Babesiose canina

A Babesiose acomete cães de todo o mundo e no Brasil, o foco do aparecimento se dá principalmente nas regiões norte e nordeste

por George Augusto — publicado 12 abr 2014 - 2:54

A babesiose, ou também conhecida como piroplasmose, é uma enfermidade que acomete cães de todo o mundo, sendo o carrapato o transmissor da doença. Essa moléstia é causada pelo protozoário chamado Babesia canis, que destrói componentes sanguíneos do animal, especificamente, os glóbulos vermelhos.  Vale ressaltar que se deve ter uma atenção muito especial com essa doença, pois pode levar à morte do pet.

 

Babesiose em cães. Foto: Reprodução

Babesiose em cães. Foto: Reprodução

Transmissão da Babesiose

A transmissão, como dito anteriormente, é feita através do carrapato do cão (Rhipicephalus sanguineus), que pica o animal enfermo e, em seguida, pica o animal sadio, inoculando assim, o protozoário da babesiose. Os carrapatos são parasitas que, para se reproduzirem, priorizam climas quentes e úmidos. Devido a isso, o foco do aparecimento do parasita é em maior escala no norte e nordeste do Brasil.

 

Sinais clínicos da Babesiose

Os principais sinais clínicos da babesiose, são:

– Aparecimento de febre no animal;

– Anorexia;

– Urina bem escura, assemelhando com coca-cola;

– Mucosas pálidas e/ou ictéricas (amareladas);

– Depressão;

– Isolamento dos demais animais;

– Não interagem mais com os tutores.

 

Quadro clínico da Babesiose

O quadro clínico de cães infectados pela babesiose pode ser dividido em três fases. Sendo elas  nas formas hiperaguda, aguda, crônica e subclínica.

Forma hiperaguda:  Acomete principalmente cães recém-nascidos e filhotes, devido ao sistema imune não estar totalmente formado. Os sinais podem ser mais evidentes e o prognóstico mais reservado.

Forma aguda:  Nesse caso, ocorre, principalmente, o aparecimento de mucosas pálidas, ictéricas e o aparecimento de febre. No exame sanguíneo é observado uma anemia acentuada.

Forma crônica: Nessa situação, normalmente ocorre que o animal está parasitado já a um certo período, com isso aparecendo de maneira bastante nítida o quadro de depressão, fraqueza e sinais bem típicos da moléstia.

Forma Subclínica: Na situação subclínica, normalmente os sinais clínicos não são muito aparentes, sendo, muitas vezes, não observados pelos tutores.

 

Diagnóstico de Babesiose

Os diagnóstico deve ser feito por um médico veterinário. Normalmente é feito uma anamnese seguida de um exame clínico do animal. O médico veterinário também pode optar por um exame laboratorial para a confirmação do diagnóstico.

 

Tratamento da Babesiose

Ao contrário do que muitos pensam, a babesiose pode ter um prognóstico bom, dependendo, é claro, do nível e do estado que o animal apresenta no momento. Os médicos veterinários elegem uma terapia de medicamentos a serem administrados no animal, a fim de proporcionar uma melhora significante no pet. Não medique animal em hipótese alguma sem uma opinião de um profissional da área, pois o quadro pode se agravar ainda mais com a administração de fármacos errados .

 

Prevenção da Babesiose

A prevenção é a higienização do ambiente em que o animal vive, sendo tanto no canil quanto no interior da casa. Existem no mercado, atualmente, produtos próprios para o tratamento da área externa da casa, a fim de erradicar os parasitas circulantes no ambiente. Os animais também devem fazer uma visita rotineira ao médico veterinário, com o intuito da manutenção da boa saúde do pet. Diante de qualquer aparecimento anormal no comportamento animal, deve ser tomada uma atitude imediata para prevenir qualquer enfermidade que esteja acometendo o pet. Estudiosos afirmam, que 99% dos casos de doenças descobertas no início, têm um prognóstico bem mais favorável do que as descobertas tardiamente.

 

Por: George Augusto von Schmalz Portella de Macedo

Ocupação: Acadêmico de Medicina Veterinária

Contato: [email protected]

Cães encontrados em uma situação terrível juntos esperam ser adotados por uma mesma família

por Andrezza Oestreicher — publicado 20 out 2017 - 9:36

Os cachorros Jefe e Jericho foram encontrados juntos em uma situação de negligência terrível. Desde o primeiro momento, os membros da equipe da Arizona Humane Society, organização de proteção animal que resgatou a dupla, perceberam que os cães, apesar de diferentes, eram grandes amigos e companheiros.

Os dois cachorros, um Chihuahua de 2 anos chamado Jefe bem extrovertido e um belíssimo Pastor Alemão de três anos de idade chamado Jericho, estavam no quintal de uma casa nos Estados Unidos,

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Com medo da violência, policial leva cães que viviam em UPP para abrigo

por Andrezza Oestreicher — publicado 19 out 2017 - 18:33

Nós já falamos bastante sobre a crescente da violência no Rio de Janeiro e como isso vem afetando cada vez mais os animais.

A situação está tão grave, que dois cãezinhos que viviam em uma UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) na Zona Norte da cidade, foram retirados do local e levados para um abrigo por um policial, que estava com medo de que os animais se tornassem alvos por serem cuidados pelos PMs.

De acordo com funcionários da Fazenda Modelo,

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Paul McCartney apoia campanha da PETA em prol de 150 cachorros

por Andrezza Oestreicher — publicado 19 out 2017 - 9:32

A PETA (People for the Ethical Treatment of Animals, em português “Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais”) é a maior organização de direitos dos animais no mundo, com mais de 6,5 milhões de membros e apoiadores.

Este mês, a organização ganhou um apoio de peso em uma de suas campanhas. O cantor Paul McCartney se juntou à PETA para ajudar cerca de 150 cachorros que estão sendo negligenciados por uma empresa nos Estados Unidos.

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Cães encontrados em uma situação terrível juntos esperam ser adotados por uma mesma família

por Andrezza Oestreicher — publicado 20 out 2017 - 9:36

Os cachorros Jefe e Jericho foram encontrados juntos em uma situação de negligência terrível. Desde o primeiro momento, os membros da equipe da Arizona Humane Society, organização de proteção animal que resgatou a dupla, perceberam que os cães, apesar de diferentes, eram grandes amigos e companheiros.

Os dois cachorros, um Chihuahua de 2 anos chamado Jefe bem extrovertido e um belíssimo Pastor Alemão de três anos de idade chamado Jericho, estavam no quintal de uma casa nos Estados Unidos, vivendo abandonados e em meio a muita sujeira.

(Foto: Reprodução / I Heart Dogs / Arizona Humane Society)

Jericho estava manco e extremamente magro deitado no chão, enquanto Jefe estava deitado nas costas do Pastor Alemão de forma bastante protetora e tentando dar algum suporte ao amigo.

O cachorro maior estava bastante fraco. Além da falta de alimentação ele estava visivelmente doente. Ele provavelmente não iria sobreviver muito tempo se continuasse na situação em que foi encontrado.

Quando membros da Arizona Humane Society levantaram Jericho e o levaram de forma bastante cuidadosa para dentro da ambulância, Jefe latiu e “sapateou” bastante, tentando chegar perto de seu melhor amigo. Foi aí que todos tiveram a certeza de que esses dois não poderiam ser separados nunca.

(Foto: Reprodução / I Heart Dogs / Arizona Humane Society)

Jericho tinha seu frágil corpo coberto de pulgas e exames comprovaram que ele estava com ehrlichiose canina (conhecida como a doença do carrapato) e com uma infecção por fungos, conhecida como febre do vale, que causa sintomas semelhantes a uma gripe. Felizmente as doenças não são contagiosas e Jefe não apresentava problemas de saúde.

Os dois cães foram encaminhados para um lar temporário, onde passaram a receber todos os cuidados necessários e muito amor. Jericho fez tratamento e está cada vez melhor.

De acordo com Ashleigh Goebel, coordenador de mídia da Arizona Humane Society, Jericho é um cachorro dócil, bem treinado e bastante afetuoso. Já Jefe adora abraçar e se enroscar nos humanos, quando não está aconchegado em Jericho.

(Foto: Reprodução / I Heart Dogs / Arizona Humane Society)

Ainda de acordo com a Arizona Humane Society, os cachorros adoram brincar e caminhar e são excelentes com crianças.

Agora que estão bem, a dupla de melhores amigos está a espera de uma família que queira adotar os dois juntos, pois será impossível separar esses companheiros.

Fonte: I Heart Dogs

Com medo da violência, policial leva cães que viviam em UPP para abrigo

por Andrezza Oestreicher — publicado 19 out 2017 - 18:33

Nós já falamos bastante sobre a crescente da violência no Rio de Janeiro e como isso vem afetando cada vez mais os animais.

A situação está tão grave, que dois cãezinhos que viviam em uma UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) na Zona Norte da cidade, foram retirados do local e levados para um abrigo por um policial, que estava com medo de que os animais se tornassem alvos por serem cuidados pelos PMs.

Policial ficou com medo de que os cães fossem alvo da violência e os levou para abrigo. (Foto: Reprodução / Facebook Indefesos)

De acordo com funcionários da Fazenda Modelo, abrigo municipal de animais em Guaratiba para onde os cães foram levados, o policial informou que os cachorrinhos, um casal de vira-latas de cerca de três anos de idade, viviam na UPP de Benfica (o policial não especificou qual) desde filhotes e eram cuidados pelos PMs.

Porém, com o “clima de guerra” que tomou conta da favela, o policial ficou com medo de que os cachorros se tornassem alvos de alguma violência, já que eles eram praticamente mascotes da UPP e estavam associados aos PMs.

Ao saber do caso dos vira-latas, Rosana Guerra, protetora animal que faz parte do Grupo Indefesos e faz trabalhos voluntários na Fazenda Modelo, divulgou a história dos cães em uma rede social.

“Eles são animais muito dóceis. Conquistaram todo mundo. E com certeza eram muito bem cuidados, pois estavam gordinhos, com pelos brilhosos e pareciam muito felizes. Tinham um lar. Infelizmente, foram separados. Podemos dizer que eles foram vítimas desta violência horrível do Rio de Janeiro”, afirmou Rosana.

A cadelinha teve oito filhotes e está com os bebês em um lar temporário. (Foto: Reprodução / Leo Martins / Agência O Globo)

Porém, a história teve um lado feliz.

A cadelinha, que recebeu o nome de Bela, estava prenhe. Ela teve seus oito filhotes em um lugar seguro, recebeu todos os cuidados necessários e foi encaminhada para um lar temporário junto com seus bebês. A família vai ficar lá até todos eles estarem prontos para serem colocados para adoção.

Já o macho, que recebeu o nome de Fera, foi adotado, ganhou uma nova família e se mudou para a Zona Sul da cidade.

Fonte: O Globo