O que fazer ao encontrar um cachorro na rua

Saiba como deve prosseguir para resgatar um cachorro ou gato que encontrou na rua.

por Samantha Kelly — publicado 6 abr 2015 - 10:51

Encontrar um animal na rua é uma das situações mais difíceis para qualquer pessoa que se sensibiliza com a dor e o sofrimento dos que vivem as margens da sociedade, realmente em uma realidade que parece ser invisível. No caso dos animais, é uma questão ainda mais dramática, pois eles não têm voz e suas vidas são muitas vezes vistas como de menor importância.

Como posso resgatar animais abandonados nas ruas. Foto: Reprodução

Como posso resgatar animais abandonados nas ruas. Foto: Reprodução

Infelizmente, é muito mais comum encontrar animais nas ruas do que gostaríamos que fosse, já que vivemos em um descontrole total quanto a natalidade dos animais que moram nas ruas, não há políticas públicas suficientes que lidem com a problemática e a sociedade civil continua abandonando e permitindo que os animais procriem sem nenhum plano posterior quanto aos filhotes.

Chegamos ao ponto que, apenas no Brasil, segundo a Organização Mundial da Saúde, são 30 milhões de animais abandonados, sendo 20 milhões de cachorros e 10 milhões de gatos. Para cada cinco habitantes, há um cachorro abandonado.

Se você se sensibilizou com um animal e quer ajudar, saiba que é possível. A questão é que não fazer nada e se omitir também é fazer parte do problema. Confira uma lista de soluções para as questões mais comuns sobre o tema.

 

“Encontrei um cachorro na rua, o que posso fazer?”

Primeiro e mais importante passo é não deixá-lo desamparado. Leve-o ao veterinário para garantir que a saúde do animal está bem e para oferecer o tratamento que ele tanto precisa. Os cães que moram nas ruas geramente estão com a saúde enfraquecida, já que não se alimentam direito e vivem expostos ao tempo.

Nesse caso, é você quem paga a conta no veterinário.

Capturando o animal

Nem sempre o animal estará disposto a ir de primeira quando você chamar. Ninguém nunca sabe o nível de abuso que um cachorro ou gato podem ter sofrido no passado então muitos podem não confiar em humanos.

Uma técnica muito usada é levar alguma comida para que o animal venha até você com mais facilidade e ter paciência para persistir.

Para o transporte, leve uma caixa de transporte (se possuir uma) e garanta que terá uma carona para o veterinário e outros caminhos necessários.

No caso dos gatos ferais, há armadilhas seguras de gaiola já que eles não se aproximarão com facilidade.

Castrar o animal é primordial

Um animal não deve nunca ser disponibilizado para adoção se o mesmo não estiver castrado e ponto final. Deixá- lo sem ser castrado não ajuda em nada, pelo contrário, só perpetua um ciclo vicioso que é o que justamente devemos combater. Caso você não tenha recursos financeiros para pagar uma castração, há prefeituras que disponibilizam castração gratuita, há mutirões realizados pela sociedade civil que também oferecem castração e há médicos veterinários e clínicas que fazem a castração por um preço mais acessível e social. Se informe, seja na internet ou no seu bairro, aonde é mais em conta para castrar o animal. A castração é um ato de amor!

Leia mais sobre o tópico e desmistifique os preconceitos:

Castração é a melhor escolha? / Castração – Pré-cirúrgico, dia da cirurgia e pós-operatório / Castração de cachorros

“Não tenho dinheiro para resgatar/pagar o tratamento de um animal”

Se você não tiver o dinheiro para custear o veterinário, possíveis remédios, a necessária castração e a alimentação, considere trazer seus familiares e amigos para a causa. Efetuar uma rifa, fazer uma vaquinha virtual também podem levantar dinheiro para o cuidado geral do animal.

Ha clínicas que efetuam o atendimento e ou tratamento de graça ao a baixo custo. Fizemos um banco de dados que reúne os Hospitais e Clínicas Veterinárias de baixo custo no Brasil (acesse aqui). Essa iniciativa está sempre em evolução e nós contamos com a ajuda do público para nos informar e deixar ainda mais completo com informações atuais.

Considere oferecer um lar lemporário ao animal

Enquanto o animal ainda está em tratamento, você pode levá-lo para a sua casa e oferecer um lar temporário. Mesmo que não possa se comprometer a longo prazo com a adoção, por qualquer motivo que seja, ele estará amparado até que você encontre alguém para adotá-lo.

“Não tenho espaço na minha casa/apartamento para resgatar um animal”

Nesse caso você pode procurar com algum amigo ou parente alguém que tenha um local que sirva de abrigo para que o cachorro ou gato possa, por enquanto, ser acolhido.

Para quem puder pagar por um hotelzinho pet, há hóteis que se disponibilizariam a até mesmo fazer um preço mais em conta.

“Não tenho tempo para resgatar um animal”  ou “Trabalho o dia inteiro e não posso resgatar um animal”

Nesse caso, você pode contar com a ajudar de seus pais, amigos ou familiares que poderão dividir o fardo com você e cuidar pelo menos por um período do dia ou da semana do animal.

Para quem tiver uma condição financeira melhor, há Day Cares (ou creches) que cuidam dos animais e também há os hoteizinhos pets que aceitariam ficar com o animal durante o dia (lembrando que esses serviços são pagos).

Mesmo que o animal precisar ficar por mais tempo sozinho em sua casa, ainda assim é melhor que na rua. Para compensar o tempo que ele fica sozinho, não deixe de passear e dar atenção quando chegar.

E se eu castrar e devolver o animal as ruas?

Há um método chamado C.E.D (Captura, Esterilização e Devolução) que visa diminuir as matilhas e colônias de gatos ao castrar os animais e devolvê-los as ruas. O processo envolve a captura, esterilização, recuperação após a cirurgia e a devolução do animal ao seu território de origem.

Obviamente o ideal é que os animais tenham um lar, porém esse método visa especificamente o controle populacional dos animais que vivem nas ruas que, se deixados sem castração, podem produzir literalmente milhares de filhotes em uma questão de poucos anos.

Ele já ocorre em muitos países desenvolvidos e representa pelo menos uma maneira de remediar a situação catastrófica dos animais abandonados nas ruas brasileiras.

Assista abaixo o vídeo da ONG Bicho Brother sobre C.E.D.

 

Não deixe de oferecer comida e água aos animais de rua

Morrendo de fome, muitos animais de rua estão desesperados por um prato de comida e uma tigela de água. Sempre que possível, disponibilize alimentação e água.

Como resgatar se eu vejo um animal a cada esquina?

Realmente, o resgate de animais, ainda mais em um país como o Brasil, que sofre de um completo descontrole de natalidade, é uma tarefa mais que difícil. É duro saber que você sozinho não conseguirá mudar a vida de cada um dos animais que vê nas ruas. Ao entrar mais ainda de cabeça na causa, as coisas não melhoram, pelo contrário. Manter o bem estar dos animais em mente e a imagem da sociedade que um dia viver atingir é o foco a ser mantido.

O mais importante é seguir em frente, fazer a sua parte, seja ela pequena, mobilizar quem você conhece, conscientizar e disponibilizar informação. Há muitas outras formas, fora o resgate, de se ajudar a causa animal (confira aqui), mas sem dúvida uma única vida que você salva através da adoção já é incrível.

A medida que você for se aprofundando e tiver o desejo de transformar a vida de um número maior de animais, a criação de ONGs, projetos sociais e de conscientização sem dúvida causam um impacto grande na sociedade como um todo.

Apesar de uma voz ser pouco, muitas juntas clamando por mudanças nas leis e mais assistência aos animais um dia surtirá efeito.

Cheque se o animal tem sinais de ter uma casa e estar perdido

Pode ser que o animal que você encontrou na rua esteja perdido. Confira se ele tem uma coleira ou se está tosado. Ao levá-lo no veterinário, peça para ele checar se o animal tem um microchip ou se alguém nas redondezas está procurando por um cachorro ou gato com essas mesmas características físicas.

Há sites na internet, como o Procura-se Cachorro, que abrem a possibilidade para as pessoas não só divulgarem online os seus próprios pets que se perderam/fugiram, mas também divulgarem animais que encontraram na rua para que os donos atuais consigam achá-los.

Há muitas pessoas que, se o animal for de uma raça específica, escolhem mantê-los, mesmo quando eles têm todos os sinais de pertencerem a uma família. Por favor não façam isso! Pense que há uma família que está sofrendo, preocupada e que e sente falta de seu pet e o animal, por sua vez, também sente falta e gostaria de estar junto com sua família original. É injusto e, principalmente, deve-se ter a consciência que aquele animal não pertence a você.

O que fazer se achei uma caixa cheia de filhotes?

Nessa caso, leve em consideração que se aqueles animais não forem resgatados o quanto antes, seus corpos frágeis muito provavelmente perecerão logo. Os filhotes só podem ser desmamados no mínimo após 45 dias com a mãe, além disso você será responsável pelas vacinas (leia as vacinas que os filhotes devem tomar), remédios típicos para a idade, assim como os cuidados especiais.

Antes de doar os filhotes, é de suma importância que eles estejam castrados (há vaterinários que realizam castração pediátrica a partir de 3 meses) ou que os futuros tutores se comprometam a castrá-los em até 6 meses através do termo de adoção. Se em 6 meses os tutores não os tiverem castrado os animais, você poderá reaver os filhotes e então castrá-los e colocá-los novamente para adoção.

Disponibilizar um animal para adoção, sem ser castrado, e deixar por isso mesmo, é tapar o sol com a peneira.

Posso ligar para alguma ONG ou protetor para vir buscar o cachorro ou gato?

Lembre que as ONGs são compostas de protetores e voluntários que realmente se doam para os animais, muitas vezes se endividam para conseguir salvar mais uma vida, realizam resgates difícies e aguardam até que os mesmos possam ser adotados. Ou seja, pessoas como você, a única diferença é que elas se comprometeram. Jogar a responsabilidade de algo que você poderia estar fazendo em ombros já sobrecarregados de animais e pendências, é um absurdo.

Posso levá-lo para o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) da minha cidade?

Os CCZs já enfentam uma superlotação e dificilmente irão aceitar mais um cachorro ou gato. Se por acaso aceitarem, os animais que não foram adotados serão eutanasiados. Ou seja, você só está repassando a vida daquele animal para que alguém “dê fim” no problema. Lavando as mãos quando você no fundo sabe qual o fim que aquele ser vai ter.

Há algum orgão que recolha os animais da rua?

A resposta é não, não há nenhum orgão específico que você possa ligar que irá recolher os animais. Fica literalmente na mão da sociedade civil lidar com os cães e gatos abandonados nas ruas.

Já pensou em você mesmo adotar um animal?

A adoção é um ato de amor e uma das atitudes mais nobres que um ser humano pode fazer por um outro ser. Costumamos sempre dizer que o tutor ganha muito mais do que o próprio pet, já que a relação de amor e companheirimo que o animal oferece é algo que não se compra e nos ensina muito sobre a vida e sobre nós mesmos.

Como colocar um animal para adoção?

Você pode divulgá-lo primeiro para as pessoas que confia, no seu ciclo íntimo de amigos e parentes, pessoas que você sabe que seriam boas como tutores.

Caso ninguém possa ou queira adotar, imprima cartazes ou folhas A4 e no próprio bairro espalhe no comércio local, principalmente em pet shops e clínicas vaterinárias, com as informações do animal.

No anúncio, não deixe de descrever o animal, com fotos boas (se possível) e fale sobre suas características físicas e emocionais (se ele é bom com crianças, com outros animais, etc).

Anunciar em jornais ou revistas locais também é uma maneira de espalhar para as pessoas que vivem próximas a você.

Utilize a internet para divulgar que aquele animal se encontra para adoção. Peça para perfis de ONGs e para que os seus amigos nas redes sociais divulguem e compartilhem a informação.

“Consegui uma pessoa para adotar o cachorro/gato, e agora?”

O cachorro está tratado, bem de saúde, castrado e pronto para ser adotado. Antes de tudo, converse com ele(a) e pergunte se a pessoa já teve cães ou gatos, se entende sobre posse responsável, etc. É nessa primeira entrevista que você sentirá se a pessoa é séria e está apta a receber o animal. Claro que entrevistas podem enganar, mas você não pode simplesmente entregar o animal para qualquer um e ela de fato é a única maneira de analisar o possível tutor.

O adotande deve assinar um termo de responsabilidade que irá cuidar e proverá tudo que o animal precisa para ser feliz e saudável.

Você deve checar, depois de alguns meses, se o animal ainda está bem. Entre em contato com o animal e peça para vê-lo. Caso ele nao esteja bem, você pode reavê-lo, já que tem o termo assinado.

Para sempre ele será sua responsabilidade.

Você pode baixar o Termo de Adoção AQUI.

Angélica lamenta nas redes sociais a morte do novo filhotinho de sua família

por Andrezza Oestreicher — publicado 20 jul 2017 - 9:37

Nós contamos para vocês aqui sobre o mais novo filhotinho do casal de apresentadores Angélica e Luciano Huck. O animal, da raça Rhodesian Ridgeback, ou Leão da Rodésia, foi presente do médico veterinário e adestrador de cães Henrique Perdigão.

No último domingo, dia 16 de julho, Angélica publicou uma foto em homenagem ao cãozinho Babbo, que passou cerca de 18 dias com a família da apresentadora e, com apenas dois meses, acabou falecendo.

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Rainha Elizabeth adota cachorro de funcionário que faleceu

por Samantha Kelly — publicado 19 jul 2017 - 21:18

A Rainha Elizabeth é conhecida por seu amor por cães, especialmente da raça Corgi. Desde pequena ela sempre teve pelo menos um grupinho de Corgis em sua vida, correndo felizes com aquelas perninhas curtas pelos palácios do Reino Unido.

Porém, nos últimos anos, ela diminuiu o número de pets e ficou apenas com 3 – Willow, o Corgi, e Vulcan e Candy, dois mixes de Dachshund com Corgi.

O motivo da mudança se deu por causa de possíveis riscos de queda e o medo do futuro de seus pets,

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Luisa Mell relata conversa emocionante com seu filho sobre a partida de Marley

por Samantha Kelly — publicado 19 jul 2017 - 20:15

A inocência das crianças é sempre um alento poderoso, mesmo quando a vida ganha tons de tristeza e saudade. No caso de Luisa Mell, que há poucos dias perdeu seu companheiro canino Marley, o momento difícil também tem sido compartilhado com sua família.

A ativista relatou uma conversa emocionante que teve com seu filho sobre a partida do pet.

O que vc tá fazendo mamãe? Tô chorando filho… pq mamãe? Tô triste… o Mamá foi morar lá no céu com Deus…

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Angélica lamenta nas redes sociais a morte do novo filhotinho de sua família

por Andrezza Oestreicher — publicado 20 jul 2017 - 9:37

Nós contamos para vocês aqui sobre o mais novo filhotinho do casal de apresentadores Angélica e Luciano Huck. O animal, da raça Rhodesian Ridgeback, ou Leão da Rodésia, foi presente do médico veterinário e adestrador de cães Henrique Perdigão.

No último domingo, dia 16 de julho, Angélica publicou uma foto em homenagem ao cãozinho Babbo, que passou cerca de 18 dias com a família da apresentadora e, com apenas dois meses, acabou falecendo.

Um cometa de amor em nossas vidas❤️ #babboksyvickishuck #descanseempaz #rodhesianridgeback 💔

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Apesar de ficar pouco tempo com a família, todos já estavam bastante apegados a Babbo, que também já fazia sucesso nas redes sociais de seus papais humanos.

Para anunciar o falecimento do animal, Angélica publicou uma linda foto em que ela aparece com o cãozinho e escreveu: “Um cometa de amor em nossas vidas❤”. Junto da frase a apresentadora colocou as hashtags: #babboksyvickishuck #descanseempaz #rodhesianridgeback.

Sem filtro …, so com amor , gratidao e saudade 🙏

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Depois, a apresentadora também publicou uma imagem do pôr do sol no Stories e escreveu: “para meu Babbo com amor”. No seu perfil do Instagram, a foto do pôr do sol aparece com a legenda: “Sem filtro …, so com amor , gratidao e saudade”.

Não foi divulgada nenhuma informação sobre a causa da morte do cão, que também pegou os fãs de Angélica e Luciano Huck de surpresa.

Fonte: UOL

Rainha Elizabeth adota cachorro de funcionário que faleceu

por Samantha Kelly — publicado 19 jul 2017 - 21:18

A Rainha Elizabeth é conhecida por seu amor por cães, especialmente da raça Corgi. Desde pequena ela sempre teve pelo menos um grupinho de Corgis em sua vida, correndo felizes com aquelas perninhas curtas pelos palácios do Reino Unido.

Porém, nos últimos anos, ela diminuiu o número de pets e ficou apenas com 3 – Willow, o Corgi, e Vulcan e Candy, dois mixes de Dachshund com Corgi.

O motivo da mudança se deu por causa de possíveis riscos de queda e o medo do futuro de seus pets, caso acontecesse algo com sua saúde, apesar de acharmos que haveria literalmente um população inteira disposta a adotá-los.

Mesmo assim, o destino ainda reservava mais um pequeno para a rainha. Quando a saúde de Bill Fenwick, funcionário do palácio de Sandringham, se deteriorou, a Rainha Elizabeth passou a levar o pet de Bill em seus passeios.

Com o tempo, ela e o cachorro de nome Whisper formaram um verdadeiro laço e, após a morte de Bill no começo desse ano, a Rainha Elizabeth pediu autorização para a família Fenwick para que pudesse adotá-lo.

Depois do pedido especial, ele passou a oficialmente fazer parte da realeza britânica.

 

Foto: Annie Leibovitz. Willow, Candy, Vulcan e Holly (falecida em outubro de 2016).