Como dar remédio para seu cachorro (líquido e comprimido)

A maioria dos médicos veterinários utiliza dois principais tipos de remédios via oral, o comprimido e o medicamento suspensão (líquido)

por George Augusto — publicado 27 dez 2014 - 0:16

A maioria dos cães que voltam de uma consulta com um médico veterinário, recebem uma lista de medicamentos que o cão deve tomar. Na maioria dos casos, há uma grande dificuldade, e receio por parte dos tutores, na hora de administrar o medicamento prescrito pelo profissional. Existem também muitos casos em que o tutor tem medo que o animal reaja agressivamente e, assim,  administra de maneira totalmente errada, fazendo com que o animal cuspa todo o medicamento, atrapalhando o tratamento. Alguns médicos veterinários clínicos não explicam o modo correto de administrar as drogas que ele prescreveu no receituário, dificultando a vida do tutor.

A maioria dos médicos veterinários, clínicos de pequenos animais, utilizam dois principais tipos de remédios via oral, o comprimido e o medicamento suspensão (líquido). Para um entendimento melhor dos leitores, segue uma breve diferenciação das duas apresentações do medicamento, lembrando que o principio ativo de ambos é o mesmo.

O medicamento em comprimido, na maioria das vezes, é receitado a cães que já atingiram a idade adulta, ou seja, já conseguem engolir um medicamento através do alimento ou mesmo posto na boca pelo tutor ou pelo profissional médico veterinário. O comprimido normalmente vem em uma espécie de cartela, ou também conhecido como Blister. Esse medicamento é o que mais dá trabalho ao tutor, pois a administração dele pode ser bem complicada, já que em muitos casos, os cães não aceitam bem.

Atualmente, já existe no mercado um equipamento que ajuda na administração do comprimido, introduzindo-o com facilidade na boca do animal e, desta forma, evitando desgaste e risco para o tutor.

 

Foto: Reprodução/Youtube

Foto: Reprodução/Youtube

 

O medicamento em suspensão, ou também conhecimento como remédio líquido, é bem mais fácil de administrar, comparado ao comprimido. É em grande escala prescrito para cães filhotes, pois a deglutição é bem mais suave e tranqüila. O medicamento em suspensão vem em um vidro, e normalmente junto, vem uma seringa dosadora. Por mais que o remédio liquido seja mais fácil de dar, é importante que também seja feito corretamente, pois na tentativa de administrar, pode fazer com que o animal cuspa e altere o resultado do tratamento. Essa maneira de administrar o remédio, também oferece o risco de o medicamento ser aspirado para os pulmões – ao invés de ir para o estômago – provocando um pneumonia por aspiração.

Existem inúmeras técnicas na hora de administrar os remédios que o animal de estimação precisa, porém as mais comuns ensinadas pelos profissionais, são:

Comprimido: Primeiramente, espere seu animal ficar calmo sem muita agitação. Se possível alise sua cabeça e seu corpo lentamente. Em seguida, uma de suas mãos vai em cima do focinho do animal, com os dedos levantando os lábios e os dentes juntos, na tentativa de abrir a boca. Com o comprimido na outra mão, segurando com o dedo polegar e o indicador, abra com o dedo do meio a boca do animal, pelos dentes da frente debaixo (dentes incisivos inferiores). Em seguida jogue o medicamento dentro da boca o mais dentro que conseguir, posteriormente fechando o focinho com as duas mãos e faça com que o cão olhe pra cima. Existem profissionais que indicam ainda soprar de longe o nariz do animal, para facilitar que ele engula.

 

Foto: Reprodução/MyVetOnline

Foto: Reprodução/MyVetOnline

 

Existe um modo mais simples de ofertar comprimido. Um é misturado na ração ou por dentro de um pedaço de carne, porém existem cães que não comem carne, e no caso das rações, no dia de inapetência, pode não comer a ração e atrapalhar o tratamento.

Líquido: Na medicação liquida é bem mais simples, porém necessita de alguns cuidados extras. Depois que  colocar a medicação na seringa dosadora, colocá-la no canto da boca do animal e administrar lentamente, pausando de vez em quando. Muitos tutores, na esperança de não deixar o animal cuspir, apertam com muita força e rapidez o êmbolo da seringa. Isso é uma prática errada, pois engasga o animal e desperdiça o remédio. Administre lentamente. Caso o animal se estresse ou se movimente, retire a seringa do canto da boca, e repita, até que todo o medicamento seja administrado.

 

Foto: Reprodução/MyVetOnline

Foto: Reprodução/MyVetOnline

 

É importante que o medicamento seja posto na quantidade recomendada pelo médico veterinário. De forma alguma faça alterações nas dosagens, como diminuir ou aumentar. Saiba que um remédio dado de forma incorreta pode virar um veneno ao animal, levando-o à óbito.

 

Por: George Augusto von Schmalz Portella de Macedo

Ocupação: Acadêmico de Medicina Veterinária

Contato: [email protected]

Cãozinho tem duas patas amputadas por causa da falta de cuidados com seus pelos

por Andrezza Oestreicher — publicado 21 abr 2018 - 9:20

Apesar de dar muito amor, algumas pessoas não têm condições financeiras para manter e cuidar de um cachorro da forma que eles precisam para ter uma boa saúde e até demoram para pedir ajuda quando os pets precisam. Porém, é importante lembrar que até a falta de cuidados básicos, como banho e tosa, podem causar problemas de saúde graves.

O cãozinho Bobb, um Poodle Toy, vivia com tutores sem teto. Por não terem condições financeiras para cuidar do cão,

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Homem mata cachorro do vizinho e tenta servir o animal como jantar para o tutor

por Andrezza Oestreicher — publicado 20 abr 2018 - 18:21

A crueldade humana contra os animais está atingindo níveis que nem conseguimos acreditar que possa ser verdade. Na Coreia do Sul, um homem matou o cachorro do vizinho, cozinhou o animal e convidou o próprio tutor para jantar.

Este caso terrível e absurdo de violência contra animais se tornou público depois que a família do cachorro assassinado publicou um pedido on-line pedindo apoio para garantir que o responsável pela morte do pet fosse severamente punido.

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Rainha Elizabeth fica de coração partido ao perder seu último Corgi Galês

por Andrezza Oestreicher — publicado 19 abr 2018 - 19:58

Apaixonada por cachorros da raça Corgi desde que seu pai introduziu esses animais na família, em 1933, a Rainha Elizabeth está de coração partido após a morte de seu último Corgi Galês.

No seu aniversário de 18 anos, a então Princesa Elizabeth ganhou o seu primeiro Corgi de presente de seu pai. A cadelinha Susan foi a matriarca de 14 gerações de Corgi Galês que a rainha manteve por muitos anos em suas quatro casas reais.

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Cãozinho tem duas patas amputadas por causa da falta de cuidados com seus pelos

por Andrezza Oestreicher — publicado 21 abr 2018 - 9:20

Apesar de dar muito amor, algumas pessoas não têm condições financeiras para manter e cuidar de um cachorro da forma que eles precisam para ter uma boa saúde e até demoram para pedir ajuda quando os pets precisam. Porém, é importante lembrar que até a falta de cuidados básicos, como banho e tosa, podem causar problemas de saúde graves.

O cãozinho Bobb, um Poodle Toy, vivia com tutores sem teto. Por não terem condições financeiras para cuidar do cão, o animal passou cerca de 10 anos sem receber uma tosa sequer. Durante todo esse tempo, os pelos do cachorro foram crescendo e formando vários nós até se tornar um enorme emaranhando que passou a afetar a sua saúde.

Cãozinho viveu cerca de 10 anos sem ser tosado nem uma vez. (Foto: Reprodução / Facebook Amaze-Bobb)

No final de 2015, Bobb foi encontrado e levado pelo controle de animais, em Los Angeles, por conta das condições em que ele estava sendo mantido. Em seguida, o cachorro foi resgatado pelo grupo de resgate e cuidados Synergy Animal Rescue, que o levou para receber os cuidados específicos que precisava.

A primeira coisa feita foi tosar o animal e livrá-lo de todo aquele excesso de pelos que o estava mantendo preso e em um estado terrível. Porém a situação era mais grave do que todos imaginavam.

O cãozinho tinha tantos nós, que alguns simplesmente cortaram sua circulação em duas de suas patas, a esquerda de trás e a direita da frente, que estava praticamente pendurada, presa apenas pelos nós. Ambas as patas tiveram que ser amputadas.

Cãozinho hoje tem 13 anos e se adaptou muito bem a sua condição. (Foto: Reprodução / Facebook Amaze-Bobb)

O pequeno cachorro também precisou arrancar vários dentes, que estavam podres e em péssimo estado.

Depois de todo esse tratamento, Bobb era um cãozinho completamente diferente, tanto por fora quanto por dentro. Ele estava mais leve e mais feliz.

Uma mulher chamada Megan Lundberg se ofereceu para dar lar temporário para o pequeno animal. Porém, ela e seu marido se apaixonaram por Bobb e decidiram adotá-lo de vez.

Ele é muito feliz com sua nova família, que o ama muito. (Foto: Reprodução / Facebook Amaze-Bobb)

Hoje com 13 anos de idade, Bobb vive muito feliz com seus pais humanos, irmãos caninos e irmãos felinos em um lar cheio de amor. Ele passou por fisioterapia, se adaptou muito bem a sua nova condição e se acostumou a andar de um lado para o outro com duas patas, o que faz com muita facilidade e rapidez.

Fonte: The Animal Rescue Site / Facebook Amaze-Bobb

Homem mata cachorro do vizinho e tenta servir o animal como jantar para o tutor

por Andrezza Oestreicher — publicado 20 abr 2018 - 18:21

A crueldade humana contra os animais está atingindo níveis que nem conseguimos acreditar que possa ser verdade. Na Coreia do Sul, um homem matou o cachorro do vizinho, cozinhou o animal e convidou o próprio tutor para jantar.

Este caso terrível e absurdo de violência contra animais se tornou público depois que a família do cachorro assassinado publicou um pedido on-line pedindo apoio para garantir que o responsável pela morte do pet fosse severamente punido.

De acordo com a polícia local, o homem responsável pela morte do animal, um fazendeiro de 62 anos que não teve seu nome divulgado, confessou o crime e disse que matou o cachorro do vizinho por estar irritado com os constantes latidos do pet, que tinha dois anos de idade.

O criminoso contou que jogou uma pedra no cãozinho, um pequeno Corgi, e quando percebeu que o animal estava inconsciente o matou estrangulado. Em seguida, ele cozinhou o cachorro e chamou alguns vizinhos para dividir a “refeição”, incluindo o tutor do animal.

A família do cãozinho não tinha ideia do que tinha acontecido com o animal. Eles achavam que o pet estava desaparecido e chegaram a distribuir panfletos pedindo informações e oferecendo recompensas para quem encontrasse e devolvesse o cachorro.

Homem matou cachorro por estar irritado com os latidos do animal. (Foto: Reprodução / pets4homes)

De acordo com a filha dos tutores do cão, ela chegou a ir até a casa do responsável pela morte do animal, que fica três casas distante de onde o pet vivia. Ela disse que o homem a recebeu bem e foi simpático. “Quando cheguei à casa do homem, que fica a apenas três portas da nossa, ele expressou simpatia, prometendo nos informar se encontrasse o cachorro”, disse ela.

Ninguém desconfiava de nada. Porém, ela acredita que nessa época o fazendeiro já estava em posse do cão, vivo ou morto, em seu celeiro.

O criminoso ainda chegou a beber com o tutor do animal e confortá-lo sobre o sumiço do cão. Em seguida, ele convidou alguns vizinhos, inclusive o tutor, para comer carne de cachorro em sua casa.

O tutor não aceitou, pois não consome carne de cachorro. Porém, foi só depois deste convite que outro vizinho contou para a família o que realmente tinha acontecido com o pet.

Depois disso, o fazendeiro confessou seu crime para a polícia.

Apesar de o consumo de carne de cachorro ter diminuído bastante, ela ainda faz parte da culinária de uma parte dos sul-coreanos e mais de 1 milhão de cães ainda são consumidos na Coreia do Sul por ano.

O número está diminuindo graças à geração mais jovem, que está vendo cada vez mais os cães como animais de estimação e tornando o consumo da carne desses animais um verdadeiro tabu.

Fonte: The Guardian