Como manipular um cachorro com dor?

Os cães, assim como as outras espécies animais, quando possuem quaisquer desconfortos, tanto físicos quanto psicológicos, tendem a responder à aproximação de forma agressiva.

por George Augusto — publicado 15 maio 2015 - 21:05

Muitas pessoas, quando vêem cães precisando de ajuda na rua, sentem vontade de ajudar dando uma assistência devida para o pet. No entanto, muitos têm medo de aproximar-se do animal, temendo ser mordido. Os cães, assim como as outras espécies animais, quando possuem quaisquer desconfortos, tanto físicos quanto psicológicos, tendem a responder à aproximação de forma agressiva. É importante enfatizar que isso não é uma regra a ser seguida. Alguns animais não respondem violentamente, devido à índole ou a condições de saúde crítica no momento da abordagem, porém a pessoa que for aproximar-se, deve tomar alguns cuidados para que não ocorra nenhum tipo de acidente.

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Os cães, ao contrário de outras espécies, possuem como defesa praticamente uma única “arma”: os seus dentes. Quando o animal domiciliado, ou mesmo de rua precisar, de socorro médico imediato, é importante que ao  se aproximar do animal, não se tente logo entrar em contato físico com o cão. É importante que se observe, à distância, se há alguma lesão aparente no corpo do animal, como feridas, fraturas externas, entre outras.

Os principais fatores que mais causam dor nos cães são: Fraturas ósseas, rompimento de tendões, luxações, dores abdominais e etc. Antes de entrar em contato físico com o animal, o tutor ou a pessoa que for resgatar deve improvisar algum tipo de transporte para que o animal seja encaminhado para a clínica veterinária. Um tampo de madeira ou um lençol podem ser usados para improvisar uma maca, de modo que o seu corpo fique nivelado. Jamais suspenda o animal de forma desigual, pois isso pode ocasionar uma piora do quadro clínico.

O próximo, e mais importante passo, é a colocação da focinheira, para que não ocorra nenhum tipo de acidente. É nesse momento, quando a pessoa irá tentar aproximar-se do animal, a ocasião certa para perceber a reação do pet. Mesmo o animal não esboçando agressividade, é importante que a focinheira seja colocada. A colocação é bastante simples e deve ser feita de forma rápida e precisa. O tutor vai para trás do animal segurando nos dois pontos  de amarração da focinheira, em seguida faz a colocação rápida e prende de forma segura. Em alguns modelos pode-se utilizar um nó. Quando não existe uma  focinheira próxima, pode-se improvisar a amarração com cadarço de sapato ou tira de pano.

Depois de ter feito todas as etapas de segurança, deve-se aproximar o lençol ou o tampo de madeira, e com a ajuda de outra pessoa, faz-se a colocação do animal em cima da maca improvisada. É indicado que uma pessoa segure lateralmente no tórax e na cabeça e a outra pessoa no quadril. Caso o animal sinalize dor, deve-se procurar um local que não o incomode. O movimento de suspensão deve ser feito simultaneamente, de forma sincronizada.

Caso a pessoa que for resgatar, ou o tutor do animal, tiver acesso a uma luva de procedimento, deve calçá-la antes de manipular o animal. Essa prática é importante que seja feita tanto em animais de casa quanto de rua, pois ninguém sabe da moléstia que o animal apresenta no momento. Existem doenças que são classificadas como Zoonoses, e podem ser transmitidas para os seres humanos.

 

Por: George Augusto von Schmalz Portella de Macedo

Ocupação: Acadêmico de Medicina Veterinária

Contato: [email protected]

Cães encontrados em uma situação terrível juntos esperam ser adotados por uma mesma família

por Andrezza Oestreicher — publicado 20 out 2017 - 9:36

Os cachorros Jefe e Jericho foram encontrados juntos em uma situação de negligência terrível. Desde o primeiro momento, os membros da equipe da Arizona Humane Society, organização de proteção animal que resgatou a dupla, perceberam que os cães, apesar de diferentes, eram grandes amigos e companheiros.

Os dois cachorros, um Chihuahua de 2 anos chamado Jefe bem extrovertido e um belíssimo Pastor Alemão de três anos de idade chamado Jericho, estavam no quintal de uma casa nos Estados Unidos,

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Com medo da violência, policial leva cães que viviam em UPP para abrigo

por Andrezza Oestreicher — publicado 19 out 2017 - 18:33

Nós já falamos bastante sobre a crescente da violência no Rio de Janeiro e como isso vem afetando cada vez mais os animais.

A situação está tão grave, que dois cãezinhos que viviam em uma UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) na Zona Norte da cidade, foram retirados do local e levados para um abrigo por um policial, que estava com medo de que os animais se tornassem alvos por serem cuidados pelos PMs.

De acordo com funcionários da Fazenda Modelo,

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Paul McCartney apoia campanha da PETA em prol de 150 cachorros

por Andrezza Oestreicher — publicado 19 out 2017 - 9:32

A PETA (People for the Ethical Treatment of Animals, em português “Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais”) é a maior organização de direitos dos animais no mundo, com mais de 6,5 milhões de membros e apoiadores.

Este mês, a organização ganhou um apoio de peso em uma de suas campanhas. O cantor Paul McCartney se juntou à PETA para ajudar cerca de 150 cachorros que estão sendo negligenciados por uma empresa nos Estados Unidos.

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Cães encontrados em uma situação terrível juntos esperam ser adotados por uma mesma família

por Andrezza Oestreicher — publicado 20 out 2017 - 9:36

Os cachorros Jefe e Jericho foram encontrados juntos em uma situação de negligência terrível. Desde o primeiro momento, os membros da equipe da Arizona Humane Society, organização de proteção animal que resgatou a dupla, perceberam que os cães, apesar de diferentes, eram grandes amigos e companheiros.

Os dois cachorros, um Chihuahua de 2 anos chamado Jefe bem extrovertido e um belíssimo Pastor Alemão de três anos de idade chamado Jericho, estavam no quintal de uma casa nos Estados Unidos, vivendo abandonados e em meio a muita sujeira.

(Foto: Reprodução / I Heart Dogs / Arizona Humane Society)

Jericho estava manco e extremamente magro deitado no chão, enquanto Jefe estava deitado nas costas do Pastor Alemão de forma bastante protetora e tentando dar algum suporte ao amigo.

O cachorro maior estava bastante fraco. Além da falta de alimentação ele estava visivelmente doente. Ele provavelmente não iria sobreviver muito tempo se continuasse na situação em que foi encontrado.

Quando membros da Arizona Humane Society levantaram Jericho e o levaram de forma bastante cuidadosa para dentro da ambulância, Jefe latiu e “sapateou” bastante, tentando chegar perto de seu melhor amigo. Foi aí que todos tiveram a certeza de que esses dois não poderiam ser separados nunca.

(Foto: Reprodução / I Heart Dogs / Arizona Humane Society)

Jericho tinha seu frágil corpo coberto de pulgas e exames comprovaram que ele estava com ehrlichiose canina (conhecida como a doença do carrapato) e com uma infecção por fungos, conhecida como febre do vale, que causa sintomas semelhantes a uma gripe. Felizmente as doenças não são contagiosas e Jefe não apresentava problemas de saúde.

Os dois cães foram encaminhados para um lar temporário, onde passaram a receber todos os cuidados necessários e muito amor. Jericho fez tratamento e está cada vez melhor.

De acordo com Ashleigh Goebel, coordenador de mídia da Arizona Humane Society, Jericho é um cachorro dócil, bem treinado e bastante afetuoso. Já Jefe adora abraçar e se enroscar nos humanos, quando não está aconchegado em Jericho.

(Foto: Reprodução / I Heart Dogs / Arizona Humane Society)

Ainda de acordo com a Arizona Humane Society, os cachorros adoram brincar e caminhar e são excelentes com crianças.

Agora que estão bem, a dupla de melhores amigos está a espera de uma família que queira adotar os dois juntos, pois será impossível separar esses companheiros.

Fonte: I Heart Dogs

Com medo da violência, policial leva cães que viviam em UPP para abrigo

por Andrezza Oestreicher — publicado 19 out 2017 - 18:33

Nós já falamos bastante sobre a crescente da violência no Rio de Janeiro e como isso vem afetando cada vez mais os animais.

A situação está tão grave, que dois cãezinhos que viviam em uma UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) na Zona Norte da cidade, foram retirados do local e levados para um abrigo por um policial, que estava com medo de que os animais se tornassem alvos por serem cuidados pelos PMs.

Policial ficou com medo de que os cães fossem alvo da violência e os levou para abrigo. (Foto: Reprodução / Facebook Indefesos)

De acordo com funcionários da Fazenda Modelo, abrigo municipal de animais em Guaratiba para onde os cães foram levados, o policial informou que os cachorrinhos, um casal de vira-latas de cerca de três anos de idade, viviam na UPP de Benfica (o policial não especificou qual) desde filhotes e eram cuidados pelos PMs.

Porém, com o “clima de guerra” que tomou conta da favela, o policial ficou com medo de que os cachorros se tornassem alvos de alguma violência, já que eles eram praticamente mascotes da UPP e estavam associados aos PMs.

Ao saber do caso dos vira-latas, Rosana Guerra, protetora animal que faz parte do Grupo Indefesos e faz trabalhos voluntários na Fazenda Modelo, divulgou a história dos cães em uma rede social.

“Eles são animais muito dóceis. Conquistaram todo mundo. E com certeza eram muito bem cuidados, pois estavam gordinhos, com pelos brilhosos e pareciam muito felizes. Tinham um lar. Infelizmente, foram separados. Podemos dizer que eles foram vítimas desta violência horrível do Rio de Janeiro”, afirmou Rosana.

A cadelinha teve oito filhotes e está com os bebês em um lar temporário. (Foto: Reprodução / Leo Martins / Agência O Globo)

Porém, a história teve um lado feliz.

A cadelinha, que recebeu o nome de Bela, estava prenhe. Ela teve seus oito filhotes em um lugar seguro, recebeu todos os cuidados necessários e foi encaminhada para um lar temporário junto com seus bebês. A família vai ficar lá até todos eles estarem prontos para serem colocados para adoção.

Já o macho, que recebeu o nome de Fera, foi adotado, ganhou uma nova família e se mudou para a Zona Sul da cidade.

Fonte: O Globo