Retratos e pinturas de cachorros

Grandes artistas buscaram inspiração nos animais, retratando épocas de perigos, simbologia e amizade em relação a eles.

por — publicado 28 set 2015 - 9:00

Das pinturas rupestres a Lucian Freud, retratar animais é uma tradição na pintura ocidental. Grandes artistas buscaram inspiração nos animais, retratando épocas de perigos, simbologia e amizade em relação a eles. A especialização no campo da pintura e ilustração atraiu artistas interessados no assunto, e adjetivos próprios os denominam a partir de 1900 como “Wildlife Artists” (Artistas de vida selvagem, tradução livre). O cão e outros animais passam a ser protagonistas na pintura com intensidade crescente. A animação, no século XX, traz a gigantesca difusão dos personagens inspirados em cães e, na arte figurativa contemporânea e Belas-Artes, a tradição de “Wildlife Painting” (Pinturas da vida selvagem, tradução livre) prossegue.

Na história da arte, Albert Dührer é um exemplo de um grande artista que se ocupa do tema dos animais. Suas imagens de cães guardam enorme simbologia, para além da importância do cão como auxiliar na caça e como companheiro durante a Idade Média. Em sua imagem do Apocalipse, por exemplo, bem como em outras obras, o Cão D´Água português  é como um mensageiro, função que realizava durante as navegações ao nadar de um barco a outro.

O cão favorito da Rainha Vitória, Eos, foi retratado no século XIX por um grande artista de cães e animais, Sir Edwin Henry Landseer (1802-1873). Na pintura desse magnífico Greyhound, já temos um retrato, propriamente dito, de um cão específico e individual, como é próprio da arte do retrato captar a semelhança física e psicológica do retratado.

 

Imagem: Wikipedia

Imagem: Wikipedia

 

O Rei Charles II fazia questão de ser retratado sempre ao lado de seu cão. Picasso fez uma série inteira homenageando Lump, seu Dachshund. Lucian Freud, falecido em 2011, inspirava-se em animais e em seu Whippet, Pluto, afirmando a respeito dos cães como modelos:

Fico impressionado com sua falta de arrogância, sua pronta disposição, seu pragmatismo animal.

Afirma ainda sobre a influência do retrato de cães sobre sua pintura de pessoas:

Tenho interesse de fato em pessoas e animais…Parte da minha afeição do trabalho com nus é por esta razão…gosto das pessoas parecendo naturais e fisicamente à vontade, como os animais, como Pluto, meu Whippet.

 

Obra de Nilo Celi. Filhote de Buldogue Francês. Óleo, 20 x 20 cm.

Obra de Nilo Celi. Filhote de Buldogue Francês. Óleo, 20 x 20 cm.

 

Nilo de Medinaceli

Meu trabalho busca inspirar-se nessa tradição de pintura de animais e de retrato de animais, especialmente de cães, a partir do aprendizado com grandes artistas do passado e da atualidade. Procuro retratá-los em sua individualidade e em traços que remetam, sempre que possível, à sua psicologia. Por isso são “retratos”, além de serem pinturas. A enorme difusão da criação de cães entre as famílias brasileiras aparece para mim como uma forma de levar uma lembrança com arte até elas, trazendo uma imagem duradoura de seus animais com uma leitura artística.

Pintores e ilustradores do Brasil e de outros países, que retratam especificamente cães ou outros animais, são para mim uma referência. Posso citar, como uma grande referência, Marcus Claudio de Caldas, professor com quem aprendi a arte de retratar pessoas e que me apresentou o holandês Rien Poortvliet, artista que se ocupou bastante da pintura de cães. Ignat Ignatov, artista búlgaro radicado nos EUA e de quem também fui aluno, é igualmente uma referência importante para mim, na pintura e no retrato de cães.

Muitos exemplos da arte exclusivamente relacionada a cães podem ser encontrados no website “Dog Art Today”, editado por Moira Mclaughlin, do século 14 à atualidade. Recomendo uma visita.

Também sou retratista de pessoas e pintor de paisagens. Participo de eventos de pintura ao vivo. Minhas obras e biografia estão no site www.medinaceliart.com

 

*Texto escrito especialmente pelo renomado pintor brasileiro Nilo de Medinaceli. Não deixem de conferir seu trabalho nos canais a seguir:

Facebook Retrato pra Cachorro:

www.facebook.com/retratopracachorro

Site oficial:

www.medinaceliart.com

Cãozinho tem duas patas amputadas por causa da falta de cuidados com seus pelos

por Andrezza Oestreicher — publicado 21 abr 2018 - 9:20

Apesar de dar muito amor, algumas pessoas não têm condições financeiras para manter e cuidar de um cachorro da forma que eles precisam para ter uma boa saúde e até demoram para pedir ajuda quando os pets precisam. Porém, é importante lembrar que até a falta de cuidados básicos, como banho e tosa, podem causar problemas de saúde graves.

O cãozinho Bobb, um Poodle Toy, vivia com tutores sem teto. Por não terem condições financeiras para cuidar do cão,

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Homem mata cachorro do vizinho e tenta servir o animal como jantar para o tutor

por Andrezza Oestreicher — publicado 20 abr 2018 - 18:21

A crueldade humana contra os animais está atingindo níveis que nem conseguimos acreditar que possa ser verdade. Na Coreia do Sul, um homem matou o cachorro do vizinho, cozinhou o animal e convidou o próprio tutor para jantar.

Este caso terrível e absurdo de violência contra animais se tornou público depois que a família do cachorro assassinado publicou um pedido on-line pedindo apoio para garantir que o responsável pela morte do pet fosse severamente punido.

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Rainha Elizabeth fica de coração partido ao perder seu último Corgi Galês

por Andrezza Oestreicher — publicado 19 abr 2018 - 19:58

Apaixonada por cachorros da raça Corgi desde que seu pai introduziu esses animais na família, em 1933, a Rainha Elizabeth está de coração partido após a morte de seu último Corgi Galês.

No seu aniversário de 18 anos, a então Princesa Elizabeth ganhou o seu primeiro Corgi de presente de seu pai. A cadelinha Susan foi a matriarca de 14 gerações de Corgi Galês que a rainha manteve por muitos anos em suas quatro casas reais.

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Cãozinho tem duas patas amputadas por causa da falta de cuidados com seus pelos

por Andrezza Oestreicher — publicado 21 abr 2018 - 9:20

Apesar de dar muito amor, algumas pessoas não têm condições financeiras para manter e cuidar de um cachorro da forma que eles precisam para ter uma boa saúde e até demoram para pedir ajuda quando os pets precisam. Porém, é importante lembrar que até a falta de cuidados básicos, como banho e tosa, podem causar problemas de saúde graves.

O cãozinho Bobb, um Poodle Toy, vivia com tutores sem teto. Por não terem condições financeiras para cuidar do cão, o animal passou cerca de 10 anos sem receber uma tosa sequer. Durante todo esse tempo, os pelos do cachorro foram crescendo e formando vários nós até se tornar um enorme emaranhando que passou a afetar a sua saúde.

Cãozinho viveu cerca de 10 anos sem ser tosado nem uma vez. (Foto: Reprodução / Facebook Amaze-Bobb)

No final de 2015, Bobb foi encontrado e levado pelo controle de animais, em Los Angeles, por conta das condições em que ele estava sendo mantido. Em seguida, o cachorro foi resgatado pelo grupo de resgate e cuidados Synergy Animal Rescue, que o levou para receber os cuidados específicos que precisava.

A primeira coisa feita foi tosar o animal e livrá-lo de todo aquele excesso de pelos que o estava mantendo preso e em um estado terrível. Porém a situação era mais grave do que todos imaginavam.

O cãozinho tinha tantos nós, que alguns simplesmente cortaram sua circulação em duas de suas patas, a esquerda de trás e a direita da frente, que estava praticamente pendurada, presa apenas pelos nós. Ambas as patas tiveram que ser amputadas.

Cãozinho hoje tem 13 anos e se adaptou muito bem a sua condição. (Foto: Reprodução / Facebook Amaze-Bobb)

O pequeno cachorro também precisou arrancar vários dentes, que estavam podres e em péssimo estado.

Depois de todo esse tratamento, Bobb era um cãozinho completamente diferente, tanto por fora quanto por dentro. Ele estava mais leve e mais feliz.

Uma mulher chamada Megan Lundberg se ofereceu para dar lar temporário para o pequeno animal. Porém, ela e seu marido se apaixonaram por Bobb e decidiram adotá-lo de vez.

Ele é muito feliz com sua nova família, que o ama muito. (Foto: Reprodução / Facebook Amaze-Bobb)

Hoje com 13 anos de idade, Bobb vive muito feliz com seus pais humanos, irmãos caninos e irmãos felinos em um lar cheio de amor. Ele passou por fisioterapia, se adaptou muito bem a sua nova condição e se acostumou a andar de um lado para o outro com duas patas, o que faz com muita facilidade e rapidez.

Fonte: The Animal Rescue Site / Facebook Amaze-Bobb

Homem mata cachorro do vizinho e tenta servir o animal como jantar para o tutor

por Andrezza Oestreicher — publicado 20 abr 2018 - 18:21

A crueldade humana contra os animais está atingindo níveis que nem conseguimos acreditar que possa ser verdade. Na Coreia do Sul, um homem matou o cachorro do vizinho, cozinhou o animal e convidou o próprio tutor para jantar.

Este caso terrível e absurdo de violência contra animais se tornou público depois que a família do cachorro assassinado publicou um pedido on-line pedindo apoio para garantir que o responsável pela morte do pet fosse severamente punido.

De acordo com a polícia local, o homem responsável pela morte do animal, um fazendeiro de 62 anos que não teve seu nome divulgado, confessou o crime e disse que matou o cachorro do vizinho por estar irritado com os constantes latidos do pet, que tinha dois anos de idade.

O criminoso contou que jogou uma pedra no cãozinho, um pequeno Corgi, e quando percebeu que o animal estava inconsciente o matou estrangulado. Em seguida, ele cozinhou o cachorro e chamou alguns vizinhos para dividir a “refeição”, incluindo o tutor do animal.

A família do cãozinho não tinha ideia do que tinha acontecido com o animal. Eles achavam que o pet estava desaparecido e chegaram a distribuir panfletos pedindo informações e oferecendo recompensas para quem encontrasse e devolvesse o cachorro.

Homem matou cachorro por estar irritado com os latidos do animal. (Foto: Reprodução / pets4homes)

De acordo com a filha dos tutores do cão, ela chegou a ir até a casa do responsável pela morte do animal, que fica três casas distante de onde o pet vivia. Ela disse que o homem a recebeu bem e foi simpático. “Quando cheguei à casa do homem, que fica a apenas três portas da nossa, ele expressou simpatia, prometendo nos informar se encontrasse o cachorro”, disse ela.

Ninguém desconfiava de nada. Porém, ela acredita que nessa época o fazendeiro já estava em posse do cão, vivo ou morto, em seu celeiro.

O criminoso ainda chegou a beber com o tutor do animal e confortá-lo sobre o sumiço do cão. Em seguida, ele convidou alguns vizinhos, inclusive o tutor, para comer carne de cachorro em sua casa.

O tutor não aceitou, pois não consome carne de cachorro. Porém, foi só depois deste convite que outro vizinho contou para a família o que realmente tinha acontecido com o pet.

Depois disso, o fazendeiro confessou seu crime para a polícia.

Apesar de o consumo de carne de cachorro ter diminuído bastante, ela ainda faz parte da culinária de uma parte dos sul-coreanos e mais de 1 milhão de cães ainda são consumidos na Coreia do Sul por ano.

O número está diminuindo graças à geração mais jovem, que está vendo cada vez mais os cães como animais de estimação e tornando o consumo da carne desses animais um verdadeiro tabu.

Fonte: The Guardian