Estrabismo em cachorros

As causas para o estrabismo podem ser desde um problema neurológico até algo de origem muscular

por George Augusto — publicado 7 maio 2014 - 2:11

É bastante comum vermos animais apresentando estrabismo. O estrabismo, ou também conhecido como “Vesgo” ou “Zarolho” é uma condição que tanto os animais quanto os seres humanos podem apresentar, sendo classificado pelo alinhamento e aprumo anormal dos olhos. Os dois olhos do cão são feitos para trabalharem em conjunto, ou seja, ambos os olhos devem ser direcionados juntos para um determinado ponto. À medida que um dos olhos é direcionado para o lado oposto, considera-se estrabismo.

As causas do estrabismo podem ser desde um problema neurológico até algo de origem muscular, sendo a causa neurológica a menos freqüente. O olho do animal, assim como o do Homem, sofre ação de  músculos que irão fazer a movimentação dos olhos para todas as direções. No momento em que um desses músculos apresenta flacidez, comparado ao outro, o bulbo ocular tende a ser puxado pelo músculo mais forte, fazendo com que haja o desvio para dentro ou para fora.

 

Tipos de estrabismo

Existem dois tipos principais de estrabismo, são eles o estrabismo convergente e o divergente.

Estrabismo Convergente: Encontrado em maior escala em gatos, em especial os da raça Siamês, o estrabismo convergente consiste em um olho ou ambos “voltados para dentro”, direcionados ao focinho.

Estrabismo Divergente: Acomete em maior escala cães, principalmente os da raça Pug. O estrabismo divergente consiste em um olho ou ambos os olhos “direcionados para fora”.

 

Estrabismo em cães. Foto: Reprodução

Estrabismo em cães. Foto: Reprodução

O estrabismo é bastante maléfico para qualquer animal, pois à medida que os olhos ficam de forma desalinhada, não há mais a visão binocular, ou seja, o animal usa apenas um olho para focar objetos. Com a perda da visão binocular, o animal perde a visão tridimensional, acarretando assim, a perda significante da profundidade ocular (capacidade natural de avaliar as distâncias), podendo colidir com objetos do ambiente.

Quando um animal nasce com estrabismo acentuado, o olho que sofreu o desvio, tende a perder sua acuidade, sendo conhecido como “olho preguiçoso”. Este por sua vez leva, na maioria dos casos,  à perda da acuidade visual, comprometendo assim, a nitidez.

O tratamento para estrabismo em cães consiste na intervenção cirúrgica para a correção. Essa prática é mais usada na medicina humana, pois a maioria dos tutores de cães não se incomodam com o fato do animal ser estrábico ou não. Existem cães que apresentam estrabismo já na fase adulta, sendo mais preocupante, pois pode ser apenas um sintoma de uma doença neurológica.

A prevenção para o estrabismo em cães é uma polêmica no meio veterinário, pois na maioria dos casos é de forma hereditária, ou seja, é de origem genética. Muitos criadores e reprodutores de cães, não fazem cruzamentos com animais que apresentam estrabismo, evitando assim, que essa condição passe para futuros animais daquela raça. Caso o animal apresente estrabismo ao longo da vida, é indicado que o mesmo seja levado imediatamente a um médico veterinário, pois existem doenças cujos sintomas incluem o estrabismo.

 

Por: George Augusto von Schmalz Portella de Macedo

Ocupação: Acadêmico de Medicina Veterinária

Contato: [email protected]

Cadelinha adotada é seguida por ovelhas da família e se torna a líder dos animais

por Andrezza Oestreicher — publicado 16 dez 2017 - 9:30

A cadelinha Lady é da raça Basset Hound, que foi resgatada por um abrigo e adotada por sua família há três anos. Por conta de seu passado, que não é tão conhecido, a cadelinha tinha muito medo e chegava até a ser agressiva com outras pessoas, porém, as companhias certas fizeram com que Lady se abrisse mais para a sua nova família e ficasse mais tranquila e leve.

Na nova casa, os tutores Michael Jobson e Fiona Morton não conseguiam levá-la para passear no parque,

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No Rio de Janeiro será proibido utilizar animais para testes de produtos cosméticos

por Andrezza Oestreicher — publicado 15 dez 2017 - 9:29

E a causa animal teve mais uma vitória no Brasil. Nos próximos dias, será promulgada uma lei que proíbe o uso de animais para testes de produtos cosméticos.

Em uma votação feita na última terça-feira, dia 14 de dezembro, a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) derrubou, por 40 votos a favor e nenhum contra, o veto do governador Luiz Fernando Pezão e sancionará lei proibindo o uso de animais para cosméticos.

A lei irá valer em todo o estado do Rio de Janeiro e,

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Em Portugal, crianças aprendem na escola sobre comportamento e bem-estar dos animais de estimação

por Andrezza Oestreicher — publicado 14 dez 2017 - 18:38

As pessoas costumam dizer que as crianças são o futuro planeta e a esperança de um mundo melhor. Pensando nisso, surgiu, em Portugal, o projeto “Eu Cuido. Um mundo melhor para os animais”.

O “Eu cuido”, que até o ano que vem vai atingir cerca de oito mil alunos só na Grande Lisboa e no Grande Porto, tem como maior objetivo ensinar e sensibilizar as crianças para diversos temas relacionados a animais de estimação.

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Cadelinha adotada é seguida por ovelhas da família e se torna a líder dos animais

por Andrezza Oestreicher — publicado 16 dez 2017 - 9:30

A cadelinha Lady é da raça Basset Hound, que foi resgatada por um abrigo e adotada por sua família há três anos. Por conta de seu passado, que não é tão conhecido, a cadelinha tinha muito medo e chegava até a ser agressiva com outras pessoas, porém, as companhias certas fizeram com que Lady se abrisse mais para a sua nova família e ficasse mais tranquila e leve.

Na nova casa, os tutores Michael Jobson e Fiona Morton não conseguiam levá-la para passear no parque, pois eles tinham receio de que ela viesse a avançar em alguém. Como eles moram em uma fazenda com bastante espaço, eles deixaram que a cadela ficasse livre pelo espaço enquanto cuidavam de alguma coisa na área externa.

Lady sempre é seguida pelas ovelhas da fazenda. (Foto: Reprodução / Metro UK / Mercury)

Porém, em um desses dias em que a cadela acompanhava seu tutor no trabalho da fazenda, por descuido, Michael deixou Lady se misturar com as ovelhas e ficou surpreso com o que aconteceu.

“Elas simplesmente começaram a seguí-la em todos os lugares. Isso certamente me fez rir. Ela [Lady] estava completamente inconsciente, mas estava fazendo um trabalho brilhante”, contou o tutor orgulhoso.

De cara a cadelinha se sentiu bastante à vontade no meio das ovelhas. Lady não se incomoda com os animais, fica tranquila entre eles e muitas vezes nem chega a perceber que é seguida pelas ovelhas.

A cadela acabou se tornando a líder do rebanho. (Foto: Reprodução / Metro UK / Mercury)

Os tutores ficaram impressionados com o talento que Lady tem para cão de pastoreio. Sempre que ela está perambulando pelo campo as ovelhas passam a seguir a cadelinha, apesar de Lady parecer estar mais preocupada em cheirar o mato e seguir seu tutor.

“Lady normalmente está atrás de mim me seguindo, mas às vezes ela sai sozinha e, de alguma forma, ela se torna a líder das ovelhas”, conta Michael.

De acordo com os tutores, eles estão até pensando em usar os talentos de Lady para ajudar o real cão de pastoreio da família, Tom.

Fonte: Metro UK

No Rio de Janeiro será proibido utilizar animais para testes de produtos cosméticos

por Andrezza Oestreicher — publicado 15 dez 2017 - 9:29

E a causa animal teve mais uma vitória no Brasil. Nos próximos dias, será promulgada uma lei que proíbe o uso de animais para testes de produtos cosméticos.

Em uma votação feita na última terça-feira, dia 14 de dezembro, a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) derrubou, por 40 votos a favor e nenhum contra, o veto do governador Luiz Fernando Pezão e sancionará lei proibindo o uso de animais para cosméticos.

(Foto: Reprodução / The Wildcat Voice)

A lei irá valer em todo o estado do Rio de Janeiro e, de acordo com o seu texto, fica proibido o uso de animais para desenvolvimento, experimento e teste de produtos cosméticos, higiene pessoal, perfumes, limpeza e seus componentes. Além disso, também será proibida a comercialização de produtos que tiverem tido seus testes feitos em animais.

“Já há metodologias que fazem testes desses produtos sem utilizar os animais, então, nós temos que respeitar a dignidade dos animais e não tratá-los de forma cruel”, afirmou o deputado Gilberto Palmares, um dos autores do o projeto de lei 2.714/14, em comunicado oficial.

De acordo com Elizabeth Mac Gregor, diretora do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal, o Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (CONCEA) do Ministério da Ciência e Tecnologia emitiu um relatório em 2016 reconhecendo que os métodos alternativos validados são mais eficientes do que o modelo animal.

(Foto: Reprodução / sirireporter)

Para quem quer ter certeza se suas marcas preferidas não fazem testes em animais ou quer passar a escolher marcas que não contribuem com maus-tratos a animais, é só buscar no site do PETA a lista com as empresas certificadas que utilizam métodos alternativos de testes.

Para ter essas informações de empresas nacionais, é só entrar no site do Projeto Esperança Animal (PEA).

Fonte: O Globo / Capricho