, rapidamente ganharam novas famílias depois que os policiais divulgaram o caso nas redes sociais. Dois cães foram adotados por um policial e o terceiro animal foi adotado por um morador de Balneário Piçarras.

Os animais foram salvos por policiais, que resgataram e cuidaram dos filhotes. (Foto: Reprodução / PM / Divulgação)

“Apesar de estar acostumado com situações em que há animais vítimas de maus tratos, sempre surpreende a maldade do ser humano, em deixá-los ali. Nos primeiros raios de sol eles iriam morrer sufocados”, desabafou o tenente.

Fonte: G1