Câncer de testículo em cachorros

O câncer de testículo é a doença que mais afeta os canídeos machos do Brasil e de todo o mundo

por George Augusto — publicado 25 fev 2014 - 12:44

A neoplasia testicular, também conhecida como câncer de testículo, é a doença que mais afeta os canídeos machos do Brasil e de todo o mundo. Os animais são acometidos independentemente da raça, sexo ou idade, porém aparece principalmente em cães idosos. Essa patologia evidencia-se também nos animais que possuem criptorquidismo (retenção do testículo na cavidade abdominal). Para um maior entendimento, os testículos se localizam dentro do saco escrotal e têm a função de produzir espermatozoides e testosterona.

A neoplasia testicular pode ser classificada como um tumor germinativo não seminomatoso (mais agressivo e de crescimento mais rápido) e tumor germinativo seminomatoso (de crescimento mais lento).

 

Fatores que contribuem para a formação do câncer de testículo

Não existe uma causa específica que seja conhecida quanto à origem da neoplasia testicular, porém existem alguns fatores que contribuem para o seu aparecimento. São eles:

Presença de criptorquidismo (quando um ou ambos testículos não descem para o saco escrotal, permanecendo na cavidade abdominal);

Fatores genéticos (ocorrência de câncer na linhagem), como também, em alguns casos, o trauma contínuo no escroto.

 

Sinais clínicos do câncer de testículo

Câncer de testículo em cães. Foto: Reprodução

Câncer de testículo em cães. Foto: Reprodução

Fase inicial

Como todo o câncer na sua fase inicial, este também não apresenta sinais clínicos clássicos, somente o aparecimento do nódulo no testículo.

Fase avençada

Alguns animais quando estão na fase mais avançada da doença, começam a apresentar sinais, como:

Dor na região escrotal (devido à hemorragia no testículo);

Tosse;

Prostração, e em alguns casos, a ocorrência de metástase (a disseminação da doenças para outros órgãos do corpo através da corrente sanguínea e vias linfáticas).

 

Diagnóstico do câncer de testículo

O diagnóstico da doença pode ser feito no exame rotineiro do animal, através da palpação. No caso de aparecimento de alguma massa anormal, é feito o exame de ultrassonografia para a verificação da região acometida. A prática mais exercida pelos profissionais é a retirada do testículo, que, em seguida, é levado para o exame de biópsia. É a partir daí que o médico veterinário irá avaliar se há a necessidade de uma quimioterapia ou não.

 

Tratamento do câncer de testículo

O tratamento consiste na intervenção cirúrgica para retirada do testículo afetado com o nódulo, como dito anteriormente. Dependendo do resultado da biópsia, o paciente deverá passar por quimioterapia, na tentativa de evitar a metástase. Não necessariamente o animal ficará infértil depois do tratamento, se o problema se instalar em apenas um dos testículos, porém quando o animal é reprodutor, muitos tutores optam por guardar o esperma do animal a fim de garantir futuras linhagens.

 

Prevenção do câncer de testículo

A prevenção do câncer de testículo é examinar o animal rotineiramente. O aparecimento de uma massa anormal no testículo pode ser o início de uma neoplasia. Atualmente, a castração está sendo a prática mais indicada pelos profissionais, para evitar um futuro câncer testicular. Os criadores que almejam a reprodução, devem sempre ter o acompanhamento de um médico veterinário para o exame rotineiro nos testículos. Um câncer descoberto no início pode evitar um dano maior no animal, afastando em cerca de 85% as chances de óbito. Consulte sempre um profissional.

 

Saiba mais sobre câncer em cachorros AQUI

 

Por: George Augusto von Schmalz Portella de Macedo

Ocupação: Acadêmico de Medicina Veterinária

Contato: [email protected]

Cães treinados trabalharam no processo de buscas após incêndio da Grenfell Tower, em Londres

por Andrezza Oestreicher — publicado 21 jun 2017 - 18:15

Na madrugada do dia 14 de junho, um grande e trágico incêndio tomou conta de um prédio residencial de 24 andares localizado em Londres, o Grenfell Tower, e causou a morte de mais de 70 pessoas.

Bombeiros e policiais começaram a trabalhar o mais rápido possível para apagar o fogo e começar as buscas por sobreviventes. E foi aí que começou a participação de cães de serviço.

Cachorros especialmente treinados ajudaram no lento e meticuloso processo de busca.

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Apesar de rumores, festival anual em Yulin segue vendendo carne de cachorro e gato

por Samantha Kelly — publicado 21 jun 2017 - 16:14

Ativistas em todo o mundo comemoraram quando a Humane Society International (HSI) declarou que o governo chinês iria banir o consumo de carne de cachorro no controverso festival de Yulin.

Há 10 anos o festival oferece aos participantes carne canina e felina como opções no menu. Estima-se que nos 10 dias de funcionamento do evento ele abata, por ano, uma média de 10 mil cães e gatos.

Em entrevista para a BBC,

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Cachorrinho vai até pet shop buscar sua ração sozinho

por Andrezza Oestreicher — publicado 21 jun 2017 - 8:53

Quando nós estamos precisando de alguma comida vamos até o supermercado sozinhos para comprar e quando a comida de nossos animais acabam nós fazemos o mesmo.

Porém, o cachorrinho Pituco, que vive com sua família na cidade de Paraí, no Rio Grande do Sul, parece que não gosta de esperar pelos seus tutores e prefere ir sozinho atrás de mais comida.

O pequeno cachorro sempre vai até uma pet shop próximo de sua casa sozinho para buscar sua ração.

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Cães treinados trabalharam no processo de buscas após incêndio da Grenfell Tower, em Londres

por Andrezza Oestreicher — publicado 21 jun 2017 - 18:15

Na madrugada do dia 14 de junho, um grande e trágico incêndio tomou conta de um prédio residencial de 24 andares localizado em Londres, o Grenfell Tower, e causou a morte de mais de 70 pessoas.

Bombeiros e policiais começaram a trabalhar o mais rápido possível para apagar o fogo e começar as buscas por sobreviventes. E foi aí que começou a participação de cães de serviço.

Cães treinados trabalharam junto com bombeiros e policiais após a tragédia. (Foto: Reprodução / Metro UK / PA)

Cachorros especialmente treinados ajudaram no lento e meticuloso processo de busca. Os cães foram essenciais neste caso, principalmente para acessar os pisos superiores e locais que os humanos não conseguiriam. Pois como o prédio estava bastante danificado, os animais causariam menos danos, por serem menores e mais leves do que os humanos.

Assim como os bombeiros humanos, as equipes caninas da London Fire Brigade que estiveram no local e entraram no prédio receberam equipamentos especializados de segurança, incluindo proteção para as patas.

Apesar de parecer uma tarefa bastante perigosa, os cães foram o tempo inteiro assistidos pelos bombeiros e não sofreram nenhum dano ou ferimentos por conta do trabalho realizado no prédio, em meio aos escombros.

Os cães foram assistidos pelos bombeiros e não sofreram nenhum dano. (Foto: Reprodução / Metro UK / Getty)

Os cães que trabalharam no local também são treinados para identificar uma variedade de substâncias inflamáveis. Porém, nada foi encontrado pelos animais.

Fonte: Metro UK

Apesar de rumores, festival anual em Yulin segue vendendo carne de cachorro e gato

por Samantha Kelly — publicado 21 jun 2017 - 16:14

Ativistas em todo o mundo comemoraram quando a Humane Society International (HSI) declarou que o governo chinês iria banir o consumo de carne de cachorro no controverso festival de Yulin.

Há 10 anos o festival oferece aos participantes carne canina e felina como opções no menu. Estima-se que nos 10 dias de funcionamento do evento ele abata, por ano, uma média de 10 mil cães e gatos.

Em entrevista para a BBC, infelizmente donos de barraquinhas e restaurantes locais confirmaram que tudo seguirá exatamente como nos outros anos e que não houve nenhum comunicado oficial quanto a questão de venda de carne canina e felina por parte nem do governo chinês, nem dos organizadores do evento.

Há uma forte presença policial nas ruas para evitar que ativistas querendo salvar os animais e vendedores entrem em conflito.

Devido a repercussão negativa que o festival atrai todos os anos, as autoridades locais baniram o abate público de cães em 2016 para evitar mais protestos.

O governo de Yulin declarou repetidamente que não organiza o evento e, por isso, não poderia proibir a presença dos cachorros. Em adição, o país não proíbe o consumo de carne de de cães e gatos.

Mesmo com os contratempos, o trabalho não para e ontem (20), após 10 horas de negociações, um grupo parceiro da HSI conseguiu parar um caminhão e salvar mais de 800 cães e alguns gatos que estavam indo em direção de Guangzhou, o maior centro de venda de carne de cães e gatos do mundo.

Cães sendo resgatados esse ano pela Humane Society International (HSI). Foto: Reprodução HSI/ Facebook

 

Entendendo o impasse

O consumo do carne canina é muito comum e aceito culturalmente em países como a China e Coréia do Sul, sendo até recomendado nos meses mais quentes do ano.

Os locais que consomem carne de cachorro reclamam que qualquer proibição seria uma imposição de costumes estrangeiros, e que os animais são abatidos de forma humana.

Já ativistas garantem que muitos cães e gatos são roubados de residências para serem usados como comida, que são transportados em pequenas gaiolas e abatidos de forma cruel.

Além da pressão ocidental, muitos chineses têm mudado de opinião quanto ao costume, principalmente porque hoje a China possui 62 milhões de cachorros registrados como animais de estimação.

Cães pendurados e prontos para o consumo na China. Foto: AFP