Lidando com a adoção e a compra de cachorros

Incentivando a adoção e a compra responsável

por Samantha Kelly — publicado 21 abr 2014 - 3:07

A falta de estrutura e de políticas públicas aliadas ao desrespeito pela lei, que vai desde os criadores ilegais aos pseudo-tutores que abandonam cães nas ruas todos os dias, transformou a situação de muitos animais do nosso país em um verdadeiro caos, sentenciado milhões a zanzar pelas ruas, com fome e doentes, enfrentando a morte iminente no próximo carro ou nos já lotados CCZs.

Adoção e compra de animais. Foto: Reprodução

Adoção e compra de animais. Foto: Reprodução

Sabendo dessa realidade e querendo ver uma mudança, aqui no Portal, nós SEMPRE incentivamos a adoção de animais por saber e conhecer a briga a ser travada contra o descaso. Desde o princípio a adoção é uma prioridade em nossos temas e ações.

Atualmente, além de incentivar através de nosso trabalho diário e abrir espaço para iniciativas e projetos que ajudam animais, estamos desenvolvendo o site “Ong na Minha Cidade“, um projeto paralelo dos administradores do Portal do Dog que será um banco de dados com o intuito de construir uma ponte entre possíveis adotantes e os animais e dar visibilidade ao trabalho magnífico feito por organizações não governamentais que resgatam animais que se encontram em situação de abandono, negligência e sofrimento.

Esse é o nosso trabalho e a nossa escolha, o que não nos dá o direito de impor o nosso pensamento ao outro. O que nós podemos fazer é trocar informações e, quem sabe, inspirar com o exemplo.

Demonizar, generalizar ou não admitir que há criadores que são sérios e que há pessoas que compram  de locais comprometidos e amam seus cães, não irá ajudar em nada a gerar uma conscientização. É colocar a culpa nos que não são os culpados e simplificar um problema muito mais complexo do que aparece na superfície.

Independente de como você se sinta em relação ao comércio de animais, ele existe e é permitido em nosso país. Por isso, batemos na tecla que é importante a troca de conhecimento e a educação do grande público quanto ao tema. Algumas pessoas vão comprar um cachorro de determinada raça por vários motivos, desde uma afeição especial até as qualidades e predisposições da raça (como por exemplo os cachorros que trabalhavam com pastoreio). Então, se a decisão é essa, que o façam de maneira responsável.

Estamos sempre insistindo que, antes de comprar, chequem se o criador é sério e regularizado, que não comprem de petshops, que pratiquem a posse responsável. Que se a nossa justiça é morosa e falha e a falta de fiscalização é praticamente uma regra, que sejamos conscientes o suficiente em não alimentar o comércio ilegal de animais ao dar dinheiro a fábricas de filhotes e criadores de fundo de quintal, que continuam por ainda ter lucro na exploração desenfreada. (Ler mais em “Como saber se o criador do meu cachorro é sério?“)

Como se não bastasse o preconceito que o SRD enfrenta, agora notamos uma certa aversão de algumas pessoas a cães de raça definida. Munidos de muito julgamento e geralmente com pouco trabalho pela causa, soltam seus “por que um cachorro de raça” ou “por que não adotou?”, sem nem saber da história por trás de cada um e esquecendo o fato que nem todos os cães disponíveis para adoção são SRDs.

Eu sei que um dia, talvez não na minha vida, nossa sociedade não vai mais olhar para cães SRDs e não enxergar falta de status, olhar para cães de raça definida e não enxergar o comércio ilegal de animais, enxergar cães idosos e com necessidades especiais e não enxergar um objeto descartável… E que essa discussão de adoção e compra será tão defasada, que irão nos perguntar como um dia fomos tão atrasados. Nesse futuro, todos serão o que são: cachorros, amigos leais e companheiros.

Até lá, continuaremos defendemos que a melhor maneira de ensinar, conviver e incentivar a adoção não é xingar a escolha alheia e sim focar toda essa energia em começar ou continuar a ajudar. Polarizar é cortar o diálogo com o “outro lado”, é julgar e se fechar em sua verdade sem se permitir conhecer pontos de vista diferentes.

O ato de receber em cachorro em sua vida, através da adoção ou da compra, e verdadeiramente apreciá-lo, garantir que ele tenha uma vida decente e confortável, praticando a posse responsável até o mais íntimo do seu significado, para nós esse é o importante.

 

Atualização 22/04

Veterinários são enviados para tratar cães de rua que vivem próximo de Chernobyl

por Andrezza Oestreicher — publicado 23 ago 2017 - 11:00

A explosão e o incêndio na fábrica de Chernobyl em 26 de abril de 1986 foi o pior acidente nuclear civil do mundo e deixou altos níveis de radioatividade nas áreas ao redor da fábrica.

Hoje, 31 anos depois, ainda existem áreas de contaminação radioativa na região e muitos cães abandonados vivem por essa região sem receber nenhum tipo de cuidado.

De acordo com o grupo Four Paws, centenas de descendentes de cães abandonados na área de Chernobyl estão vagando por dentro e ao redor do reator destruído.

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Tata Werneck adota cãozinho deficiente da Ampara Animal

por Samantha Kelly — publicado 23 ago 2017 - 8:41

A musa do humor brasileiro mais uma vez deixou claro que o seu talento é proporcional ao seu coração.

Já mãe de 14 pets, ela abriu as portas de sua casa novamente, agora para um cachorro especial que foi regatado através do incrível trabalho que a Ampara Animal realiza.

Meu novo filho! Doida pra chegar e te dar todo amor que vc não recebeu! Pra cuidar de todas as feridas que pessoas maldosas fizeram com vc!

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Adolescentes gravam símbolo da suástica na cabeça de um Chihuahua e assustam família

por Andrezza Oestreicher — publicado 22 ago 2017 - 18:23

No Arizona, Estados Unidos, um cãozinho com um símbolo da suástica pintado na cabeça deixou uma família bastante aterrorizada.

Uma mulher ficou chocada quando o animal, que é de um vizinho, apareceu na porta de sua casa. O medo que ela sentiu é fácil de explicar.

A suástica é como uma marca da raça ariana e foi muito utilizada pela Alemanha Nazista, período em que os alemães acreditavam que sua raça era a pura e havia muito preconceito com outros povos.

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Veterinários são enviados para tratar cães de rua que vivem próximo de Chernobyl

por Andrezza Oestreicher — publicado 23 ago 2017 - 11:00

A explosão e o incêndio na fábrica de Chernobyl em 26 de abril de 1986 foi o pior acidente nuclear civil do mundo e deixou altos níveis de radioatividade nas áreas ao redor da fábrica.

Hoje, 31 anos depois, ainda existem áreas de contaminação radioativa na região e muitos cães abandonados vivem por essa região sem receber nenhum tipo de cuidado.

Os cães que vivem por lá são alimentados por trabalhadores da usina. (Foto: Reprodução / Daily Mail / Getty Images)

De acordo com o grupo Four Paws, centenas de descendentes de cães abandonados na área de Chernobyl estão vagando por dentro e ao redor do reator destruído. Ainda segundo informações, muitos destes animais vivem em áreas com contaminação radioativa.

Pensando nestes cachorros, um grupo internacional de bem-estar animal com base nos Estados Unidos, disse que está enviando uma equipe de médicos veterinários para a Ucrânia para cuidar destes cães.

O grupo, que irá se juntar a uma turma de outros especialistas que já estão na região, vai oferecer tratamentos médicos, como vacinas contra a raiva e serviços de castração, para os cachorros que vivem dentro da área conhecida como “zona de exclusão”.

“Devido a animais selvagens que também vivem dentro da zona de exclusão, os cães abandonados são frequentemente infectados com raiva, representando um risco para as pessoas que trabalham na usina”, informaram representantes do grupo Four Paws.

Os cachorros irão receber cuidados médicos e vacinas. (Foto: Reprodução / Daily Mail / Getty Images)

Ainda de acordo com o grupo, após o desastre nuclear, aconteceu o que ficou conhecido como “temporada aberta”, quando soldados foram autorizados a caçar os animais que viviam pela região atingida. Alguns cães sobreviveram a esse período e acabaram fugindo para bosques próximos.

Porém, a presença de outros animais e a falta de comida fez com que esses cachorros voltassem para a cidade abandonada e para a usina nuclear ainda ativa. “Lá, os trabalhadores começaram a alimentar os cães e eles ficaram desde então”, explicou Julie Sanders, diretora internacional de animais de companhia da Four Paws.

Fonte: Radio Free Europe/Radio Liberty

Tata Werneck adota cãozinho deficiente da Ampara Animal

por Samantha Kelly — publicado 23 ago 2017 - 8:41

A musa do humor brasileiro mais uma vez deixou claro que o seu talento é proporcional ao seu coração.

Já mãe de 14 pets, ela abriu as portas de sua casa novamente, agora para um cachorro especial que foi regatado através do incrível trabalho que a Ampara Animal realiza.

Meu novo filho! Doida pra chegar e te dar todo amor que vc não recebeu! Pra cuidar de todas as feridas que pessoas maldosas fizeram com vc! E juntos seremos mto felizes! E obrigada @amparanimal ! Por todo cuidado que tem com os bichos que (não consigo entender) algumas pessoas não têm capacidade de ter!

Foto: Reprodução/Instagram

Nino já aparece muito confortável e se familiarizando com sua nova moradia em vídeos postados nas redes por Tata e seu companheiro Rafael Vitti.

O fato dele não ter uma perna não muda em nada sua disposição e capacidade de amar e só prova que todos merecem uma segunda chance.

Nino tá feliz 😁 @amparanimal @tatawerneck

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Deitei no tapete mesmo esperando mamãe chegar 😍❤️

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