Acupuntura Veterinária

Saiba mais sobre a Acupuntura Veterinária, tratamento de origem chinesa que remonta a 1.765 a.c

por — publicado 18 abr 2014 - 0:16

Apesar de ser uma técnica milenar de origem chinesa, a acupuntura é um símbolo de modernidade nas civilizações ocidentais, pois sua expansão e aceitação datam de poucos anos. Trata-se de uma terapia holística, ou seja, que trata o organismo na sua totalidade visando efeito terapêutico e homeostático através da estimulação de pontos específicos do corpo.

Foto: Diana Romão

Foto: Diana Romão

Segundo os orientais, a doença surge do desequilíbrio energético nos meridianos, por exemplo, um bloqueio no fluxo da energia Qi ocasiona excesso de energia em um meridiano e insuficiência de energia em outro. Esses excessos e insuficiências podem causar dor no trajeto dos meridianos e disfunção dos órgãos que estão ligados a esses meridianos. Através das agulhas, consegue-se tonificar ou dispersar a energia que está causando o problema.

Do ponto de vista da medicina ocidental, a acupuntura age através de estímulos nervosos que induzem a liberação de hormônios e outras substâncias benéficas.   Histologicamente, os pontos de acupuntura são ricos em terminações nervosas, arteríolas e vênulas. Estudos mostram que o estímulo pela acupuntura pode acionar o hipotálamo e as glândulas pituitárias, responsáveis pela liberação de endorfinas e neurotransmissores, resultando num amplo espectro de efeitos sistêmicos, aumentando a taxa de secreção de neurotransmissores e neuro-hormônios, melhorando o fluxo sanguíneo e estimulando a função imunológica.

Foto: Diana Romão

Foto: Diana Romão

A acupuntura pode ser indicada para quase todo tipo de doença, exceto em casos de resolução cirúrgica. Na medicina veterinária destacam-se os bons resultados sobre as discopatias (hérnias de disco, calcificações e diminuição do espaço intervertebral), distúrbios reprodutivos, artroses, problemas urológicos (como a doença do trato urinário inferior dos felinos) e distúrbios neurológicos (como sequelas da cinomose). Além disso, tem ótimo efeito contra a dor. A acupuntura pode ser usada como tratamento exclusivo, mas pode também ser associada a outras terapias como alopatia e homeopatia com a finalidade de melhorar a qualidade de vida dos animais com doenças incuráveis como a insuficiência renal, ou que estão com o sistema imunológico debilitado como nas doenças auto-imunes ou nos tratamentos quimioterápicos.

Existem outras formas de estímulos dos pontos de acupuntura como massagem manual, calor, laser terapêutico e estimulação elétrica. Esse último é uma ferramenta bastante utilizada pelos acupunturistas na veterinária. A eletroacupuntura consiste na utilização de estímulo elétrico pelas agulhas, emitido por meio de um aparelho de eletroestimulação. A intensidade dos estímulos elétricos é regulada de modo que a sensação produzida esteja em um nível tolerável pelo animal. A estimulação elétrica de acupontos é usada principalmente em duas situações: para alívio da dor (tanto central como periférica) e em substituição à manipulação das agulhas pelo terapeuta. As principais indicações da eletroacupuntura são casos de paralisia, condições dolorosas crônicas graves (como neoplasia), condições dolorosas que não respondem à estimulação manual e indução da analgesia cirúrgica por acupuntura.

 

Foto: Diana Romão

Eletroacupuntura . Foto: Diana Romão

 

Quando e onde surgiu a Acupuntura Veterinária

Esta ciência surgiu na China aproximadamente a 4.500 anos. As origens da acupuntura veterinária remontam a 1.765 a.c., quando os cavalos de batalha chineses já eram tratados com as agulhadas.

 

Foto: Diana Romão

Foto: Diana Romão

 

Foto: Diana Romão

Foto: Diana Romão

Quando procurar um acupunturista

De preferência, no início dos sintomas. Via de regra, quanto mais recente o problema, maior e mais rápida a possibilidade de resolvê-lo.

 

Acupuntura dói?

Não deve. Eventualmente podemos acertar um nervo superficial ou um ponto mais sensível da pele causando alguma sensação de dor, mas que passa em alguns segundos.

 

 

Foto: Diana Romão

Foto: Diana Romão

Como é uma sessão de acupuntura

Na primeira consulta busca-se estabelecer o diagnóstico, tanto na visão ocidental quanto na visão própria da acupuntura. Os pontos são selecionados de acordo com o diagnóstico. As agulhas descartáveis são inseridas de forma indolor e deixadas no local, sendo retiradas depois de 15 a 30 minutos, dependendo do tratamento. Durante o período no qual as agulhas estão inseridas, recomenda-se ao paciente não se mover. As sessões posteriores são semelhantes.

 

Qual a frequência do tratamento

Usualmente a frequência é de uma vez por semana, porém em casos agudos sessões diárias podem ser necessárias. A duração do tratamento é dependente do tempo da doença: quanto mais recente, mais rápido o resultado. Além disso, algumas doenças respondem mais rapidamente que outras.

 

 

diana-romao-acupuntura-veterinariaConteúdo produzido pela convidada do Portal do Dog Dra Diana Romão Bezerra Vasconcelos (CRMV2024), Médica Veterinária e Acupunturista e Mestre em Ciências Veterinárias.

Para se aprofundar mais sobre Acupuntura Veterinária e entrar em contato sobre atendimentos e dúvidas,  acessem o trabalho da Dra Diana Romão no blogacupunturaanimalzen.blogspot.com.br e através do email [email protected] .

OBS: Todas as fotografias usadas nessa matéria são de pacientes caninos e felinos da Dra. Diana Romão.

Voluntários resgatam cão que ficou 24h preso em tubulação em Santos

por Andrezza Oestreicher — publicado 11 dez 2017 - 18:31

Durante um passeio com seu tutor, um pequeno cãozinho da raça Chihuahua se soltou de sua coleira e fugiu. Porém, o animal acabou caindo em um canal e ficando preso em tubulação da rede pluvial de Santos, no litoral de São Paulo, que coleta água da chuva de bueiros e a despeja no Canal 6.

“Eu estava passeando com ele de tarde quando ele se soltou da coleira, saiu correndo e caiu no canal”,

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Bruno Gagliasso faz parceria com Ibama e constrói casa de recuperação para animais silvestres

por Andrezza Oestreicher — publicado 11 dez 2017 - 9:30

O ator Bruno Gagliasso e sua esposa, a também atriz Giovanna Ewbank, são apaixonados por cachorros. O casal é, atualmente, tutor de sete cães e já ajudou animais abandonados a encontrarem novas famílias.

Porém, o amor que a família tem pelos animais não se restringe somente aos cachorros. E prova disso é o que Bruno está fazendo para ajudar a milhares de animais silvestres em nosso país.

Quando a felicidade invade o coração e alma….

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Cadelinha mantida presa por usuários de droga é resgatada por agentes da Polícia Federal

por Andrezza Oestreicher — publicado 9 dez 2017 - 18:38

As drogas podem ser as causadoras de graves problemas, como furtos, roubos, podem causar ainda a destruição de famílias e até morte, principalmente dos seus usuários.

No Paraná, mais um grave problema que tem as drogas como causa foi descoberto pela Polícia Federal. Usuários de drogas, mais especificamente de crack, estavam prendendo cachorros para que eles fossem abatidos e comidos, como churrasco.

Mãezinha é um dos animais que teve a sua vida salva pelos policiais.

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Voluntários resgatam cão que ficou 24h preso em tubulação em Santos

por Andrezza Oestreicher — publicado 11 dez 2017 - 18:31

Durante um passeio com seu tutor, um pequeno cãozinho da raça Chihuahua se soltou de sua coleira e fugiu. Porém, o animal acabou caindo em um canal e ficando preso em tubulação da rede pluvial de Santos, no litoral de São Paulo, que coleta água da chuva de bueiros e a despeja no Canal 6.

“Eu estava passeando com ele de tarde quando ele se soltou da coleira, saiu correndo e caiu no canal”, contou Luiz Skitnevsky, tutor do animal.

O resgate do animal foi feito por voluntários, que contaram com a ajuda da equipe da Coordenadoria de Defesa da Vida Animal. (Foto: Reprodução / Prefeitura de Santos / Isabela Carrari)

No mesmo dia em que seu cachorro caiu no canal, os bombeiros foram chamados para fazer o resgate. Porém, como o animal, que se chama Junior, estava muito assustado, cada vez que via os soldados se aproximando, ele se afastava.

O trabalho teve de ser suspenso durante toda a noite e madrugada e foi retomado no dia seguinte ao acidente. “À noite, pedi para um morador de rua ficar monitorando e, se caso o cachorro saísse da tubulação, ele pegaria pra mim”, disse Luiz.

No outro dia, voluntários voltaram para tentar resgatar o cãozinho Junior e dessa vez contaram com a ajuda da equipe da Coordenadoria de Defesa da Vida Animal (Codevida). “Como havia um banco de areia que impedia de chegarmos até o cachorro, conseguimos maquinário para abrir caminho”, explicou Leila Abreu, coordenadora do órgão.

O cãozinho estava bastante sujo, mas não apresentava ferimentos. (Foto: Reprodução / Prefeitura de Santos / Isabela Carrari)

Leila Abreu também explicou que a família do animal acompanhou o resgate e negou que Junior fosse vítima de maus-tratos. O cãozinho foi devolvido para o seu tutor logo depois que um voluntário conseguiu retirá-lo da tubulação.

Junior, que estava bastante sujo, mas não apresentava ferimentos, foi imediatamente levado para uma clínica veterinária, onde foi examinado e logo liberado para voltar para casa. “Estávamos nervosos e desde ontem acompanhamos tudo. Foi um alívio e agora estamos felizes”, disse o tutor do animal.

Fonte: G1

Bruno Gagliasso faz parceria com Ibama e constrói casa de recuperação para animais silvestres

por Andrezza Oestreicher — publicado 11 dez 2017 - 9:30

O ator Bruno Gagliasso e sua esposa, a também atriz Giovanna Ewbank, são apaixonados por cachorros. O casal é, atualmente, tutor de sete cães e já ajudou animais abandonados a encontrarem novas famílias.

Porém, o amor que a família tem pelos animais não se restringe somente aos cachorros. E prova disso é o que Bruno está fazendo para ajudar a milhares de animais silvestres em nosso país.

O ator firmou uma parceria com o Ibama e o Instituto Vida Livre e transformou o seu rancho pessoal em um centro de recuperação e área de soltura de animais silvestres que sofreram e foram resgatados do tráfico de animais.

“Você sabia que o Rio de Janeiro é a principal rota do tráfico de animais silvestres? Por isso há tanto bicho sofrendo”, explica o ator.

No rancho, que fica localizado em Secretário, na Serra Fluminense, está sendo construída uma casa que servirá como hospital, onde os animais receberão os cuidados e tratamentos necessários antes de serem recolocados na natureza.

“Acabamos de libertar um veado e estamos cuidando de um lobo-guará. Montei ainda um viveiro para reensinar pássaros machucados a voar”, conta Bruno.

Os custos da construção da casa, que já está sendo feita e será toda sustentável, com placas solares, reuso d’água, teto verde e cortinas automáticas para preservar a temperatura ambiente conforme o deslocamento do sol, devem chegar aos 3 milhões de reais.

A obra deverá ficar pronta no primeiro semestre de 2018, porém, animais recuperados já estão sendo soltos no terreno.

Fonte: Veja Rio